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Ouvidoria conclui que professor não ditou texto de questão sobre vibrador

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Núcleo de Educação de Cascavel encerrou investigação nesta terça (20).
Depois de suspenso, docente foi transferido para outra escola da cidade.

Núcleo Regional de Educação informou que tomou conhecimento do fato pela imprensa (Foto: CGN/Cascavel)

Núcleo Regional de Educação informou que tomou conhecimento do fato pela imprensa (Foto: CGN/Cascavel)

Fabiula Wurmeister, no G1

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cascavel, no oeste do Paraná, afirmou que o professor de matemática suspeito de pedir aos alunos para que resolvessem um problema em que eram usadas as palavras “vibrador”, “camisola” e “sex-shop” não ditou o texto para a classe. De acordo com as investigações da ouvidoria, concluídas nesta terça-feira (20), o docente propôs uma atividade em grupo e “perdeu o controle da turma”. O caso aconteceu em uma escola da rede pública estadual de Cascavel na quinta-feira (15) e denunciado pelo tio de uma aluna do 8º ano.

Segundo a assessoria de imprensa do NRE, o professor, a direção da escola da rede estadual e o tio da estudante de 12 anos foram ouvidos na sexta-feira (16). Conforme o NRE, os membros da ouvidoria e da direção também conferiram os cadernos de outros alunos da classe e nem todos tinham o mesmo texto e somente um grupo copiou o mesmo enunciado.

Ainda de acordo com a assessoria, o professor propôs uma “atividade de construção coletiva” em que os alunos tiveram a liberdade de criar o enunciado para a questão de matemática e, porém, não conseguiu reprimir um dos grupos. Ele foi advertido e orientado a como conduzir a turma em situações como esta, garantiu o NRE. O tio da aluna será comunicado sobre a conclusão do caso.

Depois de ser mantido suspenso durante as investigações, o docente, que é contratado por tempo determinado, foi transferido para outro colégio da cidade. Mesmo concluídas as investigações, o NRE deve manter em sigilo o nome do professor e da escola envolvida “por solicitação do denunciante”, como já havia anunciado em nota publicada na sexta.

Professor é suspenso após pedir que alunos calculassem preço de vibrador

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Caso aconteceu em uma escola pública de Cascavel, no oeste do PR.
Professor foi suspenso até que o Núcleo de Educação investigue o caso.

Núcleo Regional de Educação informou que tomou conhecimento do fato pela imprensa (Foto: CGN/Cascavel)

Núcleo Regional de Educação informou que tomou conhecimento do fato pela imprensa (Foto: CGN/Cascavel)

Publicado por G1

Um professor de matemática que dava aulas na rede estadual de ensino em Cascavel, no oeste do Paraná, foi afastado nesta sexta-feira (16) suspeito de pedir aos alunos para que resolvessem um problema. Na questão, ele usava as palavras “vibrador, camisola e sex-shop”.

Na atividade, o professor, que não teve o nome divulgado nem a escola onde leciona, pede para que os alunos façam uma conta para saber os preços de um vibrador e uma camisola, comprados dentro de uma sex-shop.

Em nota, a o Núcleo Regional de Educação (NRE) informou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e que, de imediato, convocou o professor para uma audiência junto à Ouvidoria do órgão. Enquanto a situação é analisada, o profissional ficará afastado das funções.

Veja a nota do NRE:
Com relação à denúncia de que um professor da rede estadual, pertencente ao nosso Núcleo Regional, teria utilizado um exemplo inadequado à idade da turma numa questão de Matemática, o Núcleo Regional da Educação de Cascavel informa que, após ter obtido a informação por meio da imprensa, de imediato tomou as providências cabíveis, isto é, convocou o professor, cuja identidade será mantida em sigilo por solicitação do denunciante, para uma audiência junto à Ouvidoria deste órgão. Enquanto se analisa o ocorrido, o profissional está afastado da função junto à escola, até completa apuração dos fatos.

Filha de Chico Mendes prepara livro com biografia do pai

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Entrevista para documentário inédito serviu de base para Elenira Mendes. Livro faz parte da celebração à memória do líder seringueiro

Eduardo Duarte no G1

Chico Mendes livro (Foto: Arquivo de família)

Chico Mendes e os filhos Elenira e Sandino (Foto: Arquivo de família)

O ano de 2013 marca os 25 anos da morte do líder sindical Chico Mendes. Para celebrar sua memória, a filha do sindicalista, Elenira Mendes, prepara um livro biográfico com base em uma entrevista inédita que Chico Mendes concedeu à documentarista norte-americana, Miranda Smith, meses antes de morrer, em 1988.

O material foi gravado em VHS poucos meses antes do assassinato de Chico Mendes e contém mais de 1 hora de uma conversa informal que, segundo Elenira, conta toda a trajetória do pai, desde a infância até suas expectativas para o futuro. “Ele faz uma retrospectiva de toda sua jornada, de uma forma muito singela, à beira da janela”, diz.

Elenira Mendes (Foto: Arquivo pessoal)Elenira Mendes conta detalhes do livro sobre o pai
(Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com Elenira, durante a entrevista, Chico Mendes fala do seu engajamento na luta em defesa da floresta e dos seringueiros e de sua preocupação em dar continuidade ao seu legado. “Ele fala que a luta não devia parar e da responsabilidade que os filhos dele e dos seringueiros deviam ter no futuro”.

Elenira conta ainda que o material cedido por Miranda Smith é o mais completo sobre a vida de Chico Mendes. “Muita coisa existe sobre ele [Chico Mendes]. Uma entrevista aqui, um vídeo e um áudio ali, mas nunca foi produzido algo onde ele pudesse dizer o que realmente queria”, comenta.

O documentário começou a ser produzido após Chico Mendes chamar a atenção da mídia internacional para a causa da defesa da Floresta Amazônica e dos prêmios internacionais que recebeu como o Global 500, da ONU, em 1987.

O livro deverá ser publicado no início de 2014 e com base no material que recebeu de Miranda Smith, Elenira pretende também finalizar o documentário e lançar, posteriormente, o filme com essa entrevista.

O livro está em fase de revisão e faz parte das celebrações à memória de Chico Mendes após os 25 anos de sua morte. “Depois de 25 anos, não podemos perder a essência da mensagem que Chico Mendes deixou para o mundo”, concluiu.

Morte de Chico Mendes
O líder seringueiro e ambientalista Francisco Alves Mendes, conhecido por Chico Mendes, morreu em 22 de dezembro de 1988, ao 44 anos, com um tiro no peito, em sua casa, no município de Xapuri (AC).

Defensor do meio ambiente, Chico Mendes já havia denunciado ameaças de morte em função de sua intensa luta contra o desmatamento e pela preservação da Amazônia.

Em dezembro de 1990, a Justiça condenou os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves Ferreira (filho de Darly), a 19 anos de prisão, pela morte do seringueiro.

Carreira de atuário, eleita a melhor nos EUA, tem mercado em alta no Brasil

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Profissional da área está sempre em contato com matemática e estatística.
Junto com crescimento da economia do Brasil, mercado também se amplia.

Vitor Tavares, no G1

Daniel e Renata se empolgaram com o curso de ciências atuariais da UFPE. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Daniel e Renata se empolgaram com o curso de ciências
atuariais da UFPE. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Quando surgiu no vestibular 2009 da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o curso de ciências atuariais ainda era uma incógnita para muita gente. Hoje, mais de quatros após o início, a graduação de nome estranho ainda para muitos brasileiros começa a despontar como carreira promissora em Pernambuco e também em todo o país. A primeira turma da instituição pernambucana formou apenas seis alunos – e todos já estão empregados, incluindo dois no Distrito Federal.

Em recente pesquisa do CareerCast.com, um site norte-americano especializado em empregos, a carreira de atuário foi eleita a melhor profissão dos Estados Unidos. A pesquisa levou em consideração cinco critérios: demandas físicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contratação. O profissional da área basicamente atua lidando e calculando riscos. Seu trabalho se aplica em pesquisas e planos de fundos de investimento, na política de gestão desses fundos, no cálculo de probabilidades e na fiscalização da previdência pública, privada e de seguros.

De acordo com o coordenador do curso da UFPE, Cícero Dias, é essencial que o estudante do curso tenha habilidade e paixão pela matemática. “A base do curso são números, estatísticas. E o curso de nossa natureza tem uma evasão muito grande, é a realidade. No nosso caso, teve muita gente que entrou no curso sem ter nenhum conhecimento, nenhuma base. Os profissionais precisam ter isso em mente, que toda hora vão estar atuando com cálculos”, informou.

Um dos seis alunos formados pelo curso foi Daniel Magalhães. Atualmente trabalhando na Reciprev, previdência social da Prefeitura do Recife, o ex-estudante se diz satisfeito com a escolha e com as oportunidades que estão surgindo no campo profissional. “Eu pesquisei bastante antes de entrar, mas ainda tinha certo receio, por ser um curso novo. Nós seríamos as cobaias. Mas me identifiquei de cara como esse perfil analítico do curso, que traz uma visão muito boa e ampla, dando várias possibilidades para nós”, falou.

O crescimento da profissão de fato é percebido no país. Qualquer cálculo feito em uma seguradora, como a possibilidade de um carro de bater ou de o indivíduo morrer, é feito pelo atuário. E isso se aplica a qualquer tipo de seguridade, como planos de saúde, e ainda em pesquisas estatísticas. “Nos Estados Unidos, eles sempre tiveram a cultura de proteção financeira muito maior do que aqui. Lá, as pessoas falam em seguro de tudo. Apesar disso, o mercado de seguradoras tem um crescimento muito grande, junto com a economia do Brasil, pelo aumento de renda das pessoas. Isso leva ao acesso a produtos que as pessoas não tinham. E quanto mais produtos, mais atuários são necessários”, ressaltou Cícero Dias.

Os atuários Renata e Daniel veem mercado aquecido no estado. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Os atuários Renata e Daniel veem mercado aquecido no
estado. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Diante da visão de um mercado em expansão, Renata Alcoforado resolveu investir na carreira de atuária, e hoje já se encontra no terceiro ano do curso. Como sempre foi apaixonada por matemática, encontrou na carreira a possibilidade de aplicação prática na utilização dos números “É um curso fácil de entrar, mas difícil de se manter e sair formado. Não tive tanta dificuldade porque já lidava com matemática antes, participando de olimpíadas. Então, acabei me encontrando na graduação”, falou.

Além do mercado de seguros, o atuário o pode se adaptar a várias demandas, como questões relacionadas à solvência de empresas e gestão de investimentos de risco em bancos e empresas financeiras. É o caso de Daniel Magalhães, que atua na gestão de investimentos da Reciprev. “Como o curso é muito versátil, com professores de diversas áreas, acaba sendo ampliada a demanda. Nós pagamos algumas cadeiras até com as engenharias, sem aplicação prática para o nosso curso. Mas isso fez com que tivéssemos uma visão maior do que o campo específico do atuário”, destacou.

De acordo com o coordenador da graduação da UFPE, cursos como ciências atuariais são muito dinâmicos, por isso todo ano tem uma reavaliação para saber o que precisa melhorar e ser modificado. O curso recebeu, em agosto, a nota 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC).

Caruaru forma primeira turma de professores indígenas de PE

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Curso de licenciatura intercultural foi criado em 2009 na UFPE.
‘Conseguimos algo que parecia impossível’, diz Lucinéa da Silva.

Pernambuco ganha a primeira turma de professores indígenas formados na universidade federal (Foto: Secretaria Estadual da Educação/Divulgação)

Pernambuco ganha a primeira turma de professores indígenas formados na universidade federal (Foto: Secretaria Estadual da Educação/Divulgação)

Cecília Morais, no G1

Lucinéa Santos da Silva, de 36 anos, é umas das alunas que compõem a primeira turma de professores exclusivamente indígenas formados na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Da aldeia Xucurú de Ororubá, de Pesqueira, no interior do estado, ela agora aguarda, com seus 151 colegas de curso, a formatura, marcada para setembro deste ano.

“A festa irá marcar uma etapa importante nas nossas vidas. É o momento em que percebemos que conseguimos algo que parecia impossível”, conta Lucinéa, que comemora também nesta sexta-feira (9) o Dia Internacional dos Povos Indígenas.

O curso de Licenciatura Intercultural no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, foi criado em 2009. Destinado à formação em nível superior de professores de escolas indígenas, foi implantado por meio de um projeto do Ministério da Educação (MEC) e envolve várias etnias do estado, como Atikum, Pankararu, Funil-ô, Kambiwá, Kapinawá, Truká, Xucuru e Pankará.

Com aulas presenciais na faculdade e nas aldeias, a graduação visa formar professores indígenas nas áreas de arte e linguagem, ciências da terra e natureza e ciências humanas. A ideia é que os professores passem agora a atuar nas próprias comunidades, trabalhando para fortalecer e preservar a identidade cultural dos povos.

Segundo Lucinéa, a experiência adquirida é importante na formação dos alunos da tribo. “Tudo o que foi aprendido será colocado em prática e irá melhorar o desempenho e auxiliar na aprendizagem dos índios”, afirma.

Lucinéa diz aguardar ansiosa pela formatura (Foto: Arquivo pessoal)

Lucinéa diz aguardar ansiosa pela formatura (Foto:
Arquivo pessoal)

De acordo com o diretor do Campus Caruaru da UFPE e um dos coordenadores do curso, Nélio Melo, a implantação da graduação teve alguns desafios. “O processo de inserção do curso na grade não foi fácil. A ideia nunca foi transformar a cultura indígena em uma cultura acadêmica e para isso foi necessário tratar de forma delicada o que ia ser ensinado para que não houvesse um conflito de realidades”, explica.

Também foi necessário selecionar professores envolvidos com a luta dos povos indígenas e que tivessem trabalhos específicos na área, diz. Para o cacique da aldeia, Marcos Xucuru, a entrada dos índios na universidade foi vista como um avanço na conquista dos direitos. “Com outros recursos talvez não consigamos chegar tão longe, mas a educação como ferramenta pode ser o caminho para a solução das demandas do povo. Além disso, queremos a ascensão educacional da nossa comunidade e a qualificação é fundamental”, afirma o líder indígena.

Choque cultural

Um outro desafio conquistado ao longo do curso foi a harmonia cultural entre os índios e os demais alunos da universidade. Segundo o diretor da universidade, no início houve alguns desentendimentos, que depois foram superados. “Os índios têm uma maneira própria de se portar. Quando aceitaram participar do curso deixaram claro a forma como agiriam. A ideia era que eles tivessem um contato com outra realidade mas sem abandonar as crenças e costumes. Para os outros alunos que nunca tinham convivido com isso o estranhamento era total”, detalha Nélio Melo.

De acordo com o professor indígena José Agnaldo Gomes Souza, de 44 anos, que participou do curso, a presença deles na faculdade chamava a atenção. “No começo foi estranho, houve discriminação, frases preconceituosas, mas depois a convivência foi ficando pacífica.”

A universidade já se organiza para abrir uma segunda turma, de acordo com Melo. “Acredito que a capacitação faz bem para todos. Há uma troca de cultura entre eles e isso é muito bom para distorcer a ideia de diferença racial apregoada há anos. Estava ciente de que precisava atender a uma demanda histórica. É direito do pobre, índio, negro ou qualquer pessoa fazer uma faculdade e sinto que com esse curso conseguimos abrir um mundo para os que foram eternamente excluídos”, afirma o diretor.

Índias professoras irão atuar nas comunidades (Foto: Secretaria Estadual da Educação/Divulgação)

Índias professoras irão atuar nas comunidades (Foto: Secretaria Estadual da Educação/Divulgação)

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