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Escritora de 11 anos divulga seu livro na Flipinha

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Mariene Lino diz que começou a escrever nas paredes de casa.
Atração voltado para as crianças faz parte da programação da Flip.

Mariene Lino, de 11 anos, divulga seu livro durante a Flipinha (Foto: Paola Fajonni/G1)

Mariene Lino, de 11 anos, divulga seu livro durante a Flipinha (Foto: Paola Fajonni/G1)

Paola Fajonni, no G1

A jovem escritora Mariene Lino, de 11 anos, subiu ao palco da Flipinha no fim da manhã desta quinta-feira (4) para mostrar o livro que escreveu há dois anos. “O som misterioso”, nome do livro, foi uma ideia que, segundo ela, simplesmente surgiu. “Foi do nada. E se um búfalo ficasse preso no banheiro?” A menina conta que o primeiro local em que imprimiu suas palavras foi em casa.

“Comecei a escrever nas paredes. Depois meus pais pintaram, mas ainda tem uma com meus textos, minhas coisas”. A programação oficial do braço da Festa Literária Internacional de Paraty voltado para o público infantil não mostrava bate-papo com autores, mas quem passou no fim da manhã pela tenda montada ao lado da Praça da Matriz pôde conferir a atração.

Com a programação adiantada, o evento ofereceu, entre apresentações teatrais, um espaço para escritores divulgarem seus trabalhos e conversar com aqueles que estavam no local.

O búfalo da história de Mariene ganhou vida na tinta e no papel graças aos pais da jovem escritora, que bancaram a publicação da obra. Lúcia Lino conta que o investimento valeu a pena, pois realizou um dos sonhos da filha. Bibliotecária, a mãe de Mariene diz sempre buscou colocar os livros na vida da menina, o que considera muito importante na formação de uma criança.

“A Mariene começou nas pareces de casa, rabiscava tudo. Quando aprendeu a escrever, começou a passar para o papel. Ela começou muito cedo, mas também estudava em uma escola que estimulava a leitura, o que é fundamental”.

Além da mãe, o pai de Mariene também acompanhava a filha. Enquanto ela estava no palco, ele não parou de fotografar. Foi lá que a jovem escritora respondeu a questões sobre como surgiu a história de seu livro, como conseguiu publicar uma obra com apenas nove anos e de quem são as ilustrações.

“Foi um amigo que estudava comigo que fez, o Caio Pacheco. Na hora de publicar me perguntaram se eu não tinha um amiguinho que desenhava bem, aí lembrei dele”, conta a menina, que pretender lançar seu segundo livro em novembro.

Depois dela, a paranaense Adriana Maria Zanetta subiu ao palco da Flipinha. Ela mostrou suas obras também voltadas para o público infantil, que publicou no ano passado. De acordo com a escritora, que trabalhava como professora de alfabetização, “Sopa é boa com as vogais” era usada com seus alunos em sala de aula. “O livro trata da alfabetização e alimentação saudável, uma história contada pela Bruxa Cueca, uma personagem que criei”, revela Zanetta.

Ela também mostrou o livro “A menina que agora vende sapatos”, inspirado em fatos vividos por ela.

A programação da Flipinha segue até domingo (7), dia em que também será encerrada a 11ª edição da Flip.

Valesca Popozuda é escolhida como patronesse em formatura da UFF

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Alunos do curso de mídia queriam uma representante da cultura de massas.
‘Foi uma surpresa enorme, até perguntei se não era trote’, diz funkeira.

Paulo Guilherme, no G1

A funkeira Valesca Popozuda é patronesse da turma de formandos em Estudos de Mídia da UFF (Foto: Alexandre Durão/G1)

A funkeira Valesca Popozuda é patronesse da
turma de formandos em Estudos de Mídia da UFF
(Foto: Alexandre Durão/G1)

Os formandos do curso de curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense resolveram quebrar a tradição da faculdade e elegeram como patronesse a funkeira Valesca Popozuda. A cantora, dançarina e destaque de escola de samba dá o nome à turma de sete alunos que concluíram o curso no final do ano passado e colaram grau na semana passada no campus da universidade, em Niterói. Este grupo de concluintes da graduação será sempre conhecida como “Turma Valesca Popozuda”.

Foi a primeira vez que o patrono de uma turma do curso não foi alguém do meio acadêmico. Em anos anteriores, personalidades como o antropólogo espanhol-colombiano Jesús Martín-Barbero e o professor de direito Milton Santos foram escolhidas como patrono. A decisão dos estudantes da turma atual de formandos surpreendeu até a homenageada. “Eu me senti honrada! Cheguei a perguntar ao meu empresário se não era trote”, disse Valesca. “Foi uma surpresa enorme, fiquei muito feliz.”

A formanda Letícia Gabbay, de 24 anos, disse que a escolha da turma de seis moças e um rapaz pelo nome de Valesca Popozuda foi unânime. “Queríamos quebrar paradigmas e escolher alguém que representasse bem a cultura de massa, que estudamos muito no nosso curso”, explica Letícia. A turma chegou a cogitar escolher outro nome do funk, MC Catra, mas o nome de Valesca ganhou força entre as meninas do grupo.

A turma de formandos de Estudos de Mídia da UFF colou grau na última quarta-feira (3); Valesca não pode ir ao evento (Foto: Arquivo pessoal/Leticia Gabbay)

A turma de formandos de Estudos de Mídia da UFF colou grau na última quarta-feira (3); Valesca não pode ir ao evento (Foto: Arquivo pessoal/Leticia Gabbay)

“A Valesa Popozuda é uma figura polêmica. Por ser mulher, siliconada, tudo ligado a ela tem estigma muito forte de cultura de massas”, diz a formanda. “Sabemos que existe muito preconceito com o movimento funk, que hoje em dia é um dos mais autênticos da música brasileira.”

A cantora diz que sente orgulho de ser funkeira de 34 anos. “O funk entrou na minha vida como um filho”, diz Valesca. Infelizmente ainda existe discriminação com quem canta funk. Fico feliz em saber que este ritmo é estudado nas universidades.”

Popozuda não pode comparecer à colação de grau porque no dia já tinha um show agendado, mas prometeu participar da festa de comemoração dos formandos. A turma estuda fazer um evento em uma casa de shows de funk em São Gonçalo. A universidade preparou uma placa com o nome na patronesse: Valesca Reis Santos.

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