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Com apenas 26% de leitores plenos, país precisa “correr atrás” da formação de mediadores, diz representante do MinC

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Em Passo Fundo, secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) José Castilho Marques Neto reconheceu que o orçamento para eventos culturais é limitado

Fernanda da Costa, no Zero Hora

Com apenas 26% de leitores plenos, país precisa "correr atrás" da formação de mediadores, diz representante do MinC Diogo Zanatta/Especial

José Castilho Marques Neto fala sobre as prioridades do Ministério da Cultura Foto: Diogo Zanatta / Especial

Formar pessoas é a principal prioridade do Ministério da Cultura, conforme o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) José Castilho Marques Neto. Em Passo Fundo para a abertura da 15ª Jornada Nacional de Literatura, ele também reconheceu que o orçamento federal para realização de eventos culturais ainda é limitado.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o secretário afirmou que, atualmente, apenas 26% dos alfabetizados no Brasil são leitores plenos, aqueles capazes de compreender o conteúdo dos textos. Por isso, segundo ele, é prioridade máxima do MinC “correr atrás” de políticas públicas que auxiliem no aumento da porcentagem. Entre elas, a principal seria a formação de pessoas:

— Há muito orçamento para compra de livros, mas existe pouquíssima verba para formar pessoas.

O MinC quer incentivar o desenvolvimento de mediadores de leituras, que segundo Castilho parte das universidades.

— É preciso que as universidades se engajem na formação de mediadores de leitura. Os professores que trabalham com a educação básica saíram de uma universidade. É um clico — afirma.

Com apoio dos mediadores, a meta estabelecida pelo MinC é de aumentar, até 2020, a média atual de leitura de 1,3 livros por ano para quatro livros anuais.

Embora a curto prazo os esforços do órgão estejam voltados à democratização da leitura, há um desejo, a longo prazo, de “institucionalização das políticas de leitura”, nas palavras de Castilho.

— Não podemos mais ter políticas episódicas para o livro e a leitura, onde avançamos de um lado e retrocedemos de outro — relata.

Orçamento para eventos culturais é limitado

Este ano, a organização da Jornada Nacional de Literatura esbarrou em dificuldades para captar recursos, uma realidade da maioria dos eventos culturais no país. Castilho admitiu que, apesar dos esforços do governo federal em apoiar o setor, a dificuldade persiste:

— É notório que o orçamento do Ministério da Cultura não é suficiente para o conjunto das atividades necessárias para o desenvolvimento da cultura no país — admitiu.

A perspectiva do órgão, conforme o secretário, é que estes eventos possam ser cada vez mais compartilhados com setor privado.

Falta de leitura prejudica economia

O secretário ainda explicou que há um trabalho no MinC voltado à investigação do impacto da falta de leitura na economia do país. Segundo ele, o órgão buscará saber, por meio de uma pesquisa, quanto as empresas perdem com a “não leitura”, que prejudica a comunicação e o crescimento das instituições.

— Queremos que os governos e a sociedade civil entendam que o incentivo à leitura aquecerá a economia. O Brasil precisa da leitura muito mais do que a leitura precisa do Brasil _ completa o secretário.

Livro de brasileiros reúne iniciativas que transformam escolas pelo mundo

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Na Green School, em Bali, na Indonésia, alunos de diferentes nacionalidades convivem com cores, sons, árvores e animais Foto: Educ-ação / Divulgação

Na Green School, em Bali, na Indonésia, alunos de diferentes nacionalidades convivem com cores, sons, árvores e animais
Foto: Educ-ação / Divulgação

Publicado por Terra

Escolas que se transformaram em comunidades de aprendizagem, reinventadas com base em sua realidade local, onde pais são educadores e professores também aprendem todos os dias. Assim são as escolas visitadas por um grupo de brasileiros que criou o projeto Educ-ação, um livro que vai reunir 13 iniciativas inusitadas e inspiradoras. Por um ano, o quarteto revezou-se em viagens por nove países para conhecer espaços que conseguiram se reinventar. Para além de métodos e estratégias de gestão, o livro, que será lançado em outubro, mostra que as mudanças estão no comprometimento e na paixão de quem faz a educação acontecer.

Um dos idealizadores do projeto, o jornalista André Gravatá conta que percebeu o quanto a simplicidade de algumas práticas pode ser transformadora para a aprendizagem. Nas cinco escolas visitadas da rede Escolas Experimentais (do espanhol, Escuelas Experimentales), localizadas em Ushuaia, na Argentina, as aulas terminam com um momento compartilhado, em que alunos e professores se reúnem para comer, cantar e dançar. Na reunião de pais, que acontece mensalmente, educadores, alunos e suas famílias fazem pizza. Enquanto conversam sobre a educação dos filhos, vendem as pizzas para a comunidade local. “Essa é uma prática super simples que reinventa o que é a reunião de pais. Coloca o pai na escola de uma maneira informal e reconecta a comunidade com a escola”, diz Gravatá.

Na escola municipal Amorim Lima, em SP, alunos, pais e educadores organizam  Foto: Educ-ação / Divulgação

Na escola municipal Amorim Lima, em SP, alunos, pais e educadores organizam
Foto: Educ-ação / Divulgação

Uma ação parecida acontece na escola municipal Amorim Lima, em São Paulo. Gravatá conta que, em um bazar mensal, pais, alunos e educadores se encontram para vender objetos pessoais. “É uma troca muito genuína, os pais ajudam a montar, a comunidade vem fazer compras. É mais uma ideia simples e muito potente no sentido de transformação”, diz o jornalista. Na mesma escola, Gravatá se impressionou com a ideia de que o educador também pode aprender com o aluno, não é apenas um transmissor de conteúdo. “Em um dia, os grupos de crianças estavam pesquisando sobre diversos temas e chamavam o professor de português para responder sobre ciência. Os professores têm coragem de dizer que não sabem, estão abertos a essa construção coletiva”, conta.

Desescolarização

Um dos centros de aprendizagem mais diferentes incluído no projeto, o North Star, nos Estados Unidos, segue uma filosofia de desescolarização. Todos os integrantes, entre 12 e 18 anos, podem entrar e sair no horário que quiserem e aprender sobre o que desejarem. A escola não dá um certificado de formação, mas os alunos podem prestar um exame, de acordo com a legislação local, que garante o diploma. Apesar de ser proibido no Brasil, a psicóloga Camila Piza, também idealizadora do livro, diz que o modelo pode servir como inspiração: “O mais bonito é que os alunos têm autonomia para criar sua jornada de aprendizagem”, diz.

Na escola norte-americana, não há divisão por idade ou turmas. Camila conta que alguns pais se sentiam assustados no início, e que ainda hoje sentem falta, por exemplo, de saber quem são os pais dos colegas de seus filhos. “Nenhum desses modelos é perfeito. As pessoas esperam fórmulas prontas, mas a inspiração vem de lugares que não estão redondinhos. Queremos mostrar que é possível fazer diferente, desde que a gente aceite o erro como parte do processo”, diz Camila.

Financiado com R$ 50 mil doados por cerca de 500 apoiadores por meio da plataforma de financiamento coletivo Catarse, o projeto estará disponível gratuitamente na internet a partir de outubro. “Queremos muito chegar até pessoas que querem ser educadoras, para que vejam que é possível transformar a educação, só depende de um olhar criativo”, diz Gravatá. O grupo já faz planos de adaptar o conteúdo do livro para novos formatos, como um jogo de cartas voltado para educadores.

Maurício de Souza e Ziraldo vão se unir em projeto online de estímulo à leitura

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Os dois escritores querem usar a internet para difundir a leitura no Brasil. O programa será baseado no método Kumon de aprendizagem

Alana Gandra, no Terra

Ziraldo diz que é preciso incentivar a leitura entre as crianças Foto: Agência Brasil

Ziraldo diz que é preciso incentivar a leitura entre as crianças
Foto: Agência Brasil

Maurício de Souza e Ziraldo, dois dos escritores e ilustradores de maior alcance com o público infantil, querem usar a internet para ampliar o número de leitores no País, por meio do método Kumon de aprendizagem. Esse método de ensino foi criado na década de 1950, no Japão, pelo professor de matemática Toru Kumon, e estimula o aluno a gostar de aprender e a se sentir seguro no processo de aprendizagem.

Ziraldo disse que é preciso fazer algo diferente para que a leitura seja um hábito nacional. “Eu acho que se a gente não tomar providências para fazer um movimento agressivo para transformar o Brasil em um País de leitores, a gente vai ficar nesse rame-rame a vida inteira, botando todo ano uma legião de analfabetos no mercado”, disse o escritor e ilustrador que será homenageado na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que será aberta no próximo dia 29.

Para ele, o ser humano só fica pronto depois que sabe ler, escrever e contar (a história que leu). “Não adianta ter os cinco sentidos e ser analfabeto”, argumentou. Ziraldo que acredita que ler dá autonomia às pessoas.

Se o cara não lê, não escreve e não conta, ele não pode ser educado. Não tem condição
Ziraldo
escritor

A ideia de lançar um método Kumon de leitura começou a ser alinhavada entre os dois ilustradores e consiste em usar suas personagens principais – a Mônica, de Maurício de Souza, e o Menino Maluquinho, de Ziraldo – em um programa de televisão educativo. “Nós vamos inventar um jeito de usar o sistema online para poder fazer o brasileiro gostar de ler. É um experimento. Temos que juntar os dois caras que lidam com a criança no Brasil há mais tempo. O Maurício já sabe mexer com a televisão e eu vou explorar a competência dele”.

Para o criador do Menino Maluquinho, a escola brasileira não sabe ensinar as crianças a gostar de ler porque, em geral, as próprias professoras não foram habituadas a ler quando crianças. Ziraldo, no entanto, destaca que a educação no Brasil não chega a ser um problema. Por isso, o objetivo dele e do criador da Turma da Mônica, com o projeto do estilo Kumon, é colaborar para a formação de mais leitores no país. “Se o cara não lê, não escreve e não conta, ele não pode ser educado. Não tem condição”.

Ex-aluno invade alojamento da USP, agride estudante e faz vários disparos

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Vítima levou coronhada; moradores não foram atingidos em São Carlos, SP.
Suspeito, que denunciou ter sido vítima de abuso sexual em trote, fugiu.

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Aluno invadiu alojamento e fez disparos no campus da USP de São Carlos (Foto: Maurício Duch)

Publicado por G1

Um ex-aluno da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (SP) invadiu o alojamento do campus com uma arma, agrediu um estudante com coronhadas e fez vários disparos na noite desta quarta-feira (28). Ninguém foi atingido pelos tiros. O suspeito é o rapaz de 23 anos que denunciou ter sido vítima de abuso sexual durante um trote com veteranos, em março. Ele fugiu do local. A USP ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Disparo atingiu janelas de alojamento no campus da USP em São Carlos (Foto: Maurício Duch)

Disparo atingiu janelas de alojamento no campus
da USP em São Carlos (Foto: Maurício Duch)

De acordo com a Polícia Militar, o rapaz invadiu o alojamento armado e deu uma coronhada na cabeça de um estudante que mora no local. A vítima, que teria tentado conter o suspeito, foi socorrida e levada para a Santa Casa. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Segundo testemunhas, o ex-aluno ainda fez vários disparos que acertaram as paredes e as janelas do alojamento, mas não atingiram ninguém. Alguns alunos disseram que ele dizia que queria vingança.

Em seguida, o rapaz fugiu e está sendo procurado pela Polícia Militar. Com medo, os moradores do alojamento saíram do local para dormir na casa de amigos. A Perícia Técnica foi ao local. A USP ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Disparo atingiu janelas de alojamento no campus da USP em São Carlos (Foto: Maurício Duch)

Disparo atingiu janelas de alojamento no campus da USP em São Carlos (Foto: Maurício Duch)

O caso
Em entrevista ao G1 no dia 25 de abril, o rapaz, que cursava o 1º ano de ciências exatas, tinha decidido que desistiria do curso por estar sofrendo ameaças e discriminação. “Vou fazer o meu desligamento. Após esse constrangimento todo, não existe mais ambiente para estudar na USP. Vou ficar marcado e desmoralizado”, afirmou na ocasião.

O suposto abuso aconteceu no início da madrugada do dia 4 de março. Depois de uma reunião sobre as normas de funcionamento do alojamento onde conseguiu uma vaga, o rapaz entrou em uma área que dá acesso aos apartamentos, onde acontecia uma festa.

Segundo o estudante, um grupo foi até ele e começou a gritar. “Eles falavam repetidamente ‘chupa bixo’ e me cercaram, fizeram uma espécie de uma roda e não tive como sair dali. Eles aparentavam estar muito embriagados e se faziam de homossexuais, gritavam ‘bixo homofóbico’. Eu falava para não encostarem, mas três deles começaram a se esfregar em mim e chegaram a abaixar as calças. Um deles também abaixou a cueca. Eles pareciam ter prazer”, disse.

Os envolvidos dizem que tudo não passou de uma brincadeira durante um trote. O caso, que chegou a ser registrado pela Polícia Civil como estupro e foi alterado para injúria, teve a primeira audiência no dia 24 de abril no Fórum Criminal da cidade, mas não houve acordo ente os estudantes envolvidos.

Uma sindicância foi aberta pela USP, mas o resultado ainda não foi divulgado. Em maio, a Justiça pediu que a Polícia Civil levantasse mais testemunhas sobre caso, que ainda continua indefinido.

Autor de “O Apanhador no Campo de Centeio” tem textos inéditos no prelo

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Publicado na Folha de S. Paulo

As obras completas de J.D. Salinger ainda não foram publicadas, segundo um filme e um livro que serão lançados na próxima semana.

Salinger, que morreu em 2010, aos 91 anos, ficou conhecido por uma obra literária aclamada, porém escassa, ofuscada pelo livro que lançou em 1951, “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Um documentário prestes a ser lançado, acompanhado de um livro que reproduz e complementa o roteiro, ambos com o título “Salinger”, afirma com detalhes que o escritor deixou instruções para os responsáveis por sua obra para que publicassem pelo menos cinco livros adicionais –alguns inteiramente inéditos, alguns que ampliam textos já publicados–, numa sequência que deve começar no início de 2015.

Os novos livros e contos foram escritos muito antes de Salinger assinar essa declaração de intenções em 2008, e vão expandir bastante o legado do autor.

Uma coletânea, que será chamada “The Family Glass”, vai somar cinco novas histórias a um lista de já publicadas sobre a fictícia família Glass, que surgiu no livro “Franny e Zooey”.

Outra deverá incluir uma retrabalhada versão de uma história de Salinger já conhecida mas nunca publicada, “The Last and the Best of Peter Pans”, que será reunida a histórias novas ou já editadas da família Caulfield, entre elas “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Amy Sancetta/Associated Press
Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de "O Apanhador no Campo de Centeio"
Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”

FILOSOFIA E GUERRA

Os trabalhos inéditos devem incluir um manual romanceado da filosofia hinduísta Vedanta, com a qual Salinger se envolveu, uma novela baseada em seu primeiro casamento e passada durante a Segunda Guerra Mundial, e uma outra novela, inspirada em suas próprias experiências na guerra.

Por décadas, pessoas próximas a Salinger disseram que ele continuou escrevendo assiduamente, embora tenha parado de publicar desde a novela “Hapworth 16, 1924”, que saiu na revista “The New Yorker” em 1965. Mas só agora são revelados tantos detalhado dos planos de publicações póstumas.

Matthew Salinger, filho e controlador do legado do escritor ao lado de sua viúva, não quis discutir os planos do pai como o documentarista. Foi a mesma posição da editora de “Apanhador no Campo de Centeio”, Little, Brown and Company.

O documentário, que será lançado no dia 6 de setembro, é dirigido por Shane Salermo, um cineasta que passou nove anos pesquisando e filmando material. O livro sobre o filme, escrito por Salermo e David Shields, será lançado pela Simon & Schuster no dia 3.

Dando entrevista em seu escritório em Los Angeles, Salermo apontou para mesas e gavetas lotadas de fotos nunca publicadas, centenas de cartas e até um diário manuscrito da Segunda Guerra que pertenceu a um dos mais antigos amigos de Salinger, um soldado chamado Paul Fitzgerald, já morto.

A descoberta dos planos de publicação, segundo Salermo, tomou forma na parte final de suas pesquisas. Ele credita os detalhes do acordo a duas fontes anônimas, descritas no livro como “independentes e sem ligação uma com a outra”. Salermo diz que são pessoas que nunca se falaram, mas ambas sabiam dos planos.

O livro e o filme estão sendo promovidos com a promessa de revelações sobre Salinger, que fez da busca por privacidade sua marca registrada. A campanha promocional inclui um pôster com a imagem de Salinger com o dedo na frente dos lábios, com a inscrição: “Descubra o mistério, mas não revele os segredos”.

DUAS MULHERES

O livro, com 698 páginas, viaja pela vida do escritor que participou do desembarque aliado na Normandia na Segunda Guerra Mundial e voltou aos EUA casado com uma alemã, Sylvia Welter. O livro traz detalhes sob a suspeita de que ela era, na verdade, uma informante da Gestapo. Depois de poucas semanas, Salinger deixou no prato dela, servido para o café da manhã, uma passagem aérea para a Alemanha.

Outro relacionamento descrito no livro vai intrigar os seguidores de Salinger. Logo após a guerra, ele teria conhecido uma garota de 14 anos, Jean Miller, em um resort na Flórida. Por anos, eles trocaram cartas, passaram períodos juntos em Nova York e teriam tido uma única relação sexual. Segundo depoimento de Miller no filme/livro, ele a abandonou no dia seguinte a essa relação. Segundo ela, um de seus contos foi inspirado por ela: “For Esmé – With Love and Squalor”.

Para Salermo, livro e filme concluem uma busca que acompanhou seu trabalho de roteirista em Hollywood, de filmes como “Os Selvagens” e a ainda inédita continuação de “Avatar”.

“Salinger está prestes a ter um segundo ato em sua vida, como nenhum outro escritor na história”, diz Salermo. “Não há precedentes.”

Tradução de THALES DE MENEZES

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