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Posts tagged Fronteiras

Fronteiras do Universo | James McAvoy e Dafne Keen estão no 1º teaser da série

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Produção da BBC adapta os livros de Philip Pullman

Camila Sousa, no Omelete

A BBC divulgou o primeiro teaser de His Dark Materials, nova série que adapta os livros Fronteiras do Universo, de Phillip Pullman (via CBM).

A adaptação trará Dafne Keen no papel principal, e já confirmou Ruth Wilson (The Affair), James McAvoy (FragmentadoX-Men) e Clarke Peters no elenco. Tom Hooper, vencedor do Oscar por O Discurso do Rei, dirigirá os primeiros dois episódios. 

A trilogia conta a história de Lyra Belacqua (Keen), uma órfã que foi criada na Universidade Oxford. No mundo em que vive todas as pessoas têm um “daemon”, ou seja, uma manifestação de sua própria alma em forma animal. Lyra leva uma vida tranquila até ela e seu daemon, Pantalaimon, descobrirem a existência de uma substância misteriosa chamada “pó”. Isto provoca um estranho efeito nas crianças, o que faz com que as autoridades religiosas se convençam de que representa o mal.

O primeiro livro da trilogia já foi levado aos cinemas em 2004 no filme A Bússola de Ouro, protagonizada por Daniel Craig (007 Contra Spectre).

O seriado contará com oito episódios e a segunda temporada já fo confirmada. O canal HBO será coprodutor e vai distribuir a série, mas ainda não há previsão de lançamento.

Bolsistas do Ciência sem Fronteiras protestam no Canadá contra regresso

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Capes anunciou que eles voltarão ao Brasil por não terem aprendido inglês.
Aluna diz que prova foi aplicada sem aviso prévio e antes do fim do curso.

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Publicado por G1

Estudantes que receberam bolsa do programa Ciência sem Fronteiras (CSF), mas foram informados de que deveriam retornar ao país antes de concluírem o período de intercâmbio, protestaram nesta quinta-feira (10) em frente à prefeitura de Toronto, no Canadá, contra a decisão do governo. O Ministério da Educação afirmou que convocou 110 bolsistas para o retorno antecipado porque eles não demonstraram domínio do idioma estrangeiro.

No Canadá, essa é a situação de 80 estudantes. Eles fazem parte de um grupo de 3.445 bolsistas do CSF que haviam sido pré-selecionados para estudar em Portugal, em um edital que não exigia conhecimento de uma segunda língua além do português. Porém, devido ao grande número de bolsistas em Portugal, o MEC solicitou a esses bolsistas que reescolhessem um país de destino, e pagou para que eles estudassem o idioma do novo país durante seis meses antes de efetivamente iniciarem as disciplinas de graduação na instituição do intercâmbio.

Luana Monteiro Leite, estudante de São Paulo que está entre o grupo convocado a retornar, afirmou em entrevista à Globo News que o governo descumpriu o contrato entre as partes (assista no vídeo acima). Segundo ela, o combinado era que o exame de proficiência de inglês só deveria ser feito após a conclusão do curso de idioma, que terminou no fim de março. “Recebemos de repente no dia 16 de janeiro um e-mail dizendo que seríamos obrigados a fazer a prova do Toefl, no outro dia às 9h da manhã. Para ser mais exata, eu recebi esse e-mail às 19h, sendo que deveria estar no local da prova às 9h do outro dia”, diz ela.

“Eu não fiz a prova e não passei, como eu sabia que não ia atingir a nota que eles queriam que fosse. Não estava preparada para fazer uma prova do dia para a noite”, contou Luana à Globo News. “Essa prova deveria ser aplicada aos alunos ao final do mês de março, que é ao final do curso de inglês que eu acabei na última sexta-feira [4 de abril].”

De acordo com a jovem, os estudantes se reuniram com o cônsul do Brasil em Toronto e apresentaram documentos comprovando sua situação e também os vínculos que já criaram no Canadá.

“Nós temos contratos assinados com canadenses de aluguel, telefone, internet. Planejamos uma vida em Toronto e isso está tudo sendo quebrado”, reclamou Luana.

Canadá e Austrália

Além dos 80 estudantes no Canadá, outros 30 bolsistas na Austrália estão na mesma situação. Na quinta-feira (9), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou por meio de sua assessoria de imprensa que o motivo do retorno antecipado foi o fato de eles não terem comprovado a proficiência mínima do idioma inglês, um dos requisitos do programa. “Esses bolsistas estão voltando ao país porque não atenderam aos requisitos mínimos estabelecidos pelas universidades para a realização dos cursos acadêmicos”, diz nota divulgada pela Capes.

De acordo com a Capes, a grande maioria dos bolsistas cumpriu o requisito e já está com a bolsa garantida no país de destino. Há casos, entre os 110 universitários que agora terão de voltar ao Brasil, em que, além de não demonstrarem domínio do idioma, eles ainda não puderam ser alocados em uma universidade por problemas de incompatibilidade do histórico escolar com o currículo do curso no exterior.

Como esses estudantes representam uma exceção entre os editais do programa, essa avaliação, que é feita antes do início da viagem, só foi realizada quando eles já estavam no Canadá ou na Austrália estudando o idioma local.

Brasil ganha bons romances históricos que recriam lacunas entre Colônia e Império

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Raquel Cozer na Folha de S.Paulo

A cortesã mineira dona Beja ajudou François Dumont, futuro avô de Santos Dumont, num plano para fazer fortuna no século 19. Anos antes, o francês desembarcara no país para expandir os negócios do sogro, dono da joalheria parisiense Gerbe d’Or.

Ok, essas são versões dos fatos. Se levarmos a história ao pé da letra, podemos dizer só que Beja e Dumont (o avô) viveram na mesma época na mesma região de Minas. E que o sogro dele era joalheiro, mas não da Gerbe d’Or.

Quem preencheu com ficção as lacunas factuais até formar uma trajetória crível de quase 600 páginas foi Alberto A. Reis, 66, no romance “Em Breve Tudo Será Mistério e Cinza”, lançado pela Companhia das Letras.

Editoria de Arte/Folhapress

A obra integra uma seleção de bons títulos recentes que têm em comum o mergulho numa seara pouco explorada pela literatura nacional —a de romances que retratam Brasil Colônia e Império.

Outros exemplos são “Quatro Soldados” (Não Editora), de Samir Machado de Machado, cuja trama revê o Sul dos anos 1750, e “O Bibliotecário do Imperador” (Biblioteca Azul), de Marco Lucchesi, no Rio do fim do século 19.

Há ainda “A Máquina de Madeira” (Companhia das Letras), de Miguel Sanches Neto, sobre o padre paraibano que criou, no século 19, o protótipo da máquina de escrever. O livro, de 2012, concorreu em 2013 aos prêmios São Paulo e Portugal Telecom.

No geral, esses romances tiveram repercussão tímida e ainda não esgotaram as tiragens iniciais, de 3.000 cópias —num país em que livros de história (Laurentino Gomes, Leandro Narloch etc.) saem às centenas de milhares.

“Muitos veem o romance histórico como algo do passado. Parece que não é literatura”, diz Sanches Neto, 49.

No caso nacional, não chega nem a ser coisa do passado. Quando o romance histórico deslanchou na Europa no século 19, com “Ivanhoé” (1819), do escocês Walter Scott, e “Os Três Mosqueteiros” (1844), do francês Alexandre Dumas, mal havia romancistas por aqui.

Os grandes nomes do país surgiram na segunda metade daquele século, com destaque para José de Alencar, com “Iracema” (1865), cuja trama se passa 200 anos antes.

Mas logo o olhar para o passado minguou no país, com exceções como “O Tempo e o Vento” (1949-1961), de Érico Veríssimo, e “Viva o Povo Brasileiro” (1984), de João Ubaldo Ribeiro. No Reino Unido, por sua vez, Bernard Cornwell, Hillary Mantel e outros ainda fazem sucesso.

“No geral, o romance histórico decaiu no século 20. Não em interesse, porque Dumas continua sendo lido, mas em prestígio a ficção toma outro rumo, mais moderno”, diz Jefferson Cano, especialista em literatura e história.

A extensão do passado também influi no desinteresse nacional. “O romance histórico europeu volta à Idade Média, o que não temos aqui”, diz o professor da Unicamp Mário Frungillo.

FRONTEIRAS

Mas foi a ideia da “Idade Média brasileira” que fez Samir Machado de Machado, 32, investigar conflitos de índios, espanhóis e portugueses nas fronteiras sulinas do século 18, em “Quatro Soldados”.

“Entre o descobrimento do Brasil e a chegada de d. João 6º, há um período em que o país é meio abandonado. É vago o bastante para liberar a imaginação”, diz.

O crítico Luís Augusto Fischer lembra que o autor não está isolado no esforço de reconstruir um Sul ficcional. É conterrâneo de Tabajara Ruas e Luiz Antonio de Assis Brasil, que já recontaram a história pela ficção. “O pensador italiano Franco Moretti escreveu que romances históricos tendem a vir de regiões de fronteira. Pertencer ou não ao Brasil está sempre em causa na literatura do Sul”, diz.

No geral, esse olhar ficcional é permeado de ironia —é um país que nasce com mais pompa que circunstância.

“Em Breve Tudo Será Mistério e Cinza” é o mais debochado, ao tratar da aclimatação de Dumont ao país, constrangido pelo fascínio que sente por escravas. Alberto A. Reis trata, ainda, de debates atuais, como o tamanho do Estado na economia. “A ficção não é real, mas tem de soar verdadeira.”

Esse é, para Sanches Neto, o diferencial de romances históricos recentes. “Não quero ensinar história, quero discutir a sociedade atual a partir do que esquecemos.”

Jornalista e escritor Leandro Narloch acaba de lançar o segundo guia do politicamente incorreto

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Dessa vez, com curiosidades e bizarrices além das fronteiras brasileiras

Maria Júlia Lledó, no Divirta-se

Leandro Narloch é um curioso irremediável. Plugado 24 horas a fatos aparentemente ordinários, o jornalista não deixa nada lhe escapar. Não à toa, logo se aventurou no segmento literário. Na ponta do lápis, ou melhor, no teclado do notebook, registraria o lado B da história que aprendemos na escola. Assunto que fascina o jovem escritor, autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil (Ed. Leya, 2012). Dessa vez, Narloch investiu em uma sequência bem mais ampla, com direito a personagens mitificados, como Isaac Newton, Nero, Mussolini e Madre Teresa de Calcutá. “Com o sucesso do primeiro livro, muitos leitores me sugeriam temas a abordar na história do mundo, como o mito de que as fronteiras artificiais destruíram a África, dos samurais burocratas, das bizarrices dos regimes comunistas. A sequência, então, era inevitável”, contou à Revista. Após dois anos de muita pesquisa e paciência da mulher Gisela, como ele brinca, o escritor acaba de lançar o Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, pela mesma editora. Entre alguns spoilers: a fama de bom astrólogo do matemático Galileu e a ausência de qualquer cinto de castidade nas mulheres medievais. Mas esses trechos são leves diante da série de provocações selecionadas por Leandro Narloch para deixar o leitor com as orelhas em pé.

Que critérios você adotou para escolher os fatos abordados no livro?
O critério é o politicamente incorreto. A história do mundo é um assunto amplo, talvez o mais amplo que exista, então selecionei só as histórias e as versões mais desagradáveis, que mais incomodavam a turma do mundo melhor, da sustentabilidade. Foi por isso que, sobre o Império Romano, defendi Nero, e não Julio Cesar — afinal, Nero é o personagem que ocupa o cargo de grande vilão, de anticristo.

Entre esses fatos, algum, em especial, foi surpreendente para você?

Sim, muitos me surpreenderam. Até ler sobre a Revolução Industrial, não havia me dado conta de que as máquinas e as fábricas salvaram, a longo prazo, as crianças do trabalho infantil e criaram milhões de empregos. É bem o contrário da imagem que temos desse período. Também foi incrível entrevistar deputados em Brasília para saber o que eles achavam de frases do livro A Doutrina Fascista, de Mussolini. Sem saber que as frases eram do ditador italiano, diversos deputados concordaram com elas.

Os trechos: “A bomba de Hiroshima salvou milhões de japoneses” e “McDonald’s, a franquia da paz” são algumas passagens polêmicas do livro. Você teme ser considerado radical?
Não, pois quase todas as afirmações do livro vêm de estudos estabelecidos, baseados em algum consenso. A teoria da paz capitalista, por exemplo, já é ponto pacífico para a maioria dos especialistas em relações internacionais. Quando não há esse consenso, eu abro um espaço para ponderação, mostrando os pontos fracos daquela teoria ou versão. Por exemplo, no caso da teoria da paz nuclear, segundo a qual as bombas atômicas evitaram uma terceira guerra mundial, mostro os argumentos contrários a essa ideia. Talvez a afirmação que soe mais radical do livro seja a de que o capitalismo foi a melhor coisa que aconteceu para os pobres na história do mundo. Para mim, no entanto, isso não é radical, é óbvio. Por onde a produção em massa passou, as pessoas deixaram de lidar com problemas de escassez para enfrentar problemas de abundância — comida demais, que gera obesidade; carros demais, que criam engarrafamentos; embalagens demais para poucos lixões.

Além de mostrar o lado B da história do mundo, há a intenção de que o livro seja usado em sala de aula?
Os guias politicamente incorretos são livros parciais, que mostram só uma versão da história. Não devem ser o principal livro dos alunos, mas podem ser usados como um complemento, um instrumento de debate, um antídoto contra a falta de diversidade de opiniões nas aulas de história.

Se a história não é mais contada somente pelos vencedores, teríamos, então, nas próximas gerações, livros de história mais abrangentes?
Não acredito que a história seja contada pelos vencedores. Quase sempre é contada pelos ressentidos, pelos que serão vencedores. Afinal, muitas vezes se usa a história como uma arma política — de Hitler a Evo Morales, os políticos ganham poder quando conseguem implantar a versão em que eles aparecem como redentores. Torço para que, no futuro, os cidadãos fiquem mais atentos a esse tipo de estratégia.

Em Belo Horizonte, ex-faxineira vira “celebridade” por falar quatro línguas

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Carlos Eduardo Cherem, no UOL

Não restou outra alternativa nesta sexta-feira (17) à administração do Mercado Central de Belo Horizonte: arrumar um uniforme novo para as imagens e organizar as entrevistas da ex-faxineira Maria da Conceição da Silva, após a súbita fama da pernambucana, quando os colegas descobriram que ela fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico, e contaram para a diretoria do mercado.

Com isso, em pouco mais de 15 minutos de conversa, com o superintendente do mercado Luiz Carlos Braga, informado no início de maio, que, além de poliglota, a faxineira tem formação superior em contabilidade, Maria da Conceição foi promovida a atendente turística do Mercado Central. Seu salário passou de R$ 674 (salário mínimo) para R$ 1.100, com a promoção.

“Estamos organizando. É para ficar mais ajeitado”, afirma o superintendente, que pede que os jornalistas formem uma fila para falar com a empregada do mercado.

Maria da Conceição atendeu a reportagem do UOL, entre os desfiles que fez nos corredores do mercado para as imagens e as entrevistas individuais que concedeu aos repórteres. A agora atendente turística disse que há exageros na repercussão do caso e que não se sente celebridade.

“Senhor, estão exagerando. Eu só falo quatro línguas. O alemão, árabe e hebraico, eu só arranho o alemão, árabe e hebraico. Não tem nada disso não”, diz Maria da Conceição.

“O hebraico estava aprendendo com um amigo marroquino. Eu só arranho, não falo”.

O mundo sem fronteiras

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de "arranhar" alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram criados pela minha avó materna. Um outro foi criado por parentes. Minha mãe me doou ainda bebê. Mas arrependeu-se e me buscou mais tarde.

Aos 11 anos, Maria da Conceição trabalhava como recepcionista e, a mãe, como doméstica. “Estudava em colégio de freiras. No escritório, fazia serviços gerais e datilografia”. Mudou-se com a mãe para Fortaleza e lá fez o ensino fundamental num colégio militar.

Após o período na capital cearense, transferiu-se novamente com a mãe para Elesbão Veloso (PI), onde morou na casa de uma irmã. De lá, foi para Teresina e concluiu o ensino médio no Colégio Salesiano. Mudou-se com a mãe para Campina Grande (PB), onde trabalhou em diversas profissões.

“Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão. Aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro também. Fui doméstica e até em oficina mecânica trabalhei”. Nessa cidade paraibana, em 1991, a mãe morreu.

Em 2005, Maria da Conceição trabalhava numa oficina de informática quando conheceu um alemão, um espanhol e uma holandesa. Eles faziam intercâmbio no país e foram embora. Mas a amizade foi mantida por meio de contatos pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, dez anos mais nova, que se tornou minha companheira. Sou homossexual”.

As duas foram convidadas pela amiga holandesa para se mudarem para lá. Toparam e, em Amsterdam, fizeram faxina e reforma de residências para sobreviver. Foi aí, que Maria da Conceição começou a aprender, “com uma certa facilidade”, as línguas que hoje domina.

Voltou o ano passado, após ter conhecido boa parte da Europa, e veio morar com uma irmã em Belo Horizonte e, óbvio, teve de procurar emprego.

Acabou arrumando o de faxineira do mercado e, agora, a promoção, quando foram descobertas suas qualificações.

15 minutos de fama

Dá um sorriso largo e avisa à reportagem, quando se prepara para atender outro jornalista, já impaciente na fila: “Eu sei disso tudo. São os 15 minutos de fama…”

“Você acha que eu sou boba? Isso tudo passa rápido”. Entretanto, não esconde uma leve expectativa com a súbita fama: “Emprego? É. Isso pode ser que melhore um pouco”, afirma Maria da Conceição, antes de partir para outra entrevista.

Em Belo Horizonte, desde setembro do ano passado, procurou trabalhar em escritórios mas não conseguiu. “As pessoas criavam dificuldades: veio da Europa? O que fazia lá? Já passou dos 40? Tem curso superior, precisamos de pessoas com formação até o ensino médio”, diz.

“Fiquei sabendo que havia vaga na faxina do mercado e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas”, afirma.

Ela afirma teve dificuldades para arrumar emprego em Belo Horizonte, mesmo com a boa formação educacional. Por isso, foi para a faxina do mercado e, agora, o atendimento aos turistas.

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