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Livro reúne fotos de bebês debaixo d’água

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Eduardo Vanini, no Catavento

Depois de fazer sucesso no mundo inteiro com as séries em que clicou cães e filhotes debaixo d’água, o fotógrafo americano Seth Casteel volta a pipocar na web com um trabalho irresistível: bebês submersos. Assim como as produções anteriores, as fotos foram reunidas em um livro. “Underwater Babies”, inclusive, será lançado no Brasil no segundo semestre deste ano pela editora Intrínseca.

Para produzir o ensaio, ele fotografou 750 bebês e produziu mais de 10 mil imagens, das quais cerca de 70 foram publicadas no livro. Alguns “modelos” ganharam acessórios, como equipamentos de mergulho e até uma cauda de sereia, que deixam o clima ainda mais divertido.

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20 Gatos que precisam da sua atenção no exato momento em que você começa a ler

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Nathalia Henderson, no Tudo Interessante

Gatos são animais lindos, charmosos e super carinhosos. Eles adoram carinho e a companhia das pessoas da casa, e não dispensam um pouco de atenção (pelo menos alguns deles).

Mas os gatos abaixo precisaram de atenção justamente em um momento bem impróprio: Exatamente quando os seus donos começaram a ler. Eles usaram todo o seu charme e fofura para que seus donos parassem de ler e ficassem mais próximos a eles.

1 – “Você pode me dar um pouco de atenção ou é pedir demais?”

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2 – “Me deixe aqui quietinho, nem estou atrapalhando tanto assim”

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3 – “Pode tentar estudar quantas vezes você quiser. Eu não vou deixar!”

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4 – “Será que a sua vontade de ler é maior do que me apertar?”

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5 – Quem resiste a isso? *-*

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6 – Ops…alguém passou por aqui

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7 – oO

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8 – “Não trisque nas minhas páginas”

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9 – “Ei! pare já com isso e me dê atenção”

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10 – Vale até morder

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11 – “Eu sou muito mais interessante do que esse jornal!”

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12 – Ler é mais divertido com uma patinha

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13 – “Chega de leituras por hoje. Quem manda aqui sou eu”

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Exposição apresenta fotos de escritores feitas por Daniel Mordzinski em hotéis

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Entre os retratados na mostra que tem entrada gratuita estão Vargas Llosa, Borges, Saramago e Verissimo; veja galeria de imagens

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Mario Vargas Llosa deitado fazendo anotações. Agustina Bessa-Luís passando batom no banheiro. José Eduardo Agualusa sentado na cama, com a mala pronta. Salman Rushdie dentro da banheira, de roupa e comendo frutas. Essas cenas foram presenciadas, ou montadas, pelo fotógrafo Daniel Mordzinski ao longo de sua trajetória profissional – recheada de encontros com célebres escritores.

Uma exposição em São Paulo vai apresentar cerca de 50 fotografias tiradas por ele exclusivamente em hotéis. Quartos de Escrita – Retrato de Escritores em Hotel, que já passou pelo festival Fliaraxá em 2014, fica em cartaz no Sesc Bom Retiro até o dia 8 de março. A curadoria é de Afonso Borges, idealizador do Sempre um Papo – série de encontros realizados com escritores em Belo Horizonte e também em São Paulo.

EXPOSIÇÃO QUARTOS DE ESCRITA – RETRATO DE ESCRITORES EM HOTEL

Daniel Mordzinski/Divulgação > O escritor Mario Vargas Llosa, colaborador do Estado, foi agraciado com o Nobel em 2010

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O escritor Mario Vargas Llosa, colaborador do Estado, foi agraciado com o Nobel em 2010

Daniel Mordzinski/Divulgação > O escritor argentino Jorge Luis Borges; livros escritos por ele com o amigo Adolfo Bioy Casares acabam de chegar às livrarias brasileiras

Daniel Mordzinski/Divulgação
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O escritor argentino Jorge Luis Borges; livros escritos por ele com o amigo Adolfo Bioy Casares acabam de chegar às livrarias brasileiras

Daniel Mordzinski/Divulgação > Prêmio Nobel de 1998, José Saramago deixou um romance inacabado ao morrer, em 2010; Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas foi publicado no Brasil em 2014

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Prêmio Nobel de 1998, José Saramago deixou um romance inacabado ao morrer, em 2010; Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas foi publicado no Brasil em 2014

Daniel Mordzinski/Divulgação > Cronista do Caderno 2, o escritor Luis Fernando Verissimo é um dos brasileiros retratados por Daniel Mordzinski

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Cronista do Caderno 2, o escritor Luis Fernando Verissimo é um dos brasileiros retratados por Daniel Mordzinski

Daniel Mordzinski/Divulgação > O angolano José Eduardo Agualusa é autor de Nação Crioula, entre outras obras; A Rainha Ginga, seu mais recente trabalho, será lançado no Brasil em abril

Daniel Mordzinski/Divulgação
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O angolano José Eduardo Agualusa é autor de Nação Crioula, entre outras obras; A Rainha Ginga, seu mais recente trabalho, será lançado no Brasil em abril

Daniel Mordzinski/Divulgação > Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, que lhe rendeu uma ameaça de morte e anos de reclusão

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, que lhe rendeu uma ameaça de morte e anos de reclusão

Daniel Mordzinski/Divulgação > Um dos principais nomes da literatura portuguesa, Agustina Bessa-Luís é tema de outra exposição em São Paulo; até março, sua vida e obra estão em destaque no Museu da Língua Portuguesa

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Um dos principais nomes da literatura portuguesa, Agustina Bessa-Luís é tema de outra exposição em São Paulo; até março, sua vida e obra estão em destaque no Museu da Língua Portuguesa

Daniel Mordzinski/Divulgação > A reclusa escritora Herta Müller, romena homenageada com o Nobel em 2009

Daniel Mordzinski/Divulgação
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A reclusa escritora Herta Müller, romena homenageada com o Nobel em 2009

Há retratos, ainda, de Eric Hobsbawm, Nadine Gordimer, Umberto Eco, Jorge Luis Borges, José Saramago, Gabriel García Márquez, Eduardo Galeano, Herta Müller e de brasileiros, como Luis Fernando Verissimo, cronista do Caderno 2, e João Paulo Cuenca, entre outros autores.

Daniel Mordzinski, também conhecido como o fotógrafo dos escritores, nasceu em Buenos Aires, mas vive em Paris há quase quatro décadas. Suas fotos já foram publicadas em veículos como Le Monde e El País e foram tema de exposição na Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Inglaterra, Grécia, França, México, Colômbia, Argentina e outros países.

Exposição – Quartos de Escrita – Retrato de Escritores em Hotel
Sesc Bom Retiro ( Alameda Nothmann, 185, tel. 3332- 3600)
Até 8 de março
De terça a sexta, das 9h às 20h30; sábados e domingos, a partir das 10h
Grátis

Livrogram: dupla de amigas fala sobre livros e leituras de forma despojada nas redes sociais

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Formadas em Artes Cênicas, as amigas Denise Schnyder e Livia Piccolo publicam novidades semanalmente nos canais do Livrogram (foto: Divulgação)

Formadas em Artes Cênicas, as amigas Denise Schnyder e Livia Piccolo publicam novidades semanalmente nos canais do Livrogram (foto: Divulgação)

Amauri Terto, no Catraca Livre

Engana-se quem acredita que a leitura ainda seja uma ação totalmente solitária. Com a ajuda das redes sociais, ler e discutir livros se tornou uma atividade menos introspectiva, mais compartilhada e aberta aos mais diversos perfis de leitores – não apenas aos intelectuais.

Tendo esse cenário em vista, as artistas Denise Schnyder e Livia Piccolo resolveram criar em 2013 o Livrogram, um perfil na rede social Instagram com fotos de capas de livros acompanhadas de resenhas curtas.

A curadoria atenta das amigas atraiu rapidamente centenas de seguidores, incluindo designers, editores, críticos e escritores. Atualmente, o perfil possui mais de seis mil seguidores. O sucesso impulsionou a dupla a ampliar o projeto com novos perfis no YouTube e Facebook, sem deixar de lado a ideia original de falar sobre livros de uma forma leve, direta e divertida.

Em parceria com o videoartista Diogo de Nazaré, hoje a dupla formada em Artes Cênicas experimenta diferentes formas de falar sobre o universo dos livros. Essas experimentações recheiam os perfis do Livrogram  regularmente. É possível encontrar nos canais: bate-papos e dicas sobre livros novos, editoras e escritores independentes, vídeos de entrevistas com escritores, além de cobertura de eventos literários, entre outros conteúdos.

Conheça alguns vídeos do Livrogram nos players abaixo:

O atlas particular de Borges

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Ana Paula Campos, no Roteiros Literários

Em tempos de selfie, a palavra oficial de 2013, viajar se tornou de forma mais enfática uma cultura de ver-e-registrar-para-ver-de-novo. Atlas (1984), livro em que Jorge Luis Borges e a sua companheira María Kodama narram experiências de viagem por meio de relatos e poemas (ele) e fotos (ela), ganha uma conotação diferente quando lembramos que a obra foi escrita por alguém que não enxergava.

Borges viajou ao lado de María a partir de 1975, ou seja, havia perdido a visão há décadas. Suas histórias se tornam um compilado de imaginação, lembranças, associações literárias e impressões captadas pelos outros sentidos.

Em certo ponto do livro, ele diz: “comprovo com uma espécie de melancolia agridoce que todas as coisas do mundo me conduzem a um encontro ou a um livro”. María admite que tal modus operandi lhe despertou, em alguns lugares que visitaram juntos, a sensação de que quem não via era ela.

A escolha dos destinos era aleatória: “antes de uma viagem, olhos fechados, unidas as mãos, abríamos ao acaso o atlas e deixávamos que as gemas de nosso dedos adivinhassem o impossível”, revela María. Dessas aventuras, o Roteiros destaca sete descritas em Atlas.

Descobrir o desconhecido não é uma especialidade de Simbad, de Érico o Vermelho ou de Copérnico. Não há um único homem que não seja um descobridor.

IRLANDA
“De todas elas [as circunstâncias] a mais vívida é a Torre Redonda, que não vi, mas que minhas mãos tatearam, onde monges que são nossos benfeitores salvaram para nós em duros tempos o grego e o latim, ou seja, a cultura. Para mim a Irlanda é um país de pessoas essencialmente boas, naturalmente cristãs, tomadas pela curiosa paixão de ser incessantemente irlandesas.
Andei pelas ruas que percorreram, e continuam percorrendo, todos os habitantes de Ulisses.”

VENEZA
“Uma vez escrevi num prólogo Veneza de cristal e de crepúsculo. Para mim, crepúsculo e Veneza são duas palavras quase sinônimas, mas nosso crepúsculo perdeu a luz e teme a noite e o de Veneza é um crepúsculo delicado e eterno, sem antes nem depois.”

PASSEIO DE BALÃO NA CALIFÓRNIA

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Borges e María Kodama viajaram de balão no vale de Napa, na Califórnia. Segundo María, a tradição diz que é preciso levar champanhe para dar aos donos da terra onde aterrissam.
“Na Califórnia, há cerca de trinta dias, María Kodama e eu fomos a um modesto escritório perdido no vale de Napa. Eram quatro ou cindo da manhã, sabíamos que os primeiros clarões da aurora estavam por ocorrer. (…) O espaço era aberto, o ocioso vento nos levava como se fosse um lento rio nos acariciava a testa, a nuca ou a face. Todos sentimos, acho, uma felicidade quase física. O passeio, que duraria uma hora e meia, era também uma viagem por aquele paraíso perdido que constitui o século XIX. Viajar no balão imaginado por Montgolfier também era voltar às páginas de Poe, de Júlio Verne e de Wells.”

GENEBRA
Embora tenha nascido em Buenos Aires, a vida de Borges se dividia entre a capital argentina e Genebra. “Sei que voltarei sempre a Genebra, quem sabe depois da morte do corpo”, afirma em Atlas. Em 14 de junho de 1986, o escritor morreu na cidade e foi enterrado no cemitério de Plainpalais.
“Diferentemente de outras cidades, Genebra não é enfática. Paris não ignora que é Paris, a decorosa Londres sabe que é Londres, Genebra quase não sabe que é Genebra. (…) um pouco à semelhança do Japão, renovou-se sem perder seus ontens.”

MEU ÚLTIMO TIGRE

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“Em minha vida sempre houve tigres”, conta Borges, no seu texto sobre o encontro tardio com um tigre real, em um zoológico de Luján, na Argentina, e a realização desse sonho de infância.
O contato compensou a visão. “Com evidente e aterrada felicidade me aproximei desse tigre, cuja língua lambeu meu rosto, cuja garra indiferente ou carinhosa se demorou em minha cabeça.”
María Kodama conta que, mais tarde, enriquecendo a experiência, Borges distinguiu algo à contraluz: “Não me diga que é o que eu estou pensando”, “Sim, são seis tigres de Bengala passeando em torno da mesa”, respondeu ela.

O DESERTO DO SAARA
“A uns trezentos ou quatrocentos metros da Pirâmide me inclinei, peguei um punhado de areia, deixei-o cair silenciosamente um pouco mais adiante e disse em voz baixa: Estou modificando o Saara.”

COLÔNIA DE SACRAMENTO

“Aqui sentimos de maneira inequívoca a presença do tempo, tão rara nestas latitudes. Nas muralhas e nas casas está o passado, sabor que se agradece na América. Não se exigem datas nem nomes próprios; basta o que sentimos de imediato, como se fosse uma música.”

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