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Humor aproxima Porta dos Fundos e poesia, diz Gregório Duvivier

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Ao G1, ator fala sobre ‘Ligue os pontos’, seu novo livro de poemas.
‘Gosto de literatura desprovida de frescura’, afirma ele.

Cauê Muraro no G1

Gregório Duvivier (Foto: Renato Parada/Divulgação /Companhia das Letras)

Gregório Duvivier (Foto: Renato Parada/Divulgação
/Companhia das Letras)

Gregório Duvivier, 27, já foi Jesus num popular vídeo do canal de humor Porta dos Fundos. Aquele em que o filho de José, ainda estagiário, é intimado a falar um palavrão e diz: “Bodega”. Uma passagem bíblica também serve de mote ao poema “Gênese II”, que escrito pelo mesmo Duvivier: “no princípio era o verbo/ uma vaga voz sem dono/ vagando pela via láctea./ depois veio o sujeito/ e junto com ele todos/ os erros de concordância”.

O texto está em “Ligue os pontos – Poemas de amor e big bang” (Companhia das Letras), livro de poemas que o ator (“quase por acidente”) e escritor (“desde que me entendo por gente”) carioca lançou no final do ano passado. Ele acha que existe um “ponto” em comum entre fazer o Porta dos Fundos e escrever poesia – justamente o humor.

“É a única coisa que têm em comum. Mas são humores muito diferentes. Esse é um dos baratos, por que estou feliz agora com a vida, com a carreira”, afirma ele em entrevista ao G1 por telefone. “Estou tendo vários humores.” Durante a conversa, Duvivier também lembrou seu início no teatro e se descreveu como “obsessivo”.

Acha que “todo bom livro é uma relação amorosa entre você e o autor”. E que a poesia “tem o poder” de encher estádios. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista, em que ele confessou “amores inconfessáveis” (os literários) e comentou seu romance, ou bromance, com o também escritor Antonio Prata, com quem participou de eventos de lançamento do livro. Prata acaba de publicar “Nu de botas”, pela mesma editora.

G1 – Na hora de preencher a ficha do hotel, se é que você preenche, o que coloca: ator, humorista ou escritor?
Gregório Duvivier –
Em geral, vem ator. Porque eu acho que é o que sou há mais tempo. Uma vez eu preenchi – de brincadeira, eu estava no Uruguai, com a Clarice [Falcão] – dançarino. Mas o problema é que eu preenchi, e o cara da recepção no hotel falou: “Jura? Hoje é a noite da dança no hotel, vão ter apresentações dos funcionários, e eu adoraria que você…”. E aí eu tive que mentir: “Não, não, meu joelho está machucado agora, problema no menisco…”. Mas, no geral, eu ponho ator.

G1 – Qual vontade veio antes: publicar um livro ou fazer humor? Ou as duas coisas vieram ao mesmo tempo?
Gregório Duvivier –
Estranhamente, embora eu seja ator há muito mais tempo, tenho vontade de escrever desde que me entendo por gente. Desde pequeno que eu ficava preenchendo páginas e páginas com rabiscos, e minha mãe perguntava: “O que você está fazendo?”. E dizia: “Ah, estou escrevendo”. Eram rabiscos, tipo eletrocardiograma, sabe? Em folhas e folhas de papel. Mais do que do teatro, eu tinha este, vamos dizer assim, fetiche com a escrita, desde que nasci… Nasci é exagero, né? Mas desde que era muito pequeno. É anterior ao teatro, acho.

G1 – E como foi o começo no teatro?
Gregório Duviviver –
Virei ator quase por acidente. Eu era uma criança muito tímida, muito fechada. Entrei para me soltar, vamos dizer assim, para ter uma socialização com algumas crianças. E me apaixonei pelo teatro, pelo humor… Percebi que as pessoas riam. Lembro o dia em que fiz as pessoas rirem de mim, sem querer – porque eu era muito baixinho, tinha uma vozinha, e as pessoas riram. Isso foi transformador. Mesmo que elas estivessem rindo do meu ridículo. Não estavam rindo comigo, mas de mim. Ainda assim, foi uma experiência transformadora. Falei: “É isso que eu quero para minha vida”. E virei ator, mas continuei com essa vontade de escrever, que é quase uma vontade anterior.

G1 – Alguns poemas de ‘Ligue os pontos’ saíram numa edição de julho de 2009 da ‘piauí’. O ‘Avenida Niemeyer”, por exemplo. Na edição da revista, saiu o termo ‘magríssimo’. No livro, está ‘macérrimo’. Você é meticuloso a este ponto de nunca concluir o poema? Ou uma hora você larga e fim?
Gregório Duviver –
Pô, cara, que bom que você reparou. Você é mais meticuloso que eu… Você foi o primeiro a reparar. Eu mudo o tempo todo, cara. Tem que publicar, que é para eu me livrar, não poder mais mexer. Toda vez que vejo, mudo. Sou bastante obsessivo com o que escrevo, não descanso enquanto não estiver publicado, vou sempre reescrever, mudar vírgula, mudar a quebra dos versos, mudar a fala…

G1 – Como você faz para saber se uma ideia rende um poema ou rende um quadro do Porta dos Fundos? Ou você não sabe nunca e só está dando sorte até aqui?
Gregório Duviver –
(Risos) Nunca sei. Na verdade, eu tenho uma ideia, sento no computador, começo a escrever e volta e meia vira um ou vira outro. É a própria ideia que me diz o que ela é (risos). Eu vejo e penso: “Ih, isso daqui está muito mais a cara do Porta dos Fundos, porque tem muito diálogo, é muito cênico, pouco literário”. Ou então: “Ih, isso aqui está literário demais, não dá nem para ‘Folha’”.

Às vezes, escrevo o esquete do Porta e eles falam: “Isso aqui está mais a cara da ‘Folha’”. Clarice também ajuda. São três coisas que faço no dia – poesia, coluna da “Folha” e Porta –, nenhuma tem nada a ver com a outra, embora as três tenham humor. É a única coisa que têm em comum. Mas são humores muito diferentes. Esse é um dos baratos, por que estou feliz agora com a vida, com a carreira. Estou tendo vários humores. Acho que existem mil tipos de humor, o humor é um mundo. As pessoas em geral acham que humor é uma subcategoria. O humor é tipo música, uma grande categoria dentro da qual tem mil tipos de humor: o humor poético, o humor em prosa, o humor nonsense, o humor de paródia, enfim…

G1 – Você escreve porque é inevitável ou porque tem coisa que não ‘cabe’ no teatro ou no Porta dos Fundos?
Gregório Duvivier –
Boa pergunta… Sobre poesia ou sobre qualquer coisa?

G1 – Qualquer coisa.
Gregório Duvivier –
Acho que por causa da comunicação. Sou muito, sei lá, aficionado por comunicar, por criar laços de afeto. Acho que toda comunicação, sobretudo a cômica, gera laços de afeto com o leitor ou com o espectador. O riso é sempre afetivo, tenho essa impressão. Ao contrário do [Henri] Bergson, o filósofo francês, que dizia que o riso é distanciamento. Para ele, quando você ri de algo, é porque você não está emocionalmente envolvido. Por isso que você ri de alguém que cai – você não ri da sua mãe caindo, você ri de alguém que você não conhece, porque tem de estar distanciado.

Eu acho que é o oposto: você só ri do que você gosta. Quando você ri de alguém, você está basicamente dizendo: “Eu sou você, quero te levar pra casa”. Tanto que as vezes em que você mais riu na vida foi entre amigos. Pode ter certeza. Não foi vendo uma peça. A intimidade, a amizade, o afeto cria o riso. Acho que literatura é a mesma coisa. Todo bom livro é uma relação amorosa entre você e o autor. Todo bom poema tem um amor entre o leitor e o objeto lido. Acho que escrevo um pouco por isso: para criar esses laços de afeto, por uma certa carência afetiva, talvez (risos), que a escrita, o teatro, a poesia supre.

G1 – Já que você falou de amor, qual o seu amor literário inconfessável? Vale qualquer coisa.
Gregório Duviver –
Vale tudo… É difícil, né? Porque, se é inconfessável, não vou querer confessar (risos). Acho que, se eu confessar, vou estar mentindo (risos). Vou confessar um que seja confessável. Um autor que tenho vergonha de gostar?

G1 – Não precisa ter vergonha. Pode ser um de que você goste, mas que não seja tão bom.
Gregório Duvivier –
Ah, Agatha Christie, né? Os romances policiais, os piores do mundo, acho bons. Não é que os dela sejam os piores, não. Mas digo assim, é um romance policial muito básico, no sentido de que tem um pouco uma fórmula. É, digamos, meu guilty pleasure. E tem um mais inconfessável de todos. O que escreveu aquele livro “Um dia”, sabe?

G1 – O David Nicholls.
Gregório Duvivier –
Cara, ele escreve bem, mas… Eu chorei lendo aquele livro. É inconfessável, eu tinha que ler escondido, praticamente botei dentro de outro livro. Tira o romance policial e põe “Um dia”. E “A culpa é das estrelas” também. Esses daí são muito mais inconfessáveis.

G1 – Você e o Antonio Prata viveram o bromance mais famoso da literatura brasileira recente. Se fosse para traí-lo, quem seria o eleito (ou a eleita)?
Gregório Duviver –
(Risos) Eu trairia com… Tem alguns outros autores, acho… O Daniel Galera. Acho um ótimo autor, um autor legal. Vale mulher também ou não? Se é bromance, não vale, né?

G1 – Vale.
Gregório Duvivier –
Gosto da Carol Bensimon também. Acho que tem algumas pessoas muitos legais na nova literatura. A poesia, então, nem se fala – tem pessoas incríveis. A Alice Sant’Anna, a Bruna Beber… São algumas pessoas com quem acho que dá para trair. Mas, por enquanto, a nossa relação é exclusiva, a gente é muito possessiva.

G1 – O Prata escreveu que o seu talento é importante ‘no processo civilizatório’ de ‘um país em que ninguém lê’ e onde a literatura sai ‘por aí cheia das mesóclises’. Já tinha se dado conta disso?
Gregório Duvivier –
Gosto muito de literatura desprovida de maneirismo, desprovida de frescura, vamos dizer assim. Uma literatura que se pareça com a linguagem oral, que se pareça com a vida. É uma das coisas que definem um pouco minha poesia. Às vezes, as pessoas tentam escrever poesias impermeáveis ao mundo, sabe? Uma poesia que seja muito interior ou então que seja muito literata… Quero fazer uma poesia que se comunique com o maior número de pessoas.

O Paulo Henriques Britto, meu professor na faculdade, dizia: “Na Rússia, as pessoas enchem o estádio para ouvir um poeta”. Acho que a poesia tem esse poder. Acredito nisso e batalho por isso. E a gente mesmo no Brasil tem poetas incríveis e populares, como Vinicius, como Manuel Bandeira. Acho que é neles que eu me miro, sabe? Os grandes poetas populares.

 

O ator, humorista e escritor Gregório Duvivier (à esq.) e o escritor Antonio Prata (Foto: Renato Parada/Divulgação/Companhia das Letras)

O ator, humorista e escritor Gregório Duvivier (à esq.) e o escritor Antonio Prata (Foto: Renato Parada/Divulgação/Companhia das Letras)

Concurso Cultural Literário (25)

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capaportadosfundos

Forçando só um pouco a analogia, pode-se dizer que a história do humor brasileiro foi uma espécie de desnudamento progressivo, e já me explico. Ele foi deixando pelo caminho peças de roupa e adereços: o colarinho largo e o nariz vermelho do palhaço de circo, a roupagem caipira e o dente preto das duplas sertanejas (no tempo em que as duplas sertanejas eram engraçadas de propósito), a maquiagem exagerada do cômico de teatro de revista, depois os estereótipos beirando o grotesco dos humorísticos da televisão, ou as caracterizações beirando o genial de um Chico Anysio, até chegar ao humor de cara limpa, sem adereços, sem roupa diferente e sem nenhum dente faltando do stand-up.

A turma do Porta não se priva de apelar, vez que outra, para fantasias – de super-heróis, de profetas barbudos, de Jesus Cristo –, mas a maior parte do seu humor é feito por pessoas normais em roupa de todo dia (em situações anormais e dementes, é verdade, mas poderiam ser você e eu). O tal desnudamento progressivo do humorismo brasileiro que deu na geração do Porta, filha da internet, também deu na valorização da palavra, no texto acima de tudo.

Nunca antes o humor brasileiro tinha sido tão ousadamente inteligente. Só posso imaginar um prazer maior do que ler estas transcrições de sketches (ainda se diz sketches?), muitos dos quais já se tornaram clássicos: participar de uma reunião de criação da turma. Mesmo com o risco de ter que sair numa maca depois de tanto rir.

Luis Fernando Verissimo

Vamos sortear 2 exemplares de “Porta dos Fundos“.

Para participar, use a área de comentários e defina em apenas uma palavra o trabalho do Porta dos Fundos.

Lembrete: se responder via Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 28/10 às 17h30 neste post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

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Parabéns aos ganhadores: Carlos Eduardo Barzotto, Fernando V. Menotti e Simone Silva. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Acessório permite ler livros em tablets enquanto se corre em esteiras

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‘Run-n-Read’ faz tela de tablet se ajustar à visão durante corrida. Projeto tenta colocar aparelho à venda por US$ 55 nos EUA.

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'Run-n-read' permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

‘Run-n-read’ permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

Um acessório promete ajudar quem gosta de correr em esteiras e ler livros no formato digital no iPad, adaptando a tela aos olhos do usuário e facilitando a leitura. Chamado de “Run-n-Read” (corra e leia, em tradução), ele possui um sistema que consegue fazer o texto na tela “pular” em sincronia com os olhos durante a corrida.

O acessório pode ser colocado na cabeça, usando uma faixa, ou na gola da camiseta. Usando um aplicativo, a tela do tablet – que é colocado no painel da esteira –  e o sensor entram em sincronia, fazendo com que, aos olhos do corredor, a tela fique estática na mesma posição, mas, na realidade, ela está acompanhando o movimento dos olhos durante a corrida.

Para avançar uma página, basta tocar uma vez no aparelho e, para retroceder, são dois toques.

O acessório funciona com tablets com sistema iOS e Android e será vendido nos Estados Unidos por US$ 55. A Weartons, que criou o clipe, tenta arrecadar fundos para conseguir lançar o aparelho comercialmente (clique aqui para acessar o site).

 

Bienal do Livro do RJ começa nesta quinta-feira e espera receber 600 mil pessoas

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Com 27 autores estrangeiros, programação homenageia a Alemanha e terá um novo espaço dedicado a debates sobre futebol

Jovens folheiam livros em estande da 15ª Bienal do Livro, em setembro de 2011 Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Jovens folheiam livros em estande da 15ª Bienal do Livro, em setembro de 2011 Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

André Miranda em O Globo

RIO – Com um pé na Alemanha e outro no futebol, a XVI Bienal Internacional do Livro do Rio começa hoje, no Riocentro. O evento terá mais de cem debates e bate-papos com autores, sendo que 27 deles convidados estrangeiros, como Mia Couto, Javier Moro, Nicholas Sparks, Emily Giffin, James Hunter e César Aira. A expectativa dos organizadores é que cerca de 600 mil pessoas passem pelo centro de convenções até o dia 8 de setembro, encerramento da Bienal.

Como país homenageado, a Alemanha trouxe uma delegação de escritores, ilustradores, editores e agentes para a cidade. Um dos principais nomes do grupo é Ilija Trojanow, autor de “O colecionador de mundos” e “Degelo” (ambos da Companhia das Letras). O ex-jogador de futebol Michael Ballack também veio para o evento. O estande alemão tem 400 mil metros quadrados — de um total de 55 mil divididos em três pavilhões da Bienal —, e terá abertura oficial hoje, às 18h, com a presença de Wilfried Grolig, embaixador da Alemanha no Brasil; Sônia Jardim, presidente da Bienal do Livro; Wolfgang Bader, diretor do Instituto Goethe; e Marifé Garcia Boix, vice-presidente da Feira do livro de Frankfurt. Em outubro, será a vez de a Feira de Frankfurt ter o Brasil como país homenageado.

— Os editores alemães estão muito interessados no mercado brasileiro. Este ano, mais de 40 editoras de língua alemã estão publicando romances brasileiros — diz Marifé. — Muitas estão fazendo isso pela primeira vez. Então nós podemos afirmar que o interesse alemão nos autores e na literatura brasileiros é imenso.

Porta dos Fundos no Domingo

A programação cultural da Bienal manteve as já tradicionais mesas do Café Literário e do Mulher e Ponto, espaços montados para receber autores em conversas com o público. Uma novidade, porém, é a criação do Placar Literário, onde a euforia do brasileiro com o futebol será debatida: hoje, por exemplo, a diretora do Museu da Imagem e do Som do Rio, Rosa Maria Araújo, e o diretor do Museu do Futebol de São Paulo, Leonel Kaz, vão falar, às 19h, sobre como o futebol e a música popular vêm ganhando atenção nos estudos da cultura brasileira.

Outra novidade é o Acampamento na Bienal, um espaço interativo criado para jovens leitores. Nele, estarão nomes como Felipe Neto, Eduardo Spohr, Isadora Faber, Corey May e Raphael Draccon. No domingo, às 15h, a equipe do portal de humor Porta dos Fundos vai falar com o público numa sessão intitulada “Como entrar pela porta dos fundos e sair pela porta da frente?”.

Os ingressos para a Bienal, à venda na bilheteria do Riocentro ou no site www.ingressomais. com.br, custam R$ 14 por pessoa, sendo que estudantes e maiores de 60 anos pagam meia-entrada. Hoje, o horário de funcionamento é das 13h às 22h, mas a partir de amanhã a Bienal fica aberta entre 9h e 22h nos dias úteis, e entre 10h e 22h nos fins de semana.

dica do Ailsom Heringer

Padre deixa o inferno para trás

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Kairós sobe, Inferno desce e a internet vira livro

Cassia Carrenho, no PublishNews

kairos capa4acapa 3.inddO livro Kairós (Principium) voltou a subir no altar, mandando Inferno (Arqueiro) para o 3º lugar da lista geral. Em 2º lugar assumiu A culpa é das estrelas (Intrínseca), que já havia discretamente fincado seu pé nas primeiras posições. O interessante é que a diferença das vendas entre os três primeiros foi bem pequena. Do 1º para o 2º lugar, a diferença foi de apenas 75 exemplares; do 2º para o 3º lugar, 236.

Mas um novo fenômeno vem sacudindo as listas do PublishNews: sucessos do YouTube. Começou com o lançamento do livro Porta dos fundos (Sextante), na semana passada, que nessa ganhou a companhia do Não faz sentido (Casa da Palavra/LeYa), do vlogueiro, ator e engraçadinho Felipe Neto.

A lista infantojuvenil é a que menos mudou nos últimos meses. O eterno livro de miss, O pequeno príncipe (Agir), não apenas não some nunca da lista, como chegou essa semana ao 1º lugar. Outra curiosidade é a concentração de autores na lista infanto-juvenil: dos 20 livros, 6 são do autor Jeff Kinney, com a série Diário de uma banana (Vergara&Riba), outros 6 de Rick Riordan, com a série do herói Percy Jackson (Intrínseca) e 3 livros são da autora Paula Pimenta, dois da série Minha vida fora de série (Gutenberg), e O livro das princesas (Galera Record) em que é co-autora.

Outras novidades na semana foram: em ficção Amante finalmente (Universo dos livros); autoajuda, Bolsa blindada (Thomas Nelson Brasil) e A arte da sabedoria (BestBolso).

No ranking das editoras, as três primeiras posições mantiveram-se iguais: Sextante, Record e Intrínseca, respectivamente.

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