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MEC distribui 200 tablets para professores do ensino médio

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Publicado no Adnews

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, entregou 200 tablets aos coordenadores estaduais do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa. Os equipamentos são destinados à capacitação de professores. “Há uma demanda explosiva por educação no Brasil. A desigualdade social está na escola”, disse o ministro em solenidade realizada ontem (20), em Brasília.

“Estamos discutindo como melhorar o ensino médio e temos que fortalecer o professor dentro de sala de aula e o melhor caminho é o tablet”, avaliou Mercadante.

Foram licitados pela pasta dois modelos de tablets, um com 7 polegadas (17,78 centímetros) e outro com 9,7 polegadas (24,638 centímetros). As vencedoras foram as empresas brasileiras Positivo e Digibras. Os estados e municípios podem aderir diretamente ao registro de preços, cuja ata terá vigência até junho de 2013.

Para dar início à capacitação pedagógica de professores do ensino médio da rede pública de todo país, o ministério adquiriu 5 mil unidades de tablets para serem utilizados no projeto piloto do Proinfo Integrado. A entrega dos aparelhos nas escolas será realizada em 2013. Os coordenadores do programa farão curso de formação para, em seguida, treinar os multiplicadores, que formarão os professores em cada estado participante.

O modelo de 7 polegadas para distribuição nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste tem um custo aos cofres públicos de R$ 278,90 e, para o Nordeste e Sul, de R$ 276,99. Já o modelo de 9,7 polegadas será adquirido pelos estados pelo valor de R$ 461,99 para o Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste e de R$ 462,49 para Nordeste e Sul. De acordo com o ministro, um tablet de 7 polegadas com as mesmas especificações é vendido no mercado brasileiro por R$ 799, em média.

Segundo Mercadante, com a entrega de novas tecnologias da informação, os professores e as escolas públicas vão poder combinar os equipamentos com as demais mídias. Ele citou o Portal do Professor, onde estão disponíveis cerca de 15 mil aulas criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial do MEC. Além disso, o ministro destacou que todas as obras literárias e livros didáticos adquiridos pela pasta também estão disponíveis no equipamento.

O  Ministério da Educação (MEC) transferiu este ano R$ 117 milhões a 24 estados e Distrito Federal para compra de 382.317 tablets, que serão destinados inicialmente a professores de escolas de ensino médio do país.

Mercadante anunciou também que na próxima sexta-feira (23), ministros da Educação dos países do Mercosul vão se reunir em Brasília e lançarão um programa de intercâmbio digital.

Com informações da Agência Brasil.

FOTO: Valter Campanato/ABr

Mãe vai rezar e filha chega atrasada a local de prova do Enem 2012 em Salvador

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Sivalda dos Santos, 32, que estava na igreja rezando, perdeu o horário de levá-la ao local de prova
Sivalda dos Santos, 32, que estava na igreja rezando, perdeu o horário de levá-la ao local de prova

Luiz Francisco, no UOL

O que seria uma prece para ajudar a filha a passar no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 e cursar direito acabou se transformando em um pesadelo. A dona de casa Sivalda Santos deixou a periferia de Salvador na manhã desde domingo (4) para rezar em uma igreja. “Fiquei muito concentrada e, quando percebi, já era tarde”, afirmou a dona de casa, ao chegar com oito minutos de atraso ao Colégio Luís Viana.

Os portões do colégio, uma das maiores unidades da rede pública da Bahia, foram fechados pontualmente às 12h (a Bahia não aderiu ao horário de verão). “Não responsabilizo a minha mãe por nada. Ela sempre fez o melhor para mim”, disse Adriele Santos, filha da dona de casa.

Ao chegarem à escola, mãe e filha ainda tentaram uma última cartada: convencer dois seguranças que estavam do lado de dentro dos portões. “Temos ordens expressas para não deixar ninguém entrar. Não podemos abrir nenhuma exceção, mesmo entendendo a situação delas”, disse Fernando Soares.

O movimento no colégio foi tranquilo. Os primeiros estudantes chegaram ao Luís Viana por volta das 9h30. “Trouxe sanduíche de frango, suco e água”, afirmou Fernanda Albuquerque, 18, que sonha em cursar psicologia.

foto: João Alvarez/UOL

Um perfil de Philip Yancey

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Philip Yancey escreve para salvar seu passado – e o futuro de outros.

Tim Stafford

Conheci Philip Yancey quando ambos tínhamos 22 anos. Éramos ambos editores recém-formados na revista Campus Life, de Youth for Christ [Mocidade para Cristo]. Ele era de altura mediana, sem nenhuma gordura em seu corpo e tinha um cabelo enrolado numa espécie de loiro afro. Magro, embora não atlético, possuía toda a energia necessária. Ele chegou ali vindo de uma criação fundamentalista na Georgia, através do Columbia Bible College e do mestrado no Wheaton College. Sua mãe o criou como mãe solteira enquanto ensinava turmas de escola bíblica; Yancey cresceu pobre, em um trailer, junto com o irmão. Ambos foram criados para tocar piano e apreciar música clássica, de que, aliás, Yancey gosta até hoje. Eles aprenderam a trabalhar duro e a respeitar autoridades – e, mais ainda, aprenderam o Cristianismo fundamentalista. Nada importava muito, comparado a isso. Muitos se esquecem da infância fundamentalista, mas Yancey não foi um destes. Ele absorveu o caminho estreito, sua mentalidade rígida e sua forte e brava abordagem da verdade. E depois a rejeitou. Quando o conheci, ele havia escapado deliberadamente do fundamentalismo, mas isso já seria outra história…

Philip Yancey havia deixado aquele mundo, mas não penso que saiu ileso. A força do fundamentalismo é sua pressão e pureza. Fundamentalistas sabem no que acreditam e são firmes em promover sua crença. Geralmente, eles podem dizer o que você pensa também; muitas vezes, são melhores em definir e criticar as posições dos outros do que em ouvir sobre como os outros os entendem. O que parece permanecer com os ex-fundamentalistas são os princípios, a vontade de lutar pela verdade e também uma forte reação à sabedoria rígida da mente dos fundamentalistas. Pelo menos é o que vejo em Yancey: um poderoso senso de honestidade e idealismo, e resistência sobre fazer julgamentos. Em Wheaton, aquele que logo seria um dos mais celebrados escritores cristãos trabalhou para reconstruir seu mundo, procurando limpar-se das características fundamentalistas enquanto preservava (e descobria) a fé genuína e honesta.

A bem da verdade, Yancey havia chegado ao Wheaton College a fim de preparar-se para o campo missionário, em parte porque seu pai, falecido em decorrência de pólio quando os filhos eram crianças, havia planejado ser missionário. Quem conhece Philip Yancey sabe que o que ele planeja fazer, faz. Campus Life, no entanto, foi um acidente, e não algo planejado. Ele precisava de um emprego enquanto freqüentava a escola e a revista lhe ofereceu esta oportunidade. A publicação era praticamente toda escrita pela equipe. O trabalho de um editor era, mais do que qualquer coisa, escrever. Tornou-se óbvio imediatamente para Harold Myra, nosso chefe e mentor, que Yancey era um talentoso e ativo escritor. Foi um achado para a revista – da mesma forma, um achado para ele.

Esclarecido, cheio de vitalidade e criativo, Yancey teria sido bem-sucedido em qualquer coisa. Seria, sem dúvida, um ótimo missionário. Mas o ato de escrever deu a ele a oportunidade de colocar sua energia e sua inventividade em prol de seus ideais e princípios. Durante os anos em que trabalhei na Campus Life, nunca o vi esquecer um só detalhe. Ele era perfeccionista e determinado; tinha uma personalidade controlada e dirigida, que o levava a mergulhar sem reservas em tudo o que fazia. Mas era muito mais compreensivo do que a maioria dos perfeccionistas. Acho que o levei à loucura com os meus esquecimentos, mas raramente ele se mostrou impaciente. Suspeito que isso se deva ao seu passado fundamentalista. Simplesmente, ele não queria julgar os outros e machucá-los como os outros o haviam ferido. Seus escritos melhoraram de forma incrível ao longo dos anos. Não me lembro de nenhum sinal, nos primeiros anos que trabalhamos juntos, de que ele seria um artista com as palavras, um escritor capaz de nos encantar. (mais…)

Jesus Potter, Harry Cristo

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O autor Derek Murphy acaba de promover o lançamento de seu novo livro. Desde já ele está criando  polêmica com “Jesus Potter, Harry Christ”, que tem como subtítulo “a fascinante história do Jesus literário”.

O livro, que estará disponível no final de dezembro, explora as semelhanças e as relações entre Jesus e Harry. Sua conclusão é que a única diferença entre Harry Potter e Jesus Cristo é que Jesus tem tradicionalmente sido considerado por seus seguidores um personagem histórico.

Segundo a editora, o livro “não é principalmente sobre Harry Potter, mas sobre a história religiosa, a mitologia astrológica, o simbolismo esotérico e a tradição literária de Jesus Cristo. O título apenas se refere ao argumento central deste livro: Jesus Cristo e Harry Potter têm muito em comum. O aspecto principal é o fato de que ambos são construções literárias, ou em outras palavras, personagens de ficção.

Derek Murphy, que estudou teologia na ilha de Malta e está agora na Ásia, fazendo doutorado em literatura comparada, afirma: “Eu sempre fui um grande fã de Harry Potter. Como eu estava fazendo minha pesquisa sobre religião e literatura esotérica, descobri tantos paralelismos entre Harry, Jesus e as fontes ainda mais antigas. Fiz a minha tese de mestrado sobre a influência mística tanto em Harry Potter quanto na literatura bíblica.

O mais fascinante, especialmente à luz da controvérsia em torno do livros de Harry Potter (que promoveriam a feitiçaria e o satanismo entre as crianças, etc), é que estas semelhanças vêm sobretudo de fontes pré-cristãs”.

O fato de no final da saga, que reúne 7 volumes, onde Harry acaba morrendo uma morte sacrifical e ressuscita para derrotar de uma vez por todas seu arqui-inimigo, Valdemort, contribui muito para as comparações e paralelos. Cerca de uma dúzia de outros livros sobre a relação entre Jesus e Harry Potter já foram publicados. A maioria é de autores cristãos ansiosos em ajudar a suavizar a tensão entre a popularidade de Harry e as comunidades conservadoras que desejam denunciá-lo como agente do mal. “Jesus Potter, Harry Christ” porém, é um livro para mudar esse jogo, defendendo que as semelhanças entre Jesus e Harry não fazem Harry mais “santo” – apenas tornar Jesus mais obviamente fictício. “A verdadeira questão que precisamos fazer não é se Harry Potter é uma ‘figura de Cristo’ (semelhante a um salvador histórico religioso), mas se Jesus Cristo é uma” figura de Potter “(um redentor, criado a partir de símbolos mitológicos e filosóficos), argumenta o livro.

O livro será lançado em 21 de dezembror (solstício de inverno e aniversário do autor). Conheça melhor o material em www.jesuspotterharrychrist.com.

Fonte: Holy Blasphemy

Tradução e edição: Jarbas Aragão. Todos os direitos de tradução reservados

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