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Umberto Eco em 25 frases: “Vivemos para os livros”

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Entre excertos dos livros que escreveu e citações publicadas em entrevistas, o escritor italiano deixou pouco por explicar. Ou então fez-nos acreditar nisso. Recordamos algumas confissões.

Tiago Pereira, no Observador

É um dos maiores exemplos de um cliché criativo: a sua vida continuará na obra que deixou. E neste caso por obra entenda-se “palavra”. Mestre acadêmico da semiótica e da lógica da linguagem, romancista apaixonado por códigos, história e conspirações, Umberto Eco era sempre o mesmo, num trabalho científico ou num romance. Como o era entre livros e entrevistas. A linguagem era a mesma, a nossa interpretação também. Esta é uma recolha de uma parte ínfima desse legado – dos livros “O Nome da Rosa” ou “O Pêndulo de Foucault” e conversas com o Guardian, a Paris Review, O Der Spiegel, o Telegraph, a Publisher’s Weekly ou a revista Interview.

Sobre os livros

1. “Vivemos para os livros”

2. “Os livros não foram feitos para serem acreditados mas para que os questionemos. Quando lemos um livro, devemos perguntar a nós próprios não o que diz mas o que significa”

3. “Há dois autores que me influenciaram, o Joyce e o Borges”

4. “Tenho cerca de 50 mil livros. Quando a minha secretaria disse que ia catalogá-los disse-lhe para não o fazer, os meus interesses mudam constantemente.”

5. “Sempre me considerei um acadêmico que num fim de semana de Verão decidiu escrever um romance”

6. “Para sobreviver é preciso contar histórias”

7. “Quando conheci o Dan Brown disse-lhe que ele me devia ter dado royalties”

Sobre a lógica e as interpretações

8. “Como disse o homem, para cada problema complexo há uma solução simples e está errada.”

9. “Um cão não mente. Quando ladra é porque está alguém lá fora”

10. “Por vezes a frase de Flaubert, ‘a Madame Bovary sou eu’, não é verdade. Por vezes eu não sou as minhas personagens”

11. “As pessoas nunca são tão completamente e entusiasticamente más como quando o são ao agirem por convicção religiosa”

12. “Há muitas conspirações pequenas e muitas delas são expostas. Mas a paranóia da conspiração universal é mais poderosa porque dura para sempre”

Sobre os tempos recentes

13. “Berlusconi é um gênio da comunicação, se não fosse nunca tinha ficado tão rico”

14. “Os jornais envolvem os fatos em comentários. É impossível transmitir simples fatos sem estabelecer pontos de vista”

15. “Sou um velho consumidor de jornais, não consigo evitar ler os meus jornais todas as manhãs, uso a TV para as notícias, os concursos de perguntas e, às vezes, para bons filmes”

16. “Não estou no Facebook nem no Twitter porque o propósito da minha vida é para evitar mensagens, recebo demasiadas mensagens vindas do mundo”

17. “O Google faz uma lista mas no instante em que olho para ela, a mesma lista já mudou. Estas listas podem ser perigosas”

Sobre ele próprio

18. “Ele [o pai] morreu muito cedo, em 1962, mas só depois de eu ter publicado alguns livros. Eram coisas acadêmicas, provavelmente confusas para o meu pai, mas descobri que à noite ele tentava lê-los.”

19. “Uma mãe tem orgulho no seu filho, mesmo que o filho seja completamente estúpido”

20. “Escrevia histórias e princípios de livro quando tinha 10, 12 anos”

21. “Numa determinada idade, aos 15 ou 16 anos, a poesia é como masturbação. Ainda bem que desisti cedo.”

22. “Eram tempos estranhos. Mussolini era muito carismático e como acontecia com qualquer miúdo na altura, eu estava envolvido com o movimento fascista”

23. “Durante os primeiros dez anos da minha vida fui educado por fascistas, na escola, e eles faziam uso de uma conspiração universal, de que os ingleses, os judeus e os capitalistas conspiravam contra o pobre povo italiano”

24. “Há uma boa razão para nunca ter realizado um filme. É porque sou impaciente. Num filme, se precisas de um elefante e o elefante não está lá, tens de esperar dois dias. Eu não posso esperar dois dias por um elefante.”

25. “Não escrevo nenhuma espécie de autobiografia mas os romances são a minha autobiografia, há uma diferença.”

 

Uma citação literária para cada ocasião da sua vida

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

É provável que você já tenha algumas citações literárias memorizadas para sacar no caso de emergência em meio a uma conversa casual. E talvez, até utilize outras por repetição, sem nem imaginar que provenham das páginas de um livro. Além de servirem para lhe render um enigmático ar de inteligência, essas frases também costumam ser extremamente úteis quando você se propõe a aconselhar um amigo.

Se você está precisando ampliar o seu vocabulário, separamos aqui algumas citações literárias interessantes que merecem estar no seu repertório de frases para serem usadas em diferentes ocasiões:

✔ Quando seu amigo se prolonga demais ao contar uma história:
“Nossa vida é desperdiçada por detalhes. Simplifique, simplifique! ”
– Henry David Thoreau, em Walden

✔ Quando você precisa inspirar alguma decisão:
“Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas.”
– Jack Kerouac, em On the Road

✔ Quando ocorrer alguma falha na memória:
“Você esquece o que quer se lembrar, e você se lembra do que quer esquecer.”
– Cormac McCarthy, em A Estrada

✔ Quando a vida desmotivar o seu trabalho:
“Quem é feliz não faz arte… Foi aí que nasceram os símbolos”
– Chuck Palahniuk, em No Sufoco

✔ Quando o passado volta para assombrar a sua mente:
“Memórias podem aquecer o seu interior. Mas elas também podem te rasgar por dentro.”
– Haruki Murakami, em Kafka à Beira-mar

✔ Quando alguém precisa de um aviso sobre a falsidade:
“Nenhum homem, por nenhum período considerável, pode vestir uma cara para si mesmo e outra para a multidão, sem que, finalmente, venha a se confundir completamente sobre qual delas talvez seja a verdadeira.”
– Nathaniel Hawthorne, em A Letra Escarlate

✔ Quando você sentir-se desvalorizado:
“Hoje em dia as pessoas sabem o preço de tudo, e o valor de nada.”
– Oscar Wilde, em O Retrato de Dorian Gray

E você amigo leitor?! Possui alguma citação literária favorita que você não dispense a oportunidade de usar? Conte-nos em nossos comentários…

 

11 trechos da literatura para nunca mais esquecer

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eternamente

J. C. Guimarães, na Revista Bula

A alta literatura é uma mina encantada, onde se extrai joias dos mais variados quilates. Você vai lendo e, de repente, algo cintila. Você acaba de descobrir uma pepita considerável; uma frase ou um período que lhe toca sinceramente, além do conjunto. Trata-se de um trecho que lhe diz uma verdade ou traduz algo que você sente e não sabe exprimir ou gostaria de ter dito, a respeito de qualquer assunto: o amor, a amizade, a morte, o mistério deste mundo. Seja lá o que for: nada é completamente estranho aos escritores. É por isso que só escreve bem quem lê os mestres, porque para escrever bem é condição sine qua non ter os ouvidos educados, saber ler a entrelinhas. Segue uma amostra ínfima deste universo gigantesco de sabedoria.

Philip Roth, em O Animal Agonizante

“Quando volto a olhar para ela, já vestiu a jaqueta outra vez. De modo que você compreende que a moça tem consciência de seu poder, mas não sabe direito como usá-lo, o que fazer com ele, não sabe nem mesmo até que ponto quer todo esse poder. O corpo ainda é novo para ela, a moça ainda o está experimentando, tentando compreendê-lo, é um pouco como um menino que anda na rua com uma arma carregada, sem saber se está armado para se proteger ou se para dar início a uma carreira no crime.”

Marcel Proust, em Em Busca do Tempo Perdido

“Assim, os que produzem obras geniais não são aqueles que vivem no meio mais delicado, que têm a conversação mais brilhante, a cultura mais extensa, mas os que tiveram o poder, deixando subitamente de viver para si mesmos, de tornar a sua personalidade igual a um espelho, de tal modo que a sua vida aí se reflete, por mais medíocre que aliás pudesse ser mundanamente e até, em certo sentido, intelectualmente falando, pois o gênio consiste no poder refletor e não na qualidade intrínseca do espetáculo refletido.”

Herman Melville, em Moby Dick

“Chamai-me Ismael. Há alguns anos — quantos precisamente não vem ao caso — tendo eu pouco ou nenhum dinheiro na carteira e sem nenhum interesse na terra, ocorreu-me navegar por algum tempo e ver a parte aquosa do mundo.”

Graciliano Ramos, em Vidas Secas

“Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.”

Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas

“Com minha brandura, alegre é que eu matava. Mas, as barbaridades que esse delegado fez e aconteceu, o senhor nem tem calo em coração para poder me escutar. Conseguiu de muito homem e mulher chorar sangue, por este simples universozinho aqui. Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!”

Cervantes, em Dom Quixote

“Para que vejas, Sancho, o bem que encerra a andante cavalaria, e quão a pique estão os que em qualquer ministério dela se exercitam, de virem em pouco tempo a ser nobilitados e estimados do mundo, quero que sentes aqui ao meu lado e em companhia desta boa gente, e que estejas tal como eu, que sou teu amo e natural senhor, que comas no meu prato, e bebas por onde eu beber, porque da cavalaria se pode dizer o mesmo que se diz do amor: todas as condições iguala.”

António Lobo Antunes, em Os Cus de Judas

“Porque, deixe-me confidenciar-lho, sou terno, sou terno mesmo antes do sexto JB sem água ou do oitavo drambuie, sou estupidamente e submissamente terno (mais…)

 

11 citações de Jane Austen que provam que ela era a Rainha da Insolência

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Filme Become Jane, 2007 (Miramax)

Filme Become Jane, 2007 (Miramax)

 

Publicado no Escritoras Inglesas

Até Jane Austen tinha seus críticos. Mark Twain, por exemplo, não era um fã (certa vez, ele disse “toda vez que leio Orgulho e Preconceito, me dá vontade de desenterrá-la e acertar o crânio dela com sua própria tíbia”). Por outro lado, Harper Lee admirava Austen, dizendo que “em outras palavras, tudo o que quero ser é a Jane Austen do sul do Alabama”. Charlotte Brontë definitivamente não era uma fã e já disse que “dificilmente eu gostaria de viver com suas senhoritas e cavalheiros em suas casas elegantes, mas restritas”, entre outras críticas. Virginia Woolf explicou suas opiniões sobre Jane Austen dizendo que havia “muito pouco de rebeldia em sua composição, muito pouco descontentamento”.

Pessoalmente, tenho que descordar da última afirmação. Em primeiro lugar, não posso evitar notar o humor oculto e as duras críticas que permeiam a sua obra (embora frequentemente as deixem passar por causa do sr. Darcy). Em segundo lugar, se ler suas cartas, você vai ver que Jane Austen era a rainha da insolência. Ela deu um bom uso ao seu humor afiado e ela foi, basicamente, a definição de “ignorar os haters”. Acha que Jane Austen era toda histórias de amor e citações românticas? Escolha uma de suas cartas e você encontrará uma história bem diferente.

A propósito, como vou deixar a juventude, acho muito gratificante ser uma espécie de acompanhante (em bailes), porque sou colocada no assento perto do fogo e posso beber o tanto de vinho que eu quiser”. Carta de 6 de novembro de 1813 sobre envelhecer.

Não vou dizer que suas amoreiras estão mortas, mas receio que não estão vivas”. Carta de 3 de maio de 1811 sobre suas habilidades de jardinagem.

Pensarei com delicadeza e prazer no belo e sorridente semblante dele e em seus modos interessantes, em uns anos, o terei transformado em um rapaz incontrolável e descortês”. Carta de 27 de outubro de 1798, sobre o seu sobrinho de 3 anos de idade.

Não gosto das srtas. Blackstones; de fato, sempre fui determinada a não gostar delas então não há menos virtude nisso”. Carta de 8 de Janeiro de 1799 sobre não gostar das pessoas.

Na próxima semana, devo começar a trabalhar no meu chapéu, no que você sabe que minhas principais chances de felicidade dependem”. Carta de 27 de outubro de 1798 sobre a importância dos chapéus.

“Seu silêncio sobre o assunto do baile me faz supor que sua curiosidade é muito grande para caber em palavras”. Carta de 24 de janeiro de 1809 sobre a importância dos bailes.

Enviei minha resposta… a qual escrevi com muito esforço, porque era rica e ricos são sempre respeitáveis, qualquer que seja seu estilo de escrita”. Carta de 20 de junho de 1808 sobre classe e poder.

Ben e Anna vieram aqui… e ela estava tão bela, foi um tanto prazeroso vê-la, tão jovem, tão florescente e tão inocente, como se ela nunca tivesse tido um pensamento mau na vida, e ainda assim há razão em supor que ela já teve, se acreditasse no pecado original”. Carta de 20 de fevereiro de 1817 sobre as aparências enganarem.

“… que ótimo a sra. West pudesse ter escrito tais livros e reunido tantos trabalhos difíceis, com todo o cuidado de sua família, é de se admirar! Escrever parece impossível para mim com a cabeça cheia de juntas de carneiro e doses de rubarbo”. Carta de 8 de setembro de 1816 sobre a sra. West que, aparentemente, não é muito brilhante.

Ele e eu não devíamos concordar minimamente, é claro, em nossas ideias de romances e heroínas – retratos da perfeição, como você sabe, deixam-me doente e má”. Carta de 23 de março de 1817 sobre a importância de heroínas imperfeitas.

Não quero que as pessoas sejam muito agradáveis, isso me poupa o trabalho de gostar muito delas”. Carta de 24 de dezembro de 1798 sobre gostar das pessoas.

Fonte: Bustle

 

Os 30 mandamentos do escritor

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escritores

Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Os chamados mandamentos literários existem desde o surgimento da escrita. Aristóteles e Shakespeare foram pródigos em ensinar, por meio de conselhos, como se tornar um grande escritor. Gustave Flaubert, James Joyce, Henry Miller e Anaïs Nin também deixaram suas versões. Compilamos uma seleção de conselhos literários (ou mandamentos literários) de nove nomes fundamentais da literatura mundial dos últimos 150 anos: Machado de Assis, Marcel Proust, Gustave Flaubert, Henry Miller, Friedrich Nietzsche, Ernest Hemingway, Juan Carlos Onetti, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges. A compilação reúne excertos de textos publicados na “The Paris Review”, na “Esquire” e no “The Observer”. Os conselhos literários de Ernest Hemingway foram adaptados por ele do Star Copy Style, o manual de redação do Kansas City Star, onde Ernest Hemingway começou sua carreira jornalística em 1917.

1 — Mintam sempre.
(Juan Carlos Onetti)
2 — A primeira condição de quem escreve é não aborrecer.
(Machado de Assis)
3 — Elimine toda palavra supérflua.
(Ernest Hemingway)
4 — Para se ter talento é necessário estarmos convencidos de que o temos.
(Gustave Flaubert)
5 — Uma coisa é uma história longa e outra é uma história alongada.
(Gabriel García Márquez)
6 — Há somente uma maneira de escrever para todos, que é escrever sem pensar em ninguém. (Marcel Proust)
7 — Antes de segurar a caneta, é preciso saber exatamente como se expressaria de viva voz o que se tem que dizer. Escrever deve ser apenas uma imitação.
(Friedrich Nietzsche)
8 — Escreva primeiro e sempre. Pintura, música, amigos, cinema, tudo isso vem depois.
(Henry Miller)
9 — Não sacrifiquem a sinceridade literária por nada. Nem a política, nem o triunfo. Escrevam sempre para esse outro, silencioso e implacável, que levamos conosco e não é possível enganar. (Juan Carlos Onetti)
10 — Evitar as cenas domésticas nos romances policiais; as cenas dramáticas nos diálogos filosóficos.
(Jorge Luis Borges)
11 — Use frases curtas. Use parágrafos de abertura curtos. Use seu idioma de maneira vigorosa. (Ernest Hemingway)
12 — Trabalhe de acordo com o programa, e não de acordo com o humor. Pare na hora prevista! (Henry Miller)
13 — Não force o leitor a ler uma frase novamente para compreender seu sentido.
(Gabriel García Márquez)
14 — Uma verdade claramente compreendida não pode ser escrita com sinceridade.
(Marcel Proust)
15 — O escritor está longe de possuir todos os meios do orador. Deve, pois, inspirar-se em uma forma de discurso expressiva. O resultado escrito, de qualquer modo, aparecerá mais apagado que seu modelo.
(Friedrich Nietzsche)
16 — Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.
(Machado de Assis)
17 — Não escrevam jamais pensando na crítica, nos amigos ou parentes, na doce noiva ou esposa. Nem sequer no leitor hipotético.
(Juan Carlos Onetti)
18 — O autor na sua obra, deve ser como Deus no universo, presente em toda a parte, mas não visível em nenhuma.
(Gustave Flaubert)
19 — Evite o uso de adjetivos, especialmente os extravagantes, como “esplêndido”, “deslumbrante”, “grandioso”, “magnífico”, “suntuoso”.
(Ernest Hemingway)
20 — Esqueça os livros que quer escrever. Pense apenas no que está escrevendo.
(Henry Miller)
21 — Se você se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo.
(Gabriel García Márquez)
22 — O que se deve exigir do escritor, antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço.
(Machado de Assis)
23 — A riqueza da vida se traduz na riqueza dos gestos. É preciso aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a pausa das frases, a pontuação, as respirações; também a escolha das palavras e a sucessão dos argumentos.
(Friedrich Nietzsche)
24 — Todo o talento de escrever não consiste senão na escolha das palavras.
(Gustave Flaubert)
25 — Mantenha-se humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba, se sentir vontade.
(Henry Miller)
26 — Não se limitem a ler os livros já consagrados. Proust e Joyce foram depreciados quando mostraram o nariz. Hoje são gênios.
(Juan Carlos Onetti)
27 — O final de uma história deve ser escrito quando você ainda estiver na metade.
(Gabriel García Márquez)
28 — Evite a vaidade, a modéstia, a pederastia, a falta de pederastia, o suicídio.
(Jorge Luis Borges)
29 — O tato do bom prosador na escolha de seus meios consiste em aproximar-se da poesia até roçá-la, mas sem ultrapassar jamais o limite que a separa.
(Friedrich Nietzsche)
30 — Um livro não deve nunca parecer-se com uma conversação nem responder ao desejo de agradar ou de desagradar.
(Marcel Proust)

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