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Ser bom em games agora garante vaga em universidade da Coreia do Sul

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(Fonte da imagem: Reprodução/GG Chronicle)

(Fonte da imagem: Reprodução/GG Chronicle)

Estudantes ganharão vaga em conceituada instituição para estudar em laboratório de e-sports

Luccas Monteiro,  no TecMundo

Sabe aquela história de que alunos dos Estados Unidos que são bons em esportes acabam entrando em universidades não por conta das notas altas, mas por serem bons jogadores de beisebol, basquete ou futebol americano? Algo parecido está prestes a acontecer na Coreia do Sul, mas com games.

Segundo o Kotaku, a Chung-Ang University, uma das dez melhores universidades da Coreia do Sul, passará a aceitar alunos com habilidades em jogos de computador ou títulos competitivos em e-sports. É isso mesmo: por lá, os alunos terão uma ótima desculpa para virar a noite jogando em vez de ficar com a cara nos livros.

Os alunos aprovados farão parte do Departamento de Ciência Esportiva da universidade. Até o momento, ela realiza estudos com esportes tradicionais, como futebol, basquete, beisebol e golfe, mas 2015 é o ano de estreia dos e-sports como atividade individual para admissão no local.

Ser bom em games agora garante vaga em universidade da Coreia do Sul (Fonte da imagem: Reprodução/Chung-Ang University)

Por enquanto, faltam detalhes sobre o processo, sobre qual o “currículo” que deve ser apresentado ou as notas mínimas para ingressar no programa – mas você pode ter certeza que muitos sul-coreanos já sonham em estudar sem tirar os olhos do computador.

Livro do jogador Sócrates está na gaveta há dois anos

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Publicado por Folha de S.Paulo

Dois anos após a morte de Sócrates (1954-2011) –ídolo do Corinthians, capitão da seleção de 1982 e um dos mais emblemáticos jogadores de futebol da história do país–, um livro de sua própria autoria ainda está engavetado.

Com o título “Jogo, Ciência, Drogas e Aculturação”, a obra, de cerca de 200 páginas, foi deixada aos cuidados da viúva do jogador, a empresária Kátia Bagnarelli. O texto, não exatamente uma autobiografia, é um registro de memórias entremeado por comentários analíticos.

Bagnarelli diz que há interesse de lançar o volume pela editora Prumo, de São Paulo, mas que a decisão depende da autorização de familiares, incluindo os filhos de Sócrates (são seis, sendo um menor de idade).

Sócrates comemora gol pelo Corinthians no Campeonato Paulista de 1981, no Morumbi (Folhapress)

Sócrates comemora gol pelo Corinthians no Campeonato Paulista de 1981, no Morumbi (Folhapress)

Segundo um dos herdeiros, o advogado Gustavo Vieira de Oliveira, 36, o assunto ainda está sendo discutido por toda a família, inclusive pelo também ex-jogador Raí, 48, irmão de Sócrates.

Oliveira afirma que não há previsão para o lançamento. Um dos motivos do atraso, afirma, é a estratégia de não lançar o livro enquanto o foco estiver sobre os eventos relacionados à Copa do Mundo.

“O público anseia pelo livro para 2014, mas essa confusão cria um aspecto popularesco, algo fácil, e Sócrates nunca foi assim”, diz Oliveira. “A memória dele é mais forte do que o evento. Há que se ter uma estratégia, os fãs merecem esse cuidado.”

Sóstenes Oliveira, irmão de Sócrates, diz que não há preocupações da família em relação ao conteúdo do livro. “Somos lentos mesmo”, afirma.

ÁLCOOL

De todo modo, o jogador não fala dos problemas com o álcool –apenas narra episódios regados a cerveja.

Futebol é a questão central do livro, sob a ótica de um sujeito politizado e crítico das relações profissionais dentro dos clubes. No passeio literário por sua carreira, conta que testemunhou episódios de racismo nos clubes e reclama de jogadores que usavam drogas. Com humor, assume-se como um homem feio e relembra momentos da adolescência: descreve grupos de garotos que dividiram com ele campinhos amadores.

Ele fala, ainda, de como jogos de futebol se tornaram mais previsíveis com o tempo e estabelece, como marca da última década, um cenário mais técnico que criativo.

“O surgimento de um gol, o mais das vezes, é quase que um acidente de percurso, pois as equipes em geral possuem preocupações defensivas que extrapolam em muito as parcas estratégias ofensivas”, escreve.

Há passagens em que o ex-jogador faz análises sob pontos de vista médicos. Comenta, por exemplo, a transformação física pela qual o jogador Ronaldo passou no início de sua carreira.

“A tendinite nos patelares nada mais foi que fruto de distorções de desenvolvimento. Acompanhadas é claro de doses nem sempre homeopáticas de anti-inflamatórios.”

Em linguagem coloquial, também deixa impressões e experiências com o amor. Casado três vezes, conta que chegou a pegar quatro voos entre Rio e São Paulo num mesmo dia, só para ver uma namorada. (GUSTAVO FIORATTI)

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TRECHO

Todos sabem do cancro que é o consumo de drogas em nossa sociedade contemporânea e a extensão de seus estragos.

O que é inadmissível é a forma como as pessoas que lidam com o futebol recebem este fato: sempre com a suada missão de tentar escondê-lo e “preservar” seus atletas. (…)

Ora! Nós temos que ser mais realistas e enfrentar os problemas como eles o exigem: com maturidade e discernimento.

Se o exame comprova o uso desta ou de outras drogas é porque o jogador fez, sim, o uso delas de alguma forma e em alguma ocasião.

Trecho de “Jogo, Ciência, Drogas e Aculturação”, de Sócrates

Livro didático infantil sugere que meninas possuem “afinidades” com atividades como “lavar louça” e outras

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Cecilia Garcia, no Literatortura

O lendário professor John Keating, do filme “Sociedade dos Poetas Mortos” inicia uma de suas aulas pedindo para que os alunos rasguem uma parte do manual que é antiquada, retrógrada e até mesmo patética. Honestamente, estou vendo o dia em que esta postura será pré-requisito rasgar páginas de livros didáticos antes de poder dar aula.

O último tiro no pé foi um material da Editora Positivo.

Num exercício de seu material, havia o desenho de um menino e de uma menina, além de uma lista de atividades que devem ser ligadas ao gênero que mais tiver “afinidade” a elas. Pede para ser um fiasco, é claro. Só para se ter uma idéia, as atividades incluem os afazeres domésticos, cuspir no chão, usar saia ou biquíni, jogar futebol ou usar brinco e cabelo comprido. Como ligar estas atividades a um gênero específico? Como ligar afinidade a qualquer tarefa a um gênero? A discussão, embora pareça cansativa, já que estamos em pleno século 21, não poderia ser mais atual e pertinente.

Após a explosão de comentários nas redes sociais, a Editora Positivo fez uma declaração. “Esclarecemos que em nenhum momento a finalidade deste exercício é impor padrões ou corroborar com estereótipos de gênero. A atividade, vale mencionar, é parte de um contexto onde o objetivo é justamente promover o debate para combater relações autoritárias e questionar a rigidez dos padrões. O manual do professor, que acompanha todos os livros da coleção, contém orientações ao docente para conduzir essa atividade. Com o objetivo de evitar más interpretações, no início deste ano a Editora Positivo enviou às escolas conveniadas um adendo para esta atividade.”

É claro que não é minha intenção dizer que a intenção da equipe ao criar este exercício era reforçar valores antigos relacionados a homens, mulheres e gênero. No entanto, esse tipo de exercício faz isso mesmo assim. Imagine um professor tendo que lidar com esta bomba em sala de aula, com algumas dicas e instruções do material, como se este exercício fosse a coisa mais natural do mundo, para uma faixa etária preparada para esta discussão. Não é. Em um Ensino Médio já haveria polêmica, imagine para Fundamental I.

Como faz para explicar que menino também ajuda a limpar a casa, e que, se quiser, pode usar, brinco e cabelo comprido? Além disso, e pior ainda, como se explica que menino é que joga futebol enquanto a boneca é só das meninas? O enunciado não propõe que haja mais de uma possibilidade para cada resposta. Isto é, o aluno é forçado a pensar que as atitudes precisam ser atribuídas a apenas uma das figuras, o que, por exemplo, implica em associar lavar louça a um gênero (quando poderia ser aos dois) e cuspir no chão a um outro gênero (quando, honestamente, não deveria ser a nenhum! Que nojo!).

Na melhor das hipóteses, faltou sutileza. Na hipótese que eu acredito, foi um exercício de extremo mau gosto baseado em princípios ultrapassados, mas que ainda vogam em rodinhas, sob o bom e velho estigma de “É brincadeirinha”. Tem que ser dito, com todas as letras: não é “brincadeirinha” dizer que a mulher lava louça e cuida da casa – é retrógrado. Não é “piada” dizer que homem cospe no chão e tem que curtir carro e futebol – é machista. Isso precisa ser entendido, definitivamente.

Exercício na íntegra: aqui.

Walmart abandonado vira biblioteca gigante

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

A Walmart, nos EUA, não é exatamente conhecida pelas melhores políticas de trabalho, atendimento ao cliente ou mesmo por melhorar a qualidade da economia das localidades onde se instala.

Além disso, nos Estados Unidos, a empresa é uma entre tantas a deixar milhares de enormes galpões abandonados ao longo do País, alguns com o tamanho de dois campos de futebol.

A Walmart ocupa 6,4 milhões de metros quadrados nos Estados Unidos com suas estruturas com importantes impactos ambientais.

Porém, pelo menos um desses prédios abandonados encontrou uma boa finalidade: foi transformado na maior biblioteca de um único andar daquele País.

É em McAllen, no Texas. A biblioteca tem 11 mil metros quadrados e foi idealizada pelo escritório de arquitetura Meyer Scherer & Rockcastle.

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Copa de Literatura Brasileira promove disputa bem-humorada entre livros

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Primeira fase do torneio começa na próxima terça-feira com confrontos diretos entre as obras

Fernanda Oliveira no Diário Catarinense

Copa de Literatura Brasileira promove disputa bem-humorada entre livros Daniel Conzi/Agencia RBS

Copa de Literatura: torneio inspirado no futebol premia melhor narrativa longa recente Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS

Depois de muita espera e ansiedade da torcida, na terça-feira o Brasil assiste ao início da Copa. Mas não a de futebol, naturalmente, e sim a de literatura.

Em vez dos pelo menos 4 mil metros quadrados do campo, a etérea realidade virtual. No lugar de times bem treinados, uma penca de livros. Dos gramados para a biblioteca, chega à quinta edição a Copa de Literatura Brasileira, o evento mais futeboleiro das letras do país.

Os concorrentes foram pré-selecionados pelo júri a partir da lista de narrativas nacionais longas publicadas entre 2011 e 2012. Entre os participantes, jogadores de peso como o vencedor do Prêmio Jabuti, Nihonjin, e o recente trabalho de João Gilberto Noll, Solidão Continental.

Outro forte concorrente é O Céu dos Suicidas, de Ricardo Lísias, que venceu a 4ª Copa com O Livro dos Mandarins pelo placar de 8×2. Lísias admite que não foi fácil chegar à final em 2011.

– Foi difícil. No começo não me sentia muito à vontade, não conhecia bem o terreno e estava ainda frio na competição. Aos poucos fui me aclimatando, o pessoal foi vendo o que eu podia e cheguei bem na final. Acho que fui crescendo durante o torneio – comenta o atual campeão, que destaca também O Sonâmbulo Amador como candidato à taça – simbólica – deste ano.

Na primeira fase da competição, 16 títulos se enfrentam em oito confrontos, livro contra livro: cada partida tem como juiz um crítico literário, que decide o vencedor em voto público e justificado – uma resenha, na verdade.

Após as quartas de final, a etapa de repescagem coloca frente a frente os perdedores das oitavas, ressuscitando mais quatro times. Os vencedores das quartas enfrentam os repescados naquela que foi batizada de rodada zumbi.

Daí pra frente é semifinal e a grande decisão, no dia 29 de outubro, na qual todos os jurados votam. Os jogos – a publicação dos textos no www.copadeliretarura.com.br – acontecem às terças e sextas-feiras, ao estilo Série B do Brasileirão.

– Nos anos anteriores, o estilo mata-mata deixava muitos livros com a opinião de somente um jurado. Isso será diferente em 2013 – garante Lu Thomé, que organiza a competição ao lado de Lucas Murtinho e Raphael Dyxklay.

O escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder, que apita o penúltimo jogo das oitavas, considera a Copa mais democrática que os prêmios literários.

– Os jurados emitem suas opiniões, fazem suas resenhas e as pessoas acompanham passo a passo. A Copa não tem fins lucrativos. É independente, não tem patrocínios, só apoiadores – defende Schroeder.

Quanto ao prêmio, quem ganhar a Copa não vai receber medalha nem dinheiro. Leva para casa as quatro resenhas positivas e o título oficial de campeão, a ser batido no próximo torneio.

Confira livros, datas e jurados dos jogos da primeira rodada da Copa:

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