Contando e Cantando (Volume 2)

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Aprender matemática com games educativos aumenta em 34% desempenho dos alunos, revela pesquisa

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Mais de 100 colégios públicos de São Paulo e 33 mil alunos utilizam plataforma de gameficação desenvolvida pela startup israelense Matific e já colhem excelentes resultados

Ray Santos, no Jornal dia a dia

São Paulo, 17 de dezembro de 2016 – O medo da matemática pode se tornar coisa do passado no dia a dia das escolas brasileiras. Um estudo recente da Universidade de Sydney (Austrália), realizado com alunos e professores que utilizam o sistema de games educativos em seus métodos de ensino, revelou que o uso da gameficação aumenta em 34% o desempenho e o engajamento dos alunos no ensino da disciplina.

No Brasil, uma parceria entre a Diretoria de Ensino Centro Oeste (em São Paulo), a ONG Parceiros da Educação e a startup israelense Matific, especializada em gameficação para o estudo matemático desde a educação infantil até o sexto ano, viabilizou a implantação do sistema de gameficação para o ensino da matemática em 105 escolas estaduais paulistas. A plataforma é utilizada atualmente por cerca de 33 mil alunos, com mais de 320 mil jogos realizados, além de estar presente na grade curricular dos principais colégios particulares da capital paulista.

Recentemente, três escolas de São Paulo que utilizam a plataforma foram classificadas entre as dez melhores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2016), que avalia a qualidade da educação em fluxo escolar e médias de desempenho.

“Ensinar matemática por meio da gameficação substitui a visão negativa de que a disciplina é chata e difícil. A tecnologia educacional, quando bem aplicada e alinhada ao pedagógico, é uma grande ferramenta para os educadores e, ao mesmo tempo, se aproxima da realidade de uma geração que está acostumada com os sistema digitais”, comenta Dennis Szyller, Gerente Nacional da Matific no Brasil.

Como funciona
O sistema da Matific tem uma abordagem única para o ensino de matemática desde a educação infantil até o sexto ano, por meio de 1600 minijogos interativos e atividades práticas, chamados de episódios. Os episódios têm duração entre 5 e 15 minutos e buscam abordar conceitos matemáticos, habilidades ou ideias simples, bem definidas e de acordo com o currículo escolar.

A Matific é a única plataforma no mercado capaz de alinhar seus jogos com os conteúdos de cada livro/sistema de ensino. Os jogos e atividades foram desenvolvidos para facilitar o mapeamento de livros didáticos populares e o currículo padrão da matemática. Isso significa que o professor encontra os jogos na Matific organizados na sequência dos livros da Educação Matemática dos Anos Iniciais (EMAI), ou ainda dos principais livros didáticos. Além disso, todos os jogos e atividades estão organizados de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).

A Matific é uma empresa startup Israelense que desenvolveu um premiado sistema educacional de matemática, projetado por uma equipe de especialistas e professores de matemática, engenheiros de software e desenvolvedores de jogos. A pedagogia é baseada no trabalho do professor Raz Kupferman da Universidade Hebraica (Hebrew University) em Jerusalém, e do professor Shimon Schocken do Centro Interdisciplinar de Herzelia. O sistema Matific é adotado em mais de 40 países, com um milhão de alunos, três milhões de jogos executados por mês, e diversos prêmios internacionais por sua pedagogia e tecnologia.

Sobre a Matific (https://www.matific.com/bra/pt-br)
Fonte: Agência Health

Livros de youtubers viraram a grande aposta do mercado editorial

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Eles são as principais atrações da Bienal do Livro de São Paulo

Nina Finco, na Época

Era a noite do último dia 7 de julho, uma quinta-feira. Na Livraria Cultura da Avenida Paulista, uma das maiores de São Paulo, uma fila enorme se formava no interior da loja, se estendia para uma rua nas imediações e dobrava o quarteirão do centro comercial onde ela está localizada. Jovens e adultos se amontoavam para conseguir um autógrafo do autor de um novo livro. Das 19 horas até a 1 hora, 800 pessoas obtiveram seus exemplares autografados, mas alguns azarados ficaram do lado de fora. O escritor não era nenhum expoente da literatura nacional, muito menos ganhador de algum prêmio das letras. Na verdade, um dos galardões que ostenta é o Shorty Awards, o Oscar da internet.

Por trás da mesa de autógrafos estava Paulo Cezar Siqueira, o PC Siqueira, de 30 anos, um dos youtubers mais influentes do Brasil, com mais de 2 milhões de inscritos em seu canal. A seu lado estava o jornalista Alexandre Matias, que escreveu o livro PC Siqueira está morto (Suma de Letras, 248 páginas, R$ 29,90). O livro reúne narrativas nas quais PC é o personagem principal, mas é uma ficção que não deixa claro onde acaba a realidade e começa a imaginação. “Eu não queria que fosse mais um livro de youtuber, sobre carreira ou sobre minha vida”, diz PC.

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QUERIDINHA A influenciadora Maju Trindade. A forte presença nas redes sociais conquistou uma legião de fãs (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

 

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Apesar de ser um dos primeiros youtubers do país, PC está longe de ser pioneiro nessa movimentação rumo ao mundo literário. Desde o ano passado, livros de autoria de youtubers vêm tomando as prateleiras das livrarias a passos firmes. Segundo a Nielsen BookScan, empresa que monitora o mercado editorial, cerca de 33 youtubers lançaram títulos nos últimos 12 meses. Eles seguem a trilha aberta pela youtuber Kéfera Buchmann, do canal 5inco minutos. Seu livro Muito mais do que 5inco minutos (Paralela, 144 páginas, R$ 24,90) vendeu mais de 400 mil exemplares em 2015, o que colocou Kéfera em 6o lugar na lista dos dez autores brasileiros com mais vendas de livros no ano passado.Em média, um lançamento de um autor brasileiro contemporâneo fica em torno de 3 mil exemplares por edição.

Em 2016, no encalço de Kéfera, vieram Julia Tolezano, do canal Jout Jout Prazer, cujo livro Tá todo mundo mal (Cia. das Letras, 200 páginas, R$ 29,90) vendeu 35 mil cópias desde maio, e Karol Pinheiro, cuja biografia As coisas mais legais do mundo figura entre os 20 mais vendidos da lista de não ficção de 2016 da Nielsen. A mais recente integrante do clube das youtubers literárias é a transexual Amanda Guimarães, do canal Mandy Candy, que acaba de lançar a biografia Meu nome é Amanda (Fábrica 231, 136 páginas, R$ 19,50).

O YouTube surgiu como uma plataforma para vídeos amadores em 2005. O mote original era “transmita-se”. Com o tempo, o site tornou-se o palco para todo tipo de criador de conteúdo. A gama de produtos vai de videoblogs a webséries, passando por vídeos de “faça você mesmo”. Munidos de uma câmera e um programa de edição, eles contam causos da vida, comentam acontecimentos do mundo da política e da cultura, fazem piadas de si próprios, criam tutoriais de maquiagem e ensinam receitas culinárias. Tudo ao alcance de um clique.

QUIMERA PC Siqueira em seu apartamento, em São Paulo. Seu livro mistura realidade e ficção (Foto: Anna Carolina Negri)

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PC Siqueira em seu apartamento, em São Paulo. Seu livro mistura realidade e ficção (Foto: Anna Carolina Negri)

 

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Os youtubers evoluíram junto com a plataforma. Alguns canais têm audiências de fazer inveja a programas de televisão e muitos youtubers criaram suas próprias marcas. Passaram a usá-
las como trampolim para turnês, carreiras musicais, aparições em filmes e no teatro. PC, Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo e Jout Jout, que também têm contas no Instagram, no Twitter, no Snapchat, no Facebook e em qualquer nova rede social que surgir, tornaram-se estrelas com milhões de seguidores ávidos por consumir qualquer conteúdo produzido por eles. Os fãs pagam para participar de encontros com as webcelebridades na esperança de conseguir um autógrafo ou um selfie.

Não tardou para que as editoras brasileiras passassem a ver nos youtubers uma oportunidade para alavancar os negócios de um mercado com queda nas vendas e alta nos custos de produção. Como grande parte dos livros comercializados é internacional, o dólar mais caro fez com que os preços de aquisição de títulos quadruplicassem. Era preciso focar em algo local e mais barato. Para as editoras, os youtubers se tornaram uma fonte de autores nacionais acessíveis e conhecidos do público. Acabaram virando uma âncora do mercado, depois do fim da febre dos livros para colorir.

NO CONTROLE O gamer Pedro Afonso Rezende Posso. Além de divertir os jovens com seus vídeos, ele quer incentivar a leitura (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

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O gamer Pedro Afonso Rezende Posso. Além de divertir os jovens com seus vídeos, ele quer incentivar a leitura (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

 

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“O youtuber é produtor e vendedor do próprio conteúdo e traz consigo um consumidor voraz”, afirma Ismael Sousa, gestor da Nielsen BookScan Brasil. “A matemática é simples: mais conteúdo, plataformas e mídia equivalem a mais fãs e mais receita”, afirma David Craig, especialista em transmídia e professor de comunicação da Universidade do Sul da Califórnia. “Esses livros apelam para os superfãs, que querem um livro físico em suas mãos como prova de que são membros vitais da comunidade do youtuber.”

Por causa desse senso de comunidade existente entre os youtubers e os fãs, as biografias figuram entre os subgêneros mais explorados pelas editoras. No domingo do Dia dos Pais, 14 de agosto, 200 adolescentes se reuniram na praça de alimentação do Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro, para a sessão de autógrafos do livro Maju (Paralela, 168 páginas, R$ 29,90), de Maju Trindade. A youtuber fez 18 anos em junho, mas já lançou sua biografia, escrita em parceria com a escritora e ex-VJ da MTV Jana Rosa. Ainda pré-adolescente, Maju publicava vídeos no YouTube nos quais falava sobre o dia a dia na escola e suas crises – ela filmava tudo escondido com a câmera da avó.

Do YouTube, Maju migrou para outras redes sociais como (mais…)

Pokémon | Artista transforma Poké-bundinhas em marcadores de livros

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Marina Val, no Jovem Nerd

Pelo mundo viajarei tentando encontrar um Pokémon e com o seu poder a página marcar.

Pokémon é uma franquia extremamente popular desde o seu lançamento. Com inúmeros jogos lançados, animes, filmes e diversas linhas de produtos, é impossível não reconhecer pelo menos alguns dos principais monstrinhos.

Com a chegada de Pokémon Go, a febre ressurgiu e podemos esperar ainda mais itens inspirados por Pikachu, Bulbasaur, Charmander e Squirtle, como é o caso dos marcadores de páginas de Pokémon feitos pela artista ucraniana Olena Mysnyk.

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Cada um dos itens custa US$ 25 (+ frete) e está disponível na loja do Etsy.

Tomb Raider: Editora Nemo lançará em julho aventura inédita de Lara Croft

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Rodrigo F. S. Souza, no Nerd Geek Feelings

Uma das heroínas mais populares dos video games teve uma aventura inédita narrada em forma de livro pela dupla Dan Abnett e Nik Vincent, que será publicada em julho pela Editora Nemo. Mais informações sobre Tomb Raider – Os Dez Mil Imortais, que já está em pré-venda, você encontra logo abaixo:

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Tomb Raider – Os Dez Mil Imortais apresenta uma aventura inédita de Lara Croft, situada nos anos iniciais da trajetória da famosa arqueóloga aventureira. Assombrada pelas lembranças de sua provação na ilha de Yamatai, tudo o que Lara deseja é esquecer o pesadelo que se tornou sua primeira expedição. Porém ela logo se vê mergulhada numa busca frenética para salvar sua melhor amiga, Sam, dos efeitos de uma overdose suspeita que a deixa entre a vida e a morte. A solução está em um antigo e misterioso artefato capaz de curar Sam e solucionar os eventos sobrenaturais testemunhados em Yamatai. Mas Lara não está sozinha na busca por esse tesouro: um magnata nefasto, uma sociedade secreta e assassinos profissionais também desejam a poderosa relíquia. A caçada leva Lara ao redor do mundo, em meio a uma rede de conspiração, contatos suspeitos e combates mortais, enquanto ela busca a cura para sua amiga e a verdade por trás do lendário talismã.

Candidato nota mil no Enem coleciona medalhas e é vidrado em games

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Vitor Rebelo conquistou 1.008,3 pontos em Matemática.
Nas horas de folga, piauiense assiste a séries como Sherlock e Elementary.

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Publicado em G1

Com medalha de prata no Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT), em Taiwan, e destaques em olimpíadas de física e matemática, o piauiense Vitor Rebêlo, de 18 anos, um dos que conquistou nota máxima em matemática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) quer permanecer estudando em Teresina. Além de ser focado nos estudos, ele é vidrado em jogos eletrônicos, como Battlefield 3 e em seriados.

Vitor acertou 166 questões de um total de 180, além, claro da melhor nota obtida na história do Enem em Matemática: 1008,3. Na prova de Redação, ele fez 980 pontos. Outro destaque foi na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com 813,4 pontos. Vitor pretende ingressar na Universidade Federal do Piauí (UFPI), para o curso de Medicina, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com uma média de 841,8 pontos.

“Eu acho que é um grande erro as pessoas acharem que você vai ser um bom profissional só se estudar em uma faculdade do Rio de Janeiro ou em São Paulo. Quem faz o curso é o aluno”, acredita Vitor Rebêlo.

Os pais do jovem irradiam felicidade. Luiz Gonzaga Rebelo Filho, pai do estudante, começou a fica apreensivo pelo resultado dois dias antes de ser divulgado oficialmente. Ele se orgulha de que mesmo passando em 12 vestibulares, Vitor escolheu estudar no Piauí.

“É motivo de muito orgulho para nós. Ele quer Medicina na UFPI, perto da família, e isso demonstra o quanto ele é espontâneo e tranquilo. Sempre deixei ele livre para escolher o local de estudar onde ele quisesse. Prova disso, é que já passou para vários cursos em muitos estados”, lembrou o pai.

A mãe também comemora o excelente desempenho de Vitor. Para ela, foi uma surpresa saber que o estudante de 18 anos hoje é destaque nacional. “Nunca precisei pagar professores particulares para o Vitor. Ele sempre foi bastante determinado, tem um excelente autocontrole e durante o ano de 2015 fez todo o plano de estudos, com o apoio da escola onde ele terminou o ensino médio”, diz a mãe Andréa Melo Rebêlo.

A coordenação do Instituto Dom Barreto, escola piauiense de referência nacional, também comenta a importância do destaque o ex-aluno. “Hoje, ele serve de exemplo para todos os jovens de todo o Brasil. A família, a escola e o aluno formam uma base essencial para conquistas como essa”, explica a coordenadora Bernadete Rangel.

Pais de Vitor ficaram felizes com resultado e agora aguardam inscrição no Sisu (Foto: Beto Marques)

Tempo os estudos e diversão
Todo o destaque de Vitor Rebelo, que tem repercutido muito além do Piauí, foi fruto de um plano de estudos focado, mas que sempre encontrou tempo para diversas atividades, não apenas direcionadas aos estudos.

Vitor é também um amante de séries e jogos. São neles que ele direciona boa parte do seu tempo de descanso. Battlefield 3, jogo eletrônico que se passa em um cenário de guerra é um destes. Atualmente, ele aproveitava o tempo livre assistindo a séries como Sherlock e Elementary.

Amigos festejam resultado ao lado de Vitor (Foto: Beto Marques)

“Eu sempre privilegiei o meu descanso. Geralmente, eram duas horas em média focadas nos estudos, intercaladas com uma hora de descanso. Para tudo se tem tempo”, explica o estudante.

Desde muito cedo os amigos acreditam que outro destaque de Vitor, além das conquistas em olimpíadas e torneios de física, estaria bem próximo. Amigos há mais de quatro anos, David Almeida é um dos parceiros também de olimpíadas.

“Sempre fomos parceiros em competições. Saímos da prova e ele ficava rindo de mim, pois algumas questões eu errava. Sinceramente, não fiquei surpreso com o destaque dele. O Vitor sempre foi muito inteligente e sempre via um jeito diferente de aprender”, diz David.

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