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O linguista que já criou mais de 40 idiomas artificiais – incluindo o valiriano e o dothraki de Game of Thrones

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 O alto valiriano é a língua materna de Daenerys Targaryen, uma das protagonistas da série 'Game of Thrones' Foto: Divulgação / PureBreak

O alto valiriano é a língua materna de Daenerys Targaryen, uma das protagonistas da série ‘Game of Thrones’
Foto: Divulgação / PureBreak

 

David J. Paterson é o responsável por elaborar substantivos, verbos e regras gramaticais que ajudam na construção de universos fantásticos.

Publicado no Terra

Quando o linguista americano David J. Paterson ouviu a frase “Athchomar chomakaan!” na televisão, ele era uma das únicas pessoas no mundo que sabia o que aquelas palavras significavam.

O motivo é simples: a língua à qual a frase pertence foi inventada pelo próprio Paterson – é uma das quatro que ele criou para a série Game of Thrones (HBO), cuja sétima temporada termina neste domingo.

Formado na universidade de Berkeley, na Califórnia, o línguista de 36 anos cria idiomas desde que era adolescente. Diz ter pedido a conta de quantos já fez, mas estima o número em 40.

“A minha primeira – e isso é até um pouco vergonhoso – se chamava megdavi, uma junção do meu nome com o de minha namorada na época”, conta.

“Percebi que era uma língua ruim e inútil, aí fui criando outras e me aperfeiçoando até ficar contente com o resultado”, afirma.

Para criar os idiomas usados em Game of Thrones , Paterson participou de um concurso em que competiu com outras 40 pessoas. “Só quatro foram para a segunda fase. Foi uma competição difícil”, diz.

As línguas inventadas não são apenas palavras com sons estranhos faladas a esmo – elas têm vocabulários com substantivos, verbos e outras classes de palavras, regras gramaticais e tudo o que é comum na maioria dos idiomas de verdade.

Paterson baseou o contexto e o vocabulário de cada idioma no material da série de livros de George R. R. Martin que inspirarou o drama da HBO, mas precisou criar todo o resto – como a gramática e sintaxe.

Além do dothraki, ele fez mais três línguas completas para o programa. O alto valiriano, uma língua comum e antiga que deu origem a outras – como uma espécie de latim da ficção -, aparece bastante na série.

Mas as outras duas – o idioma dos gigantes e o idioma dos “filhos da floresta” – mal chegaram a ser usadas.

Ele fez também o esboço de um idioma para os white walkers , espécie sombria que cria zumbis e é antagonista da trama.

Perfeccionismo

“Quando ouvi pela primeira vez o ator Roger Allam (que interpretou o personagem Illyrio Mopatis, em algumas temporadasda série) falar a frase ‘bem-vindo’ em dothraki, achei que houvesse um erro” conta o americano.

O ator disse “Athchomar chomakaan”, que na língua inventada se usa para das boas vindas para uma pessoa sozinha e que não pertence àquele povo. Mas o correto seria “athchomar chomakea”, porque ele estava falando com um grupo.

“Mas me dei conta de que, quando inclui a frase no roteiro, não tinha como saber com quantas pessoas ele estaria falando”, afirma Paterson.

Apesar o prestígio das línguas de Game of Thrones , o idioma inventado favorito de Paterson é o Irathient, que ele criou para para a série de ficção científica Defiance, do canal Syfy (disponível no Brasil pelo Netflix).

“Ele tem 18 classes de substantivos, coisa que só raramente as línguas reais têm”, diz, orgulhoso.

Editora acusada de post machista ironizou Valesca Popozuda no Facebook

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A página da editora ironizou a foto da cantora Valesca Popozuda (Foto: Reprodução / Facebook)

A página da editora ironizou a foto da cantora Valesca Popozuda (Foto: Reprodução / Facebook)

Breno Boechat, no Extra

Antes de causar polêmica entre internautas com a publicação de uma imagem com a frase “abra livros, não as pernas”, a página da editora carioca Apoio e Produção Editora, a Aped, já havia sido criticada na internet por outra postagem. Na última sexta-feira, ao longo de todo o dia, a editora publicou homenagens sobre o Dia do Escritor na rede social. Uma das publicações ironizava a cantora Valesca Popozuda, com uma foto dela lendo o livro “Madame Bovary”, do francês Gustave Flaubert.

“Valesca Popozuda acaba de aparecer nas redes lendo Madame Bovary, de Flaubert — um magnífico livro sobre a libertação de uma mulher, escrito no século 18. Quero saber se ela soube interpretar (KKKKKKKKKKK) pois a maioria das pessoas ACHA que sabe ler”, dizia a publicação postada na página oficial da Aped.
aped-(2)Pouco tempo depois que a publicação foi ao ar, leitores começaram a criticar o tom usado pelo responsável pela página. Alguns acusaram a editora de tentar diminuir a cantora e disseram que esse não deveria ser o papel da empresa. Algumas horas depois, as duas publicações — sobre Valesca e a frase polêmica — foram apagadas da página.

Em contato com a reportagem do EXTRA, a sócia-diretora da Aped, Zélia de Oliveira, declarou que, assim que o “equívoco” foi notado, a publicação foi retirada do ar.

— A publicação foi um erro de um colaborador responsável por administrar a fã page da editora. Assim que eu soube do que tinha acontecido, pedi pessoalmente para apagar as publicações. Ele já foi chamado atenção — disse Zélia.

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Concurso Cultural Literário (43)

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LEIA UM TRECHO

“Você já olhou para alguém e teve a certeza de que queria ficar com essa pessoa pela vida inteira? Talvez você nunca tenha vivido um amor assim. Mas você também tem sorte, porque nunca sofreu. É estranho e absurdo, mas meu maior medo sempre foi que um de nós dois morresse e eu não tivesse falado o quanto eu o amava. O quanto o amo. Como não há ninguém como ele no mundo todo. As lembranças mais marcantes da minha vida são as de quando o conheci. E contar esta história é como viver de novo a época em que a vida era doce… Doce como morangos. Esta história é sobre aquele tipo de amor que só acontece uma vez na vida, mas que, quando acontece, faz você olhar para trás e sentir que tudo valeu a pena.”

Vamos sortear 3 exemplares de “Época de morangos”, o novo livro de Rafaella Vieira.

Para participar, basta responder na área de comentários: Qual o sabor do amor?

O resultado será divulgado no dia 5/2/13 às 17h30 neste post e também nas nossas redes sociais: Twitter e Fan page.

Boa sorte!

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Parabéns aos ganhadores: George F P AraujoMemórias de LeituraCamila Peitz. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Concurso Cultural Literário – Especial para Professores

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banner o valor do professor

O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.” A frase do educador e escritor norte-americano William Arthur Ward representa bem a importância e a responsabilidade de professoras e professores, que precisam inspirar no aluno a confiança, o desejo de aprender e, fundamentalmente, a cidadania e os bons valores humanos. Mas é necessário que esses profissionais descubram seu verdadeiro valor e reconheçam a importância que lhes é designada.

As mais belas ideias sobre educação, os mais sinceros e comoventes elogios ao papel do ensino no desenvolvimento de um país e os sonhos mais generosos em que a escola aparece como espaço de verdadeiro aprendizado e crescimento humano não resolvem o problema da educação se as professoras e os professores não forem e não se sentirem valorizados. Esta obra, por meio de um rico diálogo, oferece argumentos mais que convincentes para a valorização desses profissionais, que ocupam lugar incomparável na vida de cada um de nós e na estrutura social.

Para concorrer a 3 exemplares de “O valor do professor”, basta completar a frase “Tenho orgulho de ensinar porque….”. Use no máximo duas linhas.

O resultado será divulgado no dia 15/10 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Parabéns a todos os mestres. Temos orgulho de vocês! 🙂

PS: Se participar via Facebook, por gentileza mencione um e-mail de contato.

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Parabéns: Sérgio Machado, Marcos Florentino e Nely Mendes! =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

Poesia de Drummond ajuda a entender assuntos de português

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Professor Nestor Accioly interpretou a poesia “Caso Pluvioso”.
Boa interpretação começa com a leitura do título do texto.

Publicado por G1

1A poesia de Carlos Drummond de Andrade, além de encantar quem a lê, pode servir para a explicação de conceitos de análise sintática, morfológica e interpretação de texto da língua portuguesa. Nesta quarta-feira (11), o professor Nestor Accioly mostrou detalhes do poema “Caso Pluvioso”, na reportagem do Projeto Educação.

Uma boa interpretação de texto começa com a leitura do título. Em “Caso Pluvioso”, já podemos notar a relação com a água. “A leitura do título é fundamental porque, se você entende bem o título, você vai começar a entrar no texto com muito mais cuidado. [O título é formado por] um substantivo e um adjetivo. São chamados de nomes e há uma concordância nominal”, destacou o professor.

Há muito mais nos versos que se seguem. “A chuva me irritava”. Nestor Accioly explica: “Eu tenho um sujeito, ‘chuva’, com um adjunto adnominal, ‘a’. Tenho um verbo transitivo direto, ‘irritar’, e tenho o pronome ‘me’, usado em próclise, que funciona como objeto direto”.

Professor Nestor Accioly ajudou na interpretação (Foto: Reprodução / TV Globo)

Professor Nestor Accioly ajudou na interpretação
(Foto: Reprodução / TV Globo)

O poema continua até uma de suas mais famosas frases: “Até que um dia descobri que maria é que chovia.” “’Até que um dia’ dá um elemento temporal. Em ‘descobri’, veja que o eu lírico está usando a primeira pessoa, então há a função emotiva da linguagem. E descobri o que? Que maria é que chovia. Observe que esse ‘é que’ não tem valor nenhum, a não ser o de embelezar a frase. O verbo ‘chover’ é intransitivo, não precisa de complemento, se basta, é completo. E é impessoal, não possui sujeito. Mas veja o que Drummond diz, ele pessoaliza o verbo: ‘maria é que chovia’. Mas o verbo ‘chover’, como indica fenômeno da natureza, é um verbo impessoal”, disse o professor.

No verso “A chuva era maria”, encontra-se uma estrutura de equivalência. E também é preciso perceber que a palavra ‘maria’ aparece escrita com letra minúscula. “Quando estou estudando poesia, estou estudando uma arte fonética. A poesia é para ser ouvida, como a música também. Mas a poesia, neste caso, está sendo lida. Então, “Maria”, para quem está ouvindo, é um substantivo próprio. Mas, quando eu vou ler, ou seja, partir de uma arte fonética para uma arte visual, vejo que ‘maria’ está com letra minúscula. ‘Maria’ é substantivo próprio, mas é um nome comum. Então, quando ele disse que ‘maria é que chovia’, posso entender que ‘maria’ representa qualquer mulher que machuca a vida do sujeito”, destacou Nestor Accioly.

O professor ainda revelou que essa passagem de Drummond não é machista, que pode ser aplicada aos homens também. Afinal, no poema em que o escritor diz: “E agora, José?”, a palavra “José” se refere à situação dos seres humanos em geral.

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