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Stephen King diz estar nervoso com continuação de ‘O Iluminado’

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Escritor conta que não gostou de adaptação para o cinema do primeiro romance e afirma que leitores estão mais difíceis de assustar.

Publicado no G1

Stephen King admitiu estar nervoso sobre a reação para seu próximo livro, uma continuação do romance de horror O Iluminado, de 1977.

Stephen King diz estar nervoso com continuação de 'O Iluminado' (Foto: BBC)Stephen King diz estar nervoso com continuação de ‘O Iluminado’ (Foto: BBC)

Em entrevista à BBC, o escritor americano disse esperar que 95% das resenhas sobre o livro Doctor Sleep (ainda sem título em português) sejam uma comparação com a obra anterior.

‘Você se depara com essa comparação e é natural que ela te deixe nervoso, porque muitas águas já passaram sob a ponte (desde o primeiro livro). Sou um homem diferente’, afirmou.

Ele disse ainda que visita sites sobre literatura na internet para saber o que os fãs estão dizendo sobre o livro mesmo antes do lançamento.

Aos 65 anos, o veterano da literatura de suspense acredita que a qualidade de seus livros aumentou desde que escreveu O Iluminado, quando tinha 28 anos.

‘O que muitas pessoas estão dizendo é ‘okay, eu devo ler (Doctor Sleep), mas não vai ser tão bom quanto O Iluminado’. Mas eu sou otimista e quero que elas mudem de opinião ao terminarem de ler. O que quero realmente é que achem melhor que O Iluminado.’

Filme ‘frio’

O autor também afirma que não gostou da versão do diretor Stanley Kubrick para O Iluminado, uma das adaptações mais famosas de seus livros para o cinema.

‘(O filme) É muito frio. Eu não sou uma pessoa fria. Acho que uma das coisas que as pessoas gostam nos meus livros é que há uma proximidade, algo que diz ao leitor ‘quero que você seja parte disso”, disse.

‘E com O Iluminado de Kubrick era como (os personagens) fossem formigas em uma fazenda, pequenos insetos fazendo coisas interessantes.’

Durante a entrevista, ele também fez críticas às performances de Jack Nicholson, que interpreta Jack Torrance, e Shelley Duvall, que interpretou sua esposa Wendy.

‘O Jack Torrance do filme parece louco desde o início. Eu tinha visto todos os filmes de motoqueiro de Jack Nicholson nos anos 60 e achei que ele estava só trazendo de volta o personagem’, afirmou.

‘Já Shelley Duvall como Wendy é um dos personagens mais misóginos já colocados em um filme. Ela basicamente está lá para gritar e ser burra, e essa não é a mulher sobre a qual eu escrevi.’

O escritor revelou que o personagem de Jack Torrance é o mais autobiográfico que ele já escreveu.

‘Quando eu escrevi o livro eu estava bebendo muito. Eu não me enxergava como um alcoólatra, mas os alcoólatras nunca se enxergam assim. Então eu o via como um personagem heroico que estava lutando sozinho contra seus demônios, como os ‘homens americanos fortes’ devem fazer.’

Assustar ficou mais difícil

Em entrevista ao editor de artes da BBC Will Gompertz, King disse ter receio de que as pessoas que leram ainda jovens sua primeira história sobre a família Torrance no Hotel Overlook tenham as mesmas expectativas com Doctor Sleep.

‘Acho que as pessoas liam aqueles livros sob as cobertas com lanternas quando elas tinham 12, 14 anos de idade e por isso tinham medo. Meu receio é que elas voltem esperando se assustar novamente como naquela época, e isso simplesmente não acontece. Eu quis escrever um livro mais adulto’, diz.

Para ele, é mais difícil assustar os leitores hoje, porque ‘eles estão mais espertos a respeito dos truques que os escritores e cineastas usam para provocar sustos’.

No entanto, o autor ainda acredita ser possível assustar as pessoas ‘de um jeito honrado, se elas se importam com os personagens’.

‘Quero que o público se apaixone por esses personagens e se importe com eles. E isso cria o suspense de que se precisa. O amor cria o horror.’

O novo livro começa um ano depois que o hotel Overlook, onde a família Torrance se hospeda, é destruído e mostra o crescimento do garoto, Danny Torrence.

‘As pessoas me perguntavam o que aconteceu com o garoto de O Iluminado. Eu fiquei curioso sobre o que aconteceria com ele, porque ele era realmente um filho de uma família disfuncional.’

Já adulto, Danny trabalha como enfermeiro em uma casa de repouso, que usa suas habilidades psíquicas para ajudar pessoas que estão morrendo a passarem deste mundo para o próximo, de acordo com o autor.

Ele conhece uma menina que tem as mesmas habilidades e é perseguida por ‘vampiros psíquicos’, que vivem da essência de crianças como ela.

 

O curioso mundo dos animais empalhados do Sr. Potter

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Livro mostra fantástica coleção de animais empalhados em cenas do cotidiano de Walter Potter, que faziam sucesso na Inglaterra vitoriana.

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Um novo livro do historiador Pat Morris e da artista Joanna Ebenstein celebra a obra, a técnica e a arte de Walter Potter, um conhecido mestre da taxidermia dos tempos da Inglaterra vitoriana — ele viveu do século 19 a início do 20 (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)

Um novo livro do historiador Pat Morris e da artista Joanna Ebenstein celebra a obra, a técnica e a arte de Walter Potter, um conhecido mestre da taxidermia dos tempos da Inglaterra vitoriana — ele viveu do século 19 a início do 20 (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)

Potter, que morreu em 1918, começou a aprender a taxidermia ainda garoto, aprendendo a preservar corpos de pássaros e animais. Logo após deixar a escola, de início à sua coleção particular (Foto: Pat Morris/Joanna Ebbenstein )

Potter, que morreu em 1918, começou a aprender a
taxidermia ainda garoto, aprendendo a preservar
corpos de pássaros e animais. Logo após deixar a
escola, de início à sua coleção particular
(Foto: Pat Morris/Joanna Ebbenstein )

As cenas de animais empalhados protagonizando uma cena cotidiana do século 19 tornaram-se ícones da Inglaterra vitoriana. Walter Popper tinha fascínio pela taxidermia e começou a aprender a arte de empalhar animais ainda garoto.

VEJA A GALERIA COMPLETA

Um novo livro do historiador Pat Morris e da artista Joanna Ebenstein celebra a obra, a técnica e a arte de Potter, que, em vida, fundou e manteve o Museu de Curiosidades do Sr. Potter, perto de Brighton, na costa sul da Inglaterra.

Com sua morte em 1918, a coleção teve vários destinos e acabou desmembrada em um leilão no ano de 2003.

O artista britânico Damien Hirst tentou comprar tudo por mais de R$ 3,5 milhões, mas já era tarde demais para o lance.

O livro “Walter Potter’s Curious World of Taxidermy”, assinado por Pat Morris e Joanna Ebenstein, foi publicado pela editora Constable, de Londres.

Esperava-se que a coleção fosse vendida inteira, mas não houve nenhuma oferta pelo acervo completo, que acabou desmembrado. O artista britânico Damien Hirst tentou comprar tudo por mais de R$ 3,5 milhões, mas já era tarde demais para o lance (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)Esperava-se que a coleção fosse vendida inteira, mas não houve nenhuma oferta pelo acervo completo, que acabou desmembrado. O artista britânico Damien Hirst tentou comprar tudo por mais de R$ 3,5 milhões, mas já era tarde demais para o lance (Foto: Pat Morris/Joanna Ebenstein)

Menina de família pobre chega à universidade aos 13 anos na Índia

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Sushma Verma vai estudar microbiologia e sonha se tornar médica. Pai vendeu o pouco que tinha para pagar os estudos da filha.

Publicado no G1

Sushma estuda na janela do apartamento onde mora com a família (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

Sushma estuda na janela do apartamento onde mora com a família (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

Em um país onde muitas meninas ainda são desencorajadas de ir à escola, Sushma Verma vive uma realidade promissora. A menina de 13 anos, de uma família pobre no norte da Índia, vai estudar microbiologia em uma universidade da Índia, depois que seu pai vendeu sua terra para pagar algumas das aulas de sua filha, na esperança de que Sushma possa ascender à crescente classe média indiana.

O pai leva Sushma para a universidade de bicicleta (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)O pai leva Sushma para a universidade de bicicleta
(Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

Filha de pais analfabetos, Sushma terminou o ensino médio aos 7 anos e obteve uma licenciatura aos 13 anos.

“Eles me permitiram fazer o que eu queria”, disse a menina à agência Associated Press. “Espero que outros pais não imponham suas escolhas sobre os seus filhos.”

Sushma tem três irmãos mais novos. A família mora em um apartamento de um quarto apertado em Lucknow, no norte da Índia. O pai dela é trabalhador da construção civil e ganha 200 rúpias (cerca de R$ 7,50). A casa não tem televisão. Seus bens mais preciosos incluem uma mesa de estudo e um computador de segunda mão. “Não tem nada a fazer a não ser estudar”, diz Sushma.

Sushma Verma com as colegas do curso de microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)Sushma Verma com as colegas do curso de
microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia
(Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

A adolescente começa na semana que vem a ter aulas na Universidade BR Ambedkar Central de Lucknow. Nos últimos dias, o pai a levou para lá de bicicleta, para que Sushma pudesse se reunir com os professores antes do início das aulas.

Ela gostaria de estudar medicina, mas pela lei só poderá fazer o curso depois que completar 18 anos.  “Então, optei por fazer graduação em microbiologia e depois vou fazer um doutorado”, disse ela.

Sushma estuda em uma escada que dá acesso ao apartamento onde mora (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)Sushma estuda em uma escada que dá acesso ao
apartamento onde mora (Foto: Rajesh Kumar
Singh/AP)

Sushma não é a primeira pessoa prodígio na família. O irmão dela terminou o ensino médio aos 9 anos e se tornou um dos mais jovens graduados em ciência da computação da Índia aos 14 anos.

Em outra família, Sushma poderia não ter sido capaz de chegar ao ensino superior. Milhões de crianças indianas ainda não estão matriculadas na escola e muitas delas são meninas cujos pais optam por manter em casa. Em algumas aldeias, as meninas são criadas para se casar.

O pai de Sushma pai vendeu seu único pedaço de terra, de 930 m² por 25 mil rúpias (R$ 910) para cobrir algumas de suas mensalidades escolares.  “Não houve oposição da minha família e amigos, mas eu não tinha nenhuma opção”, disse Tej Bahadur Verma, pai da menina.

Sushma conseguiu também uma bolsa de estudos de uma ONG, com mais 800 mil rúpias (cerca de R$ 28,5 mil). Sua história atraiu o interesse de empresários e outras instituições de caridade.  “A menina é uma fonte de inspiração para todos os estudantes”, disse o Dr. Bindeshwar Pathak, da instituição Sulabh International, que decidiu ajudar depois de ver a história de Sushma em um programa de televisão local.

Sushma vai cursar microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)Sushma vai cursar microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

 

‘Venci’, diz ex-catadora de latinhas do DF que passou em concurso do TJ

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Marilene Lopes trocou renda mensal de R$ 50 por salário de R$ 7 mil.
‘Passei um ano com uma só calcinha’, lembra a hoje técnica judiciária.

Raquel Morais, no G1

Uma catadora de latinhas do Distrito Federal conseguiu passar em um concurso para o Tribunal de Justiça estudando apenas 25 dias durante período de repouso por causa de uma cirurgia. Ela trocou uma renda mensal de R$ 50 por um salário de R$ 7 mil. “Foi muito difícil. Hoje, contar parece que foi fácil, mas eu venci”, diz. Agora, ela diz que pensa em estudar direito.

Ex-catadora de latinhas Marilene Lopes e os filhos em frente ao barraco em que moravam em uma invasão em Brazlândia, no Distrito Federal (Foto: Marilene Lopes/Arquivo pessoal)

Ex-catadora de latinhas Marilene Lopes e os filhos em frente ao barraco em que moravam em uma invasão em Brazlândia, no Distrito Federal (Foto: Marilene Lopes/Arquivo pessoal)

Sem dinheiro nem para comprar gás e obrigada a cozinhar com gravetos, Marilene Lopes viu a vida dela e a da família mudar em 2001, depois de ler na capa de um jornal a abertura das inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ela, que até então ganhava R$ 50 por mês catando latinhas em Brazlândia, a cerca de 30 quilômetros de Brasília, decidiu usar os 25 dias de repouso da cirurgia de correção do lábio leporino para estudar com as irmãs, que tinham a apostila da seleção. Apenas Marilene foi aprovada.

Nunca tinha nem fruta para comer. Eu me lembro que passei um ano com uma só calcinha. Tomava banho, lavava e dormia sem, até secar, para vestir no outro dia. Roupas, sapato, bicicleta [os filhos puderam ter depois da aprovação no concurso]. Nunca tive uma bicicleta”
Marilene Lopes, ex-catadora de latinhas que hoje trabalha no TJDF

“Minha mãe disse que, se eu fosse operar, ela cuidava dos meninos, então fui para a casa dela. Minha mãe comprou uma apostila para as minhas irmãs, aí dei a ideia de formarmos um grupo de estudo. Íamos de 8h às 12h, 14h às 18h e de 19h às 23h30. Depois eu seguia sozinha até as 2h”, explica.

O esforço de quase 12 anos atrás ainda tem lugar especial na memória da família. Na época, eles moravam em uma invasão em Brazlândia.

Marilene já havia sido agente de saúde e doméstica, mas perdeu o emprego por causa das vezes em que faltou para cuidar das crianças. Como os meninos eram impedidos de entrar na creche se estivessem com os pés sujos, ela comprou um carrinho de mão para levá-los e aproveitou para unir o útil ao agradável: na volta, catava as latinhas de alumínio.

Segundo ela, a situação durou um ano e meio, e na época a família passava muita fome. “Nunca tinha nem fruta para comer. Eu me lembro que passei um ano com uma só calcinha. Tomava banho, lavava e dormia sem, até secar, para vestir no outro dia. Roupas, sapato, bicicleta [os filhos puderam ter depois da aprovação no concurso]. Nunca tive uma bicicleta”, conta.

Mesmo para se inscrever na prova Marilene, que é técnica em enfermagem e em administração, encontrou dificuldades. Ela lembra ter pedido R$ 5 a cada amigo e ter chegado à agência bancária dez minutos antes do fechamento, no último dia do pagamento. E o resultado foi informado por uma das irmãs, que leu o nome dela no jornal.

“Tinha medo [de não passar] e ao mesmo tempo ficava confiante. Sabia que se me dedicasse bem eu passaria, só precisava de uma vaga”, diz. “Dei uma flutuada ao ver o resultado. Pedi até para minha irmã me beliscar.”

Ganhando atualmente R$ 7 mil, a técnica judiciária garante que não tem vergonha do passado e que depois de formar os cinco filhos pretende ingressar na faculdade de direito. “Mesmo quando minhas colegas passavam por mim com seus carros e riam ao me ver catando latinhas com o meu carrinho de mão eu não sentia vergonha. E meus filhos têm muito orgulho de mim, da nossa luta. Eles querem seguir meu exemplo.”

Marilene já passou pelo Juizado Especial de Competência Geral, 2ª Vara Cível, Órfãos e Sucessões de Sobradinho, 2ª Vara Criminal de Ceilândia, 12ª Vara Cível de Brasília e Contadoria. A trajetória dela inspira os colegas. Por e-mail, o primeiro chefe, o analista Josias D’Olival Junior, é só elogios. “A sua história de vida, a sua garra e o seu caráter nos tocavam e nos inspiravam profundamente.”

Servidora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal Marilene Lopes, que foi catadora de latinhas (Foto: Marilene Lopes/Arquivo pessoal)

Servidora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal
Marilene Lopes, que foi catadora de latinhas
(Foto: Marilene Lopes/Arquivo pessoal)

A técnica afirma ainda que não se arrepende de nada do que passou, nem mesmo de ter tido cinco filhos – como diz terem comentado amigos. “Ainda hoje choro quando me lembro de tudo. Eu não tinha gás e nem comida e não ia falar pra minha mãe. Se falasse, ela me ajudaria, mas achava um abuso. Além de ficar 25 dias na casa dela, comendo e bebendo sem ajudar nas despesas, ainda ia pedir compras ou o dinheiro para o gás? Ah, não. Então assim, quando passei, foi como se Deus me falasse ‘calma, o deserto acabou’.”

Da época de catar latinhas, Marilene diz que mantém ainda a qualidade de ser supereconômica. Ela afirma que não junta mais alumínio por não encontrá-los mais na rua. “As pessoas descobriram o valor, descobriram que dá para vender e juntar dinheiro”. Já as irmãs com quem estudou, uma se formou em jornalismo em 2011 e outra passou quatro anos depois no concurso do TJ de Minas Gerais, e foi lotada em Paracatu.

Dificuldades

O primeiro problema enfrentado por Marilene veio na posse do concurso. A cerimônia ocorreu três dias após o nascimento do quinto filho, em um parto complicado. A médica não queria liberá-la para a prova, mas só consentiu com a garantia de que ela voltaria até 18h30. Por causa do trânsito, a catadora se atrasou em uma hora.

“A médica chamou a polícia dizendo que eu tinha abandonado meu filho. É que eu estava de alta, mas o bebê não, e ele precisava tomar leite no berçário enquanto eu estivesse fora”, lembra. “A enfermeira ligou para a polícia do hospital e explicou a situação e aí pararam de me procurar. A médica me deixou com o problema e foi embora, no término do plantão dela.”

Resolvida a situação, Marilene e a família viveram bem até 2003, quando o marido resolveu sair de casa. O homem, que já havia sido preso por porte ilegal de arma, havia “se deslumbrado” com a situação econômica da mulher. A casa e o carro comprados a partir do salário do tribunal precisaram ser divididos.

Atualmente, ela mora com os filhos na casa de um amigo, na Estrutural, enquanto aguarda a entrega de um apartamento de três quartos em Águas Claras. Marilene tem uma moto e, junto com uma das irmãs, está pagando um consórcio para comprar um carro zero.

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