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Posts tagged Fome

20 micro-romances em 140 caracteres

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Carlos Willian Leite na revista Bula

Escritores, jornalistas, blogueiros foram convidados a escreverem um romance em até 140 caracteres, excetuando título e com temática livre. Embora não seja reconhecido como um gênero literário — sendo associado às tendências de vanguarda e ao minimalismo — as micronarrativas ganharam um considerável número de adeptos nas duas últimas décadas. A partir do início dos anos 1990, estudos e antologias começaram a abordar o tema de forma enfática, resultando em centenas de publicações em todo o mundo.

Participam da antologia: Ademir Luiz, Clara Averbuck, Denise Rossi, Edival Lourenço, Edson Aran, Fal Azevedo, Fred Navarro, Graça Taguti, Jean Boechat, Marco Antonio Barbosa, Marcos Caiado, marina w., Mauricio Savarese, Milly Lacombe, Nei Duclós, Nelson Moraes e Rosana Hermann.

Sam Spade
O velho policial aposentou-se, após uma carreira sem glamour. Decidiu virar Sam Spade e escreveu um romance que chamou de autobiografia.
(Ademir Luiz)

Troca de Segredos
eu lhe conto todos os meus; o sr. faz o cadeado; eu engulo a chave; e ninguém nunca mais fica sabendo. nem eu.
(Clara Averbuck)

A Cigarra de Wall Street e as Formigas
A cigarra chegou na fábrica e demitiu mais de 400 formigas. Um passo em falso na bolsa de valores e estava falida. Teve uma parada cardíaca.
(Denise Rossi)

(L)Ego
Confundiu Ego com Lego e agora encaixava pedacinhos de sua consciência em múltiplas combinações de personalidade.
(Eddiemasses)

Perda Irreparável
Tanto a dizer, de sonhos a compartilhar. Mas de repente você se foi, qual aragem das manhãs. Antes que eu formulasse os termos do discurso.
(Edival Lourenço)

Zoltan, o Supremo
Depois de perder o terceiro emprego e a segunda mulher, ele finalmente acionou a máquina pandimensional e virou Zoltan, o Supremo. #SciFi
(Edson Aran)

Maria Esteve Aqui
Explicação na página 2, a trepada da página 33, o conflito da página 87, o salto para o nada da página 101. Sem capítulo de redenção. Fim.
(Fal Azevedo)

Passatempo
Jovem, anteviu num sonho o próprio fim, grandioso, heroico. Viveu como um prisioneiro, a esperar esse dia. Morreu esperando.
(Fred Navarro)

Vida Sem Vírgulas
A vida hoje aboliu vírgulas nos livros e no cotidiano. Amores se esvaem pois falta oxigênio nas declarações. Todos falam sem parar. E morrem.
(Graça Taguti)

Mergulho
Despediu-se e entregou-se ao amor, com apenas só um pouco de culpa não declarada, mas bem sentida.
(Jean Boechat)

Kartón Chrónou
Eles se encontram no começo do expediente. “E hoje?”, perguntou Prometeu. “Morro acima. Mande um abraço para a águia!”, respondeu Sísifo.
(Marco Antonio Barbosa)

#eSobra
O Amor do Poeta (começo, meio e fim), cabe inteiro num tuíte: qwertyuiop asdfghjkl zxcvbnm .,?! — É a pena uma questão de encaixe.
(Marcos Caiado)

Automóvel
Ele olhou pra mim e falou: Estou encantado por você. Vieram os beijos, palavras soltas, taquicardia, segredos. Seria finalmente o amor? Não.
(marina w.)

Manual de Fome Anthony Garotinho para Greves de Bolso
Só use se tiver uma causa nobre. Não pense em comida. Pereça diante da imprensa. Não pense em comida. Pensou, não é? Então comece de novo.
(Mauricio Savarese)

A Busca?
Vai em busca do pai, é abusado, mata, foge, escapa da busca original, apaixona-se, tem filho, retoma fuga, é morto p/ policial, q era o pai.
(Milly Lacombe)

Chantagem
Só tenho um poema, disse o menino. Serve, disse o contrabandista. Agora te manda.
(Nei Duclós)

Amor, Toccata e Fuga
Minha vida com Giselle era uma partitura. Muito mimimi, ela falando de si e eu ouvindo de dó. No fim, nem eu estava lá, nem ela era meu sol.
(Nelson Moraes)

Livre-se
Minha vida é um livro livre, livrado, aberto. Minha vida é um libreto liberto. Viverei escrevendo até morrer. Aí, da vida, me livrarei.
(Rosana Hermann)

‘Holocausto Brasileiro’ resgata história de 60 mil mortos em hospício mineiro

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Publicado por Livraria da Folha

O hospício conhecido por Colônia, em Barbacena (MG), foi palco de uma das maiores atrocidades contra a humanidade no Brasil. Lá, com a conivência de médicos e funcionários, o Estado violou, matou e mutilou dezenas de milhares de internos.

Divulgação

Pacientes protegiam sua gravidez passando fezes sobre a barriga / Divulgação

Epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, tímidos e meninas que engravidaram antes do casamento engrossavam o número de “pacientes”. Aproximadamente 70% deles não tinham doença mental.

No hospício, perdiam seus nomes e suas roupas. Viviam nus, comiam ratos, bebiam água do esgoto, dormiam ao relento, eram espancados. Nas noites geladas, cobertos por trapos, morriam pelo frio, pela fome ou pela doença. Em alguns períodos, 16 pessoas morriam por dia nesse manicômio.

Os cadáveres eram vendidos para faculdades de medicina. Quando não havia comprador, os corpos eram banhados em ácido no pátio, diante dos internos.

Em “Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil “, a jornalista Daniela Arbex conta a história entre os muros da Colônia para evitar que atrocidades assim voltem a acontecer. Abaixo, veja o vídeo de divulgação do livro.

Chineses burlam censura comprando livros em Hong Kong

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Mesmo funcionários do governo chinês procuram livrarias

Chris Buckley, no The New York Times [via Folha de S.Paulo]

HONG KONG – Visitantes da China continental sobem uma escadaria estreita para chegar a uma pequena sala em Hong Kong repleta de prazeres proibidos: livros que revelam escândalos sobre os chefões do Partido Comunista.

A livraria Comunidade Recreativa Popular e outras em Hong Kong se especializam na venda de livros e revistas proibidos pelo governo chinês, na maioria dos casos, por trazerem relatos negativos sobre líderes passados e presentes do Partido Comunista. Numa época em que muitos cidadãos chineses nutrem desconfiança profunda em relação a seus líderes, os negócios da livraria vão de vento em popa.

“Venho para cá comprar livros que não podemos ler na China”, confirmou Huang Tao, vendedor de suplementos nutricionais do sudeste da China. “Fomos enganados em tantas coisas”, prosseguiu, apontando para livros sobre a fome devastadora do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, um episódio que a história oficial camuflou com eufemismos.

O comércio de livros proibidos revela a sede de informação presente numa sociedade vítima da censura, além das dificuldades que as autoridades enfrentam para sufocar essa sede, especialmente quando, segundo fontes das livrarias, funcionários governamentais fazem parte dos leitores ávidos dos livros proibidos.

“Esses livros vêm exercendo papel importante na conscientização dos chineses”, comentou um jornalista de Pequim que vai a Hong Kong várias vezes por ano e compra pilhas de textos de caráter denunciatório. Temendo represálias, ele pediu que seu nome não fosse citado.

Os livros contêm relatos de escândalos e profecias lúgubres sobre o futuro da China.

Um livro prevê uma guerra com o Japão em 2014, outro, a derrubada da liderança chinesa atual no mesmo ano.

“Algumas pessoas levam esses livros muito a sério”, comentou Paul Tang, 38, que abriu a livraria em 2002 com três sócios. “No momento, 90% de nossas vendas são feitas a chineses do continente. A pergunta que nos fazem com mais frequência não diz respeito ao conteúdo dos livros, mas a como levá-los de volta à China.”

Antiga colônia britânica, Hong Kong tornou-se uma região autônoma da China em 1997 e, apesar de pressões de Pequim, permanece livre da censura estatal. Em 2012, a cidade foi visitada por 34,9 milhões de chineses continentais, muitos deles em passeios para fazer compras.

De acordo com pessoas do ramo, os funcionários das alfândegas às vezes são instruídos a barrar a entrada de determinados títulos. Mas, com frequência, qualquer material de teor político que seja encontrado é examinado e as decisões sobre o que confiscar ou não são tomadas por impulso.

Em março, o empresário Zhou Qicai tentou entrar na China com uma mala carregada com 400 exemplares de uma revista de Hong Kong em chinês. Porém, um funcionário da alfândega resolveu examinar sua bagagem. A revista, “Boxun”, trazia um artigo sobre funcionários de tribunais na cidade natal de Zhou suspeitos de corrupção. O empresário queria mostrá-la a seus amigos.

O funcionário confiscou as revistas e o aconselhou a não fazer contrabando novamente. “Mas não desanimei”, contou Zhou. “Voltei para Hong Kong alguns dias depois e tentei novamente. Dessa vez entrei com 93 cópias da revista, sem problemas.”

Apesar dos confiscos, os casos de viajantes sendo levados à justiça são virtualmente inusitados hoje em dia, pois o governo teria dificuldade em explicar suas práticas sigilosas de censura mesmo diante de tribunais submissos, dominados pelo Partido.

A opinião é de Bao Pu, chefe da New Century Press, editora de Hong Kong que publica muitos livros de funcionários governamentais chineses aposentados ou expulsos de seus cargos.

“O governo não teria como justificar suas regras abertamente. Não existe nenhuma lista pública de livros proibidos”, falou Bao, filho de um funcionário chinês expurgado. “Simplesmente haveria gente demais para processar.”

O fluxo de textos ilícitos inclui memórias e estudos de fatos e pessoas que o Partido Comunista preferiria esquecer, como a fome decorrente do Grande Salto Adiante e a brutal Revolução Cultural decretada por Mao Tse Tung, além das revoltas que culminaram na repressão da praça Tienanmen em junho de 1989.

Também há relatos apimentados sobre as vidas particulares de funcionários do Partido.

Poucos membros da elite política chinesa escapam de ter um livro, ou pelo menos um capítulo, dedicado às suas suspeitas tramóias, amantes ou fortunas obtidas por meios ilícitos.

“Não é preciso ler o ‘Diário do Povo’, porque o jornal não conta o que está acontecendo de fato. Mas você não pode deixar de ler esses livros”, comentou Ho Pin, jornalista chinês exilado que comanda a Mirror Books, empresa com sede em Nova York que publica textos de denúncia em livros e revistas em chinês. Segundo ele, funcionários governamentais chineses com frequência compram seus livros para presentear colegas.

Dica do Chicco Sal

Candidatos dizem no Twitter o que “aprenderam no Enem”

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Movimentação de candidatos antes da realização das provas do primeiro dia do Enem 2012, em Minas Gerais (BH) 

Publicado no UOL

Após a primeira prova do Enem 2012 (Exame Nacional do Ensino Médio), os candidatos usam o microblog Twitter para comentar o exame com humor. Com a hashtag “Aprendi no Enem”, estudantes de todo o país falam sobre as questões que apareceram na prova de ciências humanas ou de ciências da natureza neste sábado (3).

Confira o que os candidatos estão escrevendo no microblog e veja a correção das questões a que se referem as mensagens.

@paulinho_silva_ #AprendiNoEnem que algumas meninas acham que a lâmpada do quarto serve para se bronzear

Confira a correção dessa questão aqui.

@guilhermepeeres #AprendiNoEnem que diabéticos seguram as banhas, que mulheres se bronzeiam com lâmpadas e que quem matou o Hitler foi o Capitão América

Confira a correção aqui.

@fel_baracho #AprendiNoEnem que se eu precisasse de um gráfico pra frear meu carro, eu morreria num acidente.

Confira a correção dessa questão aqui.

@brunoeribeiro  #AprendiNoENEM q dpois da quest. 50 eu vi Hiler se bronzeando com Capitão America numa lâmpada de 40W q ligava/desligava em 2 interruptores.

Confira a correção dessa questão aqui.

@brunojahel #AprendiNoEnem que Marte dá cavalo de pau no céu quando não tem mais nada pra fazer

Confira a correção dessa questão aqui.

@MandyKuran #AprendiNoEnem que o menor tamanduá do mundo tem sempre diversas pretendentes a disposição para namorar!

Confira a correção dessa questão aqui.

@ppmonnerat #AprendiNoENEM q se eu quiser saber se a balança do mercado ta errada, eu n devo medir em outra balança, mas sim colocar 2/3 dos vegetais…

Confira a correção dessa questão aqui.

@MarcilioLA #AprendiNoEnem que plantas deveriam saber sobre invenções que acabam com a fome.

Confira a correção dessa questão aqui.

foto: Gustavo Andrade/Nitro/UOL

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