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Educadores indicam os 10 mandamentos para a véspera do vestibular da Fuvest

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Dicas vestibular FUVEST

Publicado no SEGS

Especialistas do Grupo A Educacional dão dicas para estudantes que farão a prova no domingo

Neste domingo, 30 de novembro, cerca de 140 mil estudantes devem participar da primeira fase do vestibular da Fuvest. Ao todo, serão 90 questões de múltipla escolha. Os convocados para a segunda fase farão mais três provas de caráter analítico-expositivo, em 4, 5 e 6 de janeiro de 2015. Educadores do Grupo A Educacional, que reúne cinco escolas espalhadas pela cidade de São Paulo, elaboraram 10 mandamentos para os estudantes, todos voltados aos momentos que antecedem e aos dias de prova.

1- Arejar a cabeça na véspera das provas: não adianta se desesperar e começar a folhear livros aleatoriamente; o momento agora é de distrair-se com outras atividades. O nervosismo só atrapalha;

2- Alimentação adequada: na véspera da prova, se alimentar com comidas leves e no dia é muito importante comer corretamente, sem sair de casa de barriga vazia e nem exagerar; frutas e sanduíches leves são recomendados;

3- Lembrar de levar todos os itens necessários: documentos, comprovante de inscrição e caneta devem estar à mão na hora de sair de casa, para evitar esquecimentos;

4- Chegar adiantado ao local da prova: principalmente se você não conhece o trajeto até o local onde fará a prova, é muito importante que saia de casa com cerca de 3 horas de antecedência, considerando que pode acontecer imprevistos durante o caminho;

5- Eliminar as questões das áreas que você domina: se você é fera em exatas, por exemplo, comece por as matérias desta área; deixe as que requerem mais tempo para o final;

6- Distribuir bem o tempo: calcule o tempo da prova e divida-o pelo número de questões, assim terá uma média de quanto tempo pode demorar em cada teste;

7- Fazer um intervalo durante a prova: pode parecer arriscado, mas às vezes o simples fato de ir rapidamente ao banheiro e lavar o rosto pode renovar o ânimo;

8- Focar em você: pode ser que o seu vizinho de prova esteja tranquilo, escutando música, ou pode ser que ele esteja devorando livros. Não se deixe contaminar pelo comportamento dos outros, foque na sua preparação;

9- Não tentar calcular a nota: ao final da prova, é bem provável que a maioria dos estudantes estejam discutindo quais questões acertaram e erraram. Não tente adivinhar a sua nota, você já deu o seu máximo;

10- Acreditar em você: o nervosismo é natural, mas lembre-se que você se preparou para esta prova da melhor maneira. Mantenha o otimismo.

Ex-aluno da rede pública fará Fuvest para atuar na melhoria da educação

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Paulo Henrique de Lima é bolsista de escola particular de São Paulo.
Prova da primeira fase da Fuvest vai ser neste domingo (30).

Vanessa Fajardo, no G1
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Paulo Henrique de Lima, de 18 anos, é um dos 141.888 candidatos inscritos para a prova da primeira fase da Fuvest que ocorre neste domingo (30). Ele tentará uma vaga no curso de economia para no futuro trabalhar na área da educação, seja na esfera pública ou no mundo corporativo. O candidato fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o vestibular da Unicamp e ainda prestará Insper e Fundação Getulio Vargas.

A vontade de ajudar a melhorar a educação do Brasil é reflexo da própria história de Paulo Henrique. Ele só deixou a rede pública de ensino no segundo ciclo do ensino fundamental porque foi aprovado em uma seleção acirrada que garantiu uma bolsa de estudo em uma escola particular, a Santo Américo, em São Paulo, por meio do Ismart – instituição que apoia jovens de baixa renda com excelente desempenho acadêmico.

Na escola particular mescla o terceiro ano do ensino médio com o cursinho pré-vestibular e sente mais preparado para encarar a maratona de provas. “A educação é o único meio para mudar de vida e sair da mesmice, pois permite a evolução das pessoas”, diz.

Antes de efetivar a matricula na escola Santo Américo, Paulo passou por uma fase de adaptação em que teve de conciliar as aulas na rede pública e na particular ao mesmo tempo. Mas como sempre foi muito dedicado, diz que não problemas com o desempenho escolar.

“As minhas maiores dificuldades foi em relação ao ambiente. As pessoas tinham coisas que eu nunca tinha visto, foi um choque no início. Os três ou quatro meses iniciais foram mais problemáticos.”

A mãe de Paulo trabalha como auxiliar de limpeza, mas atualmente está afastada por problemas de saúde, o pai é autônomo. Apesar de não terem conseguindo chegar à faculdade, sempre incentivaram os filhos a estudar. Paulo tem um irmão de 16 anos. “Eles sempre deixaram claro que nossa única função enquanto criança era estudar, que o trabalho era por conta deles.”

O jovem gosta de estudar desde criança. Na infância tinha fama de perguntador entre os professores porque não deixava passar nenhuma dúvida na sala de aula. Neste ano, no terceiro do ensino médio, foco o primeiro semestre nas provas da escola para fechar o ano. No segundo semestre, os estudos foram dedicados ao vestibular. Ficava na escola das 8h até as 17h e quando chegava em casa ainda estudava mais duas ou três horas. Aos fins de semana, fazia simulados.

“Me preparei bem, acho que consigo passar. É claro que a concorrência assusta um pouco, mas é um medo bom. Um dos meus maiores problemas é que fico nervoso nas provas. Já cheguei a suar, mas fiz a Unicamp e fiquei tranquilo. Só não sei se vou conseguir manter a calma na Fuvest.”

No primeiro semestre, Paulo praticou natação e atletismo para relaxar. No segundo optou somente pelos treinos de corrida na escola. Outra válvula de escape é astronomia. Quando está muito cansado, procura vídeo ou artigos sobre o assunto para distrair. Ele garante que a atividade o ajuda a descansar.

Nesta reta final da Fuvest, no entanto, vai desacelerar o ritmo dos estudos. “Quero revisar alguns tópicos que não estou muito confiante, principalmente em biologia e português, mas pretendo descansar um pouco.”

Provas começam às 13h
A prova da primeira fase será aplicada neste domingo em 119 escolas (68 na região metropolitana de São Paulo e 51 no interior do Estado). Os portões serão abertos às 12h30 e as provas começam às 13h.

Este ano farão a primeira fase 141.888 candidatos, que disputam 11.177 vagas, sendo 11.057 de cursos da Universidade de São Paulo (USP) e 120 da medicina da Santa Casa. O resultado da primeira fase será divulgado no dia 22 de dezembro. As provas da segunda fase serão realizadas nos dias 4, 5 e 6 e as provas de habilidades específicas nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2015.

Unicamp terá lista própria de livros a partir do vestibular 2016; veja as obras

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Lista era unificada com a Fuvest há oito vestibulares

Publicado no Guia do Estudante

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) divulgou, nesta quarta-feira (30), que a prova da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) terá lista própria de livros obrigatórios a partir do vestibular 2016. A lista era unificada há oito vestibulares com a Fuvest.

Para o vestibular 2015, permanecerá ainda a lista conjunta com a Fuvest, que é a mesma dos dois vestibulares anteriores. A seleção própria da Unicamp contém 12 livros, três a mais do que era cobrado nas listas unificadas. No entanto, a Comvest destaca que, dentre as obras cobradas, seis já estão na lista deste ano.

Segundo a Comvest, as obras selecionadas terão maior diversificação de estilos literários e autores, sendo contemplados também livros mais recentes e de escritores africanos de língua portuguesa.
Confira abaixo a lista que será cobrada no vestibular 2016:

Poesia:

Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo.
Luís de Camões, Sonetos.

Contos:

Clarice Lispector, “Amor”, do livro Laços de Família.
Guimarães Rosa, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, do livro Sagarana.
Monteiro Lobato, “Negrinha”, do livro Negrinha.

Teatro:

Osman Lins, Lisbela e o prisioneiro.

Romance:

Almeida Garret, Viagens na Minha Terra.
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Jorge Amado, Capitães da Areia.
José de Alencar, Til.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Mia Couto, Terra Sonâmbula

 

Veteranos da USP dão dicas aos novos calouros aprovados na Fuvest

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Para fazer amigos, vale aproveitar as festas organizadas para os ‘bixos’.
Atividades extracurriculares também enriquecem experiência, dizem veteranos.

Estudantes da USP na Praça do Relógio, na Cidade Universitária em São Paulo (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação)

Estudantes da USP na Praça do Relógio, na Cidade Universitária em São Paulo (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação)

Ana Carolina Moreno e Vanessa Fajardo, no G1

Os mais de 11 mil candidatos aprovados na primeira chamada da Fuvest 2014 precisam confirmar suas matrículas na Universidade de São Paulo (USP) nesta terça (4) e quarta-feira (5), no site www.fuvest.com.br. Até o dia 12 de fevereiro, quando começa o período de matrícula presencial, duas novas chamadas devem ser divulgadas para convocar candidatos para vagas remanescentes.

O G1 ouviu veteranos da instituição que estudam nos campi no Butantã, Pinheiros e no Centro de São Paulo para saber que dicas eles gostariam de ter recebido quando ainda eram calouros. Veja abaixo as recomendações, truques e segredos de quem já estuda na USP para aproveitar ao máximo a experiência na universidade:

Diego Santos é veterano da educação física (Foto: Arquivo pessoal/Diego Santos)

Diego Santos é veterano da educação física
(Foto: Arquivo pessoal/Diego Santos)

Aprenda a se virar sozinho

Muito diferente do colégio, a universidade dá mais liberdade aos estudantes, mas também exige mais, segundo os veteranos. “No colégio era mais fácil, os professores ajudavam, te davam assessoria, na faculdade já é diferente porque é cada um por si. Você precisa aprender o mais rápido possível a correr atrás das coisas”, afirma Beatriz Hida, que na Fuvest 2013 foi aprovada no curso de engenharia civil, na Escola Politécnica.

Segundo ela, nas aulas da faculdade não há tempo para que um professor explique tudo “tintim por tintim”, até que todos os alunos aprendam. Além disso, os prazos de trabalhos são diferente da lição de casa do ensino médio e, por isso, cada estudante precisa organizar sua agenda.

Diego de Souza Gonçalves, que em 2014 passou para o segundo ano de educação física, alerta aos candidatos que passarem no vestibular para o curso que as provas da Fuvest foram as últimas “fáceis” que eles farão. “Seu primeiro ano será enlouquecedor e você precisará estudar de verdade”, diz.

Verônica estuda letras na USP (Foto: Flavio Moraes/G1)

Verônica estuda letras na USP
(Foto: Flavio Moraes/G1)

Deixe o preconceito do lado de fora

Famosa desde a época da ditadura militar pelo ativismo de seu movimento estudantil, a USP e suas faculdades em geral são rotuladas de acordo com as especificidades de seus cursos, professores e alunos.

Verônica Rodrigues Souza, de 22 anos, foi aprovada em letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) no ano passado, e acredita que todos os calouros e calouras, de qualquer curso, se beneficiarão caso entrem na instituição com a mente aberta.

“Acho que eles precisam entrar sem medo, sem nenhum preconceito. Esse tipo de coisa que dizem, que na Poli só tem reacionário, ou que todo mundo da FFLCH é de esquerda, que só tem barbudo andando de chinelo, essas coisas, não é verdade. Tem gente de todo tipo.”

Edelvan está no 6º ano de medicina na USP (Foto: Arquivo pessoal/Edelvan Gabana)

Edelvan está no 6º ano de medicina na USP
(Foto: Arquivo pessoal/Edelvan Gabana)

Participe dos eventos para os ‘bixos’

A maneira mais fácil de fazer novos amigos na USP são os eventos e festas organizados pelos veteranos. Algumas, como a semana de recepção, com o famoso trote, e o evento esportivo Bixusp, são feitas especialmente para a integração dos novatos. “No começo do ano dão muita oportunidade para conhecer o máximo de pessoas que você pode, é algo muito legal, e só tem no começo do ano”, avisa Beatriz Hida, da Poli.

Na medicina, no campus de São Paulo, o trote foi substituído por uma semana de recepção que inclui visitas monitoradas e churrasco com alunos de todos os anos. Aluno do 6º ano, Edelvan Gabana, de 26 anos, se lembra da semana de recepção com muito carinho. “É um momento inesquecível, o calouro é tratado como rei, todo mundo tenta ajudar, e é o melhor período para conhecer gente da própria sala e de outros anos.”

No resto do ano, não faltam cervejadas e festas que já se tornaram tradicionais em diversas unidades da USP. “Toda quinta tem Quinta & Breja na ECA [Escola de Comunicação e Artes] e se você quiser gente legal, esse é o lugar”, recomenda Diego, da educação física.

Para os mais tímidos, Diego lembra que os alunos mantêm o grupo “Spotted USP” no Facebook para facilitar a busca de pessoas interessantes encontradas nas festas ou no dia-a-dia do campus.

Wagner Coraça passou em artes visuais na USP em 2012, aos 60 anos (Foto: Flavio Moraes/G1)

Wagner Coraça passou em artes visuais na USP
em 2012, aos 60 anos (Foto: Flavio Moraes/G1)

Busque atividades extracurriculares

O engenheiro aposentado Antonio Wagner Coraça voltou à sala de aula com 60 anos para o curso de artes visuais da USP. Calouro em 2012, o agora aluno do terceiro ano recomenda que os novatos não percam tempo em descobrir as variadas oportunidades de cursos, grupos e atividades além da graduação. “A universidade proporciona uma grande gama de oportunidades, tanto de cursos paralelos de desenvolvimento, de atividades pessoais, não só dentro da especialidade que o aluno está cursando, como de todas as outras faculdades que compõem a universidade.”

No campus da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, é possível encontrar grupos de maracatu ensaiando ao ar livre, por exemplo. Além disso, as unidades oferecem cursos de extensão universitária de vários tipos. É possível, ainda participar voluntariamente de projetos sociais, como cursos de redação grátis para pessoas com baixo poder aquisitivo.

Outras facilidades para os estudantes são os cursos esportivos oferecidos no Centro Poliesportivo (Cepe), também na Cidade Universitária, onde é possível usar diversas quadras, campos e piscinas.

Viníccius Martins Boaventura estuda direito na USP (Foto: Arquivo pessoal/Viníccius Martins Boaventura)

Viníccius Martins Boaventura estuda direito na USP
(Foto: Arquivo pessoal/Viníccius Martins Boaventura)

Aproveite a vida universitária

Viníccius Martins Boaventura, de 20 anos, está no terceiro ano de direito e recomenda aos novos calouros que procurem privilegiar a vida universitária em detrimento dos estágios, principalmente o primeiro ano. “Muita gente começa a estagiar no primeiro ano, mas a faculdade abre um monte de portas lá dentro mesmo. São várias atividades extracurriculares dentro da USP que podem acrescentar mais do que um estágio.”

Aos calouros de medicina, a dica de Edelvan Gabana é aproveitar bem o primeiro ano para fazer atividades extracurriculares, porque nos anos seguintes, o curso tende a ficar mais puxado e os estudantes terão pouco tempo disponível. A recomendação de Gabana é se informar na atlética que oferece atividades esportivas que vão do beisebol, xadrez até os esportes mais tradicionais. “O primeiro ano de faculdade para os alunos de medicina é importante para que eles voltem a fazer o que gostavam antes da época do cursinho. Voltar sair, estudar idiomas, etc. Todo calouro se sente perdido, é uma sensação unânime, mas é um ano fantástico, de muito crescimento”, diz Gabana.

Como as disciplinas da grade do primeiro ano de medicina são básicas os alunos têm opção de participar das ligas, que estão vinculadas a departamentos diferentes do Hospital Universitário, e que permitem que os alunos atendam pacientes sob supervisão. “Algumas ligas são abertas ao primeiro ano e, como o início as matérias são muito básicas, essas atividades suprem a ânsia que o calouro tem da prática da medicina.”

Para quem está fora da Cidade Universitária, vale caprichar nas optativas

Em geral, o currículo dos cursos de graduação incluem horários livres para que os estudantes escolham disciplinas optativas dentro e fora de suas próprias unidades. Alunos de relações públicas podem se aventurar em matérias da física, e vice-versa. Quem estuda em campi fora da Cidade Universitária, onde fica a maioria das faculdades e escolas, pode aproveitar esses horários para frequentar o campus Butantã.

Essa é a dica que Viníccius dá aos calouros de direito. Ele diz que um lado agridoce de estudar no Largo São Francisco é o isolamento dos demais cursos. “O mais legal é tentar procurar fazer optativas em outros cursos, tem várias matérias na FFLCH e na ECA que podem complementar bastante o que vê em direito. E você vê a vida no campus, que é bem diferente.” Segundo ele, uma optativa bastante popular na FFLCH entre os alunos do direito é uma de sociologia que aborda os presídios.

Bandejão e as melhores lanchonetes

Segundo a estudante de letras Verônica, a Cidade Universitária tem três “bandejões”, como são conhecidos os restaurantes universitários com preço baixo: o central, que fica próximo aos prédios de residência estudantil, e os bandejões nos institutos de química e de física. “No próprio site da Coseas [ligada à Superintendência de Assistência Estudantil] colocam o cardápio da semana, é bom pro pessoal se organizar, e os horários são bons, bem estendidos. É a melhor opção”, explica ela. Coraça, da ECA, afirma que o bandejão central tem recebido elogios dos colegas nos últimos anos, e o preço da refeição, com suco e sobremesa, é convidativo: R$ 1,90.

Algumas unidades, como a Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis (FEA), possem restaurantes por quilo menos baratos, mas também elogiados. E há ainda uma série de lanchonetes espalhadas pelo campus. Minipizzas, churros, tapiocas e a famosa pipoca com provolone estão entre as opções para saciar a fome dos universitários.

A lanchonete da ECA, localizada atrás do prédio central, é a mais citada pelos veteranos. “Recomendaria a ECA para comer, é barato e gostoso, gosto da tapioca e do churros”, revelou a estudante da Poli Beatriz. “Tem ainda a cantina do teatro-laboratório, o pastel do lado do Sintusp, com tapioca, o restaurante do lado do CA [da ECA]”, lista Coraça.

Filho de cozinheira da USP passa na Fuvest e faz alegria da mãe

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Robson de Souza Romano dos Santos, de 18 anos, é filho de uma das auxiliares de cozinha do 'bandejão' central da USP e mora na comunidade São Remo, ao lado da Cidade Universitária; agora, ele virou calouro da USP (Foto: Caio Kenji/G1)

Robson de Souza Romano dos Santos, de 18 anos, é filho de uma das auxiliares de cozinha do ‘bandejão’ central da USP e mora na comunidade São Remo, ao lado da Cidade Universitária; agora, ele virou calouro da USP (Foto: Caio Kenji/G1)

Robson de Souza mora em comunidade próxima à universidade.
‘É maravilhoso’, diz a mãe, Francisca; ele vai cursar ciências sociais.

Eduardo Carvalho, no G1

“Não acredito que ele passou. É maravilhoso”. A frase é de Francisca Mesquita de Souza, 57 anos, auxiliar de cozinha do restaurante central da Universidade de São Paulo, o popular “bandejão”, ao saber pela reportagem do G1 que o filho caçula, Robson de Souza Romano dos Santos, de 18 anos, se tornará o primeiro da família a ingressar na USP.

Morador da comunidade São Remo, vizinha ao campus universitário na Zona Oeste de São Paulo, Robson parecia anestesiado ao ver seu nome na lista de aprovados na primeira fase da Fuvest, divulgado nesta sexta-feira (31).

Ele optou por estudar ciências sociais e pretende seguir a vida acadêmica, exercendo a profissão de professor. “É um curso que vai ajudar a me construir”, explicou, com o rosto todo pintado.

Robson com a mãe, Francisca de Souza, antes da prova da segunda fase da Fuvest, em 5 de janeiro (Foto: Flávio Moraes/G1)

Robson com a mãe, Francisca de Souza, antes da
prova da segunda fase da Fuvest, em 5 de janeiro
(Foto: Flávio Moraes/G1)

Robson soube do resultado em um colégio, junto com um grupo de alunos que aguardava (e depois comemorava) a aprovação na Fuvest.

A escolha do filho pela USP teve influência da mãe, que há 32 anos trabalha no bandejão e criou todos os seus cinco filhos com a renda desse trabalho.

Mas, segundo Francisca, o empurrão para que Robson se dedicasse aos estudos, incluindo uma bolsa em colégio privado, veio da madrinha do rapaz. “Ela se ofereceu para ajudá-lo e sou muito grata a este suporte”.

No início do mês, o G1 contou a história da mãe e do filho, que estavam ansiosos antes de Robson prestar a segunda fase da Fuvest, que aconteceu de 5 a 7 de janeiro. Na época, o estudante disse que sempre foi apaixonado pela USP, por “ficar pertinho de casa”.

Na primeira fase, acertou 76 das 90 questões, uma pontuação muito acima da nota de corte para a carreira. “Me interesso muito pelo objeto de estudo [de ciências sociais]”, disse Robson na época. Ele ainda não havia decidido em qual das três áreas do curso pretende se especializar (antropologia, sociologia ou ciência política).

Com o filho mais novo seguindo um novo caminho — três de seus cinco filhos se formaram ou ainda cursam o ensino universitário, e outro já terminou o curso técnico de mecânica –, ela espera mudar de vida logo. “Meus filhos são meninos bons. Agora estou na contagem regressiva para mudar de vida”, disse.

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