Contando e Cantando (Volume 2)

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Livros da Fuvest estão disponíveis para download gratuito

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As obras foram disponibilizadas em parceria com um site de estudos

Publicado no R7

 Agora é só questão de ler esses clássicos Sérgio Neves/15.10.2009/Estadão Conteúdo

Agora é só questão de ler esses clássicos Sérgio Neves/15.10.2009/Estadão Conteúdo

Estão disponíveis para download gratuito quatro dos nove livros obrigatórios para o vestibular da Fuvest 2017, exame de ingresso para a Universidade de São Paulo (USP). A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Educação, que disponibiliza os títulos em uma parceria com o site universia (www.universia.com.br).

A lista obrigatória da Fuvest inclui “Iracema” (José de Alencar) “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (Machado de Assis), “A cidade e as Serras” (Eça de Queirós), “O Cortiço” (Aloizio de Azevedo), “Capitães da Areia” (Jorge Amado), “Vidas Secas” (Graciliano Ramos), “Claro Enigma” (Carlos Drummond de Andrade), “Sagarana” (Guimarães Rosa) e Mayombe (Pepetela).

Veja o resumo dos livros disponíveis para download:

Iracema: romance indianista, narra a relação proibida entre Iracema, índia da tribo tabajara e Martin, um dos primeiros colonizadores da região.

A Cidade e as Serras: a viagem de Jacinto Torres, morador de Paris e adepto do progresso e da civilização às Serras portuguesas de seus antepassados é o mote do livro.

O Cortiço: expoente do movimento naturalista brasileiro, a obra conta os esforços de João Romão rumo ao enriquecimento, dono de um cortiço no Rio de Janeiro.

Memórias Póstumas de Brás Cubas: o defunto-autor Brás Cubas relembra de forma irônica amores, arrependimentos e a ideia que poderia mudar a própria vida.

Negra, pobre e da rede pública fica em 1º em curso mais concorrido da Fuvest

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Moradora de um conjunto habitacional na periferia de Ribeirão Preto, Bruna diz que a opção pela medicina veio há apenas um ano. Foto: Reprodução/Facebook

Bruna Sena, 17, comemora o 1º lugar em medicina da USP de Ribeirão, o mais concorrido da Fuvest

 

Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

É com uma frase provocativa estampada em uma rede social que Bruna Sena, 17, primeira colocada em medicina da USP de Ribeirão Preto, carreira mais concorrida da Fuvest-2017, comemora e passa um recado de sua conquista: “A casa-grande surta quando a senzala vira médica”.

Negra, pobre, tímida, estudante de escola pública, criada apenas pela mãe, que ganha R$ 1.400 como operadora de caixa de supermercado, Bruna será a primeira da família a interromper o ciclo de ausência de formação superior em suas gerações. Fez em grande estilo, passando em uma das melhores faculdades médicas do país.

A mãe, Dinália Sena, 50, que sustenta a casa desde que Bruna tinha nove meses e o pai deixou o lar, está entre a alegria e o pavor. Tem medo que a filha seja hostilizada. “Por favor, coloque no jornal que tenho medo dos racistas. Ela vai ser o 1% negro e pobre no meio dos brancos e ricos da faculdade.”

Já a filha mostra-se tranquila. Acredita que será bem recebida e tem na ponta da língua a defesa de sua raça, de cotas sociais e da necessidade de mais oportunidades para os negros no Brasil. “Claro que a ascensão social do negro incomoda, assim como incomoda quando o filho da empregada melhora de vida, passa na Fuvest. Não posso dizer que já sofri racismo, até porque não tinha maturidade e conhecimento para reconhecer atitudes racistas”, diz a caloura.

“Alguns se esquecem do passado, que foram anos de escravidão e sofrimento para os negros. Os programas de cota são paliativos, mas precisam existir. Não há como concorrer de igual para igual quando não se tem oportunidade de vida iguais.”

GEORGE ORWELL

Para enfrentar a concorrência de 75,58 candidatos do vaga, Bruna fez o básico: se preparou muito, ao longo de toda sua vida escolar. “Ela só tirava notas 9 ou 10. Uma vez, tirou um 7 e fui até a escola para saber o que tinha acontecido. Não dava para acreditar. Falei com o diretor e ele descobriu que tinham trocado a nota dela com um menino chamado Bruno”, orgulha-se a mãe.

George Orwell, autor do clássico “A Revolução dos Bichos”, fábula que conta a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos, está entre os favoritos da garota, que também gosta de romance e comédia e é fã da série americana “Grey’s Anatomy”, um drama médico.

No último ano do ensino médio, que cursou pela manhã na escola estadual Santos Dumont, conseguiu uma bolsa de estudos em um cursinho popular tocado por estudantes da própria USP, para onde ia à noite. “Minha escola era boa, mas, infelizmente, tinha todas as dificuldades da educação pública, que não prepara o aluno para o vestibular. Falta conteúdo, preparo de alguns professores. Sem o cursinho, não iria conseguir.”

Segundo Bruna, que mora em um conjunto habitacional na periferia de Ribeirão Preto, vários de seus colegas de escolas nem “nem sabem que a USP é pública e que existe vestibular para passar”.

Com ajuda financeira de amigos e parentes, Bruna fazia kumon de matemática, mas o dinheiro não deu para seguir com o curso de inglês. “Tudo na nossa vida foi com muita luta, desde que ela nasceu, prematura de sete meses, e teve de ficar internada por 28 dias. Não tenho nenhum luxo, não faço minhas unhas, não arrumo meu cabelo. Tudo é para a educação dela”, declara a mãe.

Ainda segundo Dinália, “alguns conhecidos ajudaram. Uma amiga minha sempre dava livros para ela. Uma vez, essa amiga colocou R$ 10 dentro de um livro para comprarmos comida e escreveu: ‘Bruna, vence a vida, não deixe que ela te vença, estude'”.

Bruna Sena, 17, estudou a vida toda em escola pública e é defensora das cotas sociais

Bruna Sena, 17, estudou a vida toda em escola pública e é defensora das cotas sociais

FUTURO

A opção pela medicina aconteceu há cerca de um ano, por influência de professores do cursinho popular que frequentou o CPM, ligado à própria Faculdade de Medicina da USP-Ribeirão. “Claro que não sei ainda qual especialidade pretendo seguir, mas sei que quero atender pessoas de baixa renda, que precisam de ajuda, que precisam de alguém para dar a mão e de saúde de qualidade”, declara.

Engajada na defesa de causas sociais como o feminismo, o movimento negro e a liberdade de gênero, a adolescente orgulha-se do cabelo crespo e de sua origem, mas é restrita nas palavras sobre o pai, que não paga pensão e não a vê há anos. “Minha mãe ralou muito para que eu tivesse esse resultado e preciso honrar isso. Sou grata também a minha escola, ao cursinho. Do meu pai, nunca entendi o desprezo, me incomoda um pouco, mas agora é hora de comemorar e ser feliz.”

Prova de português da Fuvest 2017 foi menos difícil que a da 1ª fase, dizem professores

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Segundo professores ouvidos pelo G1, questões não estavam fáceis, mas foram menos difíceis que as da primeira fase aplicada em novembro, que surpreendeu pelo nível de dificuldade.

Ana Carolina Moreno, no G1

A prova de português e redação da segunda fase da Fuvest 2017 foi menos difícil do que as questões objetivas da primeira fase, e que a prova da segunda fase da edição anterior, segundo afirmaram ao G1 professores de cursos pré-vestibulares de São Paulo. Neste domingo (8), mais de 20 mil candidatos foram convocados para responder a dez questões de língua portuguesa e literatura e escrever uma redação. Foi o primeiro de três dias de prova na etapa final de seleção dos calouros da Universidade de São Paulo (USP) e da Santa Casa de São Paulo. A prova teve quatro horas de duração e, segundo a Fuvest, o índice de abstenção do primeiro dia foi de 8,5%.

De acordo com Claudio Caus, professor de português do Cursinho da Poli, “não é uma prova fácil, mas não estava tão difícil quanto a primeira fase indicava que seria, e quanto a segunda fase do ano passado”. Segundo ele, as questões de português da primeira fase da Fuvest 2017, que foi aplicada em novembro, estava “cavernosa”.

Maria de Lourdes Cunha, professora de literatura do Curso e Colégio Objetivo, afirma que o fato de a primeira fase ter sido muito difícil pode ter levado a Fuvest a “frear” o nível de dificuldade. “Tiraram o pé do acelerador”, comparou ela. Maria de Lourdes lembra, porém, que o fato de a prova não estar tão difícil não significa que ela foi fácil. “Foi uma prova para bons leitores, para bons alunos”, resumiu ela.

Para Eduardo Calbucci, supervisor de português do Anglo, o grau de dificuldade da prova foi semelhante ao da segunda fase de anos anteriores, mas, como a prova da primeira fase tinha sido mais difícil, poderia haver a expectativa de que o padrão se repetiria.

Para Caus, do Cursinho da Poli, “a Fuvest continua tendo uma certa exigência de conteúdo, mas também com demanda de reflexão, exige do aluno senso crítico que se sobrepõe ao conteúdo”.

Gramática

Os professores afirmaram que a Fuvest seguiu exigindo conceitos de gramática, ainda que não no modelo tradicional, que já foi abandonado em anos recentes. “Gramática caiu de uma forma muito interessante, muito inteligente”, afirmou o professor Heric Palos, coordenador de língua portuguesa do Colégio Etapa. “Há tempos o gramatiques não faz mais parte do exame. A Fuvest primou neste ano por esse tipo de questão. Às vezes você ouve as pessoas falando que mão cai mais gramática no vestibular. Está aí a Fuvest para provar que cai, sim. Toda a base gramatical está lá. A questão dos tempos verbais, colocações pronominais, voz passiva, pontuação, figuras de linguagens, tudo está lá. É muito bonita a prova, muito bem feita.”

Uma questão de figuras da linguagem mereceu destaque dos professores. A questão 01, que trouxe a transcrição de um vídeo narrado pela atriz Camila Pitanga sobre a Amazônia, pediu que os estudantes soubessem o que é uma prosopopeia, ou seja, quando seres inanimados ganham sentimentos humanos. “Na hora que eu personifico a floresta, transformo a floresta em gente, o sofrimento dela fica mais chocante, mais impactante”, afirmou Palos.

Literatura

Os professores afirmaram que a Fuvest seguiu seu padrão, ao dedicar 60% da prova de português à língua e à linguagem, e 40% à literatura. Neste ano, quatro livros da leitura obrigatória foram abordados: “Mayombe”, de Pepetela, “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, e “Sagarana”, de Guimarães Rosa, com o conto “A hora e a vez de Augusto Matraga”.

Para o professor Claudio Caus, do Cursinho da Poli, a principal surpresa desta lista foi “Mayombe”. “Já não era tão esperado porque foram três questões na primeira fase, mas a obra se repetiu nessa”, disse ele.

Maria de Lourdes, do Objetivo, lembra que, assim como em anos anteriores, estudantes que não leram a obra por completo até poderiam arriscar esboçar uma resposta em duas das quatros questões. “Uma questão de ‘O cortiço’ foi sobre o determinismo. Se o aluno teve uma orientação de um professor, ele poderia responder sim, mas lendo só o resumo não pode. As questões não são sobre a história, são sobre o entendimento da história. É para o aluno refletir”, explicou ela. “Só a história não cai no vestibular. O que o Joãozinho fez quando Pedrinho abriu a porta? Isso não cai mais.”

Redação

Segundo os professores, a única parte da primeira prova da segunda fase da Fuvest que chegou a surpreender foi a redação. Eduardo Calbucci, do Anglo, essa foi a maior diferença entre outras edições da prova.

“O que teve diferença substancial em relação ao ano passado foi a redação. Foi bem diferente em relação ao formato da prova. A redação usou, no ano passado, uma coletânea de textos com uma proposta difícil, sobre utopia, mas tinha quatro fragmentos para fazer a formulação. Nesse ano havia apenas um texto e uma explicação da banca sobre ele. O candidato tinha que usar mais o repertório dele para conseguir fazer a redação”, disse ele.

A professora Maria de Lourdes, do Objetivo, acredita que o tema deu mais abertura aos estudantes. “Ele podia ir pela linha política, da educação, da religião, da família, podia ter amplitude”, disse ela. Por isso, a produção da redação pode ter sido facilitada.

Caus, professor do Cursinho da Poli, lembra que, “apesar de Kant ser um filósofo considerado bastante hermético e complexo, o texto usado na prova não era muito difícil”.

De acordo com Heric Palos, do Etapa, a tradução do texto o tornou acessível aos estudantes, e o tema “O homem saiu da menoridade?” tem uma relação um pouco menos velada com as questões sociais do que temas abordados nos últimos três anos do vestibular da USP. “Nos três últimos exames havia uma relação mais direta entre a proposta e questões sociais. Agora a relação é um pouco mais velada, mas está dentro da proposta também.”

Segundo os professores, a abertura da abordagem na prova de redação permitiu que os candidatos usassem seu repertório pessoal para redigir o texto, mas, por outro lado, um erro que pode descontar pontos é se o candidato abordou aspectos demais e acabou tocando no assunto apenas de forma tangencial.

Fuvest 2017: Inscrições para o vestibular começam nesta 6ª-feira

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Candidatos aprovados no vestibular 2016 na Universidade de São Paulo (USP) recebem trote com tintas e confetes (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Candidatos aprovados no vestibular 2016 na Universidade de São Paulo (USP) recebem trote com tintas e confetes (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

 

O prazo para os candidatos interessados começa às 10 horas de amanhã e termina às 23h59 do dia 8 de setembro

Publicado na Veja

O período das inscrições para a Fuvest 2017 começa nesta sexta feira às 10 horas da manhã. Segundo a Fundação Universitária para o Vestibular, responsável por organizar o vestibular, o prazo para os candidatos realizarem a inscrição no site termina às 23h59 do dia 8 de setembro. Este ano, a taxa custa 160 reais e pode ser paga até 9 de setembro, no horário comercial dos bancos. Em 2015, os candidatos deveriam pagar de 145 reais para realizar a prova. O resultado do pedido de isenção da taxa será divulgado também amanhã.

Nesta edição, serão selecionados 8.734 alunos para carreiras na USP e 120 para os cursos de medicina na Faculdade Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Em 21 de novembro ocorre a divulgação dos locais da primeira fase e as provas de conhecimentos gerais serão aplicadas em 27 de novembro. Já em 19 de dezembro, a Fuvest vai disponibilizar a lista dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que ocorre nos dias 8, 9 e 10 de janeiro. Os portões se abrem 12h30 e fecham às 13 horas.

Sisu na Usp

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e a Escola de Comunicação e Artes (ECA) já decidiram destinar parte de suas vagas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que prevê a entrada de candidatos pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Escola Politécnica (Poli) reservou 10% das vagas no sistema de seleção, sem destinar vagas exclusivamente para os alunos oriundos do ensino público.

O número de vagas no Sisu subiu de 1.996 para 2.338.Em comparação com o vestibular 2016, houve um aumento de 45%.

Obras obrigatória
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Em março deste ano, os organizadores também divulgaram a lista de livros que os estudantes devem ler para realizar a prova. Estão relacionadas para a seleção deste ano nove obras, e a novidade é o romance Mayombe, do autor angolano Pepetela. É a primeira vez que um escritor africano aparece na relação da Fuvest.

Lista de leituras da Fuvest 2017 comprova a pobreza do ensino de literatura no Brasil

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De nove livros, somente há um de poesia e nenhum escrito por uma mulher

Caio Tardelli, no Blasting News

Divulgada em março deste ano, a lista de leituras obrigatórias da Fuvest 2017 expõe a pobreza com que o ensino de literatura é tratado no Brasil. Com somente um livro de poesia e sem englobar movimentos relevantes, como Parnasianismo e Simbolismo, a lista tem um total de nove livros de leitura obrigatória aos vestibulandos que pretendem ingressar na Universidade de São Paulo (USP) e na Santa Casa. Eis todos os livros requisitados:

Iracema – José de Alencar
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
O Cortiço – Aluísio Azevedo
A Cidade e as Serras – Eça de Queirós
Capitães de Areia – Jorge Amado
Vidas Secas – Graciliano Ramos
Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade
Sagarana – João Guimarães Rosa
Mayombe – Pepetela

O primeiro ponto que salta aos olhos é a irrelevância da poesia na lista. Embora seja inegável a importância de Carlos Drummond de Andrade para o verso contemporâneo brasileiro, o país teve vários poetas considerados relevantes mundialmente, entre eles, Cruz e Sousa e Castro Alves. Não dar espaço à produção poética brasileira para dar absoluta ênfase aos romances empobrece a visão dos estudantes acerca da literatura brasileira e da produção cultural do país. É evidente também que a não inclusão de algum cânone poeta de Língua Portuguesa, como Camões e Fernando Pessoa, beira o inexplicável.

Outra falha essencial na lista é a exclusão absoluta do Simbolismo, Parnasianismo e da literatura colonial. Uma rápida análise das opções da Fuvest nos leva a perceber que “estudos literários” no vestibular resumem-se, basicamente, ao Realismo, Naturalismo e Modernismo, incluindo um relevante (mas controverso) exemplo de Romantismo (José de Alencar). Mais ainda: a temática de todos os livros (com exceção do angolano Mayombe, Eça de Queirós e de Carlos Drummond de Andrade) paira na construção e revelação de identidades e características nacionais. Não há nada sobre Modernismo lírico de Guilherme de Almeida ou sobre a prosa íntima de Clarice Lispector. A literatura no Brasil, como sabemos, não começou com Machado de Assis, terminou com Drummond ou tem como temática exclusiva as definições dos ‘brasis’.

Embora a lista da Fuvest 2018 já apresente a obra de uma autora – Helena Morley, em substituição ao livro de Jorge Amado -, soa-nos curioso o fato de não haver escritoras do nível de Lispector, Cecília Meireles ou Gilka Machado. A popularidade vinda das redes sociais por meio de citações da autora de “A Hora da Estrela”, por exemplo, facilitaria o diálogo do aluno com a obra.

É evidente que, num limite de nove livros, não é possível englobar toda a literatura brasileira e esse objetivo pode ser incluído no estudo geral das letras brasileiras (porém, tal estudo também foca nos modernistas). Mas sabemos que o vestibular, que é a equivocada finalidade do ensino médio, tem uma função importante na divulgação da arte e, com certeza, se houvesse um equilíbrio maior entre os gêneros, movimentos e autores, a cultura no Brasil seria melhor compreendida em sua amplitude e, sem dúvidas, mais valorizada.

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