Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Fotografias

Quero ser lido em Marte e outros links

0

Sérgio Rodrigues, no Todoprosa

1A notícia que começou a circular há alguns dias parece piada, mas não é. Trata-se apenas de um concurso literário do outro mundo: a Nasa, agência espacial americana, vai escolher três haicais num concurso de mensagens poéticas para Marte e gravá-los num DVD a ser levado ao Planeta Vermelho na missão Maven, com lançamento marcado para novembro (via Guardian).

Como se sabe, haicai (também chamado haiku) é um poema de apenas três versos, de origem japonesa. As inscrições são abertas a todos e vão até 1º de julho. Uma votação online apontará os vencedores.

Não, ninguém espera encontrar em Marte um público leitor para os poeminhas. A mensagem é dirigida aos próprios terráqueos, em busca de apoio popular para a contestada causa da exploração espacial. Isso é tornado mais evidente pela promessa de que os nomes de todas as pessoas que entrarem em contato com a missão manifestando esse desejo também serão gravados no tal DVD.

Depois de refletir longamente sobre tudo isso, pensei em enviar minha modesta contribuição:

Nada de arte, Marte:
A Terra é feita de terra
Água e marketing.

Mas desconfio que desclassifiquem textos em português.

*

O cineasta Steven Soderbergh, de “Sexo, mentiras e videotape” e “Traffic”, está publicando desde 28 de abril uma novela policial no Twitter (twitter.com/Bitchuation). Chama-se Glue e tem o apoio de fotografias. O décimo quarto dos capítulos curtinhos acaba de chegar ao fim (via Salon.com).

Se eu estou gostando? Não exatamente. Ficções mais longas servidas como picadinho no Twitter ainda estão naquela fase que se chama de “experimental”, em que os melhores esforços costumam merecer, no máximo, adjetivos como “interessante” ou, pior, “válido”.

O principal desafio é impedir que o limite de 140 caracteres soe arbitrário e gratuito, características que costumam ser hostis à qualidade literária, principalmente quando se trabalha com formas sucintas.

Embutir na própria história um sentido para a forma soluçante é algo que, na minha opinião, ninguém fez melhor até agora do que Jennifer Egan em seu já clássico Blackbox. Talvez Soderbergh concorde, pois usa uma voz narrativa (em segunda pessoa) que tem semelhanças com a da novelinha de Egan.

Será que você devia, como autor de ficção, permitir que seus personagens tenham sonhos? Algumas pessoas acham uma má ideia, mas não há nada que o impeça: as pessoas sonham mesmo, sonham todas as noites, e ter personagens que não sonham de jeito nenhum é como ter personagens que não comem. Mas isso também não é um problema: algumas histórias não tratam de sonhos nem de comida. Ficaríamos chocados se Sherlock Holmes, James Bond ou Miss Marple começassem de repente a contar seus sonhos, embora novas gerações de heróis de thrillers e romances policiais sejam autorizados hoje – eu percebo – a ter mais vida pessoal. O que pode incluir mais sonhos. Mas não muitos mais. Você não vai querer que os sonhos atravanquem o caminho dos cadáveres.

Deixe o personagem sonhar se for preciso, mas tenha em mente que os sonhos dele – diferentemente dos seus próprios – terão um significado atribuído a eles pelo leitor. Seus personagens terão sonhos proféticos, prevendo o futuro? Terão sonhos sem consequência, como na vida real? Usarão os relatos de seus sonhos para irritar ou agredir ou iluminar outros personagens? Muitas variações são possíveis. Como em tantos outros aspectos, não é uma questão de fazer ou deixar de fazer, mas de fazer bem ou fazer mal.

Numa série que vem sendo publicada pelo blog da “New York Review of Books” sobre o papel dos sonhos na ficção, é a vez das considerações práticas e caseiras da escritora canadense Margaret Atwood (em inglês, aqui).

Roberto Carlos tenta barrar livro que trata de cultura durante a jovem guarda

0

Publicado na Folha de S. Paulo

Os advogados do cantor Roberto Carlos enviaram, no início deste mês, uma notificação extrajudicial pedindo a interrupção da venda e o recolhimento dos exemplares à disposição, em livrarias, de “Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude”, de Maíra Zimmermann, lançado no último dia 4 de abril pela Estação Letras e Cores.

Resultado de uma dissertação de mestrado em moda, cultura e arte no Centro Universitário Senac e publicado com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o livro aborda a relação do movimento com a consolidação da cultura juvenil no Brasil dos anos 1960.

Segundo a notificação, “o livro traz uma série de situações que envolvem o notificante [Roberto Carlos] e traz detalhes sobre a trajetória de sua vida e intimidade”. Além disso, diz o texto, “a própria capa do livro contém caricatura do notificante e dos principais integrantes da jovem guarda sem que eles nem sequer fossem notificados”.

Zimmermann, que contratou um advogado e enviou uma contranotificação ao escritório de Roberto Carlos, diz que a obra não trata da intimidade do cantor. “A impressão que dá é que eles não tiveram contato com o livro.” Ela destaca que a pesquisa se baseou em arquivos e revistas dos anos 1960. “Não fui bisbilhotar fofocas. É uma pesquisa superséria, resultado do meu mestrado.”

Divulgação
Capa do livro "Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude", de Maíra Zimmermann
Capa do livro “Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude”, de Maíra Zimmermann

A notificação alega que “a publicação das fotografias também violou o direito autoral de determinados fotógrafos, que não concederam autorização para publicação de suas fotos”. A autora diz que o volume tem apenas uma foto de Roberto Carlos, posada, junto com com Erasmo Carlos, Wanderléa e outros personagens do movimento. A imagem foi comprada de uma empresa licenciada pela editora Abril, detentora dos direitos.

MUDANÇA NO CÓDIGO CIVIL

A notificação se vale de trecho do artigo 5º da Constituição Federal que veda a violação da intimidade e da vida privada, bem como sua exploração indevida. Cita também o artigo 20 do Código Civil Brasileiro sobre o tema.

Esse é justamente o artigo cuja alteração, proposta pelo deputado Newton Lima (PT-SP), foi aprovada pela Câmara dos Deputados neste mês, visando a liberação de filmes ou a publicação de livros biográficos sem autorização da pessoa retratada ou de sua família. O projeto foi encaminhado para votação no Senado.

Foi com base nessa legislação que a Justiça proibiu, em 2007, a comercialização da biografia “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo Cesar de Araújo, que acabou se tornando símbolo para aqueles que trabalham pela alteração da lei.

Procurado pela Folha, o advogado Marco Antônio Campos, da Campos Escritórios Associados, que representa o cantor, diz que a notificação decorreu da utilização comercial não autorizada da imagem de Roberto Carlos.

“Fazer aquela caricatura de forma desautorizada viola os direitos de imagem do Roberto”, diz, referindo-se à capa do livro. “Não estamos tentando proibir a circulação do livro, não temos nenhuma objeção, nenhuma intenção censória quanto ao conteúdo do livro.”

A notificação, no entanto, refere-se também ao que se entende por “imagem-atributo”, “imagem relacionada à vida do indivíduo em sociedade. É a imagem que se tem de alguém em razão de seus pensamentos e de seu comportamento social”.

“É clara a conclusão de que a imagem e a vida privada do notificante estão sendo indevidamente exploradas pela notificada”, diz o texto.

Sobre a imagem de capa, de autoria de Douglas K. do Amaral, Maíra Zimmermann diz que não se trata de uma caricatura, que se caracteriza por distorções de proporção para acentuar aspectos de uma pessoa e satirizá-la. “É uma ilustração baseada em croquis de moda e não é de nenhuma maneira ofensiva. Pelo contrário, é uma homenagem.”

Dody Sirena, empresário do cantor, disse à Folha que “todo mês, há três, quatro situações de livros ou shows explorando indevidamente a imagem do Roberto”.

“Fazemos a notificação porque a lei nos protege. São tantos casos que eu já passo direto para o escritório jurídico. Fazemos isso em situações que não configuram uma homenagem ao Roberto, mas em casos que usam a imagem dele para ganhar dinheiro”, diz o empresário.

O livro saiu com tiragem de mil exemplares.

Estas imagens de Calvin e Haroldo no mundo real me deixam muito feliz

0

1

Casey Chan, no Gizmodo

Eis algo que vai animá-lo para o fim de semana: Calvin e Haroldo colados em fotos de vida real. Eu não sei quantas vezes desejei que esses caras existissem de verdade quando era mais novo. Na verdade ainda acho que existem.

Este projeto, feito pelo fotógrafo Michael S. Den Beste, mistura os personagens de Calvin e Haroldo em fotografias que parecem com o mundo dos quadrinhos. É divertidíssimo. Eu leria novamente todas as histórias se elas fossem colocadas no mundo real. Veja um pouco do trabalho na galeria.

1

Calvin e Haroldo tiveram sua primeira publicação em 18 de novembro de 1985.

1

Bill Watterson é o cartunista criador da tira.

1

As tiras de Calvin e Haroldo são usadas em mais de 2.400 jornais ao redor do mundo.

1

Existem 18 livros de Calvin e Haroldo, aproximadamente 45 milhões de cópias já foram vendidas.

1

Calvin é um garoto de seis anos de idade com uma mente precoce e filosófica.

1

Haroldo é um tigre que na visão de Calvin é inteligente e independente.

W7 Brazil Capital investe em rede social literária

0

Widbook, plataforma inédita no mercado mundial, traz novo modelo de escrita, leitura e compartilhamento de livros

Publicado no Inteligemcia

A W7 Brazil Capital, empresa de participações dedicada ao segmento de internet, acaba de realizar o seu segundo investimento. Trata-se do Widbook (www.widbook.com), uma plataforma inédita no mercado e totalmente gratuita que permite aos usuários lerem, escreverem, compartilharem e publicarem livros.

Criada por um grupo de jovens empreendedores brasileiros, o Widbook possibilita às pessoas do mundo todo, sozinhas ou em grupo, escreverem seus próprios livros ou enviarem colaborações para obras de outros autores, tornando-se co-autores. Além disso o usuário pode escrever seu livro já visualizando como será publicado para leitura, seguir seus autores favoritos, organizar e classificar seus livros prediletos. O usuário pode também encontrar e ler publicações de amigos ou de qualquer outro autor no mundo.

Considerado pelo Mashable como o “Youtube dos Livros”, o fortalecimento do Widbook ocorre na esteira do aumento no número de leitores em mídias digitais e da popularização de novos dispositivos de leitura como Kindle e iPad. A internet já oferece redes de compartilhamento de vídeos, músicas e fotografias, como o Youtube, SoundCloud e Instagram, mas não havia ainda nada semelhante para o universo literário.

“A internet e as tecnologias de informação abrem um novo horizonte para o mercado editorial. Nosso objetivo com o Widbook é justamente oferecer para as pessoas um novo modelo, diferente de tudo o que já existe.”, afirma Henrique Iwamoto, CEO da W7 Brazil Capital.

Com o investimento, a W7 passa a se tornar a primeira investidora do Widbook, participando também de sua gestão. “Com o investimento da W7, o Widbook evolui não apenas na parte técnica e capital humano, mas principalmente no processo de consolidação e expansão global”, afirma Flávio Aguiar, CEO do Widbook.

Go to Top