Posts tagged Garota

Intrínseca: menos é mais

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No ranking das editoras, Íntrinseca está em 4º lugar

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Cinquenta tons de cinza (Intrínseca) continua de cabeça erguida, mas longe das dezenas de milhares que vendia em 2012. Na última semana foram 5.179 exemplares.

A grande surpresa da semana foi o inédito segundo lugar para O lado bom da vida (Intrínseca), que pela primeira vez deixou para trás Cinquenta tons de liberdade (Intrínseca), acabando com o ménage à trois editorial da série erótica.

Na lista geral, a editora Intrínseca levou as quatro primeiras colocações, o 6º lugar, com a nova aposta Garota exemplar, e ainda o 14 º com A culpa é das estrelas. No ranking das editoras ela aparece em 4 ºlugar, com 8 livros, que juntos venderam 22.887 exemplares. A Sextante, 1º lugar, tem 18 livros, com um total de 13.266 exemplares. É, as vezes, menos é mais!

As novidades na lista são: ficção, Dezesseis luas (Galera Record) e O preço da vitória (Arqueiro); não ficção, Uma prova do céu (Sextante); infantojuvenil, Minhas princesas (Melhoramentos); autoajuda, Filhos bem-sucedidos (Sextante) e Dez bons conselhos de meu pai (Fontanar); negócios, Como influenciar pessoas poderosas (Gente).

No ranking das editoras, a Sextante, com 18 livros, voltou a abrir boa vantagem sobre o 2º lugar, que foi ocupado pela Record, com 11, deixando a Ediouro em 3º lugar.

Escritora mineira Paula Pimenta se prepara para se lançar no mercado internacional

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Carlos Herculano Lopes no Divirta-se

 (Maria Tereza Correia/EM)

Primeiro foi o sucesso da série para adolescentes Fazendo meu filme 1, 2, 3 e 4, que desde o lançamento do primeiro volume, em 2008, pela Editora Gutemberg/Autêntica, já vendeu mais de 200 mil exemplares. Agora a escritora mineira Paula Pimenta, de 37 anos, depois de dar por encerradas as mil e uma aventuras da garota Fani, se prepara para lançar o segundo volume (o primeiro saiu no ano passado) de sua nova saga: Minha vida fora de série. Na esteira do sucesso dos quatro primeiros livros, a escritora desta vez conta a história de outra menina, Priscila, que devido à separação dos pais acaba deixando São Paulo e vindo viver com a mãe em Belo Horizonte. No início, como era de se esperar, detesta a cidade, com a qual, aos poucos, vai se adaptando.

Para escrever livros que têm causado furor em todo o país, principalmente entre garotas de 10 a 18 anos, a escritora, que nasceu e vive com a família em Belo Horizonte numa sossegada casa do Bairro Mangabeiras (dividem o espaço com dois gatos, seis cachorros e um pé de jabuticaba ), conta ter se inspirado em sua própria vida. “Como a Fani e a Priscila, fui uma menina tímida e sossegada, que gostava de ir ao cinema, ouvir música, sair com os amigos, fazer intercâmbio.”

Ela lembra ainda que, em BH, os primeiros lugares nos quais estudou foram no antigo Instituto Zilah Frota, no Bairro Mangabeiras, e no Izabela Hendrix, na Praça da Liberdade, onde começou a pegar gosto pelos livros. Foi ali, com encantamento, que descobriu as histórias de Marcos Rey, João Carlos Marinho e Agatha Christie. Depois veio o curso de jornalismo, que deixou pela metade por não se adaptar às regras formais da escrita, e, em seguida, a publicidade, curso no qual acabou se formando.

Nesse meio-tempo, até seguir para Londres, onde participou durante um ano de uma oficina de criação literária que seria decisiva na sua futura carreira como escritora, Paula chegou a trabalhar como assessora de marketing do Minascentro, na produção do programa Brasil da Gerais, da Rede Minas, e a escrever crônicas em um site. “Foi um exercício e tanto e 50 delas acabaram sendo lançadas no ano passado, também pela Editora Gutemberg, com o título de Apaixonada por palavras”, conta. Na Inglaterra, onde viveu na casa de um tio, Paula Pimenta começou a escrever seu maior sucesso, Fazendo meu filme 1.

Boca a boca

Se hoje ela é uma escritora consagrada, no início da carreira, quando lançou o primeiro volume de Fazendo meu filme, com o qual começou a dar asas à garota Fani, as coisas não foram fáceis: o livro saiu com uma tímida edição de mil exemplares e quase não teve mídia, como costuma ocorrer com a maioria dos autores iniciantes. Mas se deu uma coisa que, segundo ela, foi decisiva: o boca a boca. “Uma menina foi falando para a outra, mandando e-mails, mensagens no Facebook, Twitter, Instagram, e o livro acabou estourando. Foi uma coisa maluca, na qual eu mesma quase nem acreditava”, diz a autora, sempre conectada às redes sociais.

Registre sua vida em um diário ou morra

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Roberta Fraga, no Livros e Afins

Não sei ao certo se isso vale, na verdade, foi um ardil para atrair uma leitura de, quem sabe uns dois parágrafos deste post. O fato é que me martela na cabeça a ideia de escrever em diários e como eu nunca consegui estou aqui divagando. Parece assim uma visão tão romântica: posso até ver a moça abrindo, sorrateira, o diário que esconde num lugar bem secreto (que é embaixo do travesseiro), com aquela chave tão secreta (que seu irmão mais novo nem usa porque abre com um clipe), escrevendo com uma caneta tão discreta e sóbria (aquela prateada com brilhinhos e pompom rosa na ponta e que balança mais fortemente, quando no diário é lembrando o nome daquele garoto – ou garota – especial).

Pronto. Minha visão romântica disso! Romântica? Romântica nada, romântica uma ova (essa expressão é do tempo da minha avó), escrachada! Deve ser por isso que não consigo me imaginar escrevendo um diário. Olha que já tentei… Tá! Tentei duas vezes, mas quando vi, grandes dilemas pessoais (do tipo não estou mais aguentando a depilação a cera, gente isso é sério!) misturarem-se com lista de compras encabeçadas por cebolas, vi que a coisa não ia para frente.

Escrever diários é para os fortes. Ninguém quer ler seu diário para saber se você está com problemas financeiros ou dos roncos intermináveis do seu marido, das birras do seu filho e sua dificuldade com elas, do seu chefe exigente, dos conflitos modernos femininos, quando aquela maquiagem caríssima te deu alergia. E olha que esse último conflito pode dar ainda pano para a manga (outra expressão da grandma), se você ousou comprar (por sentimento de justiça digno e autocomplacente) a bendita maquiagem no cartão de crédito do seu solícito (ou desatento) marido, ou namorado, ou peguete, ou ficante, ou tico-tico no fubá, ou amigo colorido, ou sei lá o que você tenha (amante virtual, amante platônico, Gasparzinho ou cunhado ou cunhada mesmo – neste último caso já cheira a vingança… Pronto: outro dilema pessoal desinteressante).

As pessoas querem grandes dramas (reais ou não, razão pela qual, se for escrever um diário, minta bastante), querem grandes personagens, grandes fatos. As pessoas querem saber que você guarda dinossauros no banheiro ou se no seu armário (closet para aumentar a carga dramática) você guarda esqueletos, vampiros, zumbis, corpos ou cabeças encolhidas. É isso! Coisas fantásticas o bastante para fugir do lugar comum: a falta de vagas no estacionamento da escola do seu filho.

Seja gentil com os fatos, mas não exatamente fiel a eles. Certa vez, no antigo Programa Livre, comandado pelo Serginho Groisman, o entrevistado, nada menos que Fernando Sabino, disse que começou a escrever porque mentia demais. E fez isso por sugestão de seu pai. Viu que funciona?

Tenha muita seriedade com uma atividade como esta. Poker face é para o fracos, tenha um semblante translúciso, em se tratando de segredos pessoais. Faça com que as pessoas suponham que você é bem informado, ao tomar suas notas (usando aquela carinha). Leve a sua atividade a sério. Tem que parecer sério. Mas cuidado, para não parecer tão bem informado assim: sua vida pode correr riscos.

O fato é que toda essa abobrinha tem que ser impactante para o bem ou para o mal.

Eu sei, eu sei, este material seria para falar de grandes diários da história, mas o cotidiano me empurrou para cá: a vala comum dos desesperados! Então, vou ficar mesmo por aqui que é para não acabar revelando uma ou outra página daquele meu diário que vou começar hoje… Nem tem páginas o danando… Mas, aquele caderninho da Hello Kitty bem que é fofo, né?

Aí vem as preciosas dicas e lista, porque tenho mania de listar coisas

Se for escrever um diário:

* minta muito, minta bastante: minta datas (você não conseguirá escrever todos os dias e nem terá paciência para isso), minta fatos (aumente, reduza, invente, simplesmente de modo que você seja uma heróina, ou herói, desses sempre injustiçados, mas cobertos de razão), minta pessoas (se está faltando pessoas, invente-as em número e qualidade), melhore ou piore as pessoas que existem;

* faça daqueles segredos cabeludos ainda mais cabeludos, mas deixe claro no registro que é de outra pessoa e não seu;

* vitimize-se;

* use registros de grandes personagens de grandes histórias como sendo seus, claro, guardadas as devidas proporções, porque se você for enfrentar moinhos de vento na cozinha sua credibilidade pode cair um pouco e você poderá acabar sendo interpretado equivocadamente quanto a sua saúde mental;

* se a mentira for muito absurda, use-a como recurso de comparação, metáfora ou hipérbole;

* crie crises que não existiram de verdade, mas se certifique de encerrá-las em tempo hábil e de modo final e convincente;

* lembre-se de escrever ao final do diário, bem no finalzinho, que se trata de uma obra de ficção e que qualquer semelhança é mera coincidência;

* plante dúvidas atrozes na cabeça do leitor;

* finja que esconde o diário muito secretamente;

* finja que é sério;

* solte a criatividade.

* não leve necessariamente a sério tudo o que eu falei;

* em caso de incêndio, queime primeiro o seu manuscrito.

E a conversa era para ser séria…

Paperman – Assista ao curta da Disney indicado ao Oscar

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Gustavo Magnani, no Literatortura

1Como fez bem a Disney ao divulgar o seu curta metragem que vai nos extras de Detona Ralph!. Não apenas porque acho que seja uma boa jogada de marketing para “fortalecer” o curta no gosto popular, mas, como faz bem a Disney sendo Disney, ou sendo Pixar, já não sei mais quem é quem e qual é qual.

Num mundaréu de talentos, a Disney sabe integrar grandes ao seu trabalho, possibilitando diversas obras memoráveis – curtas e longas metragens. Paperman é tão sutil e mágico que o seu único defeito é ser curto demais. Os dois protagonistas se diferem tanto do resto dos outros humanos que a arte me soa impecável. A falta de fala é comum em curtas metragens, pois, pelo tamanho, dificilmente chega a ser cansativo – por exemplo, Wall-e demora mais de 10 minutos para ter a primeira fala – e, mais uma vez, é um recurso que cai com excelência na produção.

Para quem já viu: tinha certeza absoluta que o aviãozinho que nela chegaria seria o do beijo, mas, não. Os roteiristas optaram por um caminho inusitado, levando-o para um beco de outros aviões, para, então, criar o “paperman”.

A trama acompanha um jovem solitário que conhece uma bela garota durante uma manhã enquanto espera o trem para o trabalho.

John Kahrs e Kristina Reed dirigiram o curta em animação tradicional, exibido nos cinemas antes de Detona Ralph e fará parte dos extras da edição em DVD; Blu-ray do filme (que será lançada em 5 de março nos EUA).

A cerimônia de entrega do Oscara contecerá em 24 de fevereiro, com apresentação de Seth MacFarlane. [retirado de omelete]

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