Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged furto

UFRJ sofre o maior furto de livros raros do Brasil

0
Biblioteca Pedro Calmon

Biblioteca Pedro Calmon

 

Ray Santos, no Jornal Dia Dia

A antiga Biblioteca Central da Universidade do Brasil – atual Biblioteca Pedro Calmon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que abriga raridades do tempo do Império – foi furtada no ano passado, e agora, terminado o levantamento do que sumiu das prateleiras, o que se descobriu é um espanto: o maior furto de livros raros já registrado no País.

Desapareceram 303 obras raras, entre elas os 16 volumes da primeira edição dos Sermões de padre Antônio Vieira (1610) e quase toda a Coleção Brasiliana do acervo, composta por livros de viajantes europeus que registraram flora, fauna e costumes do País dos séculos 17 ao 19. Sumiram preciosidades como Expédition dans les parties centrales de l’Amérique du Sud (1850-1859), do naturalista inglês Francis de Castelnau, com centenas de litografias pintadas à mão; e um livro do etnógrafo alemão Thomas Koch-Grümberg, pioneiro da fotografia antropológica, com 141 fotos de indígenas da região do Rio Japurá, na Amazônia, retratados entre 1903 e 1905. O principal alvo foram obras com gravuras, que costumam ser cortadas a navalha e vendidas separadas.

A suspeita é de que o furto tenha se desenrolado durante os meses de uma reforma no prédio, em 2016. As estantes foram fechadas com bolsas de plástico preto – e foi dentro delas que os ladrões trabalharam.

A princípio, o crime parecia pequeno. Dois criminosos – Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 44 anos, ex-estudante de Biblioteconomia envolvido em furtos de livros desde 1998, e Valnique Bueno, seu comparsa – foram presos pela polícia paulista em novembro, por furtar obras das Faculdades de Arquitetura e Direito da Universidade de São Paulo (USP). Como havia com eles cinco raridades da UFRJ, deu-se o alarme na Praia Vermelha. Hoje, seis meses depois, entende-se a dimensão do crime, bem maior do que a dezena de exemplares. No mercado, pode-se ter ideia de valores: apenas os 27 livros apontados como “mais raros” entre os furtados valem entre R$ 380 mil e R$ 500 mil, segundo um avaliador.

“O ladrão sabia o que roubar, não pegou a esmo”, diz o delegado Marcelo Gondim, da Delegacia de Atendimento ao Turista de São Paulo, que prendeu Laéssio e o comparsa em novembro. “Câmeras de segurança mostram a dupla furtando a USP. Na UFRJ não há imagens, mas o prendemos por receptação. A ligação ao furto no Rio são os próprios livros encontrados com Laéssio e ex-libris da UFRJ jogados em uma lixeira na casa dele.” Em março, três livros da Pedro Calmon foram recuperados pela Receita – seguiam para Europa e tinham como remetente o CPF de Laéssio. Atualmente, a Polícia Federal apura o crime.

Velho conhecido

Ainda sem saber do estrago na instituição carioca, quem trabalha na área comemorou a prisão de Laéssio. Ele é velho conhecido da classe – foi condenado pelo menos três vezes por furto de livros raros e indiciado pela mesma razão “inúmeras vezes”, como indica uma decisão judicial. Os maiores acervos do País já foram suas vítimas, como Biblioteca Mário de Andrade, Museu Nacional, Biblioteca Nacional, Palácio do Itamaraty e Fundação Oswaldo Cruz, entre outros.

A maior parte dos livros nunca foi encontrada – o índice de recuperação é 40%, segundo Raphael Greenhalgh, da Universidade de Brasília (UnB), autor de uma tese de doutorado sobre os maiores furtos no País, nenhum tão numeroso quanto o da Pedro Calmon. Quando os livros retornam, é comum virem adulterados. Num crime pelo qual Laéssio foi condenado, o furto no Museu Nacional, 14 obras raras tiveram as ilustrações navalhadas.

Com o novo crime, o pessoal das bibliotecas voltou a analisar Laéssio – e o que descobriram causou revolta. A vida do criminoso vai virar filme, financiado com dinheiro público. Confissões de um Ladrão de Livros é o título do projeto, apresentado à Agência Nacional do Cinema (Ancine) pela Boutique Filmes. A agência autorizou captação de patrocínio de R$ 771 mil por meio da Lei do Audiovisual. Até aqui a produtora recebeu R$ 600 mil, da Globo Filmes e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O fato de um notório ladrão de acervos públicos receber apoio do governo para ter a vida retratada em filme levou as vítimas a se unirem para protestar. A Câmara Técnica de Segurança de Acervos do Arquivo Nacional, ligada ao Ministério da Justiça, prepara um documento de repúdio à produção. “Parece um escárnio. Nada contra filme sobre crimes, mas, ao autorizar patrocínio, a Ancine chancela os danos ao patrimônio público”, afirma Marcelo Lima, da Câmara Técnica.

A sinopse do filme também causa descontentamento. Alguns trechos: “O melhor de tudo é que Laéssio é real, de carne e osso, e sua escalada no crime pode ser atestada por matérias jornalísticas(…)” e “ao longo de sua caminhada, Laéssio compôs um portfólio incalculável(…)”.

Para as vítimas, são sinais de que o filme pode glamourizar o ladrão. “Falta só colocar nariz de palhaço nos servidores. É o fim da picada”, diz Maria José da Silva Fernandes, diretora do centro de coleções da Biblioteca Nacional. “Não é um Robin Hood dos livros. Ele os retira de uma instituição pública e vende a um particular”, afirma o ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade Luiz Armando Bagolin. “Tentei muitas vezes leis de incentivo para conservar o acervo, e nada. Agora um ladrão da cultura nacional consegue?”, indaga José Tavares Filho, bibliotecário responsável pelo acervo da Pedro Calmon.

A Boutique Filmes diz que a sinopse foi feita antes de a produção começar de fato. E o resultado não será a glamourização da vida de Laéssio (mais informações nesta pág.).

Após o furto, a UFRJ reforçou as trancas na biblioteca e está instalando novas câmeras. Quanto a Laéssio, apareceu outra novidade no início do mês: ele já respondia em liberdade aos casos da USP e UFRJ, mas foi preso de novo, no Rio, condenado pela Justiça Federal pelo furto ao Museu Nacional, em 2004. A pena é de dez anos de cadeia, por furto qualificado com agravantes como “sério menosprezo à memória nacional”.

Os que cuidam dessa memória celebraram um pouco, mas continuam céticos: a sensação geral entre os bibliotecários é de que, como um deles escreveu, “roubar livros não dá cana no Brasil”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dupla é presa por furtar livros e gravuras de USP e UFRJ

0

Bandidos aparecem em imagens da FAU, mas negam crime; um deles se faria passar por aluno e outro, por professor

Paula Felix, no Estadão

SÃO PAULO – Após dois meses de investigação, a polícia prendeu na manhã desta segunda-feira, 31, uma dupla que atuava furtando livros, revistas e gravuras em bibliotecas de universidades. Em cinco endereços ligados aos dois homens, os policiais encontraram obras que seriam das Faculdades de Direito e de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O número de objetos recuperados ainda não foi divulgado.

Segundo Osvaldo Nico Gonçalves, delegado diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) da Polícia Civil, a dupla aparece em imagens das câmeras de segurança da Faculdade de Arquitetura de Urbanismo (FAU) da USP. O registro foi feito nos dias 3, 4 e 5 de agosto e mostra os dois folheando exemplares. “As investigações começaram em agosto, quando livros foram furtados na USP. Eles só levavam livros raros. Chegaram a vender um livro por R$ 1,5 milhão e outro por US$ 30 mil. Eles procuram a Europa para vender”, afirma Gonçalves.

Apreensão. Foram recolhidas provas em cinco locais

Apreensão. Foram recolhidas provas em cinco locais

 

Em um dos locais onde os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, foram encontrados envelopes preenchidos com endereços na Bélgica. A operação foi realizada na capital e em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Um dos suspeitos já havia sido preso pelo mesmo tipo de crime, na Argentina. O outro foi preso por roubo e era foragido da Justiça.

“Um se passava por professor e o outro, por aluno. São vários livros. Tem obra do século 18 e até livros que a gente desconhecia o furto e vamos ter de identificá-los”, diz Marcelo Augusto Gondim Monteiro, delegado titular da 1.ª Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur).

Etiquetas. Segundo Monteiro, a dupla arrancava as etiquetas de identificação dos livros e esse material foi encontrado na casa de um dos suspeitos. “Parte dos livros apreendidos é da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alguns papéis que encontramos são pedaços de identificação. Encontramos livros, revistas, gravuras e anotações. É um farto material que ainda está sendo analisado.”

Após a prisão, a dupla prestou depoimento e negou ter praticado o crime. O homem que estava foragido vai retornar à prisão e foi indiciado por furto qualificado. O outro suspeito foi indiciado por furto qualificado e por receptação dolosa – este último crime por estar com três livros que funcionários da biblioteca da FAU reconheceram como parte de seu acervo.

Polícia prende quadrilha suspeita de furtar 45 celulares na Bienal do Livro

0
Celulares e notebook apreendidos com quadrilha de peruanos que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo (foto: Avener Prado/Folhapress)

Celulares e notebook apreendidos com quadrilha de peruanos que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo (foto: Avener Prado/Folhapress)

Martha Alves, na Folha de S.Paulo

Quatro peruanos foram presos na noite de segunda-feira (1) suspeitos de pertencer a uma quadrilha que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo. A polícia chegou ao grupo após investigações.

Os policiais prenderam os dois homens e duas mulheres -uma delas grávida de três meses- após o furto de celulares de visitantes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, em Santana, zona norte de São Paulo, na segunda.

Segundo o delegado Walter Ferraz, do Garra (Grupo de Repressão ao Roubos e Assaltos), o grupo costumava frequentar feiras com fluxo grande de pessoas para efetuar os furtos. Os ladrões se aproximavam da vítima, furtavam o aparelho e entregavam a outro integrante da quadrilha que guardava.

” Eles conseguiram furtar em um dia 45 celulares”, disse o delegado.

No imóvel onde a quadrilha foi presa, na região da Ponte Rasa, zona leste de São Paulo, foram recuperados os 45 aparelhos furtados na Bienal. Também foram apreendidos mais de 400 capas de celulares, óculos de sol, tablets, notebooks e câmeras furtados em outras feiras e que já tinham sido vendidos a receptadores.

O delegado disse que um dos presos confessou que as capas eram de celulares furtados que tinham sido vendidos a receptadores no bairro de Santa Ifigênia, região central de São Paulo, onde são vendidos eletroeletrônicos.

“Os celulares bloqueados eles desmontavam e vendiam as peças”, falou o delegado.

Com a prisão dos membros da quadrilha, a polícia passa também a investigar quem são os receptadores dos celulares furtados.

VÍTIMA

A advogada Karina Rachid, 27, foi uma das vítimas da quadrilha que procurou a polícia. Ela disse que foi pegar o celular na bolsa para verificar se tinha alguma mensagem quando percebeu que havia sido furtada.

Karina procurou um segurança da feira e ele disse que o celular de outras 15 mulheres também havia sumido da bolsa. Ela foi a delegacia de turismo dentro da bienal e descobriu que mais pessoas tinham sido furtadas.

“A Bienal estava lotada porque era o último dia e não estava em alerta como quando estou na rua. Não percebi o furto, eles têm muita destreza, são muito rápidos”, explicou.

Apesar de pequenos danos no celular, a advogada estava feliz por ter conseguido recuperar o aparelho que havia comprado em junho.

Publicações raras e documentos históricos são alvos de quadrilhas

1

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Acervos de livros raros nem sempre recebem do Estado a atenção devida, mas são mina de ouro para quem entende do assunto. A combinação desses fatores, descaso e valor, leva a crimes milionários.

Exemplo notório disso ocorreu em 2012, quando o italiano Marino Massimo de Caro foi preso por furtar mais de mil livros da Biblioteca Girolamini, instituição napolitana da qual tinha sido nomeado diretor meses antes.

No Brasil, bibliotecários e investigadores afirmam que furtos e roubos de livros raros se multiplicaram em dez anos, embora não seja possível mensurá-los —sobretudo devido ao silêncio de vítimas, que não raro só descobrem os crimes quando as obras reaparecem.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Mais de dez grandes casos foram noticiados no país desde 2003. Em vários, há um denominador comum, segundo os investigadores: um ex-estudante de biblioteconomia acusado de comandar uma quadrilha em todo o país (veja alguns casos acima).

Esse cenário que tem como predadores amantes dos livros, gente que em teoria gostaria de preservá-los, inspirou a americana Allison Hoover Bartlett a escrever “O Homem que Amava Muito os Livros”, lançado pela Seoman no último semestre.

O livro acompanha, ao longo da última década, a história do ladrão John Charles Gilkey e do “bibliodetetive” Ken Sanders. “Em séculos de furtos do gênero, os grandes criminosos foram clérigos ou bibliotecários, gente apaixonada por livros. Uns fazem isso por dinheiro; outros, pela impressão de que os colegas não lhes dão o devido valor”, diz a jornalista à Folha.

Gilkey tem como alvo vendedores de livros raros e como método o uso de números de cartões de crédito alheios. Foi preso e solto mais de uma vez, e sempre se beneficiou do sigilo que os colecionadores, constrangidos pelos furtos, mantêm sobre os casos.

ÁPICE

“O ano de 2003 não é apenas um ápice [no roubo de obras raras no Brasil]. Há ali uma alteração de perfil”, escreveu a pesquisadora Beatriz Kushnir, diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em artigo de 2009.

Referindo-se à descoberta, pela Polícia Federal, do furto de 2.000 itens do Itamaraty, no Rio, em 2003, ela diz que o caso “aponta para um novo alvo: papéis históricos, mais fáceis de transportar.”

“Até chegar a livros e documentos, há uma evolução. No roubo de arte sacra, é mais fácil mapear a origem. Livros e documentos são suportes com mais de uma cópia, o que facilita a desova da mercadoria”, afirma Kushnir à Folha. Ela fez pós-doutorado no tema depois que, em 2006, descobriu um furto de mais de 3.000 itens do Arquivo Geral.

Parte do acervo levado, como 87 gravuras de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), repareceu em 2007, quando foi preso pela segunda vez o homem que delegados da PF definem como o maior criminoso do gênero no país hoje.

BANCA DE LIVROS

Laéssio Rodrigues de Oliveira, 41, estudou biblioteconomia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e, no início dos anos 2000, teve uma banca de livros usados perto da Biblioteca Mário de Andrade.

Foi detido pela primeira vez em 2004, após denúncia de um vendedor que comprara dele, por R$ 2.000, “De Medicina Brasiliensi” (1648), de Willem Piso. O livro, avaliado em até R$ 70 mil, pertencia ao Museu Nacional.

Quando a polícia localizou Laéssio, achou com ele itens de instituições como o Arquivo Histórico de Blumenau e a Mário de Andrade. Meses depois, estava em liberdade.

“Creio que 90% dos casos de furto do gênero no Brasil têm a ver com Laéssio e a quadrilha dele. Comete de furtos, passando-se por pesquisador, a assaltos”, diz o delegado da Polícia Federal Fabio Scliar, que afirma ter interceptado cartas dele, de dentro da prisão, a comparsas de vários Estados.

Também delegado da PF, Alexandre Saraiva, responsável pela investigação que resultou na segunda prisão de Laéssio em 2007, destaca o conhecimento demonstrado por ele —tanto sobre obras quanto sobre o funcionamento de instituições—, o que o leva a crer que haja ajuda de funcionários nos crimes.

Dessa prisão, por tentativa de assalto à Casa de Rui Barbosa (em 2008, ainda detido, ele foi condenado por furto no Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico), Laéssio foi libertado no final de 2012.

Meses depois, Beatriz Kushnir recebeu cinco pacotes, com o nome do escritor João do Rio (1881-1921) como remetente, com alguns dos livros furtados em 2006 no Arquivo Geral.

“Minha hipótese é que há um depósito onde ele guarda o que não conseguiu comercializar. Espero que seja possível localizar esse depósito. Lá estará o acervo de várias instituições”, diz.
Saraiva diz que é preciso que as instituições reforcem sua segurança. E ressalta a necessidade de se investigar os receptadores —em geral, “pessoas de classe altíssima”.

“Esse tipo de crime acontece sob encomenda.” Muitas vezes, o material sai do país.

Laéssio responde hoje a mais de dez inquéritos. Após quase um ano em liberdade, foi detido novamente no fim de 2013, acusado de ser o mentor de um assalto à mão armada ao Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) de Campinas. Está hoje no Centro de Detenção Provisória de Hortolândia.

Vovó furtava livros em Biblioteca Pública e vendia por R$ 10

0

(Enrique Alliana/Tribuna Popular)

Rafael Marcante, na CGN

Policiais Civis do GDE (Grupo de Diligências Especiais) de Foz do Iguaçu cumpriam ontem (20) mandados de busca e apreensão de livros que foram furtados da Biblioteca Pública da cidade. Para a surpresa das equipes uma mulher de 54 anos estava com a maioria dos livros furtados.

Duas casas foram o alvo da ação, uma delas na Rua Xavier da Silva, no Centro, outra na Rua Javaé, no Jardim Festugato.

Em uma das residências os policiais encontraram 26 dos 60 livros furtados. Tudo estava na casa da vovó Maria Aparecida Sampaio Vale.

A investigação começou depois que os funcionários da biblioteca perceberam que a mulher vinha furtando os livros.

Durante a prisão da vovó, os investigadores descobriram que ela arrancava as páginas com o carimbo da biblioteca e vendia os livros a R$ 10 para uma livraria da Foz do Iguaçu.

A mulher foi indiciada por furto. Ela foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil, mas apenas prestou depoimento e foi liberada, já que não estava em situação de flagrante.

Go to Top