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Literatura negra é destaque na programação da Flica 2017

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Literatura_negra

Evento terá espaço com série de atividades, a exemplo de lançamentos de livros e bate-papo com escritoras e escritores negros

Publicado no IBahia

A literatura negra será destaque na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), entre os dias 5 e 8 de outubro, em Cachoeira, no Recôncavo baiano. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), inclusive, organiza uma série de atividades, a exemplo de lançamentos de livros e bate-papo com escritoras e escritores negros, além de manifestações culturais de matriz africana.

De quinta-feira (5) a sábado (7), no Espaço Educar para Transformar, estão previstos lançamento e divulgação de diversos livros, a exemplo do infantil ‘Bucala: A pequena princesa do Quilombo do Cabula’, de Davi Nunes; ‘Mulheres negras e museus de Salvador: Um diálogo em preto e branco’, de Joana Flores; e ‘Política, economia e questões raciais – a conjuntura e os pontos fora da curva, 2014 a 2016’, de Elias Sampaio.

Ainda haverá o lançamento das obras ‘Parem de nos matar’ e ‘Canções de amor e dengo’, de Cidinha da Silva; e ‘Dia bonito pra chover’ e ‘Sobejos do mar’, escritos por Lívia Natália. As autoras participam, inclusive, de bate-papo com o público, na área do anfiteatro.

O público ainda poderá conferir um acervo de livros da biblioteca do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, com publicações especializadas em temas que tratam das relações étnico raciais, história da África, dentre outros.

Programação da Sepromi

Quinta-feira (5)

15h30 – Lançamento do livro ‘Bucala: A pequena princesa do Quilombo do Cabula’ / Autor: Davi Nunes

17h – Lançamento do livro ‘Mulheres negras e museus de Salvador: Um diálogo em preto e branco’/ Autora: Joana Flores.

Sexta-feira (6)

14h30 – Lançamento do livro ‘Política, economia e questões raciais – a conjuntura e os pontos fora da curva, 2014 a 2016’ / Autor: Elias Sampaio

16h – Lançamentos dos livros ‘Parem de nos matar” e ‘Canções de amor e dengo’ / Autora: Cidinha da Silva (com bate-papo / Diálogos Insubimissos)

Sábado (7)

14h30 – Lançamento do livro ‘Comentários ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia’ / Organizador(a): Sérgio São Bernardo e Cléia Costa Santos;

16h – Lançamentos dos livros ‘Dia bonito pra chover’ e ‘Sobejos do mar’ / Autora: Lívia Natália (com bate-papo / Diálogos Insubimissos)

16h – Grupo cultural ‘As Paparutas’ – samba da comunidade quilombola Ilha do Paty (São Francisco do Conde) – pelas ruas de Cachoeira

‘O que estimula a criança a ler é o exemplo’, diz Ana Maria Machado, homenageada da Flica

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Vencedora do Prêmio Jabuti por três vezes, Ana Maria ganhou também o mais importante prêmio da literatura infantojuvenil mundial: o Hans Christian Andersen

Roberto Midlej, no Correio 24Horas

A carioca Ana Maria Machado, 74 anos, é a homenageada da Flica deste ano, que acontece até amanhã. Ontem, ela participou de bate-papo com o público, para falar sobre sua história, em uma conversa mediada pela professora de Letras Mônica Menezes.

(Foto: Egi Santana/ Divulgação)

(Foto: Egi Santana/ Divulgação)

Vencedora do Prêmio Jabuti por três vezes, Ana Maria ganhou também o mais importante prêmio da literatura infantojuvenil mundial: o Hans Christian Andersen, pelo conjunto da sua obra. Para o público mirim, escreveu clássicos como Menina Bonita do Laço de Fita e História Meio ao Contrário.

Durante a ditadura, ela não escapou da sanha dos militares e foi mantida presa por dois dias: “Nunca disseram por que fui presa, mas eu dava aula em universidades e fazia parte de movimentos ativistas de oposição. Fiquei detida por dois dias porque, na verdade, eles queriam saber outras coisas”. Receosa, a escritora, que ia começar o doutorado, acabou indo para a França, onde estudou sob orientação de Roland Barthes (1915-1980), um dos maiores filósofos e linguistas do século passado.

Em seu retorno ao Brasil, voltou às redações dos jornais, onde já havia trabalhado antes do exílio. Paralelamente, se dedicou à literatura adulta e à infantojuvenil e chegou a ter, por 18 anos, uma livraria para crianças, o que, talvez, tenha contribuído para alimentar o rótulo de “escritora infantil”.

Apesar de ter uma extensa produção voltada para o público adulto, a senhora se tornou mais popular como autora infantil. A que atribui isso?
Talvez porque, quando comecei a escrever para crianças, havia poucos escritores que pensavam nesse público. E também porque recebi prêmios importantes internacionais, como o Hans Christian Andersen. Mas acho que essa não é uma pergunta para mim. Talvez seja uma pergunta para a mídia, que, não sei por que, criou esse rótulo. Mas não me incomoda isso. O que me incomoda é não poder responder a essa pergunta.

Muitos dizem que as crianças estão cada vez mais dispersas e não se dedicam à leitura. Como estimular que elas leiam?
O que estimula a criança a ler é o exemplo. O exemplo estimula a aprender qualquer coisa. Se a criança come de garfo e faca é porque vê os pais comerem assim. Mas se ela mora numa sociedade onde adultos comem com a mão, ela vai comer com a mão. Então, se ela mora numa família ou numa sociedade em que ninguém lê, ela não vai se interessar por leitura, mas se as pessoas em volta dela leem e falam sobre livros, ela vai se interessar, porque ler é uma atividade como outra qualquer. Eu tive uma livraria por 18 anos no Rio de Janeiro e nunca encontrei uma criança que não gostasse de ler. Ela podia não gostar de ler um ou outro tipo de livro, mas logo descobria outro, futucava e encontrava. E a concorrência da leitura com outras coisas, sempre houve.

As livrarias estão condenadas ao fim, como muitos acreditam?
A livraria e a biblioteca estão mudando. As livrarias estão colocando uns cafés ou um show de vez em quando em seu espaço. Mas é fato que o número de livrarias diminuiu porque há hoje outros meios onde se pode ler, como a internet. E não importa em que meio se lê. O texto pode estar num papel, num papiro ou num pergaminho. A obra de Homero só foi escrita muitos séculos depois da morte dele, porque antes só era transmitida oralmente. No entanto, hoje todos conhecem a Odisseia.

Durante a ditadura militar, a senhora chegou a ser presa e se mudou para a França. Como os militares justificaram sua prisão? Na sua volta ao Brasil, como foi trabalhar nos jornais?
Nunca disseram por que fui presa, mas eu dava aula em universidades e fazia parte de movimentos ativistas de oposição. Fiquei detida por dois dias porque, na verdade, eles queriam saber outras coisas. Acabei deixando o Brasil por isso, por recomendação de meu advogado. Na época, eu estava inscrita para fazer doutorado e levei tudo que eu tinha pronto para a França. Me inscrevi no doutorado lá e fui aceita para estudar com Roland Barthes, por três anos. Na volta, havia sido demitida da universidade. Aí, fui trabalhar no Jornal do Brasil. Já tinha tido experiência também no jornalismo na França, na revista Elle. E na Inglaterra, na BBC.

Durante dois anos, a senhora presidiu a Academia Brasileira de Letras. Que ações a ABL realiza, além de promover os encontros entre os seus membros?
Pensam que a ABL é só para os escritores tomarem o chá das cinco e para babar na gravata, mas a Academia faz várias coisas importantes. Primeiro, precisamos esclarecer que é uma instituição que não tem nada a ver com o governo. Na época em que a presidi, fizemos uma parceria com a Federação da Indústrias do Rio de Janeiro (Fierj) para montar bibliotecas em comunidades populares. A Firjan equipava as bibliotecas e nós nos responsabilizávamos pela formação de mão de obra para trabalhar lá. Demos cursos e formamos 98 técnicos auxiliares de biblioteconomia em um curso na sede da Academia. Com a Marinha, fizemos uma parceria também. Os fuzileiros navais ajudaram a recuperar escolas de comunidades do Rio. Então, a ABL faz um trabalho social intenso que não se toma conhecimento porque não se quer. No centenário de Jorge Amado, fizemos convênios com quatro universidades estrangeiras que se dedicaram a estudar a obra dele.

Qual a importância de eventos como a Flica e outras festas literárias?
Esse eventos têm dois lados positivos. O primeiro é que a mídia lembra que existem livros, então isso rende cobertura e a divulgação rende uma multiplicação enorme. Além disso, acabaram os suplementos literários nos jornais e o livro não tem o mesmo espaço de outras artes, como o cinema e a música. Outro aspecto importante dessas festas literárias: mobiliza as pessoas a escolherem e adquirirem livros, além de, eventualmente, encontrarem o autor.

Flica 2016 terá Milton Hatoum, Conceição Evaristo e Ana Maria Machado

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O escritor amazonense Milton Hatoum, autor de livros como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, participa, na sexta, da mesa A Voz do Autor, junto com o escritor baiano João Filho (Foto: Divulgação)

O escritor amazonense Milton Hatoum, autor de livros como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, participa, na sexta, da mesa A Voz do Autor, junto com o escritor baiano João Filho (Foto: Divulgação)

 

Em sua sexta edição, a Flica chega à sexta edição entre os dias 13 e 16 de outubro, em Cachoeira

Publicado no Correio 24Horas

A mesa de abertura da Flica – Festa Literária Internacional de Cachoeira, no dia 13 de outubro, às 15h, terá a participação de Mary Del Priore. A historiadora carioca vai falar sobre o seu mais recente livro, Histórias da Gente Brasileira, que, em vez de se concentrar nas grandes personalidades brasileiras, registra os hábitos do brasileiro comum, mostrando como as pessoas se vestiam, onde moravam e o que comiam.

Pela primeira vez, a Flica vai dedicar uma mesa, exclusivamente, a um autor e a um livro. O mediador da conversa é Jorge Portugal, professor e secretário estadual da Cultura. Outros autores nacionais, como Milton Hatoum e Ana Maria Machado, a homenageada deste ano, também participarão da Flica 2016.

Hatoum, autor de livros como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, participa, na sexta, da mesa A Voz do Autor, junto com o escritor baiano João Filho. Ana Maria Machado, conhecida também por sua produção dedicada às crianças, falará sobre seus romances voltados para o público adulto.

A literatura fantástica também terá espaço, com Eduardo Spohr, de A Batalha do Apocalipse, e a baiana Scarlet Rose, de Finlândia. A poesia e a prosa de ficção são destaques na mesa com a mineira Conceição Evaristo e a baiana Lívia Natália.

Os destaques internacionais são o colombiano Juan Gabriel Vásquez e congolês Kabengele Munanga. A Flica, que chega à sexta edição, segue até dia 16. O evento é uma realização da iContent e da Cali – Cachoeira Literária, com patrocínio da Coelba, Oi e governo do estado.

PROGRAMAÇÃO FLICA 2016

Quinta 13/10

Mesa 1 – 15h
“Histórias da gente brasileira”
Mary Del Priore
Mediação: Jorge Portugal

Mesa 2 – 19h
A confirmar

Sexta 14/10

Mesa 3 – 10h
“Do Éden à Finlândia”
Eduardo Spohr e Scarlet Rose
Mediação: Suzane Lima Costa

Mesa 4 – 15h
“A voz do autor”
Miltom Hatoum e João Filho
Mediação: Mirella Márcia

Mesa 5 – 19h
“O mar, um mapa, a audácia”
Ana Maria Machado conversa com Mônica Menezes

Sábado 15/10
Mesa 6 – 10h
“Histórias de humor sutil, micromundos familiares e fratura generalizada”
Juan Gabriel Vásquez (Colômbia) e Antonio Prata
Mediação: Zulu Araújo

Mesa 7 – 14h
“Exílios interiores”
Ana Martins Marques e Ângela Vilma
Mediação: Mônica Menezes

Mesa 8 – 17h
“As águas dos contrassonetos e os olhos da vândala insubmissão”
Conceição Evaristo e Alex Simões
Mediação: Lívia Natália

Mesa 9 – 20h
“Entre cidades atlânticas”
Kabengele Munanga (Congo) e Goli Guerreiro
Mediação: Zulu Araújo

Domingo 16/10

Mesa 10 – 10h
Caruru dos 7 Poetas na Flica

Ana Maria Machado é a homenageada da Flica 2016

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Ana Maria estará na Flica, onde participará da mesa O Mar, um Mapa, a Audácia, que acontece no dia 14, às 19h

Publicado no Correio 24 Horas

A 6ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece de 13 a 16 de outubro, no município de Cachoeira, no Recôncavo, já tem homenageada: será a escritora carioca Ana Maria Machado, vencedora de três Prêmios Jabutis.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

 

Além de receber todas as honras da festa literária, Ana Maria estará na Flica, onde participará da mesa O Mar, um Mapa, a Audácia, que acontece no dia 14, às 19h.

Na Flica, evento realizado pela iContent, a autora baterá um papo com a professora Mônica Menezes, responsável pelo projeto de pesquisa na área de literatura infantojuvenil da Ufba. Ana Maria Machado é vista pela crítica como uma das mais versáteis e completas escritoras brasileiras contemporâneas. Ela mesma diz: “Já fui professora, já fui jornalista, já fiz programa de rádio, já tive uma livraria e nesse tempo todo nunca parei de escrever”.

Autora popular e muito conceituada no segmento infantil, Ana Maria foi presidente da Academia Brasileira de Letras e em sua gestão deu especial ênfase a programas sociais de expansão do acesso ao livro e à leitura nas periferias e comunidades carentes. Ao longo de 40 anos escrevendo, publicou mais de cem livros (dos quais 9 romances e 8 de ensaios), com mais de vinte milhões de exemplares vendidos, lançados em vinte idiomas e 26 países.

Sob aplausos e histeria, encontro de autoras pop stars encerra a 5ª Flica

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Mesa com Paula Pimenta (esquerda) e Meg Cabot atraiu o maior público da Flica (Foto: Egi Santana/Flica)

Mesa com Paula Pimenta (esquerda) e Meg Cabot atraiu o maior público da Flica (Foto: Egi Santana/Flica)

 

Bate-papo com Meg Cabot e Paula Pimenta abordou processo criativo.
Mesa reuniu escritoras da literatura juvenil na manhã deste domingo (18)

Danutta Rodrigues, no G1

Recebidas como verdadeiras princesas, a norte-americana Meg Cabot e a brasileira Paula Pimenta coroaram a última mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), neste domingo (18). Com filas na porta do Claustro do Convento do Carmo, dezenas de fãs disputaram um espaço perto das escritoras pop stars da literatura juvenil. Em destaque, a leitura de entretenimento sob mediação do jornalista Mário Mendes.

“Eu acho que a pessoa tem que começar de algum lugar. Crescer com essa crença de que ler é não ajuda. Leitura de entretenimento tem um papel muito grande nesse sentido de despertar o prazer pela leitura. Depois, naturalmente vai procurar coisas mais profundas. A leitura tem esse papel. Eu acho ridículo quem diz: eu acho que você não deveria estar lendo isso, é uma porcaria”. A fala de Paula Pimenta, autora das séries “Fazendo Meu Filme” e “Minha Vida Fora de Série”, constata a importância do incentivo à leitura entre adolescentes dialogando com o universo vivido por eles.

Para Meg Cabot, dona do best seller “O Diário da Princesa”, todo tipo de leitura é importante e contribui para o desenvolvimento pessoal do leitor, principalmente o jovem. “Eu não gosto de julgamentos. Tudo que você lê você absorve e não sabe o que pode render daquela experiência. Se a leitura toca você, já é algo relevante”, afirmou. Com simplicidade e simpatia, a norte-americana e Paula Pimenta encantaram o público atento às colocações a respeito do processo criativo de cada uma, preferências literárias, literatura juvenil e o universo da ficção a partir de fatos cotidianos.

Como conselho para futuros escritores, Cabot disse que é preciso observar o mundo ao redor. “Não se pressione tanto em relação à leitura. Meu conselho principal é não fique todo o seu tempo ouvindo música, ouça seus amigos, eles vão fazer parte do seu livro. As vozes que você ouve ao seu redor são importantes. Os personagens vêm disso”, contou. “Escrever sobre o que você gosta também é importante porque os leitores sentem isso durante a leitura. Você gosta de ler romances? Ficção? Escreva sobre o que você gosta, sobretudo o que você conhece”, orientou Paula Pimenta.

Entre tantos momentos “cor de rosa” da mesa, a autora brasileira surpreendeu Meg Cabot ao ser questionada sobre o livro que gostaria de ter escrito. “O Diário da Princesa me marcou profundamente. Quando eu li esse livro, eu vi que os meus diários tinham muita história para contar. Poderia ser um livro que eu teria escrito. O diário da Mia é muito parecido comigo”, revelou durante o encontro.

Crianças e adolescentes acompanharam a mesa sobre literatura juvenil (Foto: Egi Santana/Flica)

Crianças e adolescentes acompanharam a mesa sobre literatura juvenil (Foto: Egi Santana/Flica)

Visivelmente emocionada com a declaração, Cabot retribuiu a gentileza afirmando que se fosse recomendar um livro, seria algum de Paula Pimenta. Em seguida, a norte-americana declarou que gostaria ter escrito a Bíblia. “O novo e o velho testamento. Todo mundo deveria ler um dia”, aconselha.

Sob aplausos e histeria do espaço lotado de adolescentes, o encontro das escritoras da literatura juvenil contou ainda com uma sessão de autógrafos. Com livros nas mãos, o sucesso da mesa “Entre Palavras e Princesas” desconstrói o preconceito com a leitura de entretenimento.

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