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Capitão do Fla cria blog para indicar livros e ataca preconceito a atletas

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Novo capitão do Flamengo, zagueiro Wallace criou um blog para indicar livros (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação)

Novo capitão do Flamengo, zagueiro Wallace criou um blog para indicar livros (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação)

Gustavo Franceschini, no UOL

Capitão do Flamengo após a saída de Léo Moura, Wallace combate, desde suas primeiras entrevistas, o estereótipo do jogador de futebol. Bem articulado, gosta de literatura, joga xadrez e já escreveu cartas para a torcida. Em 2015, resolveu ir além. Lançou “Wallace Leu”, blog pessoal que usará para indicar obras a amigos, torcedores e fãs, com direito a mini resenhas e comentários.

“Primeiro queria dizer que não sou crítico literário e nem tenho condições de fazer isso. É que tem muita gente que pergunta: ‘O que você está lendo?’. E senti que as pessoas tinham interesse em saber. É muito mais para compartilhar meus gostos com as pessoas do que fazer uma análise do livro”, disse Wallace, em entrevista ao UOL Esporte.

A ideia partiu de Guilherme Prado, ex-diretor de comunicação do Corinthians que trabalhou com Wallace quando ele passou pelo clube do Parque São Jorge. Com o auxílio de uma empresa de programação, a dupla colocou o blog no ar com o objetivo de apresentar três livros por semana, de todos os estilos.

Wallace vai de obras esportivas, como a biografia do técnico de basquete Phil Jackson (“Onze Anéis – A Alma do Sucesso, ed. Rocco), até clássicos como 1984, de George Orwell. “Urgência pública é o modo como descrevo 1984. Um mundo sem o livre pensar. Reprimido por um governo autoritário que introduzia na população medo e uma falsa liberdade, Winston descobre alguns dos seus desejos mais simples e se rebela desenvolvendo um olhar crítico, observado pelo Grande Irmão 24 horas até onde irá sua coragem”, escreveu o zagueiro, “resenhando” o livro que deu origem ao conceito do programa Big Brother.

Confira a íntegra da entrevista a seguir:

UOL Esporte: Que tipo de leitura você gosta? Como é o processo de criação no blog?
Wallace:
Eu leio de tudo. Biografia, esporte, romance… Quando pedem indicação de livro eu sempre pergunto que tipo de leitura as pessoas querem ter. Sobre o blog, eu faço um resumo e o Gui [Guilherme Prado] pediu para que passasse por áudio também para ser mais pessoal. Vou fazendo um resumo do que eu acho do livro. Só vou colocar livros que eu já li.

UOL Esporte: De onde vem o hábito de escrever? Em 2010, você escreveu duas cartas sobre o Vitória, seu time na época, que tiveram bastante repercussão.
Wallace:
Na Bahia eu tinha muito mais o hábito de escrever. Deixei isso um pouco de lado em São Paulo. Eu escrevi duas cartas em direção à torcida. Escrevi muito mais a questão dos sentimentos, expus meus sentimentos de forma muito visceral. Quando eu escrevi a primeira vez não esperava tanta repercussão. Especialmente aqui no centro [Rio de Janeiro e São Paulo] foi muito bem aceito pelas pessoas. Tinha escrito na semifinal da Copa do Brasil porque a gente tinha perdido para o Atlético-go no primeiro jogo e a torcida não estava acreditando muito. Tinha feito uma mensagem de quatro ou cinco linhas e aí o Corrreio [da Bahia, jornal de Salvador] me pediu para que eu escrevesse outras. Acabou que fui cuspindo sentimentos. Foi bom que quem não me conhecia me viu extracampo.

UOL Esporte: Dos livros que você leu, qual te marcou mais?
Wallace:
De esporte tem o ‘Onze Anéis’, do Phil Jackson. É bom para ver como ele lida com essa coisa do ego do atleta. Ele formou o time do Bulls, com Jordan, Pipen e Rodman. E logo depois ele conta dos três títulos com o Lakers. Ele fala de toda essa coisa de lidar com o Shaquille O’Neal e o Kobe Bryant, duas estrelas. É bom para a gente saber tirar o melhor desses caras.

UOL Esporte: Em um dos resumos do seu blog, você cita a série House of Cards, que fala sobre a política norte-americana. Que outros hobbies, além de leitura, você tem na concentração, por exemplo?
Wallace:
Eu assisto a muita série. Às vezes jogo videogame, mas hoje não tenho muita paciência. A maior parte do tempo eu passo lendo, vendo alguma série. Cada um faz uma coisa diferente. Tem quem fique só nas conversas pelo celular.

UOL Esporte: Em 2013, em uma entrevista ao Esporte Espetacular, você disse que se preocupou em jogar bem no ataque para mostrar ao torcedor que podia ser um zagueiro diferente, já que havia passado dois anos ruins no Corinthians. Acha que o blog pode te ajudar a reforçar essa imagem de jogador incomum, diferente?
Wallace:
Primeiro eu queria dizer que não joguei no Corinthians por culpa minha. Talvez não tenha feito tudo que deveria fazer. O Tite me deu algumas oportunidades e não consegui aproveitá-las, mas eu sou muito grato a ele e ao clube. Sobre a pergunta, acho que as pessoas olham diferente. Elas percebem que elas têm um estereótipo do jogador, por culpa nossa e da própria imprensa. Jogador de futebol não é aceito, é tolerado.

UOL Esporte: Nos últimos anos, especialmente, nós vimos jogadores se organizando, indo à imprensa para falar de outros assuntos que não sejam só o futebol dentro das quatro linhas. Ainda assim você acredita que o jogador sofre preconceito?
Wallace:
Acho que sim, sofre. Quando falo isso não é só preconceito da imprensa. Quem vê futebol talvez não esteja interessado nas outras coisas que você tem para passar. Em qualquer mesa de bar, em uma rodinha de amigos que você for conversar e colocar em pauta a profissão de atleta ele é rotulado como mulherengo, folgado. Isso está mudando, mas caminhando a passos curtos. E temos de nos posicionar.

UOL Esporte: Se posicionar também politicamente? No ano passado você chegou a anunciar seu voto em Aécio Neves.
Wallace:
Não defendo nem PSDB nem PT. Defendo a ideia do candidato. A gente tem muito a coisa de defender um lado. Na minha opinião, naquele momento o Aécio me trouxe opiniões mais concretas. Hoje a gente vê a maior crise política que nós vivemos. A gente tem dito que não vê ninguém sendo preso. Minha ideia é aquela. Mesmo tendo o pouco entendimento eu tenho de me posicionar.

UOL Esporte: No âmbito esportivo, o que você achou da MP do refinanciamento da dívida dos clubes? Chegou a conversar sobre isso com o Paulo André, um dos líderes do Bom Senso?
Wallace:
Converso muito com o Paulo. Ficamos felizes que a MP foi aprovada. Muito jogador ainda está muito por fora do Bom Senso, não entende que essa liga é pela causa da profissão. Acho que deu uma esfriada legal. As principais referências saíram, outros pararam. A gente espera que surjam novas lideranças.

UOL Esporte: Por último, como você se sentiu ao ter virado o capitão do Flamengo após a saída do Léo Moura?
Wallace:
Fico feliz. Pra mim é uma honra, não deixa de ser a realização de um sonho. Mas é simbólico. Com ou sem a faixa a minha liderança se mostra em campo. A capitania se daria de uma forma ou outra. Também não posso entender que isso é o ápice da carreira.

Novo livro surpreende até quem acha que sabe tudo sobre o goleiro Bruno

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O goleiro Bruno Fernandes durante a comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Belo Horizonte (Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Folhapress)

O goleiro Bruno Fernandes durante a comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Belo Horizonte (Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Folhapress)

Monica Weinberg, na Veja on-line

Em carreira ascendente no futebol brasileiro, o mineiro Bruno Fernandes, goleiro e ídolo do Flamengo, se refestelava numa espreguiçadeira à beira da piscina quando a ex-amante cruzou seu campo de visão, fez um aceno com a mão e disse “tchau”. Ele não se mexeu. Quando a moça já não podia mais ouvi-lo, soltou um lacônico “Vá com Deus” e voltou ao papo e à cerveja.

Era 10 de junho de 2010 quando Eliza Samudio, então com 25 anos, foi conduzida à casa onde seria barbaramente assassinada, o desfecho de uma trama que, diante da brutalidade e da frieza, fez tremular até mesmo os mais habituados às páginas policiais. Dois dias depois, o goleiro foi flagrado de colar havaiano e sorriso largo sob o sol escaldante de Angra dos Reis. Apostava que a fama lhe garantiria a impunidade.

Três anos mais tarde, já encarcerado e rendido à vida longe do glamour e das farras sem limites, mas sem nunca perder a soberba, Bruno dirigiu-se, pesaroso, à atual mulher, a dentista Ingrid Oliveira, num dia de visitas em que o Brasil enfrentava o Uruguai pela Copa das Confederações: “Poderia ser eu ali”.

Ao revirar o caso e trazer à tona essas e outras passagens inéditas, o livro Indefensável — O Goleiro Bruno e a História da Morte de Eliza Samudio (Record; 265 páginas; 32 reais) derruba a ideia de que tudo já foi dito sobre o crime e reforça, à base de reportagem irretocável, o protagonismo do jogador do começo ao fim do enredo.

Mais de uma centena de pessoas foram ouvidas para tecer uma narrativa que volta à juventude de Bruno para mostrar que mesmo nos tempos mais duros a prepotência e a mania de grandeza estiveram sempre à espreita; entra nos bastidores do Flamengo para revelar os mandos e desmandos do goleiro que ninguém ousava contrariar; e refaz os passos dos personagens da trama com espantosa riqueza de detalhes. Parece que os três autores testemunharam cena a cena.

O livro foi escrito pelos jornalistas Paula Sarapu, Paulo Carvalho e Leslie Leitão, repórter de VEJA com mais de uma década de dedicação ao noticiário esportivo e policial. Foi ele o primeiro a publicar no jornal carioca O Dia a notícia do sumiço de Eliza. Em VEJA, estampou uma carta interceptada no presídio que ajudaria a minar a defesa: o goleiro suplicava ao seu braço-direito, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, que seguisse o “plano B”, assumindo sozinho a culpa.

Fã de leitura e multicampeão, zagueiro Wallace vive boa fase no Flamengo

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Publicado por Yahoo

Em entrevista à TV FLA, o novo titular da zaga rubro-negra revelou objetivo a alcançar no Brasileirão e falou sobre seu lado “cult”

Wallace no treino do Flamengo (Foto: Site Oficial do Flamengo)

Wallace no treino do Flamengo (Foto: Site Oficial do Flamengo)

Quatro Estaduais, uma Copa do Nordeste, um Brasileirão, uma Libertadores e um Mundial Interclubes. Esses são os títulos conquistados por Wallace em sua breve, porém muito vitoriosa, carreira. Ele tem apenas 25 anos e o Flamengo é o terceiro clube que defende em sua vida. Antes, passou por Vitória e Corinthians. Jogou as últimas três partidas como titular do time de Dorival Junior e foi fundamental para que Felipe não sofresse gol em nenhuma delas. A cabeça do zagueiro está voltada para o Olaria, adversário do próximo sábado, mas ele não esconde que já pensa em desafios maiores vestindo a camisa rubro-negra.

“Minha pretensão é levar o Flamengo ‘pras cabeças’. Temos que entrar para ser campeões. Acho que o time está em uma crescente, mas temos muito o que melhorar porque a equipe ainda está em construção. Não tenho dúvidas que no Brasileirão vamos brigar para estar entre os quatro ou cinco primeiros”, disse o zagueirão do time da Gávea.

Quando o assunto da entrevista passou a ser o lado de fora do campo, Wallace revelou um hobby pouco comum entre jogadores de futebol: a leitura. Ele passou a ter o hábito de ler quando ainda jogava nas categorias de base do Vitória por influência de um psicólogo do time baiano. O primeiro livro que leu é inesquecível para o zagueiro.

“Foi O Homem que Matou Getúlio Vargas, do Jô Soares. Eu me apaixonei pela história. Acabei indo atrás de outro livro do Jô. Chamava-se O Xangô de Baker Street. Li e gostei. Assim foi crescendo o hábito. Já li muita biografia e houve um período em que lia muito livro de auto-ajuda, mas hoje acho isso uma ‘balela’. De filosofia, já li Schopenhauer e algumas coisas sobre Nietzsche. Mas, meu escritor preferido é George Orwell. Busco todos os livros dele”, revelou Wallace.

dica do Chicco Sal

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