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Jovem que chorou ao perder Enem conquista vaga no direito da UFRGS

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Garota teve que superar nervosismo e gozação de colegas em cursinho.
Estudante ainda quer cursar outra faculdade e sonha em ser diplomata.

Publicado no G1

carolina

Estudante recorreu a psicólogo após perder Enem
(Foto: Carolina Medina/Arquivo Pessoal)

Depois de enfrentar um drama psicológico, a estudante Carolina Medina, 18 anos, conseguiu conquistar uma vaga na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), uma das mais disputadas do estado. Em outubro, a jovem perdeu o Exame Nacional de Ensino Médio após se atrasar para o primeiro dia de provas em Porto Alegre.

Passar no vestibular, realizado neste mês, teve sabor ainda mais especial para a jovem, depois de ouvir piadas sobre a repercussão gerada pelo atraso no Enem. Na ocasião, ela chorou ao ser entrevistada para uma reportagem da RBS TV, o que ganhou repercussão no cursinho pré-vestibular onde se preparou para as provas da UFRGS.

“Tudo me deixou ainda mais nervosa. Não conhecia ninguém no cursinho e no final virei piada. Ouvi gente dizer ‘se fosse pra ir para um show, ela teria chegado mais cedo’, entre outras coisas”, contou ao G1. Carolina relatou ter, inclusive, recorrido a um psicólogo para se tranquilizar. “No final, tudo aquilo me motivou para estudar.”

 

A jovem, no entanto, afirmou que quando chorou não tinha noção exata do peso do Enem no Vestibular da UFRGS. “Não era tanto como eu imaginava. Isso foi me acalmando também”. Carolina relatou ter obtido uma média harmônica de 639 pontos, o que lhe garantiu uma vaga para iniciar as aulas no segundo semestre. O último colocado teve 621.

Até este ano, o vestibular é a única forma de ingresso na UFRGS, mas o candidato pode escolher se deseja utilizar os resultados do Enem no cálculo da nota final. Já a partir de 2015, 30% das vagas serão destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), organizado pelo Ministério da Educação, que leva em conta as notas daquele exame.

Carolina entrou em desespero após chegar atrasada (Foto: Reprodução/RBS TV)

Carolina entrou em desespero após chegar
atrasada (Foto: Reprodução/RBS TV)

A reação ao saber do listão, divulgado nessa sexta-feira (17), foi de incredulidade “Ainda não sei como passei. Fiquei em choque em casa, recebendo ligações e lendo coisas na internet”, detalhou.

Os planos são ambiciosos: ela sonha se tornar uma diplomata. “O direito é só um primeiro passo. Quero cursar depois história e depois cursar o Instituto Rio Branco. O objetivo é trabalhar com diplomacia”, contou.

Paranaense de 17 anos é aprovado em seis vestibulares para Medicina

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‘Ainda não caiu totalmente a ficha’, conta o estudante Cezar Lorenzi.
Adolescente mora em Pato Branco e prestou vestibular pela 1ª vez.

Cassiane Seghatti no G1

Garoto prestou vestibular em sete instituições pela primeira vez (Foto: Arquivo Pessoal)

Garoto prestou vestibular em sete instituições pela
primeira vez (Foto: Arquivo Pessoal)

O paranaense Cezar Henrique Lorenzi, de 17 anos, foi aprovado em seis universidades para o curso de Medicina. O adolescente, que mora em Pato Branco, no sudoeste do estado, prestou vestibular pela primeira vez e foi aprovado em três universidades federais, uma estadual e duas particulares. Ao G1, ele contou que o grande número de aprovações foi um resultado inesperado. “Sempre achei justamente o contrário, e, por isso, busquei fazer o vestibular em um número grande de universidades”, lembra.

Até a publicação desta reportagem, Lorenzi havia sido aprovado para o curso de Medicina na Universidade Positivo (UP); na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Universidade Federal do Paraná (UFPR); e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele ainda aguarda o resultado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Ao ver minha primeira aprovação, na UP, fiquei bastante surpreso, principalmente devido à minha colocação, que foi o 5º lugar. Mas as maiores surpresas vieram quando percebi que estava obtendo aprovações nas universidades públicas. A cada resultado divulgado, eu me sentia muito feliz e chocado por ter conseguido mais uma vitória. Ainda não caiu totalmente a ficha que passei em seis, estou muito contente”, contou ao G1.

Lorenzi, que não se importa de ser chamado de “CDF” pelos amigos, acredita que parte do sucesso nas aprovações seja devido à dedicação que teve desde o Ensino Fundamental. “Sempre prestei bastante atenção nas aulas e procurei revisar as matérias em casa, fazendo muitos exercícios para fixá-las”, disse. O estudante lembra que essa rotina era diária, e que o foco dos estudos era, principalmente, voltado para as matérias em que encontrava mais dificuldade.

O estudante também credita o sucesso nos vestibulares à própria família, que sempre o incentivou. “Minha família sempre me deu muito apoio durante a minha formação como estudante, e, apesar de sempre me incentivar e de acreditar em mim, nunca me pressionou”, disse. Ele recorda que os familiares e amigos partilharam dos sentimentos de alegria e surpresa diante dos resultados, além de demonstarem orgulho.

Para os vestibulandos que ainda irão enfrentar os concursos, o paranaense ressalta que é importante ter o estudo como hábito, além de muita leitura e persistência. “A dedicação é um elemento fundamental para obter sucesso, e este, com certeza, é muito recompensador”, destacou.

Futuro
Lorenzi conta que o sonho dele, após concluir o curso de Medicina, é ser neurocirurgião. Ele admite, porém, que ainda pode mudar de ideia com o decorrer do curso, já que o curso é muito abrangente. Dentre as instituições, ele diz que ainda está indeciso. “Meu objetivo era passar na UFRGS ou na UFPR. Como acabei passando nas duas, agora ainda estou indeciso sobre qual cursar”, complementou.

‘Livros não têm que ser separados da realidade’, diz curador da Bienal da BA

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Em entrevista ao G1, João Paulo Cuenca fala sobre escolha de escritores.
XI edição do evento começa nesta sexta-feira (8) e vai até domingo (17).

Danutta Rodrigues no G1

João Pauo Cuenca é curador do Café Literário da Bienal do Livro Bahia (Foto: Danutta Rodrigues/G1)

João Pauo Cuenca é curador do Café Literário da Bienal do Livro Bahia (Foto: Danutta Rodrigues/G1)

Um espaço de reflexão sobre a identidade brasileira através da Bahia. Esse é o objetivo do romancista João Paulo Cuenca com a realização dos debates no espaço Café Literário da XI edição da Bienal do Livro Bahia.

O evento, que começa a partir desta sexta-feira (8) e vai até o dia 17 de novembro, em Salvador, no Centro de Convenções, em Salvador, vai ser palco do encontro de grandes nomes da literatura nacional e local, entre eles, João Ubaldo Ribeiro, José Carlos Capinam, Antônio Risério,  Zuenir Ventura, Antônio Torres e João Filho, e a escritora mexicana Guadalupe Nettel.

Curador do Café Literário, João Paulo Cuenca escolheu nomes de diferentes gerações para compor um dos espaços de maior destaque da Bienal do Livro da Bahia. Para a abertura do Café Literário nesta segunda-feira (8), a partir das 19h30, Cuenca elencou José Carlos Capinam e Antônio Risério, dois poetas baianos que vão falar sobre o tema O Brasil a partir da Bahia, com mediação de Miguel Jost.

Em entrevista ao G1, Cuenca também destacou a escolha dos mediadores, que, para ele, é fundamental para a condução do debate. “Eu fiz questão de escolher pessoas que eu confio e que vão encaminhar o debate para lugares interessantes. O Miguel Jost é um acadêmico do Rio de Janeiro, um dos curadores do centenário de Vinícius, e a Josélia Aguiar é uma jornalista fantástica daqui (de Salvador), biógrafa do Jorge Amado e vai participar de uma mesa junto com o Mário Magalhães, biógrafo do Marighella. Então, eu acho muito importante essa figura do mediador porque eu estou fazendo mesas e participando de sessões literárias há mais de dez anos e eu já vi muitas delas serem jogadas fora porque o mediador também não sabe conduzir o debate”, conta Cuenca.

Além dos nomes tradicionais da literatura, uma das mesas que, segundo Cuenca, promete refletir sobre os últimos acontecimentos do país, terá Bruno Torturra e Rafucko, sob mediação de Paulo Werneck, com o tema Brasil 2013 – Mídia Ninja e Ativismo Online. “Achei importante chamar o Bruno Torturra, que é o homem da mídia ninja e o Rafucko, um cyber ativista. Eles vão passar os vídeos deles e vão abrir esses vídeos para debate, vão falar da mídia hoje em dia. Eu acho que eu quis também que a Bienal fosse quente. Eu não acho que os livros têm que ser separados da realidade”, revela João Paulo Cuenca.

Homenagem
Para Cuenca, falar de identidade nacional e cultura brasileira é falar sobre a afro-descedência, que estará presente em todas as mesas da Bienal.

“O nosso Brasil começa aqui nesse lugar, quando cinco milhões de escravos negros da África desembarcaram aqui. Se a gente está falando de cultura brasileira, de identidade nacional, a gente não pode deixar de falar da afro-descendência. Está no nosso DNA cultural. Isso vai estar presente em todas as mesas que discutir esse tema, vai estar presente na mesa de Antônio Risério e Capinam, na do João Ubaldo, vai estar presente na mesa de Antônio Torres, na mesa da Ana Maria Gonçalves e do Haroldo Costa. Não dá pra fugir desse tema”, disse João Paulo.

Para a literatura baiana, o curador fez questão de incluir grandes nomes do cenário local. Segundo Cuenca, a Bienal do Livro poderia ser feita apenas com autores baianos, mas o interessante também é trazer nomes para incrementar as discussões e proporcionar o encontro com outros escritores. “Não dá pra fazer todos baianos porque também eu acho interessante que venham pessoas de fora, mas poderia ser feito também só com autores baianos. É interessante abrir um panorama. E um panorama para quem está, pra quem vai à Bienal pra ver as mesas e pra mim também. Eu vou aprender em cada um desses debates, e vou ouvir novos nomes e novas indicações para que eu faça um trabalho ainda mais interessante na próxima vez que me convidarem”, conclui.

Território Jovem
A 11ª Bienal do Livro da Bahia também reserva um espaço voltado para o público adolescente. Na abertura do espaço, a partir das 18h, o escritor Fabrício Carpinejar vai abordar o tema Borralheiros e Borralheiras: Consultório Sentimental. A curadoria do espaço é a poeta, autora de livros infantis, ensaísta e professora de literatura Suzana Vargas. (No vídeo ao lado, confira a entrevista com a curadora do espaço sobre a escolha dos temas e autores).

Para ela, o Território Jovem vai funcionar como um programa de entrevistas e vai abordar temas como drogas, relacionamentos, bullying e cyberbullying, Copa do Mundo e religião. Entre os destaques está a participação da escritora e Ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, que vai conversar com os jovens sobre os Orixás do cotidiano.

Baú de Histórias
Para as crianças, a programação especial do espaço Baú de Histórias terá o livro como protagonista de um espetáculo teatral. Com o objetivo de seguir a tradição dos “griots” (narradores africanos), as histórias serão contadas através de peças de teatro. O espetáculo vai unir a lingguagem da contação com adereços cênicos. (No vídeo ao lado, a curadora do Baú de Histórias fala mais sobre o espaço).

 

Por mensalidade baixa, brasileiro escolhe cursar medicina na Rússia

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Economia no pagamento da mensalidade de despesas foram determinantes.
Segundo a Aliança Russa. n° de interessados aumentou 40% neste ano.

Anaísa Catucci, no G1

Brasileiros que escolheram fazer o curso no exterior (Foto: Marcos Freitas/ Arquivo Pessoal)

Brasileiros que escolheram fazer o curso no
exterior (Foto: Marcos Freitas/ Arquivo Pessoal)

Apesar da polêmica sobre a revalidação do diploma de médicos formados em instituições estrangeiras para atuar em programas do governo federal como o “Mais Médicos”, dezenas de estudantes deixam o Brasil para cursar medicina na Rússia, a 11 mil quilômetros de distância e que tem temperatura média anual de 5ºC .
A experiência cultural e a concorrência nas instituições públicas são alguns pontos levados em consideração na escolha. No entanto, o chamariz que tem atraído alunos de classe média é o preço cobrado pelo curso, com uma mensalidade que equivale a R$ 920, valor inferior aos cobrados pelas faculdades particulares, que dificilmente cobram mensalidades menores do que R$ 2,7 mil.

Depois de analisar os valores, o estudante de Campinas (SP) Marcos Vinícius de Freitas resolveu encarar o desafio, enfrentar ao menos seis anos de invernos rigorosos e as dificuldades do idioma para realizar o sonho de ser médico. “Medicina sempre foi um sonho pra mim. Somando mensalidades, custo de vida, eu vou ter uma economia de 300%”, revela. Para ajudar nas despesas, Freitas contará com o apoio financeiro da família, que ficou no interior paulista.

O curso de Medicina na Universidade Estatal Médica de Kursk, que fica a 500 km de Moscou, custa US$ 2.450, em torno de R$ 5,5 mil, por semestre e é cobrada uma taxa para a reserva de alojamento, também semestral.

Segundo dados da Aliança Russa, o número de interessados pelo curso nas seleções feitas entre abril e setembro deste ano aumentou em 40% se comparado com o mesmo período de 2012, mas são selecionados de 80 a 100 estudantes. Com a conclusão do curso, o profissional também adquire o passe livre para trabalhar em toda a Europa. No caso de Freitas, a ideia é fazer uma especialização no exterior antes do retorno.

Família de Marcos no aeroporto no embarque para a Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Família de Marcos no aeroporto no embarque para
a Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Plano de estudos
Antes de iniciar o curso de graduação, os brasileiros fazem a Faculdade Preparatória e terão aulas de Ciências Biológicas em inglês, que integra o processo de adaptação à metodologia russa para praticarem o idioma oficial das aulas. A grade curricular é padrão em toda a Rússia e têm mais de 11 mil horas, sendo que a carga mínima aceita no Brasil é de 7.350 horas. A oferta de vagas para os brasileiros ocorrem de abril a outubro.

A aventura também tem suas barreiras afirma Freitas, como o preconceito, a distância da família e dos amigos. “Acho que todo mundo tem um preço a pagar para alcançar seus sonhos. Enquanto isso, só nos resta a internet mesmo para matar a saudade”, desabafa.

Atrativos
Segundo Carolina Perecini, diretora da Aliança Russa, o interesse do governo da Rússia é atrair brasileiros para apresentar a cultura. O Brasil é o único país da América Latina para o qual vagas do programa são oferecidas. A triagem dos alunos é feita por meio de currículo, notas escolares e análises de perfis com entrevistas com os interessados e os responsáveis.

Revalida
Para quem busca concluir o sonho e trabalhar no país, após superar as adversidades do período de aulas, o profissional ainda terá que revalidar o diploma para exercer a profissão. Segundo a Aliança Russa, dos três alunos formados em 2012, dois ficaram na Rússia fazendo residência médica e um fez a inscrição neste ano e passou na primeira fase. Dos 11 formados em 2013, todos estão trabalhando no programa “Mais Médicos”.

Marcos com duas amigas que irão fazer medicina na Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Marcos com duas amigas que irão fazer medicina na Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Escola nos EUA entrega diploma do ensino médio a ex-aluna de 99 anos

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Mulher largou os estudos no último ano em 1932 para cuidar da avó.
‘Me sinto mais inteligente agora’, disse a homenageada.

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua 'formatura' (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua ‘formatura’ (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Publicado por G1

Uma mulher de 99 anos do estado de Iowa, nos Estados Unidos, ganhou nesta terça-feira (24) um diploma honorário de conclusão do ensino médio depois de ter abandonado a escola há mais de 80 anos. Audrey Crabtree, da cidade de Cedar Falls, foi homenageada pela Waterloo East High School, escola que deixou em 1932 às vésperas de terminar o último ano.

“Me sinto muito mais inteligente agora”, brincou a senhora. Ela abandonou os estudos aos 18 anos depois que sofreu um acidente quando nadava, o que a deixou fora da escola por algumas semanas. Em seguida, teve de cuidar da avó que estava muito doente e não voltou mais a estudar. “Eu tinha que ter voltado para terminar meus créditos no ano seguinte”, explicou.

Audrey se casou duas vezes, montou uma empresa de flores, teve dois filhos, cinco netos e quatro bisnetos. Apesar de tudo o que Audrey construiu, a família dela percebeu que a senhora tinha uma insatisfação por não ter terminado a escola.

“Ela sempre dizia que a única coisa que lhe faltava na vida era que ela nunca tinha conseguido seu diploma”, disse Shelley Hoffman, neta de Audrey.

Os parentes entraram em contato com a escola que em uma reunião do comitê de educação entregou o diploma para Audrey. Ela recebeu uma cópia do seu último boletim e recordações de seu tempo na escola, incluindo uma jaqueta e broches. Ela também recebeu mais de 100 cartas de congratulações escritas pelos atuais alunos do ensino médio.

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