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Posts tagged França

França quer banir Pokémon Go das escolas

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As invasões de estranhos no perímetro escolar representam um risco à segurança

As invasões de estranhos no perímetro escolar representam um risco à segurança

 

Aplicativo atrai pessoas estranhas às escolas, o que, segundo ministra, traz riscos à segurança. Na Bélgica, diretor cria alternativa chamada “caçadores de livros”, atraindo dezenas de milhares de jogadores

Publicado no Correio do Brasil

A ministra francesa da Educação, Najat Vallaud-Belkacem, afirmou nesta terça-feira que vai pedir aos idealizadores do aplicativo para celulares Pokémon Go que não façam das escolas francesas locais de busca para caçadores dos personagens virtuais do desenho animado japonês.

Vallaud-Belkacem disse que deverá se reunir com representantes da empresa californiana Niantic, parceira da Nintendo e da Pokémon Company na criação do jogo, para explicar que o aplicativo leva pessoas alheias a vagar pelas escolas.

Em sua opinião, as invasões de estranhos no perímetro escolar representam um risco à segurança. Ela disse que os diretores já podem requerer à Niantic, através da Internet, que suas escolas sejam removidas do mapa global do jogo.

“Caçadores de livros”

Na Bélgica, um diretor de uma escola primária na cidade de Farciennes encontrou uma alternativa criativa ao Pokémon Go. Ele criou um jogo onde os “caçadores”, em vez de tentar capturar as criaturas virtuais, saem em busca de livros, numa versão que pode ser jogada através de um grupo do Facebook chamado Chasseurs de livres (Caçadores de livros).

Os jogadores adicionam ao grupo fotos dos livros com dicas de onde estariam escondidos, para que os demais possam procurá-los. Após os “caçadores” terminarem a leitura dos mesmos, eles devem novamente escondê-los para que outros possam buscá-los. Mais de 55 mil pessoas já aderiram ao grupo na rede social.

Whatsapp

A manobra do Facebook para afrouxar a política de privacidade do Whatsapp, aplicativo de mensagens mais popular do mundo, vai ser minuciosamente avaliado, disse o presidente do principal grupo europeu de reguladores de privacidade nesta segunda-feira.

O Whatsapp, que tem mais de um bilhão de usuários no planeta, disse na quinta-feira que vai começar a compartilhar o número de celular dos usuários com o Facebook, ajudando a rede social a colocar anúncios e recomendações de amizade.

A empresa disse o usuários do Whatsapp poderiam optar por não compartilhar as informações de sua conta com o Facebook.

– Cada autoridade europeia vai acompanhar as mudanças feitas na política de privacidade do Whatsapp com muita vigilância – disseram o CNIL, comissão francesa de proteção de dados, e atual presidência do G29, de reguladores de privacidade europeus, em comunicado em nome do grupo que abrange a região.

– O que está em jogo é o controle de usuários individuais sobre seus próprios dados quando eles são combinados por grandes figuras da Internet.

O Facebook pagou mais de US$ 19 bilhões para comprar o Whatsapp, um serviço livre de anúncios para enviar mensagens, fotos e vídeos com contatos. No momento do acordo em 2014, o fundador do Whatsapp Jan Koum se comprometeu em proteger os dados de seus usuários e disse que o acordo não afetaria a política de privacidade.

Sem-abrigo escreve bestseller mas continua na rua

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Roughol foi incentivado a escrever pelo presidente do Tribunal Constitucional francês AFP/Getty Images

Roughol foi incentivado a escrever pelo presidente do Tribunal Constitucional francês
AFP/Getty Images

 

Jean-Marie Roughol vive nas ruas de Paris há 20 anos. Escreveu um livro que vendeu quase 50 mil exemplares, mas continua a ser sem-abrigo. O dinheiro dos royalties só chega daqui a 10 meses…

Publicado no Observador

É um fenômeno de vendas. Je Tape La Manche: Ma Vie Dans la Rue tornou-se um dos sucessos editoriais do ano em França. O seu autor é um sem-abrigo, Jean-Marie Roughol, de 47 anos. O livro são as memórias deste homem que espera que as suas palavras mudem a forma como as pessoas olham para as pessoas que vivem na rua. E já vendeu quase 50 mil exemplares — o que lhe daria dinheiro mais do que suficiente para deixar de ser sem-abrigo. Mas…

… mas o problema é que Roughol ainda não recebeu royalties do livro. Nem vai receber até outubro do próximo ano. Por isso, Jean-Marie conta continuar a viver ao relento. Até lá, vai-se habituando à ideia de ser reconhecido na rua e falando com os seus fãs no Facebook, através de um smartphone que conseguiu comprar com um adiantamento que a editora lhe deu.

Abandonado pela mãe

A vida deste homem é semelhante a tantos outros casos de pessoas sem-abrigo. Jean-Marie Roughol foi abandonado pela mãe e criado por (mais…)

Conheça o incrível parque do Pequeno Príncipe na França

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O parque foi inaugurado em 2014 e já é um enorme sucesso na região da Alsácia

O parque foi inaugurado em 2014 e já é um enorme sucesso na região da Alsácia

Dos livros para a vida real. Confira as principais atrações do parque inspirado na clássica obra do francês Antoine de Saint-Exupéry

Publicado no PureViagem

Ao redor do mundo, há muitas atrações turísticas voltadas para os fãs do universo literário: bibliotecas famosas espetaculares, roteiros que seguem os passos de romancistas consagrados, hotéis dedicados aos amantes dos livros e até cemitérios que abrigam túmulos dos escritores mais célebres da história.

E se tivessem a ideia de combinar a paixão pela literatura com um parque temático? Para a alegria dos leitores de “O Pequeno Príncipe”, há um novíssimo complexo de lazer na França inspirado no clássico do escritor e ilustrador Antoine de Saint-Exupéry – um dos livros mais conhecidos do planeta.

Com mais de 150 milhões de exemplares vendidos, a obra já foi traduzida para mais de 270 línguas desde que foi publicado em 1943. A história atemporal ganhou uma adaptação musical para as telonas em 1974, além de ter derivado uma série de desenhos animados. Agora, o carismático personagem dos ‘cabelos cor de ouro’ tem o seu próprio parque de diversões.

O parque do Pequeno Príncipe tem diversos playgrounds temáticos para as crianças

O parque do Pequeno Príncipe tem diversos playgrounds temáticos para as crianças

Balões levam os visitantes a 150 metros de altura

Localizado em Ungersheim, na região da Alsácia, entre as cidades de Mulhouse e Colmar, o Le Parc du Petit Prince foi inaugurado em julho de 2014 no mesmo lugar onde, em 1492, caiu o primeiro meteorito conservado e estudado do mundo, o ‘Meteorito de Ensisheim’.

Na área de 24 hectares estão espalhadas mais de 30 atrações lúdicas e shows que giram em torno de três grandes temas: “voar”, “viagem de planeta em planeta” e “os animais”. O público-alvo são crianças entre dois e 12 anos de idade e, claro, adultos que têm uma proximidade sentimental com a obra de Saint-Exupéry.

Dois balões, representando o ‘Planeta do Rei’ e o ‘Planeta do Acendedor de Lampiões’, são as principais atrações do parque. Neles, é possível subir a 150 metros de altura e admirar algumas das mais belas paisagens francesas, incluindo a cadeia montanhosa de Vosges, a planície da Alsácia e os Alpes. Os visitantes podem também voar a bordo de um balão onde funciona um bar, a 35 metros do solo.

As crianças se divertem nos dois balões que sobem a 150 metros de altura

As crianças se divertem nos dois balões que sobem a 150 metros de altura

Atrações para visitantes de todas as idades
Em terra firme, as crianças podem interagir com ovelhas e filhotes de raposas, dois animais presentes na história do fenômeno literário. Há também um pequeno borboletário e jardim com mais de 250 espécies de borboletas. Para complementar a brincadeira dos pequenos, o parque conta com diversos tipos de playgrounds, incluindo uma área com refrescantes jatos d’agua saindo do piso.

Os mais crescidinhos tem à disposição brinquedos mais tecnológicos, como um (mais…)

Livro de Lutero é descoberto na França com anotações manuscritas

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Estátua do alemão Martinho Lutero (1483-1546) Foto: Divulgação

Estátua do alemão Martinho Lutero (1483-1546) Foto: Divulgação

Trata-se da primeira edição do ‘Tratado da Liberdade Cristã’, escrito em 1520 em latim

Publicado no Estadão

Um livro de Martinho Lutero, com anotações escritas à mão, foi descoberto na Biblioteca Humanista de Sélestat (nordeste da França), escondido na coleção de um estudioso da Renascença, Beatus Rhenanus.

Esta descoberta permitiu identificar um “elo perdido”, porque “como ignorávamos a existência dessas correções manuscritas de Martinho Lutero, não considerávamos a sua vontade para uma edição definitiva”, explicou à AFP James Hirstein, professor universitário Estrasburgo, que encontrou o livro.

Esta primeira edição do Tratado da liberdade cristã do pai do protestantismo, escrito em 1520 em latim, comporta cinquenta anotações escritas em vermelho à mão, que foram autenticadas por especialistas.

Trata-se de um “rascunho para impressão” de uma segunda edição, que chegou às mãos do sábio Beatus Rhenanus por intermédio de um cânone de Augsburg (sul da Alemanha), antes de ser impresso em Basileia no início de 1521, incorporando quase inteiramente as modificações de Lutero, explicou o pesquisador, professor de latim.

Rhenanus e os impressores anônimos da Basileia também contribuíram para a impressão. Ao longo dos séculos e das reedições, 15 notas de Martinho Lutero acabaram desaparecendo, “porque ninguém sabia que eram suas”, disse Hirstein.

As notas do reformista alemão “apontam sua forte relação individual com Deus”, disse o pesquisador.

Esta descoberta também lança nova luz sobre os pensamentos de Beatus Rhenanus (1485-1547), amigo de Erasmo de Rotterdam, muito influente na época e favorável a uma reforma da Igreja, sem querer abandonar o catolicismo.

Chega ao Brasil ‘Submissão’, romance polêmico sobre França dominada pelo Islã

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Romance de Houellebecq chegou às lojas francesas no mesmo dia dos ataques de motivação religiosa à redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, que deixou 12 mortos e 5 feridos

Romance de Houellebecq chegou às lojas francesas no mesmo dia dos ataques de motivação religiosa à redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, que deixou 12 mortos e 5 feridos

Ficção política de Michel Houellebecq retrata Europa sob as rígidas regras comportamentais que são comuns em países nos quais líderes políticos se guiam por religião

Publicado no Divirta-se

Um país pacífico, próspero e com pleno emprego. Uma capital em que as mulheres não trabalham e onde as jovens abandonam minissaias, adotando vestes “não desejáveis”, como véus islâmicos integrais. Uma Europa em que a poligamia é legalizada, minaretes são construídos e até universidades públicas como a Sorbonne, privatizadas, acabam nas mãos de investidores árabes. Depois de vencer em 2010 o Prêmio Goncourt, um dos mais prestigiosos do mundo, o escritor francês Michel Houellebecq retoma no polêmico ‘Submissão’ a crítica às transformações individuais e sociais, desta vez imaginando uma França islamizada.

‘Submissão’ é uma farsa, um livro de ficção política que relata a história de François, um professor de literatura da Sorbonne reconhecido por uma tese de doutorado notável sobre J.K. Huysmans. Escritor e crítico de arte que viveu em Paris entre 1848 e 1907, Huysmans não foi escolhido por Houellebecq por acaso: o autor passou pelo naturalismo e pelo simbolismo e escreveu sobre tentações satânicas, mas seu maior ponto de virada talvez tenha sido converter-se – ou submeter-se – ao catolicismo, o que o levou a escrever ‘En Route’ (1895), ‘La Cathédrale’ (1898) e ‘L’Oblat’ (1903) no final de sua vida.

Houellebecq parte dessa alusão de François a Huysmans para estruturar sua narrativa. A história se passa em um futuro próximo, 2022, às vésperas das eleições presidenciais da França. O país chega ao pleito aos destroços, após dez anos de governo socialista de François Hollande – atual presidente na vida real.

Nas ruas de Paris, rajadas de metralhadoras ressoam próximas aos bairros mais centrais. Jovens de movimentos identitários, de extrema direita católica, e salafistas, ultraconservadores muçulmanos, lançam-se a um conflito que põe o país à beira da guerra civil, situação mascarada por uma imprensa manipuladora, que não veicula a gravidade real dos fatos.

A disputa favorece os extremos e faz despontar uma terceira força política, liderada pelo fictício Mohammed Ben Abbes, candidato da Fraternidade Muçulmana – uma alusão ao grupo conservador Irmandade Muçulmana, que ascendeu ao poder em países como Tunísia e Egito durante a Primavera Árabe.

Político jovem, habilidoso e com discurso republicano, Ben Abbes vai ao segundo turno das eleições com a candidata (real) de extrema direita Marine Le Pen, líder da Frente Nacional (FN), e acaba eleito graças à decisão do Partido Socialista (PS) de formar uma coalizão com os muçulmanos.

A eleição é sucedida de uma mudança brutal na sociedade, que Houellebecq, no entanto, descreve como lenta. Em três meses, o país é pacificado, a economia avança.

Então, as transformações tocam a vida de François – o nome próprio serve como um jogo de palavras com “francês”, ou o cidadão comum. Professor de literatura apático e alheio à busca pelo sucesso na carreira, o acadêmico vive entre as aulas que dá com indiferença, o deserto afetivo, a desagregação familiar absoluta, as estudantes com quem, às vezes, mantém relações, um envolvimento sem paixão com uma universitária judia que o troca por Israel e a vida sexual fracassada.

20150427183348349275eNo que diz respeito ao protagonista, ou seja, “Submissão” traz a típica existência individual e social, vazia ao extremo, do personagem “houellebecquiano”, que permeia toda a obra do autor: ‘A Extensão do Domínio da Luta’ (1994), ‘Partículas Elementares’ (1998), ‘Plataforma’ (2001), ‘A Possibilidade de Uma Ilha’ (2005) e ‘A Carta e o Território’ (2010).

Foi o fato de captar com brilhantismo o imaginário e descrever de forma crua e sulfurosa esse perfil pós-moderno de homem europeu comum, sem rumos, sem fé, esmagado pelas implicações sociais do liberalismo político, econômico e sexual contemporâneo, que fez de Houellebecq um sucesso internacional de público e crítica desde os anos 1990. Não à toa o autor é descrito por muitos como um gênio à espera do Nobel de Literatura.

Em ‘Submissão’, Houellebecq repete a narrativa do deprimido crônico, politicamente incorreto, misógino, fracassado na vida privada e em geral bem-sucedido na carreira, para a qual não dá a mínima. Mas, como em ‘Plataforma’, por exemplo, alia uma temática explosiva ao personagem controverso – a bem da verdade, cada vez menos surpreendente aos olhos dos círculos literários da França.

Em lugar do turismo sexual, um dos temas de seu terceiro livro, o autor põe em destaque uma suposta transição política, social e religiosa da França. Daí resultam a repercussão internacional, as discussões acaloradas entre críticos e, claro, suas vendas astronômicas.

“Submissão” tem os grandes méritos de Houellebecq, como a atualidade, a fluidez narrativa, a complexidade e o entrelaçamento de diferentes camadas temáticas e a precisão descritiva – o retrato do ambiente universitário decadente é magistral.

Mas, para detratores, o autor usou o recurso fácil da narrativa do medo que move a extrema direita na França. “Submissão” incorpora em sua história cenários da “grande substituição”, uma pseudoteoria descrita em 2010 pelo escritor extremista Renaud Camus baseada na ideia de que, pela imigração e pela fecundidade “minorias visíveis” – árabes e negros – se tornarão maioria na França, substituindo a população francesa “de origem”, impondo costumes e religião e, em última análise, matando a herança greco-cristã que faz a essência da cultura europeia.

Esse argumento, em geral defendido por minorias fascistas ou de direita católica integrista, mal esconde sua islamofobia e, de tão radical e complotista, foi rejeitado até por Marine Le Pen, líder da extrema direita. Fragmentos esparsos desse pensamento, porém, têm sido incorporados por intelectuais como o historiador e romancista Max Gallo e sobretudo o ensaísta Eric Zemmour, autor de “Suicide Français” (2014), um best-seller no qual desfila clichês sobre a suposta islamização da França.

‘Submissão’ não faz a apologia aberta da extrema direita. É sutil até mesmo quando coloca (mais…)

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