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Brasil levará 70 autores à Feira do Livro de Frankfurt

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O Brasil, em condição de convidado especial do evento, levará mais de 70 autores à cidade alemã

Publicado na revista Exame

Estande de Hong Kong na Feira do Livro de Frankfurt em 2012

Estande de Hong Kong na Feira do Livro de Frankfurt em 2012: entre os 7,1 mil expositores escalados para a edição de 2013, um terço vêm de fora da Alemanha

 Berlim – A Feira do Livro de Frankfurt, que abrirá suas portas ao público no próximo dia 8 de outubro, deverá receber mais de 7 mil expositores de 100 países diferentes nesta edição, enquanto o Brasil, em sua condição de convidado especial, levará mais de 70 autores à cidade alemã.

Durante a apresentação da feira, realizada nesta terça-feira em Frankfurt, o diretor Jürgen Boos declarou que a mostra – a maior do mundo no setor – está se tornando cada vez mais um evento internacional. Isso porque, entre os 7,1 mil expositores escalados para essa edição, pelo menos um terço provém de fora da Alemanha.

Em seu discurso, Boos também ressaltou que, ao longo dos cinco dias de programação, a mostra deverá receber entre 250 mil e 300 mil visitantes.

Segundo o diretor, a feira apresentará 260 títulos relacionados ao Brasil, entre eles 117 de literatura brasileira traduzida ao alemão com ajuda de um fundo especial para o fomento das traduções.

No total, a Feira do Livro de Frankfurt apresentará cerca de 500 atos diretamente relacionados ao Brasil, que, como país homenageado, ocupará o pavilhão especial, um espaço nobre com 2,5 mil metros quadrados.

Entre outros destaques da feira deste ano, Boos citou a tendência de lançamentos na internet, sem a intermediação das editoras, e a criação de novas empresas no setor do livro.

Já Katja Böhne, porta-voz da feira, declarou que o centro de agentes literários virá maior do que nunca nesta edição e também destacou a criação de um próprio espaço voltado para literatura infanto-juvenil.

Além de exaltar a reflexão sobre o vigor do mundo editorial na rede, Katja também falou sobre a aposta da feira por “livros valiosos”, obras com desenhos artísticos e materiais exclusivos, frente aos conteúdos digitalizados.

Na feira do livro de Frankfurt, o Brasil sem exotismos

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Maria Fernanda Rodrigues no Clic Folha

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

No pavilhão de 2.500 m² que o Brasil terá na Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, de 9 a 13 de outubro, nada de passistas ou de fotos de onças pintadas e vitórias-régias.

“Pretendemos mostrar um Brasil onde a produção contemporânea é muito contemporânea, mas que não nega as raízes tradicionais, só foge do exótico”, disse Antonio Martinelli, que ao lado de Manuel da Costa Pinto, de Daniela Thomas e de Felipe Tassara, idealizou o espaço onde o País fará sua apresentação cultural.

Isso tudo porque o Brasil será o convidado de honra da feira alemã deste ano, convite aceito pelo governo brasileiro há dois anos e que custará R$ 18 milhões ao País. A Câmara Brasileira teve licença para captar cerca de R$ 13 milhões, mas não conseguiu patrocínio.

Jürgen Boos, presidente da Feira de Frankfurt; Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional; e Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro aproveitaram a movimentação em Paraty para anunciar o que pretendem fazer na Alemanha.

Ao lado deles, Costa Pinto e Martinelli. Embora o pavilhão esteja sendo preparado para funcionar como uma grande vitrine da produção artística brasileira – passam pela feira, todos os anos, cerca de 300 mil profissionais do mercado editorial -, a programação não será concentrada nele e vai se espalhar por outros espaços da feira, como um restaurante, o estande coletivo do Brasil e das editoras que vão viajar de forma independente e também por museus, centros culturais e bibliotecas de Frankfurt e de outras cidades.

O pavilhão foi idealizado como uma grande praça pública. De um lado, um auditório onde os 70 escritores escalados – entre os quais Luiz Ruffato e Ana Maria Machado, escolhidos para o discurso de abertura, e ainda Adélia Prado, Nuno Ramos, Daniel Galera e Ziraldo, entre outros – se revezam em conversas com o público.

No meio, uma mesa no formato da marquise do Ibirapuera. Sobre ela, edições estrangeiras de livros brasileiros. Ao redor, uma instalação de Heleno Bernardi – colchões no formato de corpos, onde o visitante pode relaxar.

Haverá também seis bicicletas. Ao pedalar, a projeção de filmes sobre formas de circulação do livro – de bibliotecas ambulantes a projetos mais quixotescos – é acionada.

Ali por perto, um redário e, ao lado das redes, totens com música popular brasileira.

Encerrando a exposição – ou iniciando, não há ordem -, um canto com uma instalação multimídia criada pelos videoartistas Gisela Mota e Leandro Lima Serão seis grandes telas que exibirão filmes com imagens que remontam ao universo do imaginário ficcional e poético brasileiro e que fazem referência aos temas: metrópole, subúrbio, campo, floresta, mar e sertão.

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USP vai receber mais de cinco mil cartas inéditas de intelectuais brasileiros

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Pastas e fichários têm ainda cartas de autores como João Cabral de Melo Neto e Jorge Amado
Acervo pertencia ao embaixador Mário Calábria, morto há um ano

Em carta a Mário Calábria, em 1962, Afonso Arinos de Melo Franco descreve problema dentário da mulher Reprodução / Reprodução

Em carta a Mário Calábria, em 1962, Afonso Arinos de Melo Franco descreve problema dentário da mulher Reprodução / Reprodução

Maurício Meireles, em O Globo

RIO – Quando João Guimarães Rosa chegava perto das jaulas do zoológico de Munique, na Alemanha, girafas, macacos e elefantes se aproximavam. O escritor olhava-os por trás dos óculos fundo de garrafa e conversava com todos eles. Seu amigo, o embaixador Mário Calábria, observava curioso a intimidade estabelecida com os animais. A girafa era como “uma velha amiga” do autor de “Grande sertão: veredas”, já que o bicho inclinava o pescoção e “parecia entender tudo” que lhe era dito.

Esta é uma das histórias a que, em breve, o público poderá ter acesso e consultar. Mário Calábria morreu em junho de 2012, mas deixou um tesouro: cartas trocadas com grandes intelectuais brasileiros, às quais O GLOBO teve acesso.

Guimarães Rosa, que gostava de rechear as folhas com assuntos literários, é apenas um. A correspondência soma mais de cinco mil cartas trocadas com Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Afonso Arinos de Melo Franco, Manuel Bandeira — e muitos outros. Além de cultural, a coleção tem também valor para a história política do Brasil, por conta das missivas que Mário Calábria trocava com políticos e outros diplomatas. Embaixador do Brasil na Alemanha Oriental, antes da queda do Muro de Berlim, Calábria também acompanhou, mais tarde, as atividades culturais do Itamaraty naquele país, como a organização da Feira de Frankfurt de 1994.

Agora, os herdeiros do diplomata querem doar tudo para uma instituição de ensino. A ideia surgiu depois que a filha Vera Lucia Calábria encontrou nos papéis do pai uma carta de Marta Rossetti, então professora da Universidade de São Paulo. Biógrafa de Anitta Malfatti, ela pedia a ele, no documento escrito no fim dos anos 1990, que doasse seu acervo à instituição. Marta já faleceu, mas Vera procurou a USP, que se movimentou para receber o material. A universidade enviou o professor aposentado de literatura brasileira Flávio Wolff à casa dos Calábria, em Berlim, para emitir parecer sobre a conservação do material e avaliar seu valor.

— Enviei parecer positivo à USP. O acervo é um tesouro cultural e está em ótimo estado. Também me surpreendeu a organização dele. Tudo está guardado em pastas e fichários — afirma Wolff. — E ainda há a biblioteca, cheia de livros raros sobre o Brasil publicados na Europa, além de várias primeiras edições com dedicatórias.

As cartas trocadas com os intelectuais brasileiros chamam a atenção pela elegância do estilo. Mesmo em assuntos que de literários não têm nada. Em 1962, por exemplo, a mulher de Afonso Arinos teve uma infecção do siso que ficou feia. O marido, mesmo preocupado, estava encantado com a cirurgia: “O remédio é extrai-lo, mas isto representa um trabalho delicado de abertura da gengiva e do próprio maxilar. Aqui há um cirurgião especialista, que opera em ambiente pomposo, com assistentes, enfermeiras, anestesista, ficando a paciente deitada, com o rosto coberto por um pano verde esterilizado etc. Como você vê, uma beleza para quem não sofre nem assiste ao espetáculo.” Ele e Calábria trocaram 125 cartas, durante 38 anos.

Já as escritas por Jorge Amado não mostram uma relação de amizade tão próxima: o baiano comunica o envio de livros autografados. “Como estou com o pé no estribo, ou seja, no avião, remeterei esses livros para você de Portugal, onde estarei nos meados de novembro. Chegarão mais rapidamente do que se eu os mandasse daqui, por via maritma.” A carta é de 1980. Em outra, Jorge Amado agradece pelos “recortes e xerox” enviados a ele por Calábria.

O melhor amigo era mesmo Guimarães Rosa. Sempre que voltava à Alemanha, Rosa ficava hospedado na casa da família. Nas cartas, ele se refere aos filhos do amigo como “os Três Calabrinhas”. Mário Calábria foi consultor informal na tradução para o alemão de “Grande sertão: veredas”, de Curt Meyer-Clason, a preferida do autor. Em nome de Guimarães Rosa, o embaixador ajudava Mayer-Clason a traduzir termos do sertão.

A correspondência entre os dois chega quase a 200 cartas, só cessou com a morte de Guimarães Rosa, em 1967, e está entre as maiores travadas pelo escritor mineiro. Eles falam do cotidiano e de literatura, o que torna essa parte do acervo um material valioso para pesquisadores interessados na obra rosiana. O escritor também reclama da forma como o Itamaraty tratava a literatura: “Foi ela sempre a gata borralheira, a irmã pobre, madrasteada no Departamento Cultural.”

Parte do acervo quase veio à tona em 2008. O poeta Alexei Bueno visitou a casa de Calábria e conseguiu cópias de cartas. A editora Bem-te-vi tentou publicar, mas não chegou a um acordo com os herdeiros de Rosa.

Outro amigo foi o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto. Os dois se conheciam desde os tempos de Instituto Rio Branco e, por um período, foram próximos. Isto fica claro em uma carta de Cabral de 29 de novembro de 1945: “Vejo que você continua o mesmo lírico de antigamente. Como já o conhecia, sei que o atual lirismo não é de cerveja. Aliás: há cerveja aí? Vejo também que você continua adiando nosso encontro. Veja se se decide, ‘hombre’!”

Mas a amizade acabou rompida. Calábria foi acusado por Cabral, em 1952, de divulgar uma carta que fez o poeta ser tachado de comunista e afastado do Itamaraty. Mário Calábria sempre afirmou não ter espalhado a carta. Mas ele e o poeta nunca voltaram a se falar.

As cartas

Jorge Amado

Salvador, 7 de outubro de 1980

Caro Calábria,

Venho de receber a sua carta e fico sabendo quais livros faltam à sua coleção: “Tieta do agreste”, “O gato malhado e a andorinha sinhá” e “Farda fardão camisola de dormir”. Como estou com o pé no estribo, ou seja, no avião, remeterei esses livros para você de Portugal, de onde estarei nos meados de novembro. Chegarão mais rapidamente do que seu os mandasse por aqui,
por via marítima.
Recomendações a todos os seus,
meus e de Zélia.
Um abraço cordial do velho amigo

Jorge Amado

Guimarães Rosa

Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1964

Meu caro Mário,

De repente, houve o vácuo, fiquei com saudades, mais. Também está chegando o Natal, Weihnacht, as Festas, e quero pôr aqui, em papel e formulação, os votos, lautos, vivos, muitos, altos: de alegrias e felicidade para a Família completa, os Calábrias usufruindo e sorrindo, festando: Paz na terra aos de boa-vontade. De vez em quando, torno a sentir-me em Munique. Vocês merecem muito; e eu sou um dos que mais sabemos disso. Canto, junto, o “Oh tannenbaum…” Vocês. Uschi abre uma lata daqueles “frutti di mare”, uma garrafa de Mosel ou de “branca-berlinêsa”. Eu, também. — “Prosit!…”
Você já deve saber, esteve aqui a Snra. De Siervi. E gostei muito dela, conversamos de verdade. Sua gente é sempre de primeira. (…)
Por via aérea, recebi o primeiro exemplar de “CORPO DI BALLO”, roba da Feltrinelli, uma beleza. Achei a tradução estupenda, notável, insuperável, meyer-clasoniana. (…)

Abraço enorme do

Guimarães Rosa

João Cabral de Melo Neto

Londres, 3 de janeiro de 1945

Meu caro Mário:

Coincidência: sua carta me chega na manhã mesma em que lhe estou mandando seus três Mirós. Portanto, a pergunta última que você me fez está respondida. Botei dedicatória no seu e deixei os outros em branco. Como você os oferece, você é que deve dedicá-los.
Vejo que você continua o mesmo lírico de antigamente. Como já o conhecia, sei que o atual lirismo não é questão de cerveja. Aliás: há cerveja aí?
Vejo também que você continua adiando o nosso encontro. O Geraldo, com quem estive há dois dias em Paris, também prometeu vir e não veio. Veja se se decide, hombre!

Grande abraço. (…)

Do seu

João Cabral de Melo Neto

Afonso Arinos de Melo Franco

Genebra, 15 de junho de 1962

Compadre,

(…) Anah teve uma repetição daquela infecção dentária que a fez sofrer uma operação a bordo, há cerca de 30 anos. Coincidência curiosa: em 1932 ela veio se operar em Genebra como agora. Felizmente, desta vez, não só a infecção foi muito menos séria, como também a operação — pois se trata de verdadeira operação — pode ser feita em muito menos tempo e com muito menor sofrimento. (…) Provocada pelo dente siso incluso no osso da face, e que nunca nascera, mas que, de repente, provoca dores fortes e grande inflamação do rosto. O remédio é extrai-lo, mas isto representa um trabalho de abertura da gengiva e do próprio maxilar. Aqui há um cirurgião especialista, que opera em ambiente pomposo, com assistentes, enfermeiras, anestesista, ficando a paciente deitada, com o rosto coberto por um pano verde esterilizado etc. Como você vê, uma beleza para quem não sofre nem assiste ao espetáculo. O resultado é que ela perdeu três quilos (…)

Grande abraço do compadre e amigo,

Afonso Arinos

Colaborou Graça Magalhães-Ruether, correspondente em Berlim

Veja quais são as feiras de livros mais conhecidas no mundo

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Em outubro, o Brasil será homenageado na Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mundo. Em 2014, quem presta homenagem ao País é a Feira do Livro Infantil de Bolonha. Veja a lista das feiras de livros mais conhecidas no mundo

Publicado no Universia Brasil

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Crédito: Shutterstock.com / Este ano, o Brasil será homenageado na Feira do Livro de Frankfurt

A cada ano, diversas feiras de livros acontecem em várias cidades do mundo para apresentar escritores e novidades literárias, planejar os próximos lançamentos e até mesmo marcar tendências. Confira a seguir as feiras de livros mais conhecidas no mundo:

 

Feira do Livro de Frankfurt (Frankfurter Buchmesse)

A história de Frankfurt, na Alemanha, como referência editorial data do século 15 com Johannes Guttenberg e o nascimento da imprensa. A Feira do Livro de Frankfurt é a maior de todas as feiras de livro no mundo. Sua primeira edição foi em 1949.

 

O evento acontece sempre em outubro com mais de 7 mil expositores provenientes de 100 países e mais de 280 mil visitantes. Nomes de peso são convocados todos os anos, desde editoras, renomados escritores, agentes literários e até mesmo produtores de cinema de olho em possíveis adaptações. Todos vão a Frankfurt com as melhores ofertas.

 

Desde 1988, um país é convidado para apresentar a literatura nacional. Este ano, o Brasil será homenageado na Feira do Livro de Frankfurt. A edição de 2013 acontece entre os dias 9 e 13 de outubro.

 


Feira Internacional do Livro de Guadalaja (FIL)

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL), no México, é sem a dúvida a mais importante do calendário editorial da língua espanhola. É também um grande festival cultural com música, cinema e teatro.

 

Fundada há 25 anos pela Universidad de Guadalajara, a FIL é o ponto de encontro de escritores de diferentes línguas de todos os continentes. A edição de 2013 acontecerá entre os dias 30 de novembro e 8 de dezembro.

 

Feira Internacional do Livro de Madri (Liber)

A Feira Internacional do Livro de Madri (Liber), na Espanha, é uma importante plataforma da indústria editorial em espanhol. É também o ponto de encontro para profissionais estabelecerem contatos e descobrir todas as possibilidades que os mercados emergentes internacionais oferecem a indústria do livro. Todos os anos se esperam mais de 12 mil visitantes e 500 expositores. Este ano, a Liber acontecerá entre os dias 2 e 4 outubro.

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