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Game Of Thrones: Westeros deveria ser assim, segundo George R.R. Martin

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O próximo livro de George R. R. Martin está chegando. Não, não é aquele livro.

Bill Bradley, no Brasil Post

O autor falou recentemente sobre The World of Ice & Fire, seu novo livro que narra a história de Westeros. Durante a palestra, Martin revelou que o universo retratado na série Game of Thrones pode ser lindo, mas não é como ele imaginou que ficaria.

“Eu queria as versões precisas desses castelos. Nós tivemos um número de diferentes artistas desenhando em capas, cards e jogos. Alguns criaram belas imagens, mas não necessariamente precisas em relação ao mundo que eu descrevi”, disse sobre o cenário desenvolvido ao longo da série literária e televisão.

Para o novo livro – uma visão apurada sobre os conceitos, mitologias e cenários de GOT -, o autor disse que colaborou com os artistas que souberam como interpretar sua mente, extraindo paisagens de dentro dela. Veja agora como o mundo de Game of Thrones realmente deveria ser.

O Trono de Ferro

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No que diz respeito à forma como o trono foi moldado para a série, o autor disse: “É um grande trono e se tornou icônico, mas não é realmente o meu Trono de Ferro … Neste livro você vai ver o meu Trono de Ferro”. Acima, uma visão de como seria o trono com base nos livros.

Winterfell

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Sobre o trabalho de paisagem do artista Ted Nasmith, Martin disse: “Eu sabia que com Ted Naismith estava trabalhando com um dos grandes pintores de paisagens do mundo real e um cara que realmente fez grandes obras arquitetônicas, de modo que ele e eu trabalhamos muito próximos neste projeto”.

A Fortaleza Vermelha em King’s Landing

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Ao falar sobre a Fortaleza Vermelha, Martin disse que as locações e paisagens da HBO são bonitas, mas nenhuma é exatamente o que ele descreveu no livro.

Castle Black e a Muralha

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Segundo Martin, a Muralha de Adriano, na Escócia, serviu de inspiração para a criação de Castle Black. O autor disse que visitar o muro lhe deu um “profundo sentimento”.

Pedra do Dragão

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Martin disse, a Pedra do Dragão foi uma das transposições visuais mais difíceis da série. Ainda assim, a descrição mais precisa da fortaleza está nos livros, ou no novo projeto do escritor.

The World of Ice and Fire: The Untold History of Westeros and the Game of Thrones foi lançado no último dia 28 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, o título ainda segue sem tradução e previsão de lançamento.

‘Game of thrones’: Fotos revelam diferenças entre livros e série

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George R.R. Martin odeia seus leitores

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Eduardo Rodrigues em O Globo

Quando ele lançou seu primeiro livro de grande repercussão (“Guerra dos Tronos”, o primeiro volume da “Saga de gelo e fogo”, lá em 1996), surpreendeu a todos matando alguns dos personagens mais queridos do público e até mesmo o principal protagonista.

No terceiro livro, destruiu nossos corações com o “Casamento Vermelho”, mas os leitores passaram por aquele teste de fogo e seguiram querendo mais. Aí ele mudou a estratégia: para nos matar de curiosidade e ansiedade, aumentou para cinco ou seis anos o intervalo entre as obras.

Em 2011 o número de fãs cresceu exponencialmente com o lançamento da aclamada série da HBO e agora o que os fãs antigos mais temiam está acontecendo: a delonga fez com que a história contada na série comece a ultrapassar os livros. Essa preocupação ganhou força no início do ano, quando foi ao ar a quarta temporada e a aventura de Bran Stark ao norte do Norte foi muito além do que poderíamos imaginar.

* * * E A PARTIR DAQUI TEM SPOILERS * * *

A série atualmente está sendo filmada na Espanha, onde são gravadas as cenas de Dorne, terra natal do finado Oberyn Martell. A imagem mais marcante a surgir até agora mostra Daenerys Targaryen assistindo a um combate, sentada ao lado de Hizdahr zo Loraq e… Tyrion Lannister! Loraq é um nobre local com quem ela se casa para tentar controlar a cidade.

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A foto é um spoiler não só para espectadores da série, mas também os leitores. No quinto livro, Daenerys luta para controlar a cidade de Meereen, enfrentando a aristocracia local. Tyrion, por outro lado, está perdido em meio a sua fuga de King’s Lading, após matar o pai. Todos esperam que o encontro vá acontecer — mas ele ainda não aconteceu, pelo menos não nos livros.

As surpresas não terminam aí. No duelo que Dany e Tyrion assistem, um dos combatentes é Jorah Mormont, o conselheiro que perdeu as graças da Mãe dos Dragões. Ele sim encontra com Tyrion no quinto livro, mas agora precisamos saber como essa história será resumida na série (o que é uma boa notícia, pois a parte do Anão no quinto livro é uma das mais chatas da saga).

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Outro encontro inesperado que deve acontecer já na quinta temporada será entre Jaime Lannister e as Serpentes de Areia, como são conhecidas as filhas de Oberyn Martell. O ator Nikolaj Coster-Waldau foi visto entrando no Palácio de Alcázar, em Sevilha, que está sendo usado para gravar cenas do palácio de Dorne.

A questão é que nos livros Jaime não vai a Dorne em nenhum momento. Então o que vai acontecer por lá é uma completa surpresa. Ele tem motivos para a viagem, pois sua filha Myrcella foi enviada para lá por Tyrion, há duas temporadas (lembram?). Mas a interação com a família Martell certamente não será amigável. As primeiras imagens das Serpentes de Areia também apareceram nesta semana pela primeira vez.

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10 bibliotecas públicas inusitadas e belas

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Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Durante 18 anos o fotógrafo Robert Dawson percorreu o Estados Unidos fotografando bibliotecas públicas em 47 Estados, do Alasca à Flórida, da Nova Inglaterra a Califórnia as fotografias mostram que, mais do que uma casa de livros e leitura, as bibliotecas públicas funcionam como verdadeiros centros comunitários que oferecem cursos, acesso gratuito à internet, assistência na busca de um emprego ou apenas um lugar quente para se abrigar.

O resultado do projeto é o livro, “Public Library: A Photographic Essay” (Princeton Architectural Press, 29 euros), lançado no mês de maio, que celebra a importância das bibliotecas públicas na vida das pessoas; mas, também traz uma triste constatação: apesar de ainda existirem 17 mil bibliotecas públicas nos Estados Unidos, elas estão em extinção. Eram 40 mil na década de 1980.

O jornal britânico “The Telegraph” fez uma compilação com dez registros primorosos do livro de Robert Dawson.

Allensworth, California

Allensworth, California

Longmeadow, Massachusetts

Longmeadow, Massachusetts

Roscoe, South Dakota

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Austin, Texas

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Death Valley National Park, California

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McLeansboro, Illinois

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Springdale, Utah

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Shepherdstown, West Virginia

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Caliente, Nevada

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Hudson, Wisconsin

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Graciliano Ramos é tema de grande exposição gratuita no MIS

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Composta por documentos, fotos e vídeos que apresentam a vida pessoal, a exposição mostra a trajetória literária e a militância política de Graciliano

Conversas de Graciliano Ramos

Conversas de Graciliano Ramos

Publicado por Cabine Cultural

O Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo vem desde o final do ano passado apresentando exposições que homenageiam grandes artistas do mundo. Começou com o mestre do cinema Stanley Kubrick; logo depois veio o gênio da música David Bowie e mais recentemente (ainda em cartaz) a exposição que festeja um dos mais interessantes programas da história da televisão brasileira, o Castelo Rá-tim-bum.

Continuando este belo trabalho, entre os dias 16 de setembro e 9 de novembro, o espaço paulistano recebe a exposição Conversas de Graciliano Ramos. A mostra apresenta a história de vida, trajetória política e carreira de um dos maiores escritores brasileiros por meio de imagens, documentos, pertences pessoais, depoimentos exclusivos, intervenções audiovisuais e uma instalação que recria o ambiente criativo do escritor. Conversas de Graciliano Ramos será exibida em uma das salas do andar Térreo e tem entrada gratuita.

Objetos
Todos os objetos e documentos vêm de Alagoas, das cidades de Palmeira dos Índios (Museu Casa Graciliano Ramos) e Maceió (Arquivo Público do Estado de Alagoas), além de material proveniente da família do escritor que mora na Bahia e em São Paulo. Entre os documentos estão o manuscrito da carta, nunca enviada, que escreveu para Getúlio Vargas após a saída da prisão (1937) e o datiloscrito assinado dos relatórios entregues ao governador de Alagoas quando era prefeito de Palmeira dos Índios, em Alagoas (1927 a 1930), documento importante que deu notoriedade intelectual a Graciliano.

A parte cenográfica da mostra será produzida recriando o ambiente criativo do escritor, com os objetos pessoais: uma poltrona de descanso (sempre vista nas fotos), a mesa de trabalho quando prefeito de Palmeira dos Índios, a máquina de escrever, canetas tinteiro e o tinteiro, entre outros itens.

Vídeos
A exposição apresenta onze vídeos sobre o escritor, entre eles estão quatro filmes cronológicos que descrevem períodos marcantes da vida do homenageado (1892/1926; 1927/1935; 1936/1944; 1945/1953); a amizade de Graciliano com Portinari é representada em outro vídeo; um bate-papo entre o jornalista da Globo News, Edney Silvestre, e Graciliano interpretado pelo ator Marat Descartes, traz ao público as conversas de Graciliano Ramos com a imprensa nacional e internacional, de 1910 a 1952. Por fim, é apresentado um filme conceitual do vídeoartista Eder Santos, Na escuridão percebi o valor das palavras.

Livro
Já no dia 22 de setembro acontece o lançamento do livro inédito de Graciliano Ramos, Conversas (Record), organizado por Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla. O evento, que também tem entrada gratuita, contará com a presença de parentes e amigos do escritor. Além disso, estão programados debates e exibição de filmes inspirados em suas obras, entre os dias 14 e 16 de outubro.

Uma maravilhosa oportunidade para se adentrar no universo de uma joia da nossa literatura. Imperdível!

SERVIÇO
Conversas de Graciliano Ramos
16.09 a 09.11
Terça a sábado das 12h às 22h; domingos e feriados das 11h às 21h
Espaço expositivo Térreo
Gratuito
Museu da Imagem e do Som – MIS Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Ensaio premiado de Gustavo Lacerda com albinos é lançado em livro

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Daigo Oliva, na Folha de S.Paulo

No livro que o fotógrafo Gustavo Lacerda lança no próximo dia 31, a pele, os cabelos e os cílios dos retratados são quase invisíveis.

No ensaio “Albinos”, selecionado pela Coleção Pirelli/Masp em 2010 e vencedor dos principais prêmios de fotografia do país, o cenário das imagens e as roupas, em tons claros e delicados, funcionam como transparências.

Durante cinco anos, o mineiro fotografou cerca de 50 adultos e crianças brasileiros com albinismo, distúrbio genético que causa falta de pigmentação na pele.

“Por causa da fotofobia e dos cuidados com a pele, os albinos tendem a se preservar e a se esconder”, diz Lacerda, 44. “Queria fotografar quem não é fotografado.”

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Os irmãos Marcus, Andreza e André em foto tirada por Gustavo Lacerda em 2011

Em diferentes regiões do Brasil, os personagens posaram com figurinos propostos pelo fotógrafo, que abandonou o viés documental do início do projeto.

Ao perceber como os albinos reagiam à preparação para os retratos, ele diz ter encontrado a tensão necessária para construir sua estética.

“Eles jamais tinham sido escolhidos para nada que não fosse serem zoados. De repente, alguém os seleciona para uma foto, em um estúdio, com roupas à disposição, com aquele ritual de se olhar no espelho antes”, conta.

Além da mise-en-scène, Lacerda também se preocupou com os flashes. Para evitar irritação, ele usou uma fonte de luz muito grande e recriou a luminosidade de um dia nublado.

“Percebi que quando o clima está assim, eles ficam incomodados no início, mas depois se acostumam. É menos irritante do que dia de sol.”

Um dos fotografados no ensaio, o professor de inglês e literatura Roberto Biscaro foi o primeiro contato de Lacerda com o mundo albino, para encontrar modelos. Autor do blog “Albino Incoerente”, Biscaro se tornou referência em notícias sobre o tema.

Para o paulistano Biscaro, 47, o mérito do trabalho do artista é “olhar o diferente como portador de beleza, sem estigmatizá-lo”. Ele acrescenta, brincando:”Ainda mais em um país tropical que preza tanto pelo bronzeado”.

Tanto ele quanto a economista carioca Ana Beatriz Vassimon, mãe das gêmeas Helena e Mariana, retratadas, percebem distância entre o ensaio de Lacerda e trabalhos que exploram a condição dos retratados como exotismo.

“Pessoas querem fotografar as meninas e colocar elementos coloridos nelas. O Gustavo é o contrário, não tem nada de espetacularização, é uma forma sensível e lírica”, defende a mãe das gêmeas.

O fotógrafo conta que, por medo da exposição, algumas pessoas se recusaram a participar, no início. Mas, depois que o ensaio se tornou mais conhecido, voltaram atrás. “Muitos vão achar um trabalho poético, outros vão achar que é uma forma de explorar os albinos. Ainda que tenha esse risco, eles estão sendo mostrados”, afirma.

Desde o nascimento das filhas, Vassimon escreve textos relatando sua experiência com a descoberta do albinismo. Um deles está reproduzido em formato de carta dentro do livro (leia ao lado).

O projeto gráfico do volume incluiu folhas de papel-manteiga entre as fotos para remeter à textura da pele e revelar e esconder as imagens.

O próprio Lacerda financiou grande parte da produção. Para reduzir os custos, pretende vender 50 livros-objeto com impressão especial, embalados em caixa e oferecidos a R$ 650 cada um.

“As pessoas perguntam qual será meu próximo trabalho como se fosse pecado continuar este projeto. Quero seguir fotografando alguns albinos, talvez não como faço hoje, mas acompanhando o crescimento de irmãos.”

TRECHO

“Quando peguei as meninas no colo, quentinhas, na sala de parto, vi os cílios claros e na hora pensei que não poderiam ser loiras a ponto de terem cílios quase brancos…

Saquei ali que eram albinas. Elas estavam berrando, eu chorando, derretida de emoção.

No quarto, elas demoraram a vir e eu fiquei muito preocupada… Só falavam sobre a falta de pigmento nos olhos e que deveríamos rastrear o passado e saber se nossas famílias tinham histórico de albinismo.

Eu só lembrava do Hermeto Pascoal, que adoro! Quando começaram a andar, eu sempre avisava quando elas se aproximavam de degraus, imaginando que elas não veriam o desnível do chão.

Realmente, elas não veem tão bem a mudança de nível no piso, mas aprenderam a arrastar sorrateiramente o pé e descobrir, antes mesmo de eu gritar: ‘Olha o degrau!’.

(…) A gente vê que a vida pode realmente surpreender.”

Carta escrita pela economista carioca Ana Beatriz Vassimon, mãe das gêmeas Helena e Mariana, e publicada no livro “Albinos”, de Gustavo Lacerda

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