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Destaque no estudo e nos esportes, garota sonha com escola particular

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Karina patina no corredor de sua casa - Eduardo Knapp/Folhapress

Karina patina no corredor de sua casa – Eduardo Knapp/Folhapress

Ana Estela de Sousa Pinto, na Folha de S.Paulo

Quando fez 7 anos, Karina Nakandakara não pediu boneca, videogame ou bicicleta. Queria estudar numa escola particular. Quer ser médica quando crescer. Ou veterinária. Ou arqueóloga. Ou estudar artes.

A menina é destaque na escola municipal que cursa, não apenas pelas notas –a mais baixa foi um 9 em artes. Agora, se candidatou para um show de mágica, sem nunca ter aprendido um truque sequer. “Procurou vídeos na internet, treinou sozinha, e lá fui eu atrás de cartola, varinha e vestimenta”, diz a mãe, Devania Lisia (ou Vânia, como é conhecida), 51.

Do palco, chamava seus colegas para participar dos números. O sucesso foi tanto que ela passou a ser cercada, durante o recreio, para ensinar os truques.

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A garota foi a também única do quarto ano a avançar na Olimpíada Paulista de Física e tirou o primeiro lugar para entrar num disputado curso gratuito de inglês (1.000 candidatos, 80 vagas). Numa caixa de veludo vermelho que antes trazia bombons, acumula medalhas em judô, patinação e natação.

Vânia diz que a filha não se dava conta de que havia escolas diferentes até o dia em que sua prima começou a trabalhar num colégio particular. Numa festa, a garota se encantou com a estrutura e os recursos e, desde então, não deixou a mãe em paz.

Vânia tentou bolsas de estudo em São Caetano, onde mora, mas os descontos oferecidos ainda não couberam no orçamento da família, que há seis anos depende só do salário de Kiyoiti como desenvolvedor de software -diagnosticada com câncer, a mãe precisou parar de trabalhar.

FILHA ÚNICA

Karina, 9, é filha única. O casal tentava engravidar havia dez anos sem sucesso e, já sem esperanças, partiram para Okazaki, no Japão, como decasséguis, no final da década passada. Começaram como operários da Sony, fabricando filmadoras e câmeras fotográficas. Kiyoiti, 55, engenheiro civil, filho de okinawanos e fluente em japonês, conseguiu vaga melhor na Mitsubishi.

Mal se havia passado um ano, e Vânia engravidou. Voltou ao Brasil depois do nascimento do bebê. “Ficar lá sem família, sem apoio, é muito difícil”, diz a mineira de Salinas que chegou a São Paulo com 15 anos.

Karina já ganhou prêmio até por ser curiosa: foi dela a “melhor pergunta” no suplemento infantil de um jornal regional. Aos 7 anos, queria saber “por que as flores são coloridas e as folhas não?”. No apartamento em que moram, a menina não para.

Na quinta (28), às 23h56, não sossegou enquanto a mãe não enviasse à Folha um vídeo em que a garota lê -e interpreta, com direito a risada malvada de bruxa- um conto que escreveu, imprimiu e ilustrou (e quer um dia publicar). “Se descuidar um minuto, ela já está escalando árvores. Agora encasquetou de entrar para os escoteiros mirins.”

Para dar vazão à inquietude de Karina, Vânia a deixa acompanhar seus trabalhos de artesanato. Com as sobras de bijuterias que ganhou da tia, criou presentes para as amigas e a família. Com meias usadas da mãe, fez gatinhos e bonecos de neve. Sem dinheiro para comprar uma Bebê Reborn, a boneca mais desejada, decidiu montar a própria linha de montagem, da qual saem bonecas em miniatura, com certificado de produção assinado pela cegonha responsável. “Já perdi as contas dos brinquedos que ela inventou e produziu para si mesmo”, diz Vânia.

Karina é do tipo que vai bem sem estudar muito. Há dois anos, porém, uma nota 89 a fez abrir o berreiro. Vânia conta que foi até chamada à escola e aconselhada a não cobrar demais da filha. “Eu acompanho, claro, mas não cobro essa coisa toda. Isso é exigência dela, mesmo.”

A menina só se conformou quando explicaram que a prova era de uma Olimpíada de Robótica do terceiro ano, uma série acima da dela, e que os que tiraram acima de 80 receberiam diploma. “Um 8 para mim já não é grande coisa. Fico muito chateada, porque só gosto de tirar nota alta. Penso que tenho que me esforçar muito mais”, diz Karina.

E o que as colegas dizem de tanta nota boa? “A gente não fala sobre isso. Minha professora diz que não é bom ficar comentando notas. Quando estamos juntas, a gente brinca de irmãos, de familinha, de detetives, e, se elas vêm à minha casa, a gente patina no corredor.”

Vespa Lucio Malfoy: inseto ganhou nome do personagem de Harry Potter

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(Foto: Tom Saunders)

(Foto: Tom Saunders)

Publicado na Galileu

Pesquisadores da Nova Zelândia batizaram uma vespa com o nome de Lucio Malfoy. O novo membro do gênero Lusius, Lusius malfoyi, não recebeu o nome do personagem por seus longos cabelos loiros, mas por alguns acreditarem na duvidosa redenção do vilão de Harry Potter.

(Foto: Fotomontagem: Carol Malavolta/Revista Galileu)

(Foto: Fotomontagem: Carol Malavolta/Revista Galileu)

Segundo Tom Saunders, pesquisador da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, que deu o nome ao inseto, as vespas normalmente são vistas como pestes e outros problemas para a humanidade, mas apenas 1% delas nos fazem mal. “A grande maioria delas desempenha um papel bastante crítico nos ecossistemas em que vivem”, disse ao The Guardian.

Pensando nisso, o especialista resolveu dar o nome do pai de Draco para o bichinho, pois acredita que o vilão “se redimiu” no fim da história. “Eu usei o nome Lucio Malfoy porque ele é um personagem que tem má reputação nos livros, mas que mas que no último momento é resgatada; estou tentando salvar a reputação de nossas vespas nativas”, explicou Saunders ao New Zealand Herald.

A malfoy é distinta de outras espécies da Nova Zelândia devido à sua coloração pálida, e é a única do gênero Lusius descoberta na região da Austrália.

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

A troca de livros está na moda e ganhou um novo fôlego com a internet

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Publicado no Comunidade Cultura e Arte

Para fazer face à crise financeira foram criados uma série de movimentos que promovem a reutilização dos manuais. A fórmula é simples: oferecem livros escolares por todo o país a custo zero.

O Movimento pela Reutilização dos Livros Escolares – iniciativa informal de cidadãos que promove a criação e divulgação de bancos de recolha e troca gratuita de livros escolares em todo o país – é um desses exemplos e já conta com bancos de partilha distribuídos pelos 19 distritos do Continente e Açores, faltando apenas a Madeira.

Como funciona? Quem estiver disposto a doar os manuais só tem de se deslocar ao banco mais próximo e depositá-los. Já aqueles que precisam de recorrer à reutilização e querem dar-lhes uma segunda vida devem ir a um desses bancos verificar se os manuais de que necessitam estão disponíveis, sem qualquer custo associado.

Outra solução passa pelo “Sítio da Troca”, mas a política é ligeiramente diferente em relação ao anterior. Neste caso, os livros escolares usados são vendidos e comprados, em vez de doados e levantados de forma gratuita. São aceites para venda apenas livros escolares e auxiliares, não sendo possível vender livros que não sejam de uso escolar.

Já no site Manuais Usados pode comprar, vender ou trocar manuais escolares, livros escolares, universitários ou até livros de literatura usados. A utilização do portal é completamente gratuita e sem intermediários, cabendo ao utilizador fazer o registro e gerir o processo. Pode escolher os livros por ano ou por tipo.

Também pode recorrer ao Book in Loop, plataforma online que serve de intermediária para a compra e venda de manuais escolares usados do 5.º ao 12.º ano. Esta plataforma compra os livros a quem já não precisa e faz uma revenda. Os livros são vendidos por 40% do preço de venda ao público, sendo que quem vende recebe 20% e os restantes 20% vão para a Book in Loop.

O mercado em segunda mão também está a ganhar relevo. Por exemplo, o portal de classificados OLX apresenta várias referências na categoria de livros escolares. Isto significa que os portugueses estão a mudar os seus hábitos de consumo e que recorrem cada vez mais a outras alternativas – como os bancos de trocas ou o OLX – com vista a baixar a fatia do orçamento familiar que está reservada ao regresso às aulas.

Livro escrito pelo compositor das músicas de Björk chega ao Brasil

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Em “Pela Boca da Baleia”, os islandês Sjón usa a mitologia nórdica como pano de fundo do romance

Paulo Lannes, no Metrópoles

O islandês Sigurjón Birgir Sigurðsson ganhou fama mundial pela voz da cantora Björk. As músicas de “Biophilia”, um de seus discos mais famosos, foram compostas por Sjón – apelido artístico que o islandês utiliza –, bem como as canções do filme “Dançando no Escuro” (2000), de Lars Von Trier, postulante ao Oscar de melhor canção original (“I’ve Seen It All”).

Há um outro lado de Sjón que é menos conhecido pelo público, mas vem sendo aclamado pela crítica: o da escrita literária. O islandês lançou o livro “Pela Boca da Baleia” (ed. Planeta, R$ 39,90) em 2008 e, com a obra, angariou uma série de prêmios internacionais, como o Independent Foreign Fiction Prize (hoje chamado de Man Booker International Prize) e o Icelandic Literary Prize.

Björk

Björk

Porém, foi apenas neste mês que a obra traduzida para o português foi lançada no Brasil. Para comemorar a chegada de Sjón nas livrarias do país, o escritor foi convidado para compôr a programação oficial do Festival Literário Internacional de Paraty (Flip) deste ano.

História
A narrativa de “Pela Boca da Baleia” começa em 1635, ano em que a Islândia se via obscurecida pela combinação de superstição, pobreza e crueldade.

Nesse lugar, a curiosidade científica dos homens se confundia com a magia e o misticismo: enquanto alguns admiravam o chifre dos unicórnios, os mais pobres idolatravam a Virgem em segredo.

É nesse cenário, no qual livros e pessoas eram lançados à fogueira, que o velho curandeiro Jónas Pálmason recorda passagens dramáticas de sua vida, como a morte de três de seus filhos, o exorcismo de um cadáver ambulante e o doloroso fim de um grupo de baleeiros espanhóis.

Condenado ao exílio por heresia, após entrar em conflito com o magistrado local, o personagem tece um enredo repleto de elementos fantásticos da mitologia nórdica.

A Assombração da Casa da Colina | Clássico literário ganhará série da Netflix

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Obra de Shirley Jackson se passará nos dias de hoje

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

Um dos livros de terror mais celebrados do século passado, A Assombração da Casa da Colina ganhará uma série produzida pela Netflix.

Segundo a Variety, a atração será uma versão atualizada da criação de Shirley Jackson. Na história, quatro pessoas passam o verão em uma mansão alugada e, durante sua estadia, um grande número de fenômenos sobrenaturais ocorrem.

A expectativa é que o programa tenha dez episódios e Mike Flanagan, diretor de longas como Ouija: A Origem do Mal e Hush: A Morte Ouve, está por trás do projeto.

Em 1963 a obra foi adaptada pela primeira vez ao cinema e, em 1999, ganhou uma segunda versão.

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