Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged funcionários

Fast food em São Francisco pagará 50 reais por hora para equipe ler livros

0

Combo de hambúrguer e batata-frita da Creator: hamburgueria abriu as portas há um mês, com uma proposta inovadora para o fast food (Creator/Divulgação)

A hamburgueria Creator, operada por robôs, encontrou uma boa forma de manter seus funcionários ocupados: a leitura educativa

Mariana Fonseca, na Exame

São Paulo – Lembra daquela história de que os robôs irão tomar empregos, especialmente os mais operacionais? Na Creator, uma hamburgueria de São Francisco (Estados Unidos), o conto virou parcialmente realidade. Um robô de mais de quatro metros usa sua inteligência para produzir 120 sanduíches por hora. Mas isso não significou o fim dos empregos humanos. Pelo contrário: agora, os funcionários recebem também para fazer cursos online e lerem livros educativos.

Nem sempre Alex Vardakostas, criador da hamburgueria, teve esse plano. Inclusive, no longínquo ano de 2012, quando o negócio ainda se chamava Momentum Machines, ele afirmou que “[nosso equipamento] deve servir para remover os funcionários completamente”, de acordo com o Business Insider.

Após oito a nove anos de desenvolvimento e muitas especulações sobre o fim do trabalho para adolescentes, a Creator abriu suas portas há um mês, com um posicionamento bem mais no estilo do Vale do Silício. “A ideia de não ter de falar com ninguém me parece distópica”, corrigiu-se Vardakostas para a Forbes. “Estamos em um ponto no qual realmente acreditamos que você não pode automatizar a criatividade e a interação social humanas.”

A máquina-chef da hamburgueria Creator, de São Francisco (Creator/Divulgação)

As duas máquinas, com produção total de 240 hambúrgueres por hora, focarão em processos que os humanos não poderiam fazer melhor. Por exemplo, eles usam sensores para determinar a temperatura ideal para cada hambúrguer; fazem um processo de moeção difícil de reproduzir apenas com as mãos humanas; e conseguem cortar vegetais milimetricamente.

Enquanto isso, os funcionários devem se concentrar em tarefas mais complexas, como ajudar o cliente na hora de pensar no pedido ideal. Os benefícios aos funcionários estão mais para Google do que para fast food: cursos grátis na plataforma online Coursera e 5% da jornada de trabalho dedicada à leitura de livros educacionais, que podem ser colocados na própria lanchonete da Creator.

Espaço da hamburgueria Creator, com livros nas prateleiras (Creator/Divulgação)

O salário dos funcionários é de 16 dólares por hora (na cotação atual, cerca de 50 reais). Mas Steve Frehn, cofundador da Creator, afirma que alguns funcionários podem aproveitar oportunidades de trabalho a partir do seus convívios com as máquinas-chefs. “Neste momento, se você está se candidatando a um curso superior, você pode não colocar seu trabalho em um restaurante de hambúrgueres no currículo. Mas seria bem legal colocar que você trabalhou na Creator, e é assim que nós sabemos que fizemos um bom plano de carreira”, completa Vardakostas.

Com menos gastos na produção dos hambúrgueres e com aluguéis de espaços grandes para a cozinha, a Creator consegue cobrar seis dólares por seus hambúrgueres, em linha com o cobrado na gigante McDonald’s. Cerca de 40% dos custos da Creator vai para os ingredientes, incluindo iguarias como a ameixa japonesa umeboshi e o molho francês aioli feito com ostras defumadas. Com ingredientes gourmet e atendentes intelectuais, a Creator alcança o feito de concorrer, ao mesmo tempo, como hamburgueria mais tecnológica e mais hipster de São Francisco.

Bibliotecas públicas de SP investem em ações para aumentar o público

0
Kátia de Santana com a filha Tainá Custódio Ufracker Foto: Renata Okumura

Kátia de Santana com a filha Tainá Custódio Ufracker Foto: Renata Okumura

Empresas também criam espaços de leitura para incentivar funcionários; exposição marca a importância da contação de histórias

Renata Okumura, no Estadão

SÃO PAULO – O hábito da leitura pode estar presente na vida das pessoas mesmo diante da correria do dia a dia das grandes metrópoles, que convivem cada dia mais com as ferramentas tecnológicas. “Tudo que é em excesso faz mal. A leitura é fundamental para o desenvolvimento cultural da criança. Para mim, é importante ter este momento com minha filha em uma biblioteca. Desta forma, ela não fica tão apegada ao celular. Quero que ela entenda o livro como uma companhia. E aqui a gente não gasta nada para ter esta experiência que é muito rica”, destacou a moradora Kátia de Santana que é mãe da Tainá Custódio Ufracker.

Kátia costuma ir com a filha à Biblioteca Raimundo de Menezes, que fica na Avenida Nordestina, 780, na Vila Americana, na zona leste da cidade. A área onde ficam os gibis é uma das que mais atrai a pequena de 4 anos. “Que letra é esta aqui? E esta outra?”, brinca com a filha. Tainá atenta responde corretamente conforme você pode ver no vídeo abaixo.

Na última semana, a reportagem visitou a biblioteca e constatou que no local há livros para todas as idades, inclusive uma prateleira reservada às crianças e também livros que farão parte do próximo vestibular da Universidade de São Paulo (USP). O wi-fi é livre para acesso ao público e também há informações sobre atrações para quem gosta de colecionar gibis ou trocar figurinhas de álbuns. Além disso, a biblioteca também recebe concertos do Theatro Municipal de SP. No entanto, o número de frequentadores poderia ser maior.

A capital paulista conta com a Biblioteca Mário de Andrade, a segunda maior do País, e 54 unidades do Sistema Municipal de Bibliotecas distribuídas pela cidade.

Para atrair a população, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) lançou o programa Biblioteca Viva, que promove ações de aproximação do público com as bibliotecas.

“Estas ações incluem a disponibilização de wi-fi em todas as unidades, alteração na disposição dos livros no interior das bibliotecas, facilitando, assim, a visualização e manuseio por parte do público e inclusão de programação artística de linguagens variadas em todos os fins de semana em todas as bibliotecas. Inclusive, apresentações dos corpos artísticos do Theatro Municipal. Vale ressaltar que são atividades que conversam com o ambiente da biblioteca. As famílias podem ter estes espaços como opção de lazer, por exemplo. Estamos vendo que o número de frequentadores vem aumentando com a solidificação destas ações”, reforçou a nota.

Além disso, atualmente a pasta compra lançamentos dos últimos doze meses diretamente das editoras, proporcionando opções de leitura que o público encontra nas livrarias de shoppings.

Motivação corporativa. Atentas à importância do hábito, empresas criam ambientes para motivar funcionários. O espaço para Leitura Colaborativa CNU, por exemplo, incentiva, inclusive, a troca de livros. “O estímulo é fundamental para despertar o interesse das pessoas pela leitura. Tem livros de inglês, aventura e romance. O curioso é que a troca de livros, às vezes, ocorre dentro do próprio elevador ou no departamento de trabalho. Alguém já te aborda querendo saber o que está lendo. Nem dá tempo de devolver ao espaço de leitura. Desta forma, outras pessoas também demonstram interesse em participar”, relata a administradora de empresas Cláudia Fernandes, que trabalha em uma empresa de planos de saúde na região de Cerqueira César, que implantou o projeto dentro da companhia.

Cláudia também reforça que a ação promove interação entre os funcionários e está presente em todas as filiais da empresa. “Tem dias que está lotado e você acaba conhecendo outras pessoas. Os funcionários ficam à vontade para pegar um livro, claro que é preciso bom senso, todos sabem que o que vale é a troca de livros, mas confesso que tem dias que dá vontade de levar todos os livros para casa porque sempre há novidades”, destacou ela.

Exposição marco os 20 anos da Associação Viva e Deixe Viver Foto: Renata Okumura

Exposição marco os 20 anos da Associação Viva e Deixe Viver Foto: Renata Okumura

Contação de Histórias. Para incentivar à leitura e tornar o ambiente hospitalar menos doloroso para as crianças, a Associação Viva e Deixe Viver reúne mais de mil voluntários atuantes e está presente em hospitais de São Paulo e de outros Estados e cidades do País.

Em homenagem aos 20 anos de atuação em 2017, a entidade organiza exposição que pode ser visitada até 28 de setembro no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, 2.073, na Bela Vista.

Clube de assinatura de livros com sede em Porto Alegre chega aos 18 mil associados em três anos

0
23449813

Álvaro, Arthur, Gustavo, Tomás e Pablo (à frente), os sócios da TAG Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

 

Criado por universitários em 2014, TAG – Experiências Literárias já conta com 50 funcionários e tem faturamento mensal de R$ 1,2 milhão

Rafael Balsemão, no Zero Hora

Em julho de 2014, três estudantes do curso de Administração da UFRGS tiveram uma ideia em que pouca gente botou fé. Entre uma aula e outra, Gustavo Lembert, 25 anos, Arthur Dambros, 25, e Tomás Susin, 27, criaram um clube de assinatura de livros, a TAG – Experiências Literárias. Num país em que 44% da população não lê e que 30% nunca comprou um livro, segundo a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016), as chances de o negócio vingar pareciam remotas.

Passados três anos daquela decisão arriscada, o trio, agora ao lado de outros dois sócios, Álvaro Englert, 28, e Pablo Valdez, 28, comemoram a conquista de quase 18 mil assinantes. O que começou com conversas informais de amigos que tinham em comum a paixão pela leitura virou uma empresa localizada em um espaço de 1,2 mil metros quadrados no bairro Floresta, na Capital, com 50 funcionários e um faturamento mensal de R$ 1,2 milhão – para dar início à empreitada, o trio investiu R$ 10 mil.

– A gente discutia várias ideias de negócio, desde hostel em Santa Catarina a alguma coisa de produtos orgânicos. No meio das discussões, percebemos que os livros eram pauta de nossas conversas e começamos a debater como poderíamos trabalhar. Não tínhamos vontade de abrir uma livraria ou um sebo online, a gente queria trabalhar com experiência de leitura. Isso foi bem no momento em que os clubes de assinatura ganhavam força, como os de vinho. Achamos que era um modelo de negócio interessante – lembra Gustavo.

A partir daí criaram o formato que hoje encanta os sócios da TAG. A empresa se assemelha ao extinto Círculo do Livro, que existiu entre 1973 e 2000 e chegou a ter 800 mil associados. Enquanto os exemplares do Círculo eram escolhidos por quem pagava a conta, os associados da TAG recebem todo mês uma caixa com um livro surpresa – indicado por um curador –, além de uma revista sobre a obra e um “mimo”.

– Nosso dilema era: quem vai indicar? Porque nós não temos moral nenhuma para ficar sugerindo livro para os outros. Daí pensamos em chamar pessoas que são referência, das quais a gente já tinha ido a palestra ou lido um livro que admirasse, alguém que tivesse bagagem cultural e literária – explica Tomás.

O primeiro curador escolhido foi o filósofo Mário Sergio Cortella, que indicou O Físico, de Noah Gordon. O livro foi entregue em agosto de 2014 para 65 pessoas – a meta era alcançar 70.

O ano de estreia do projeto, entretanto, foi marcado por dificuldades.

– Muitos dos associados eram do nosso círculo de amigos e familiares. A gente até atingiu algumas pessoas fora do Estado pela divulgação no Facebook. Nos primeiros meses era bem concentrado em Porto Alegre, tanto que a gente mesmo montava os kits e os entregava. Demoramos cinco meses para atingir os cem associados – afirma Gustavo.

Foi nessa época que Álvaro e Pablo se juntaram ao trio.

– Vimos que não conseguiríamos dar conta de toda a operação. Estávamos sendo consumidos por montar os kits, entregá-los, emitir nota fiscal, cobrar cliente, ler os livros, escrever a revista, falar com os curadores, decidir o mimo – lembra Gustavo, que resume o principal problema a ser enfrentado naquele momento: – Não conseguíamos vender.

A frustração só não foi maior porque o retorno dos assinantes era bastante positivo, com poucos cancelamentos e muitas mensagens de incentivo. Isso acabou dando fôlego para que persistissem, colocando como meta chegar aos 400 sócios até novembro de 2015. Caso falhassem, desistiriam do negócio.

Entre as ações adotadas, os cinco sócios distribuíram em bares da Capital bolachas de chope com caricaturas de escritores que tiveram problemas com bebida. Conseguiram com a iniciativa apenas duas novas assinaturas.

– Foi um fracasso retumbante – diverte-se Álvaro.

Ao mesmo tempo, apostaram em assessoria de imprensa, o que resultou em reportagens em vários veículos do Brasil, e em parcerias com booktubers, como são conhecidos os youtubers de livros, que divulgavam em seus canais o funcionamento da TAG.

O plano deu certo. Em julho daquele ano, após conquistarem 500 associados, contrataram o primeiro estagiário, até hoje funcionário da empresa. Em dezembro, já contavam com 2 mil assinantes. Um ano depois, no final de 2016, já estavam com 12,5 mil.

Cada vez mais forte, o grupo continuou ousando, e, neste mês, para celebrar os três anos de vida da empresa, vai entregar aos associados um livro de contos inéditos. A meta do grupo agora é chegar ao número de 100 mil assinantes.

– A gente se permitiu sonhar alto. Não só acreditamos na TAG, mas também na literatura de um modo geral – afirma Arthur.

 

TAG – Experiências Literárias
O que faz: envia um livro surpresa todo mês, revista sobre a obra e um mimo
Preço da assinatura (mensal): R$ 69,90 (R$ 34,95, para o primeiro mês, até 9/7)
Funcionários: 50
Sede: Porto Alegre
Início das atividades: julho de 2014
Investimento inicial: R$ 10 mil
Faturamento mensal: cerca de R$ 1,2 milhão (junho de 2017)
Site: taglivros.com

CONHEÇA OUTROS CLUBES DE LEITURA

Turista Literário
Focado em jovens adultos, envia todo mês uma caixa surpresa com um livro e itens criativos.

Pacote de Textos
Criado pelo escritor cearense Rafael Caneca, envia um livro mensalmente para o assinante.

Beco Club
Beco Club é um clube do livro que surgiu a partir do blog Beco Literário.

Garimpo
Oferece experiências literárias de acordo com o perfil do leitor. São seis clubes diferentes em um.

Expresso Letrinhas
Serviço da Companhia das Letras que envia mensalmente dois títulos infantis para a casa do associado.

Leiturinha
Envia kits com livros infantis, dicas pedagógicas e surpresas para estimular o hábito da leitura.

Veja as dez características das empresas dos sonhos dos jovens

0

dez-empresas-dos-sonhos-dos-jovens

Camila de Lira, em Folha de S.Paulo

Escritórios descolados, com videogames e sofás coloridos, não são o bastante para atrair os jovens ao mercado de trabalho. Existem outras características como a cultura da empresa, a imagem que ela passa e como ela trata da carreira de seus profissionais que as tornam mais atrativas.

A Folha conversou com oito das dez empresas dos sonhos dos jovens, segundo o ranking da Cia Talentos, para entender quais as características que os jovens brasileiros procuram. Confira abaixo:

1. Desafio profissional

Nas “empresas dos sonhos” dos jovens, o desenvolvimento profissional vem por meio de desafios constantes. Nelas, os profissionais são encorajados a “colocar a mão na massa” e, até mesmo, a errar para, assim, aprender com seus erros. Para Daniel Borges, gerente de recrutamento do Google para a América Latina, o ambiente de trabalho desafiador estimula os profissionais .

“Hoje em dia, o jovem é aberto para a ideia de que a experiência faz mais sentido para a formação da carreira, e um ambiente desafiador é necessário para isso”, diz Carla Soutelinho, gerente de Educação Corporativa da Vale, empresa que ficou em 4º lugar no ranking e que possui o “ambiente desafiador” como característica principal.

E é isso que mais atrai os jovens. “O que a gente mais quer é trabalhar e alguém que nos dê um projeto desafiador para extrapolar o nosso limite. Não queremos um ambiente de trabalho ‘cool’, o que a gente busca mesmo é trabalhar”, diz Lia Gurjão, 24, trainee de RH da Nestlé.

2. Ser você mesmo

O fato da empresa ter um ambiente informal, onde é possível não só se vestir de maneira ligada ao seu estilo, como também se expressar do seu próprio jeito, é algo presente na maioria das empresas do ranking .

O maior exemplo desta cultura é mesmo na empresa que lidera a lista. “Busca constante por inovação, a estrutura pouco hierarquizada e a promoção de um ambiente inclusivo onde as pessoas podem ser elas mesmas são aspectos que caracterizam a cultura do Google”, afirma Daniel Borges. A Ambev (6º lugar) e o Itaú (8ºlugar) também seguem essa cultura, com ambientes mais informais de trabalho.

3. Conversas com os diretores

A comunicação aberta com os gestores vai além do feedback mensal ou semestral, pelo menos nas empresas valorizadas pelos jovens. “O jovem que está entrando no mercado de trabalho tem mais facilidade de comunicação, ele tem uma proximidade e uma informalidade para falar com o chefe e até com o CEO da empresa”, diz Clarice Dahis, coordenadora do departamento de carreiras e apoio educacional do Ibmec.

Mesmo em empresas de áreas mais formais, como a Odebrecht (3º) ou o Itaú (8º), as ideias dos jovens profissionais podem ser acatadas em reuniões. No Google (1º), o incentivo é para que os funcionários interajam entre si, independente de seus cargos.

A característica também está ligada à hierarquização horizontal, como a feita pelo Google e pela Ambev, onde não há sala para dividir diretores, gestores, assistentes e estagiários.

4. Saber onde estará

Estabilidade e clareza no plano de carreira podem até ser “caretas”, mas podem ajudar o jovem ao entrar na empresa.

Ao saber qual caminho ele terá que trilhar para chegar a uma posição mais alta na companhia, o jovem pode focar em desenvolver melhor a sua carreira.

Tanto a PwC (5º) quanto a Nestlé (7º) optam por deixar o plano de carreira claro para os jovens que entram. “Temos a carreira clara e estruturada, o jovem pode ter noção quanto tempo deve passar por cada categoria até atingir uma posição. Ele precisa ter essa clareza de que não vai chegar a ser sócio da empresa em poucos anos de trabalho, mas fica sabendo o que precisa fazer para chegar lá”, afirma Marcelo Sartori, diretor de recursos humanos da PwC.

5.Horários flexíveis

Poder fazer seu próprio horário é o sonho de qualquer profissional, seja ele jovem ou não. Algumas das empresas do ranking já o tornaram realidade, é o que acontece no Itaú, no Google, na PwC e na Nestlé. Em certas áreas destas companhias, há flexibilidade para se fazer home office, entrar mais tarde ou dar uma parada no meio do expediente.

6. Confiança nos funcionários

Jovens procuram por empresas que os valorizem e confiem em seus trabalhos. E as empresas dos sonhos tentam responder à altura. A autonomia do funcionário, bem como a confiança no seu trabalho é um dos motes da Ambev, 6º no ranking. “O funcionário tem autonomia para tocar o negócio dele sem ter alguém decidindo sempre por ele”, afirma Renato Biava, diretor de Desenvolvimento de Gente, da Ambev.

7. Marcas e nomes importam

“O nome forte atrai”, atesta Sérgio Fajerman, diretor-executivos de pessoas do Itaú. Para Clarice Dahis, a geração que está entrando no mercado de trabalho anseia em fazer parte de grandes projetos, assim, as empresas maiores aparecem como nome altamente sedutor para os jovens profissionais. Para Rigolon, da Nestlé, o fato da companhia ter produtos e serviços já conhecidos pelos jovens ajuda na sua decisão profissional.

A segunda principal motivação dos jovens ao escolher a empresa dos sonhos, segundo a pesquisa da Cia de Talentos, foi a boa imagem da empresa no mercado. Boa imagem esta que, nem sempre está ligada ao momento atual da empresa, muito mais com o trabalho . É o caso da Petrobras, que, mesmo passando por escândalos ligados à corrupção, segue em segundo lugar no ranking de empresas dos sonhos.

“Até hoje, os processos seletivos públicos da Petrobras têm atratividade entre os jovens. Há uma percepção por parte deles que a corrupção é uma escolha do profissional e não uma decisão corporativa”, diz Lairton Correa, gerente de gestão de efetivo da empresa.

8. Fora do ninho

Existe algo em comum entre nove das dez primeiras empresas do ranking: todas são multinacionais. Nelas, há uma abertura para que os profissionais possam trabalhar fora do Brasil, característica que faz sucesso entre os jovens.

Empresas como o Google e a Odebrecht abrem espaço para que os profissionais atuem nos seus escritórios em diversos continentes do mundo. “A carreira internacional é uma perspectiva real, os jovens podem receber oportunidades de trabalhar no exterior, em todos os países onde a empresa trabalha, depois de alguns anos de trabalho”, diz Daniel Villar , vice-presidente de pessoas e organização da Odebrecht.

A mobilidade interna também chama atenção dos jovens, como explica Lia. A trainee da Nestlé teve oportunidade de ir para Bahia nos seus primeiros meses de trainee e viu a experiência como positiva. “Foi bom poder conhecer culturas diferentes”, diz.

9. Várias empresas em uma

Quando a empresa tem várias áreas, há mais espaço para o jovem encontrar o caminho e o segmento onde poderá fazer o que gosta. Companhias como a Nestlé, a Odebrecht, o Google, o Itaú e a Vale abarcam diversos setores e apresentam diversas trilhas por onde o jovem profissional pode seguir. “A grandeza da empresa traz o benefício da pessoa poder trabalhar em várias empresas dentro de uma. Não precisa sair da companhia para tentar desafios diferentes”, afirma Gilberto Rigolon, gerente executivo de desenvolvimento, treinamento e recrutamento da Nestlé.

10. Vida pessoal em foco

Para Clarice Dahis, do Ibmec, a geração que está entrando no mercado valoriza bastante o tempo para a vida pessoal. “Ele quer ter a vida fora do trabalho também”, diz. Uma das características das empresas dos sonhos é de saber olhar o profissional como uma pessoa, e não apenas um funcionário. O Google dá o exemplo, ao dar subsídio de até 75% para cursos de formação profissional, além de licenças maternidade e paternidade estendidas e subsídio para gastos com a criança nos primeiros 3 meses de idade. “A ideia é que as pessoas sintam-se apoiadas em momentos significantes de suas vidas”, diz Borges.

Conhecida como ‘Netflix dos livros’, Oyster decide encerrar suas atividades

0

noticia_105547

Um dos motivos seria a contratação de boa parte dos funcionários da Oyster para trabalhar na Google Play Books

Publicado no Administradores

Você se lembra da Oyster? A empresa foi lançada em 2012 e ficou conhecida como ‘Netflix dos livros’ ao oferecer um serviço de aluguel de títulos escritos via streaming através de uma taxa mensal.

Porém, na última segunda-feira (20) os empresários Eric Stromberg, Andrew Brown e Willem Van Lancker, responsáveis pelo serviço, anunciaram através do blog da Oyster que a plataforma vai ser fechada.

Apesar de não explicarem o porquê da desativação do serviço, os executivos deixam claro que todos os usuários serão avisados individualmente da decisão por e-mail. Segundo o Re/code, porém, um dos motivos para o fechamento do serviço seria a contratação de boa parte dos funcionários da Oyster para trabalhar na Google Play Books, a plataforma de livros do Google.

Go to Top