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Garoto filipino que estuda na calçada ganha bolsa de estudos

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Daniel Cabrera, garoto filipino que estuda na calçada, ao lado da mãe

Daniel Cabrera, garoto filipino que estuda na calçada, ao lado da mãe

Publicado no UOL

A imagem de um garoto filipino estudando na calçada comoveu internautas no fim do mês passado. Após a repercussão, Daniel Cabrera, de 9 anos, ganhou uma bolsa de estudos.

O menino tinha o costume de estudar em frente a uma lanchonete próxima ao trabalho de sua mãe, em Cebu, nas Filipinas. A cena acabou chamando a atenção da estudante Joyce Torrefranca, que passava pelo local. “Para mim, como estudante, ele me atingiu muito, como um grande momento”, disse ela.

Christina Espinosa, a mãe, contou para a agência de notícias AFP que a família ganhou doações em dinheiro e materiais escolares. “Estamos muito felizes. Não sei o que farei com todas essas bênçãos”, afirmou. “Agora Daniel não terá de sofrer para terminar os estudos.”

Ela e os três filhos mais novos vivem na loja do patrão desde que a casa da família foi destruída por um incêndio há cinco anos. Espinosa contou que ganha 1,77 dólares trabalhando na loja e como doméstica na casa do dono. Ela tenta aumentar a renda vendendo cigarros e doces.

“Daniel é um garoto muito estudioso e determinado. Ele insistiria em ir para a escola mesmo sem o dinheiro de almoço porque eu não tenho dinheiro para dar. Ele sempre me diz: ‘Mamãe, eu não quero continuar pobre. Quero alcançar os meus sonhos.'”, conta. Além da bolsa, o garoto ganhou uniforme escolar e uma lâmpada para leitura.

Segundo Violeta Cavada, chefe do escritório do serviço social da cidade, Daniel se tornou um símbolo dos garotos pobres locais que não podem estudar porque não têm eletricidade em casa.

Prêmio Paraná de Literatura revela vencedores

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Vanessa Barbara foi uma das premiadas no concurso que reconhece trabalhos inéditos nas categorias romance, poesia e conto

O romance "Operação Impensável" foi o melhor entre os 180 inscritos

O romance “Operação Impensável” foi o melhor entre os 180 inscritos

Maria Fernanda Rodrigues, em O Estado de S. Paulo

O Prêmio Paraná de Literatura anuncia nesta segunda-feira, dia 24, os vencedores de sua terceira edição. Este ano, concorreram 630 obras inéditas de autores de todo o País, inscritas sob pseudônimo. Operação Impensável, de Vanessa Barbara, cronista do Caderno 2 e do New York Times, ganhou na categoria romance. Sônia Barros, escritora conhecida por suas obras infantojuvenis, venceu em poesia com Fios. E a professora de inglês Adriana Griner ficou em primeiro lugar em contos com No Início. Elas ganharam R$ 40 mil cada uma e terão o livro editado pela Biblioteca Pública do Paraná, que promove o lançamento no dia 12 de dezembro.

Autora de O Livro Amarelo do Terminal (Prêmio Jabuti) e de Noites de Alface, entre outras obras, Vanessa diz que sua intenção foi, desde o início, mandar o original do romance em que estava trabalhando para o prêmio – porque com um objetivo e prazo ela se motivaria a tocar o projeto e por causa da valor dele. “Um prêmio em dinheiro desses é algo muito raro no Brasil. É uma quantia improvável de se obter com a simples publicação de um livro, mesmo que ele obtenha reconhecimento. É um incentivo tremendo para a produção literária.” Um concurso como esse, para originais não publicados, ela diz, é importante para descobrir novos autores que ainda não tiveram uma chance e também para que os já publicados submetam seus trabalhos por outros caminhos.

Vanessa emprestou o título de seu romance do plano de invasão cogitado pelos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial – período em que a protagonista, uma historiadora, é especialista. O livro conta a história de amor entre ela e um programador de computadores que esconde segredos.

"No Início" concorreu com outros 181 projetos e foi considerado o melhor livro de contos

“No Início” concorreu com outros 181 projetos e foi considerado o melhor livro de contos

A carioca Adriana Griner nunca publicou um livro. No Início, sua estreia premiada, é, em suas palavras, uma leitura feminina do primeiro livro do Antigo Testamento. “Parece algo meio ambicioso, e talvez prepotente, tentar fazer isso. Mas eu apenas pego algumas histórias e reconto, dando voz a personagens que não têm voz. Para mim, o livro é, antes de tudo, sobre o amor. Em termos de linguagem, brinco com o primeiro capítulo do Mimesis, de Auerbach, quando ele compara a linguagem da Bíblia com a da Odisseia”, explica.

Poesia foi a categoria mais concorrida, com 269 inscrições; "Fios" foi o melhor livro

Poesia foi a categoria mais concorrida, com 269 inscrições; “Fios” foi o melhor livro

Sônia Barros, autora de 17 volumes infantojuvenis – muitos deles em verso ou prosa poética – e de um de poesia (Mezzo Voo), para adultos, aceitou a sugestão do poeta Donizete Galvão, morto este ano, e inscreveu Fios no prêmio antes de procurar uma editora. Foi ele também que a ajudou a ver a ligação entre os poemas. “O título acabou se impondo depois que percebi os muitos poemas retratando fios aparentemente distintos, mas, de certa forma, entrelaçados: do ofício, da infância, da velhice, da maternidade, do amor, da memória, da solidão, da morte, da própria poesia, da arte. Enfim, os caminhos internos e externos da existência humana.”

Confira trechos das obras premiadas aqui.

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