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Posts tagged Fronteira

Intrínseca encosta na Sextante

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Em 3º lugar a editora Vergara & Riba

Cassia Carrenho, no PublishNews

Sextante: 1º lugar no ranking das editoras com 16 livros, 1º lugar em negócios com o livro Sonho grande, 4 livros na lista gerale 23.308 exemplares vendidos ao todo.

Intrínseca: 2º lugar no ranking das editoras com 15 livros, 1º lugar em ficção com o livro O lado bom da vida e em infantojuvenil com o livro A marca de Atena, 7 livros na lista geral e 33.563 exemplares vendidos no total.

Um livro de separação da primeira para a segunda no ranking das editoras. Mais de 10 mil exemplares a mais da segunda para a primeira em livros vendidos. Uma briga boa para os leitores!

Em 3º lugar no ranking, uma surpresa esperada: Vergara & Riba. Ainda embalada pelas vendas dos dias das mães e pelos eternos bananas, a editora colocou 11 livros na lista – 3 sobre mães e 8 da coleção Diário de um banana.

As estreias na lista foram: em ficção, Entre o agora e o nunca (Suma das Letras), Anjo da morte (Verus) do querido nerd Eduardo Spohr, e Amor (Bertrand) de Isabel Alende; em não ficção, o polêmico livro do Lobão Manifesto do nada na terra do nunca (Nova Fronteira), Carlos Wizard (Gente) e Um gato de rua chamado Bob (Novo Conceito); em infantojuvenil, Os diários do semideus (Intrínseca); em autoajuda, Mãe, você é tudo para mim (Gente) e Para minha supermamãe (Vergara & Riba); em negócios, A bola não entra por acaso (Principio) e Startup de $100 (Saraiva).

Vale lembrar que o já tão conhecido Padre Marcelo continua no altar com o livro Kairós (Principium), que atingiu essa semana a marca de 29.445 exemplares vendidos. Santo Expedito deve estar recebendo muitos agradecimentos pela graça alcançada!

No escurinho de casa

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Cassia Carrenho, no PublishNews

1Filmes e séries recheiam a lista da semana

Apesar de os livros de romance erótico ainda dominarem a lista – são seis na lista geral – o destaque da semana vai para os livros que também estão nas telonas dos cinemas (ou na telinha da TV). Na lista geral são três livros: O lado bom da vida (Intrínseca), As vantagens de ser invisível (Jovens Leitores) e As aventuras de Pi (Nova Fronteira). Na lista de não ficção, temos Lincoln (Record); e na de ficção, O Hobbit (WMF) e a adaptação da série televisiva The walking dead: O caminho para Woodbury (Galera Record). Já não é de hoje que a mistura entre a leitura e as telas combina mais do que pipoca e cinema, ainda mais no mês em que acontece a entrega do famoso Oscar. Aqui, o Oscar está indo para quem acreditou nessa combinação.

A grande surpresa da semana foi o livro Te cuida! (Casa da Palavra/LeYa) que voltou à lista na primeira colocação da categoria de não ficção, vendendo 1.076 exemplares.

No ranking das editoras, a Sextante continua líder, com 16 livros, seguida de um empate entre Intrínseca e Ediouro, com 11 livros. Em 3º lugar, tivemos outra surpresa com a Clio Editora, que emplacou 7 livros, inclusive o estreante A ciência de ficar rico. A Companhia das Letras ficou em 4º lugar, com a ajudinha do lançamento A seleção, primeiro livro do selo Seguinte a entrar na lista.

Briga boa no ranking das editoras

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Cassia Carrenho, no PublishNews

Ediouro e Intrínseca, com 14 livros cada, encostam na líder Sextante, com 15, na lista mensal

O mês de janeiro fechou com uma briga boa no ranking das editoras. A líder Sextante fechou o mês com 15 livros, apenas 1 livro a frente da Ediouro e Intrínseca, com 14 cada. E, colada nas três, vem a Record com 12 livros. Depois do Carnaval, quando o ano realmente começa, os lançamentos devem fazer a diferença ainda mais nessa equilibrada briga!

Já a lista mensal fechou sem muita novidade. A trilogia Cinquenta tons (Intrínseca) levou as três primeiras colocações, vendendo um total de 164.900 livros. O Box com os três livros ficou em 10º lugar, vendendo mais 7.401 exemplares. Em 4 º lugar vem o livro do bispo Nada a perder (Planeta) e em 5 º Morte súbita (Nova Fronteira).

As únicas novidades na lista semanal vieram da lista de não ficção: O diário de uma submissa (Fontanar), que conta as experiências de uma “Anastasia” da vida real, Fluminense tetracampeão (Sextante) e A batalha pela alma dos Beatles (Nossa Cultura).

No ranking das editoras da semana, Sextante, Ediouro e Intrínseca, repetiram o pódio, com 13, 11 e 10, respectivamente.

Novo livro de J.K Rowling, “Morte Súbita” chega ao Brasil na próxima semana

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Publicado no UOL

Livro mais bem vendido no Reino Unido em 2012 e que dividiu a opinião da crítica especializada, “Morte Súbita”, novo romance da autora da saga Harry Potter, J.K. Rowling, chega ao Brasil na próxima semana, com tradução em português.

Editado pela Nova Fronteira e com cerca de 500 páginas, o livro é situado em Pagford, uma cidade aparentemente idílica no sudoeste da Inglaterra e começa com a morte de um vereador local. Essa morte faz com que uma parte dos moradores comece a planejar um esquema para encontrar um substituto que simpatize com a sua causa: libertar a classe média da convivência com um sórdido conjunto habitacional.

O livro aborda questões como a dependência de heroína, prostituição, família monoparental, desejos adolescentes e a religião Sikh, que a autora precisou estudar para escrever. O primeiro capítulo é introduzido por Charles Arnold-Baker, responsável pela Administração dos Conselhos Locais explicando a morte do político. A partir daí, a história da família de três adolescentes começa a ser introduzida.

Rowling explicou em evento para os fãs em Nova York que sua principal preocupação é que as pessoas entendam a moral da trama. “Quero que quando as pessoas comprem este livro, elas entendam porque antes da cena final, estes personagens tomam as decisões que tomam”, conta com suspense.

A autora diz que “continuará matando pessoas” no romance. “Tenho um tipo de obsessão com a morte. Este livro mostra a mortalidade de diferentes pontos de vista. Mas não quero fazer ninguém chorar com ele”, comenta.

“Minha mãe morreu muito jovem, foi uma experiência muito intensa. Minha família era de aristocratas ingleses e velhos, morria gente o tempo inteiro, foi algo que vivi com muita frequência. Este livro fala sobre o externo e o interno. No fim, não é a família o mais importante, mas a mistura da sua religiosidade e moralidade”, conclui a autora.

Romance adulto da autora de “Harry Potter” divide opiniões dos críticos

“‘The Casual Vacancy’ não é uma obra prima, mas não é de todo ruim: inteligente, esforçado, e muitas vezes engraçado”, disse Theo Tait, no britânico Guardian. “O pior que se poderia dizer a respeito, realmente, é que ele não merece o frenesi midiático que o cerca. E quem hoje em dia acha que mérito e publicidade têm algo a ver um com o outro?”

Publicidade, aliás, é o que não faltou no primeiro trabalho de Rowling após os sete volumes da série “Harry Potter”, que venderam 450 milhões de exemplares no mundo todo. Em Londres, muitas livrarias abriram antes do normal para atender à demanda, e nos EUA o livro saiu com uma tiragem inicial estimada em 2 milhões de exemplares.

Andrew Losowsky, do Huffington Post, disse que o romance merecia ser publicado, mas talvez não esteja à altura da expectativa que gerou. “Será que esse livro seria publicado se não fosse pelo nome na capa? Quase certamente (sim). Será que alguém prestaria muita atenção a ele e à sua mensagem? Provavelmente não.”

Mas ele também disse que Rowling, de 47 anos, deveria insistir na ficção adulta, embora a autora já tenha dito que seu próximo trabalho provavelmente será infantil.

“Embora algumas sequências pareçam estar a algumas versões de ficarem prontas, outras são escritas com uma fluência e uma beleza que sugerem que poderia haver mais e melhores obras vindo da sua pena.”

Boyd Tonkin, do Independent, opinou que Rowling se sai melhor na descrição dos personagens mais jovens, ao passo que seus pais às vezes parecem caricaturais. “Toda a turbulência social e hormonal que os últimos volumes de ?Potter’ precisavam cobrir com eufemismos de fantasia aparecem plenamente à vista aqui.”

O conservador Daily Telegraph criticou o tratamento dado à classe média no livro. “Enquanto Rowling dá o devido respeito aos personagens mais pobres e maltratados, subindo na escala social ela fica ocupada entalhando (personagens) grotescos”, escreveu Allison Pearson, que deu três estrelas ao livro.

Rowling é considerada a primeira escritora (ou escritor) a fica bilionária com a venda de livros e direitos para o cinema, mas ela começou a carreira literária, na década de 1990, num momento de dificuldades financeiras, como mãe solteira e desempregada, dependente de benefícios sociais. Ela é uma tradicional apoiadora do Partido Trabalhista.

Mas talvez a crítica que mais desagrade à autora tenha sido a de Monica Hesse, no The Washington Post. “Ao longo de ‘The Casual Vacancy’, eu não conseguia deixar de ter um pensamento dominante, que a devotada fã que existe em mim odeia partilhar, já que tenho certeza de que é o que Rowling mais detesta escutar: esse livro seria um pouco melhor se todo mundo tivesse uma varinha de condão.”

LEIA TRECHO DE “MORTE SÚBITA” 

Agora o festival de contos do Twitter é oficial. Vai perder?

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Sérgio Rodrigues, na Veja on-line

Além de Jennifer Egan ter publicado uma obra-prima usando o formato dos 140 caracteres como tijolinho numa construção ambiciosa, concursos e festivais de micronarrativas no Twitter já houve vários – inclusive duas edições aqui no Todoprosa– mas desta vez a coisa é oficial. O próprio Twitter vai promover na semana que vem, de 28 de novembro a 2 de dezembro, um festival de ficção que tem o objetivo pouco modesto de “ampliar as fronteiras do que é possível dizer no Twitter”.

Serão destacados nos cinco dias do Twitter Fiction Festival projetos de serialização escolhidos por um júri em que figuram escritores como Teju Cole – ele próprio autor de uma interessante série de tweets baseada em notícias tiradas de jornais de antigamente – e Ben Marcus, além de editores.

Ficou tarde para tentar uma vaga entre os eleitos oficiais do Twitter, infelizmente: as inscrições se encerraram no último dia 15. Mesmo assim, ainda é possível participar da brincadeira, bastando tuitar entre 28/11 e 2/12 um ou mais microcontos com a tag #twitterfiction.

Em tempo: tudo será basicamente anglófono, supõe-se, embora isso não seja dito explicitamente e nada impeça um autor javanês de pular no bonde. Mas algo me diz que o pessoal encarregado do festival não entenderia este meu diálogo:

‘Tu tuíta?’ ‘Tuíto, e tu?’ ‘Tuíto too.’

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A quem se interessa pela fronteira – bem pouco literária – entre o mundo dos livros e o da economia, recomendo a leitura desta reportagem do jornal “Valor”, intitulada “Mercado editorial vira briga de cachorro grande”, sobre os movimentos de concentração que vêm se intensificando no mercado global, inclusive o brasileiro. E principalmente sobre como isso afetará, para o bem ou para o mal, a produção e a circulação de boa literatura – que no fim das contas é só o que interessa aqui. As opiniões dos editores se dividem.

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Toda a força do mundo, mestre Verissimo. Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo…

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