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De Ferguson a Paulo Coelho: Tite leva hábito de distribuir livros à seleção

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AFP PHOTO / AFP PHOTO/FELIPE OLIVEIRA

AFP PHOTO / AFP PHOTO/FELIPE OLIVEIRA

 

Dassier Marques, no UOL

Entregar livros a seus comandados e colegas é um hábito que Tite carrega há anos e já colocou em prática na seleção brasileira.

Nesta terça-feira, o lateral esquerdo Filipe Luís foi perguntado pelo jornalista Gustavo Zupak, da Rádio CBN, sobre um presente que recebeu do treinador da seleção: o livro Maktub, de autoria de Paulo Coelho. Recentemente, o auxiliar técnico Cléber Xavier, membro da comissão mais próxima a Tite, ganhou dele o livro Liderança, escrito por Alex Ferguson e Michael Moritz.

“Ele é uma pessoa que demonstrou outras vezes ser extremamente justa”, comentou Filipe Luís. “Ele me chamou e me disse que teve que tomar uma decisão, e não tem como respeitar. Meu principal objetivo é estar aqui. E quando ele falou, falou que me respeitava. Eu leio bastante, então já li o livro, como não? E com isso ele me conquistou”, explicou o lateral do Atlético de Madrid-ESP.

A ideia de Tite em setembro, quando presentou Filipe, era animar o jogador que acabara de perder a posição para Marcelo. Como o jogador do Real Madrid-ESP está lesionado, o companheiro volta a jogar na próxima quinta, diante da Bolívia.

“Todo mundo quer jogar e quem não joga não tem como reclamar, porque quem joga tem também muita qualidade. Todo mundo quer estar na seleção. A forma como ele passou e me deu de presente, conquistou meu respeito. Sou extremamente profissional, mas ele me trouxe muito mais para o lado dele, e todos querem fazer parte de um time ganhador. Me sinto com condições de brigar por uma vaga”, complementou Filipe Luís.

No Corinthians, Tite chegou a dar livros para nomes como Liedson (sobre Michael Jordan), quando virou capitão, para Paolo Guerrero (sobre José Mourinho), quando lutava para se recuperar de lesão, e para o paraguaio Ángel Romero (sobre campeões), quando estava sem oportunidades no clube.

O meia Giuliano, outro que jogará na quinta-feira, também falou sobre o treinador. “Estou acostumado com o Tite desde a época do Internacional. Ele é um excelente profissional e tem por natureza e índole ser justo, honesto, fala olho no olho com a situação. É assim que ele decidiu e age como treinador. Faz todos terem a consciência de que são importantes. Essa briga leal por posição nos motiva”, comentou.

8 livros que são obrigatórios para todo fã de futebol

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JUNE 18:  A close-up of the Brazuca match ball during the 2014 FIFA World Cup Brazil Group B match between Spain and Chile at Maracana on June 18, 2014 in Rio de Janeiro, Brazil.  (Photo by Matthias Hangst/Getty Images)

RIO DE JANEIRO, BRAZIL – JUNE 18: A close-up of the Brazuca match ball during the 2014 FIFA World Cup Brazil Group B match between Spain and Chile at Maracana on June 18, 2014 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Matthias Hangst/Getty Images)

Futebol e literatura podem muito bem caminhar juntos. Embora não precise gostar de ler para acompanhar (e gostar) de futebol, não dá para negar que há excelentes livros que têm o esporte bretão como tema.

Publicado no Torcedores

Confira abaixo oito livros que são obrigatórios para todo fã de futebol:

“Como o Futebol Explica o Mundo” (2005)

Escrito pelo jornalista Franklin Foer, “Como o futebol explica o mundo” vai muito além das quatro linhas. Aqui, o que importa são a origem de certas rivalidades, como os times sérvios Estrela Vermelha e Partizan, os escoceses Celtic e Rangers, entre outros.

“O Lado Sujo do Futebol” (2014)

Causou polêmica no lançamento ao prometer explorar os bastidores do futebol brasileiro. Se concentra nas polêmicas extracampo e expõem várias coisas controversas. Escrito por Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni, Luiz Carlos Azenha e Tony Chastinet.

“Futebol ao Sol e à Sombra” (1995)

O uruguaio Eduardo Galeano escreve sobre as belezas do futebol e seus craques. É interessante ver a abordagem do autor do famoso livro “As veias abertas da América Latina”.

“Estrela Solitária – Um brasileiro chamado Garrincha” (1995)

A biografia de Garrincha, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, é mais um daqueles livros imperdíveis não só para quem gosta de futebol, mas para quem gosta de histórias de pessoas. Vale a leitura.

“O Berro Impresso das Manchetes” (2007)

Nelson Rodrigues não é considerado um dos maiores cronistas esportivos do Brasil à toa. O livro reúne grandes textos do escritor pubicados nos anos 50.

“O Negro no Futebol Brasileiro” (1947)

O talento, aqui, é de família. Autor do livro, Mario Filho é irmão de Nelson Rodrigues. Na obra, fala sobre racismo no esporte brasileiro. Clássico.

“Guia politicamente incorreto do futebol” (2014)

Jones Rossi e Leonardo Mendes Júnior falam sobre alguns tabus, como o suposto autismo do argentino Lionel Messi e a Democracia Corinthiana.

“Jogo Sujo – O Mundo Secreto da Fifa” (2011)

O jornalista inglês Andrew Jennings se tornou persona non grata na Fifa por seu trabalho como repórter investigativo. Neste livro, ele denuncia os bastidores da entidade máxima do futebol.

O complexo de vira-latas na literatura

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Repetir frases como: “É só no Brasil” ou “Só podia ser no Brasil” apenas rebaixa o que temos como visão de mundo; não é só aqui que temos problemas. Somos humanos, e nossa capacidade intelectual de criar é compatível com a nossa dificuldade em resolver.

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Luísa G. Ferreira, no Homo Literatus

O termo complexo de vira-latas foi criado por Nelson Rodrigues diante da visão brasileira sobre o futebol, que segundo ele vacilava entre o pessimismo obtuso e a esperança mais frenética. A própria relação brasileira em defender com unhas e dentes a seleção, sempre com o ápice das vitórias, esvai-se diante de uma pequena derrapada, que não vinha a acontecer há muito tempo. Há sempre uma grande preparação para a copa; e o Brasil, sendo o “país do futebol”, permanece (pelo menos a maior parte da população) com a certeza de vencer o campeonato. Talvez, o único e mais sólido campo em que nós brasileiros sentimos orgulho, muitas vezes por simplesmente não abrimos os olhos para enxergar o que acontece ao nosso redor.

Repetir frases como: “É só no Brasil” ou “Só podia ser no Brasil” apenas rebaixa o que temos como visão de mundo; não é só aqui que temos problemas. Somos humanos, e nossa capacidade intelectual de criar é compatível com a nossa dificuldade em resolver. Ainda transformamos pequenos e simples atos, em grandes e complexos problemas. Diante das grandes diferenças de pensamento cultural, nos resta estudar, analisar para que possamos, com embasamento, discutir nossas relações, sejam regionais ou mundiais.

Por “complexo de vira-latas” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. (Nelson Rodrigues)

Como exposto, o pessimismo brasileiro corrompe o nosso desenvolvimento. Impedindo-nos de revelar nossas conquistas e abraçar o que lutamos para conseguir. Quando será possível, ler matérias positivas, sem ter que considerar como sendo comum em outros países e tão raras no Brasil? Para que isto seja possível, é preciso considerar o trabalho conjunto. Afinal, somos uma nação.

E você pode estar se perguntando: Qual é a relação disso com a literatura?

Muitas pessoas desprezam a produção literária nacional: pelo simples fato de ser nacional. Posso considerar como uma das raízes do problema os livros exigidos nas escolas. Para muitos jovens alunos (não todos), a falta de interesse surge da falta de identificação do que foi proposto durante as aulas sobre clássicos nacionais. O que acontece também, em filmes e séries; por não conseguirem situar o momento em que vivem, dentro de um contexto político e social, concluem e consequentemente generalizam: “Todos são ruins e nada disso faz sentido”. Com este pensamento em relação aos clássicos, já conhecidos pelo público, imaginem a literatura contemporânea, pouco conhecida.

Nelson diverte crianças de colégio com uma encarnação da “cabra vadia”, personagem que testemunhava entrevistas imaginárias que ele conduzia num terreno baldio (Foto: Arquivo / Agência O Globo)

Nelson diverte crianças de colégio com uma encarnação da “cabra vadia”, personagem que testemunhava entrevistas imaginárias que ele conduzia num terreno baldio (Foto: Arquivo / Agência O Globo)

De acordo com Nelson, o brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-lata. Uma vez que nos convençamos, seremos capazes de libertar a capacidade de mudar o que precisa ser mudado; e reconhecer o que já construímos diante de tantos empecilhos.

Ainda diante do problema, Nelson Rodrigues finaliza sua crônica:

Insisto: — para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.

Para concluir, recomendo os vídeos abaixo, o primeiro baseado no texto de Ernest Cline sobre a visão egoísta dos seres humanos que se acham superiores, negando sua real natureza como primatas (resumindo: Somos macacos). A ideia do vídeo exprime bem a discriminação criada em cima de coisas comuns, que fazem parte de nossas vidas. E o segundo, um pequeno documentário sobre a crônica de Nelson Rodrigues. Sinceramente, considero o complexo de vira-latas na literatura como mais uma das pedras que nós mesmos colocamos em nosso caminho, pedras estas formadas pela ignorância e falta de conhecimento. Por isso, além de entender estes erros é preciso que vejamos de uma vez por todas, que o real problema não é o Brasil, e sim, os brasileiros; porque a mudança depende de nós.

Existem bilhões de galáxias no Universo observável.

Em cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas… Em uma dessas galáxias, orbitando em uma dessas estrelas se encontra um pequeno planeta azul… E este planeta é governado por um bando de macacos.

Documentário:

Até quando esta visão pessimista definirá a produção e dispersão da literatura brasileira?

Colômbia e Brasil empatam quando a tabela é entre futebol e letras

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Gabriel García Marquez, ícone da literatura colombiana, morto no último mês de abril

Gabriel García Marquez, ícone da literatura colombiana, morto no último mês de abril

Mauricio Stycer, no UOL

O duelo entre Brasil e Colômbia, nesta sexta-feira, no Castelão, vai opor seleções com números e conquistas muito diferentes ao longo da história do futebol. A paixão pelo esporte, porém, é praticamente a mesma entre brasileiros e colombianos. E, curiosamente, os dois países também empatam em outro quesito: a pouca tradição de boa literatura sobre o mundo da bola.

É verdade que tanto a Colômbia quanto o Brasil tem troféus a exibir nesta área. O prêmio Nobel Gabriel García Márquez (1927-2014), no início de sua carreira como jornalista, escreveu vários textos sobre o assunto. Em 1950, descreveu as façanhas do brasileiro Heleno de Freitas, então atuando pelo Junior Barranquilla.

“O esporte mais popular do país, que desperta tantas paixões, ainda não produziu um grande romance”, diz ao UOL Esporte o escritor Rafael Gutierrez, autor do romance “Como se tornar um escritor cult de forma rápida e simples”. “Há várias tentativas, mas poucos alcançaram um grande nível”.

No Brasil, grandes escritores, como Graciliano Ramos e Lima Barreto, desprezaram o futebol, mas outros até se aventuraram, como Jose Lins do Rego, por exemplo. O gênero que mais rendeu bons textos sempre foi a crônica. E foi neste terreno que dois irmãos se destacaram – Mário Filho e Nelson Rodrigues.

“Acho que uma coisa que sempre intimidou os escritores foi o fato de nossa crônica esportiva ser tão boa”, diz o jornalista e escritor Sergio Rodrigues, autor de “O Drible”, elogiado romance, recém-publicado também na Espanha e, em breve, na França.

Gutierrez cita alguns autores colombianos mais recentes que se aventuram pelo tema. Caso de Ricardo Silva Romero, autor de “Autogol” (gol contra), um romance que recria a história de Andrés Escobar, zagueiro da seleção colombiana, autor do gol contra que eliminou sua equipe na Copa de 94, assassinado pouco depois em Medellín.

Além de García Márquez, o craque Heleno de Freitas inspirou outro escritor colombiano, Andrés Salcedo, a escrever o romance “El día en que el fútbol murió”. Outro jovem autor, Juan Esteban Costain, se aventurou pelo romance histórico com “Calcio”.

São alguns poucos exemplos apenas, diz Gutierrez, reconhecendo que por ser “algo tão presente e tão importante na vida da Colômbia”, o futebol deveria estar mais bem representado pela literatura.

Sergio Rodrigues tem outra explicação para a produção relativamente modesta de livros sobre o assunto. “Qualquer esporte é difícil de ser tratado pela literatura. O esporte é uma narrativa pronta, com vitórias, derrotas e dramas. Os personagens reais já tem estatura de mito. Isso torna difícil o trabalho do escritor”, diz.

Ainda assim, a pedido do UOL Esporte, Rodrigues elaborou uma lista de cinco livros essenciais sobre futebol. Anote:

1.”O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho.

2.”Anatomia de uma derrota”, de Paulo Perdigão, sobre a final da Copa de 1950.

3.À sombra das chuteiras imortais”, uma reunião de crônicas de Nelson Rodrigues selecionadas por Ruy Castro.

4.”Febre de Bola”, de Nick Hornby.

5.”Futebol ao sol e à sombra”, de Eduardo Galeano.

E boa leitura.

Confira cinco livros sobre futebol para ler durante a Copa

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Seleção inclui obras publicadas em diferentes épocas no Brasil. Aproveite e divirta-se

 

Publicado no IBahia

A Copa do Mundo 2014 está a todo o vapor. Nesse período surgem séries de músicas, filmes, programas de TV e, claro, livros, que, de alguma maneira, abordam o universo do futebol. O iBahia selecionou cinco romances que retratam essa modalidade esportiva capaz de despertar tantas paixões. Confira!

1. ‘Água-mãe’, de José Lins do Rego
Esse escritor paraibano era apaixonado por futebol e transpôs para as páginas dos seus livros toda essa paixão. Flamenguista, membro da Academia Brasileira de Letras, ‘Zélins’, como era conhecido entre os amigos, narra em ‘Água-mãe’ a trajetória de um craque dos gramados que é esquecido quando se machuca e tem de deixar o campo.

2. ‘O drible’, de Sérgio Rodrigues
Lançado no ano passado, o livro de Rodrigues começa com pai e filho dissecando em vídeo o quase gol da Copa de 1970, no jogo entre Brasil e Uruguai. Tostão acerta um passe para Pelé, mas a bola vai para fora em vez de ir para o gol.

3. ‘O segundo tempo’, de Michel Laub
Por meio do Campeonato Brasileiro de 1989, o livro narra o drama de um garoto de 15 anos, que vê a própria família arruinar. Apesar de o seu time preferido não obter sucesso, ele utiliza o futebol como válvula de escape da triste realidade.

4. ‘O último minuto’, de Marcelo Backes
O ex-técnico de futebol João, o Vermelho, está na cadeia e conta a sua história para um seminarista carioca, repassando a sua trajetória no esporte. Backes conta que aproveitou sua experiência como jogador e técnico amador.

5. ‘O paraíso é bem bacana’, de André Sant’anna
O romance tem como protagonista Muhammad Mané, ou Manoel dos Santos, alemão recém-convertido ao Islamismo e promessa do futebol alemão. O livro apresenta as maiores fantasias de quem deseja alcançar o estrelato por meio do futebol.

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