Escola E3

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Bibliomotocarro

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Essa é uma bela história escrita por Antonio La Cava, ex-professor que percorre até o pequeno povoado de Basilicata e pequenas cidades de San Gregorio de Polanco, interior do Uruguai, com sua “Bibliomotocarro” para promover a leitura.

As crianças o aguardam com entusiasmo e todos o agradecem do fundo do coração!

Obrigado, Antonio La Cava!

Fontes: Conciencia Ecológica San Gregorio de Polanco e Bibliotrom

dica da Marilía Cesar

Até o inferno tira férias

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Lista geral entra em calmaria de férias

Cassia Carrenho, no PublishNews

A lista está em clima de férias. Os cinco primeiros livros da lista geral são os mesmos da semana passada e até com números parecidos, com exceção do primeiríssimo lugar, Inferno (Sextante) que apesar de manter sua colocação isolada, vendeu quase 15% a menos do que na última semana. O restante da lista geral também entrou na calmaria, apenas 3 livros são diferentes da classificação da semana passada. Dá até pra sentir o balanço da rede e o gosto da água de côco.

Já no ranking das editoras, a Sextante não descansou, emplacou 14 livros e abriu uma boa vantagem sobre as outras editoras, que estão emboladas entre si. Do 2º ao 6º lugar, a diferença é de apenas 2 livros: Intrínseca, 9, Santillana e Vergara&Riba, 8 e Companhia das Letras e Record, 7.

Mas algumas novidades chegaram para fazer um pouco de marola na lista: não ficção, A civilização do espetáculo (Objetiva), de Mario Vargas Llosa, e Guia Orlando 2014 (Europa); infantojuvenil, de John Green, Quem é você, Alasca? (WMF Martins Fontes); autoajuda, Milagres acontecem (Sextante) e Os cães nunca deixam de amar (Universo dos livros).

Chineses burlam censura comprando livros em Hong Kong

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Mesmo funcionários do governo chinês procuram livrarias

Chris Buckley, no The New York Times [via Folha de S.Paulo]

HONG KONG – Visitantes da China continental sobem uma escadaria estreita para chegar a uma pequena sala em Hong Kong repleta de prazeres proibidos: livros que revelam escândalos sobre os chefões do Partido Comunista.

A livraria Comunidade Recreativa Popular e outras em Hong Kong se especializam na venda de livros e revistas proibidos pelo governo chinês, na maioria dos casos, por trazerem relatos negativos sobre líderes passados e presentes do Partido Comunista. Numa época em que muitos cidadãos chineses nutrem desconfiança profunda em relação a seus líderes, os negócios da livraria vão de vento em popa.

“Venho para cá comprar livros que não podemos ler na China”, confirmou Huang Tao, vendedor de suplementos nutricionais do sudeste da China. “Fomos enganados em tantas coisas”, prosseguiu, apontando para livros sobre a fome devastadora do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, um episódio que a história oficial camuflou com eufemismos.

O comércio de livros proibidos revela a sede de informação presente numa sociedade vítima da censura, além das dificuldades que as autoridades enfrentam para sufocar essa sede, especialmente quando, segundo fontes das livrarias, funcionários governamentais fazem parte dos leitores ávidos dos livros proibidos.

“Esses livros vêm exercendo papel importante na conscientização dos chineses”, comentou um jornalista de Pequim que vai a Hong Kong várias vezes por ano e compra pilhas de textos de caráter denunciatório. Temendo represálias, ele pediu que seu nome não fosse citado.

Os livros contêm relatos de escândalos e profecias lúgubres sobre o futuro da China.

Um livro prevê uma guerra com o Japão em 2014, outro, a derrubada da liderança chinesa atual no mesmo ano.

“Algumas pessoas levam esses livros muito a sério”, comentou Paul Tang, 38, que abriu a livraria em 2002 com três sócios. “No momento, 90% de nossas vendas são feitas a chineses do continente. A pergunta que nos fazem com mais frequência não diz respeito ao conteúdo dos livros, mas a como levá-los de volta à China.”

Antiga colônia britânica, Hong Kong tornou-se uma região autônoma da China em 1997 e, apesar de pressões de Pequim, permanece livre da censura estatal. Em 2012, a cidade foi visitada por 34,9 milhões de chineses continentais, muitos deles em passeios para fazer compras.

De acordo com pessoas do ramo, os funcionários das alfândegas às vezes são instruídos a barrar a entrada de determinados títulos. Mas, com frequência, qualquer material de teor político que seja encontrado é examinado e as decisões sobre o que confiscar ou não são tomadas por impulso.

Em março, o empresário Zhou Qicai tentou entrar na China com uma mala carregada com 400 exemplares de uma revista de Hong Kong em chinês. Porém, um funcionário da alfândega resolveu examinar sua bagagem. A revista, “Boxun”, trazia um artigo sobre funcionários de tribunais na cidade natal de Zhou suspeitos de corrupção. O empresário queria mostrá-la a seus amigos.

O funcionário confiscou as revistas e o aconselhou a não fazer contrabando novamente. “Mas não desanimei”, contou Zhou. “Voltei para Hong Kong alguns dias depois e tentei novamente. Dessa vez entrei com 93 cópias da revista, sem problemas.”

Apesar dos confiscos, os casos de viajantes sendo levados à justiça são virtualmente inusitados hoje em dia, pois o governo teria dificuldade em explicar suas práticas sigilosas de censura mesmo diante de tribunais submissos, dominados pelo Partido.

A opinião é de Bao Pu, chefe da New Century Press, editora de Hong Kong que publica muitos livros de funcionários governamentais chineses aposentados ou expulsos de seus cargos.

“O governo não teria como justificar suas regras abertamente. Não existe nenhuma lista pública de livros proibidos”, falou Bao, filho de um funcionário chinês expurgado. “Simplesmente haveria gente demais para processar.”

O fluxo de textos ilícitos inclui memórias e estudos de fatos e pessoas que o Partido Comunista preferiria esquecer, como a fome decorrente do Grande Salto Adiante e a brutal Revolução Cultural decretada por Mao Tse Tung, além das revoltas que culminaram na repressão da praça Tienanmen em junho de 1989.

Também há relatos apimentados sobre as vidas particulares de funcionários do Partido.

Poucos membros da elite política chinesa escapam de ter um livro, ou pelo menos um capítulo, dedicado às suas suspeitas tramóias, amantes ou fortunas obtidas por meios ilícitos.

“Não é preciso ler o ‘Diário do Povo’, porque o jornal não conta o que está acontecendo de fato. Mas você não pode deixar de ler esses livros”, comentou Ho Pin, jornalista chinês exilado que comanda a Mirror Books, empresa com sede em Nova York que publica textos de denúncia em livros e revistas em chinês. Segundo ele, funcionários governamentais chineses com frequência compram seus livros para presentear colegas.

Dica do Chicco Sal

 

Estudo da USP e UFSCar usa terapia de luz para a redução da obesidade

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Técnica inédita utiliza leds no corpo para aumentar a eficiência do exercício.
Universidades recrutam pessoas para participar da pesquisa em São Carlos.

Publicado por G1

Estudo da USP e UFSCar propõe uso de luz no combate à obesidade (Foto: Reprodução EPTV)

Estudo da USP e UFSCar propõe uso de luz no
combate à obesidade (Foto: Reprodução EPTV)

Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) desenvolve tratamentos de controle e redução da obesidade a partir da combinação de atividades físicas e terapia de luz, conhecida como fototerapia. “A ideia é adicionar uma nova ferramenta para aumentar a eficiência do exercício – que já é conhecida – contra a obesidade”, explicou o orientador do estudo e professor titular de Fisioterapia da UFSCar, Nivaldo Antonio Parizotto. As universidades recrutam voluntários que queiram participar da pesquisa.

A fototerapia é usada no tratamento de lesões e agora sua aplicação foi estendida, já que diversos estudos acadêmicos indicam que a incidência de luz atua positivamente nas atividades celulares. “Nós usamos fontes específicas de luz como laser e led. E já temos algumas evidências em animais que isso realmente acelerou o efeito do exercício”, falou Parizotto.

A pesquisa é realizada pelo aluno de doutorado Antonio Eduardo de Aquino Junior e também tem a orientação do professor Vanderlei Bagnato do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP). “Além de reduzir o peso, nós pudemos perceber uma série de melhoras adicionais muito importantes, como a potencialização do metabolismo celular, diminuição de toda massa de gordura do corpo e redução do perfil lipídico, que são triglicérides e colesterol”, destacou Aquino Junior.

Aplicação

Para a pesquisa, são aplicados feixes de lasers que possuem baixa intensidade de energia, por isso não provocam danos durante o processo. “A gente produziu uma tecnologia nova para esse experimento; uma manta de led que pode ser entendida como uma espécie de cobertor pequeno, cheio de leds, feito com um material plástico que vai cobrir determinada região como, por exemplo, a coxa. Essa manta vai irradiar a coxa de todos os lados por alguns minutos, o que já é suficiente para cuidar melhor da região”, detalhou Parizotto.

A proposta é justamente desenvolver um estudo que possa ser aproveitado por muitas pessoas. “Temos que transformar a pesquisa acadêmica em benefícios para a população. Com esse estudo, tentamos ampliar as estratégias clínicas de baixo custo para o controle da obesidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirmou o Aquino Junior.

Voluntários

Para a elaboração dos estudos, os pesquisadores convidam homens e mulheres com idades entre 20 e 40 anos e índice de massa corporal maior que 30 (calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado).

Os voluntários devem ter disponibilidade de horário no período da manhã ou tarde para participar da intervenção interdisciplinar em obesidade, que contará com exames clínicos e físicos previstos na terapia.

1O atendimento tem duração de três meses, com início previsto para junho. Numa primeira fase, os voluntários serão submetidos a uma sessão de exercícios aeróbios e musculação combinados com sessões de terapia de luz, avaliação física e análises clínicas laboratoriais.

Na segunda etapa, os exercícios físicos com tratamentos em fototerapia serão mantidos durante três meses de intervenção, com três sessões semanais de uma hora. Também serão promovidas palestras e orientações nutricionais. A ideia é recrutar 250 voluntários no total.

“A princípio não há contraindicação para pessoas obesas e podemos trabalhar com pessoas de qualquer município. A única questão é que não temos verba para pagar o transporte desses voluntários, mas será muito bom tê-los conosco”, falou Parizotto.

Como participar

As intervenções ocorrem em uma academia localizada na região central de São Carlos. Os interessados podem entrar em contato para agendamento pelo telefone (16) 3351-8452, das 8h às 15h.

 

Sexo na Casa Branca

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Livro narra em detalhes os maiores escândalos envolvendo presidentes e primeiras-damas dos EUA e mostra que as traições conjugais existem desde a independência do país

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Ivan Claudio, na Isto É

Bem antes do escândalo envolvendo a estagiária Monica Lewinski e o presidente americano Bill Clinton, em 1998, os seguranças do governo já sabiam de seus encontros furtivos. Criaram até um tipo de aposta: quanto tempo Clinton levaria para ir da área residencial da Casa Branca até a ala oeste onde ficam as salas de despachos – isso era cronometrado após a chegada de Monica aos domingos. A traição se mostrava tão evidente que o vice-chefe do Estado-Maior, Harold Ickes, uma vez se juntou a um oficial do serviço secreto e resolveu fazer uma surpresa ao seu superior. Bateu na porta do Salão Oval gritando: “Senhor presidente! Senhor presidente!” Clinton saiu correndo – e levantando as calças – por uma porta, enquanto Monica desaparecia pela outra. O episódio está contado no livro “Sexo na Casa Branca” (Gutenberg), de autoria do historiador David Eisenbach e do editor da revista pornográfica “Hustler”, Larry Flynt. Em 300 páginas, a dupla narra em detalhes a intimidade de chefes de Estado, primeiras-damas e assessores dos EUA num mapeamento surpreendente pela credibilidade das fontes.

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O “monicagate” é um dos casos mais recentes, mas o entra e sai de amantes na sede do governo vem de longe. Durante o governo de Franklin Delano Roosevelt (1933-1945), por exemplo, o prédio serviu de residência para duas mulheres sem nenhuma ligação com a família: Marguerite LeHand e Lorena Hickok. A primeira saltou de secretária à “primeira-dama informal’, prestando ainda serviços de enfermeira – Roosevelt não conseguia andar devido a uma poliomielite. A outra convidada era uma jornalista com passagem pelo jornal “The New York Times”, que manteve por 30 anos um romance com Eleonor, a mulher do presidente. Sempre que acontecia um encontro oficial no Salão Vermelho com o Comitê Nacional Democrata, do qual Lorena fazia parte, a primeira-dama a cumprimentava com efusão. “Fazia isso como se não me visse há um mês, apesar de termos tomado café da manhã juntas”, escreveu a jornalista em suas memórias. O presidente e a primeira-dama sabiam das respectivas traições e as incentivavam, já que nem sequer dormiam juntos desde que Roosevelt caíra de amores pela secretária da esposa, Lucy Mercer. Antes de morrer, ele destinou a Lucy metade de sua herança. “As crianças podem cuidar de si mesmas”, teria dito.

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A forma como o staff governamental tratava tais aventuras amorosas muda de acordo com o mandato, em um cerimonial de regras elásticas. O humor, contudo, está sempre presente. Durante a gestão de John Kennedy (1961-1963), que sentia enxaquecas caso não fizesse sexo diariamente – e com uma mulher diferente –, duas funcionárias de sua predileção ficaram conhecidas pelos codinomes “Conversa” e “Fiada”. Jacqueline Kennedy sabia dessas e de outras conquistas, mas só se sentiu humilhada – e com toda razão – quando sua irmã Lee contou a ela sobre as escapadas do marido com a atriz Marilyn Monroe. Retribuiu na mesma moeda: viajou para a Itália e passou mais de um mês em companhia do empresário Gianni Agnelli, dono da Fiat.

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Baseado em documentos guardados na Biblioteca do Congresso e nos museus dedicados à vida de presidentes, o livro mergulha no passado atrás de indiscrições – e encontra bastante. Identifica um político gay a conduzir o país, James Buchanan, que viveu 16 anos com
o sulista Rufus King, de ideologia escravagista. Andrew Jackson, o sétimo presidente dos EUA, chamava-os de Tia Fancy (King) e Senhora Nancy (Buchanan).

Entre os chamados “fundadores da nação”, Abraham Lincoln permanece o mais enigmático em sua vida privada. Os autores lançam suspeita sobre a sua relação com um amigo de juventude, o fazendeiro Joshua Speed, de quem foi sócio – a partida dele deixou Lincoln devastado. Já na Presidência, ficou amigo do capitão David Derrickson, a quem poupou de ir ao campo de batalha durante a Guerra Civil. Nessa época, as más línguas já comentavam sobre o assunto delicado. A filha de um ministro chamada Virginia Woodbury Fox escreveu: “Há um soldado Rabo de Cervo (nome da brigada de Derrickson) que anda com ele (Lincoln) e, quando a sra. L. não está em casa, dorme com ele.” Isso foi o que Virginia anotou em seu diário em 16 de novembro de 1862. Os autores defendem que a vida privada (a sexual incluída) de políticos determina os caminhos de um país. Em certos casos, sim. Mas a generalização é um exagero.

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