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No ano, brasileiros devem gastar R$ 8,8 bilhões com livros e publicações

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Classe B deve ser responsável por metade dos gastos até o fim do ano.
Estimativa é que cada morador do sudeste gaste R$ 63,28 com publicações.

Publicado por G1

Os brasileiros devem gastar R$ 8,8 bilhões em livros e publicações impressas até o fim deste ano, um aumento de 7% em comparação com 2012, segundo dados do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência.

A maior demanda de consumo vem da classe B, que corresponde a 25% dos domicílios do país e deve responder por metade dos gastos nacionais (R$ 4,38 bilhões). A classe C aparece na sequência com um consumo estimado em R$ 2,26 bilhões, o que representa 26% do total que será consumido no Brasil.

Regiões
O sudeste será responsável pela maior parte do consumo (55% ou R$ 4,8 bilhões), seguido por nordeste e sul, com 16% (R$ 1,4 bilhão) cada.

Considerando o gasto por habitante, a estimativa é que cada morador do sudeste gaste R$ 63,28 com livros e publicações impressas. No sul, o valor é de R$ 59,33 e no nordeste, R$ 35,68. O centro-oeste, com consumo estimado em apenas 8% do total do país, deve ter um gasto per capita de R$ 56,66. O nordeste é a região com expectativa de menor gasto por pessoa, de R$ 35,68 e o norte tem o segundo menor, R$ 38,52.

Na análise por classe e por região, a classe B do Sudeste é a que apresenta o maior potencial de consumo desses produtos, com gasto estimado em R$ 2,5 bilhões. A classe C, também do Sudeste, é a segunda que mais comprará livros e publicações impressas, chegando ao valor de R$ 1,16 bilhão.

Pesquisadora afirma que crianças ociosas se tornam mais criativas

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Para Teresa Belton, que entrevistou artistas e cientistas, excesso de atividade pode minar desenvolvimento da imaginação.

Publicado por G1

Ócio pode estimular criatividade das crianças (Foto: BBC)

Ócio pode estimular criatividade das crianças
(Foto: BBC)

Crianças devem ser motivadas a ficarem ociosas e entediadas para desenvolverem sua capacidade criativa, afirma uma especialista em educação.

Para Teresa Belton, pesquisadora da Universidade East Anglia, na Grã-Bretanha, a expectativa cultural de que as crianças estejam sempre ativas pode minar o desenvolvimento de sua imaginação.

Em seu estudo, Belton ouviu a escritora Meera Syal e o artista plástico Grayson Perry sobre como o tédio os ajudou a desenvolver sua criatividade na infância.

Além de escritora e jornalista, Syal é uma famosa comediante na Grã-Bretanha. Perry é hoje um reconhecido artista que faz trabalhos em cerâmica, e suas criações já foram expostas até mesmo no Museu Britânico, em Londres.

Syal disse que o tédio fez com que ela escrevesse, enquanto Perry afirmou que isso era um estado criativo para ele.

A pesquisadora ainda entrevistou um grande número de outros escritores, artistas e cientistas, durante sua busca sobre os efeitos do tédio.

Ela estudou as memórias da infância de Syal, que cresceu numa pequena vila de mineiros, lugar sem muita coisa para fazer.

Belton disse que “a ausência de coisas para fazer motivou [a escritora Syal] a gastar horas do dia a falar com outras pessoas e a tentar outras atividades que em outras circunstâncias ela jamais teria experimentado, como interagir com os mais velhos e vizinhos e aprender a fazer bolos”.

“Tédio é frequentemente associado a solidão, e Syal gastou horas de sua infância observando pela janela o campo e as florestas, assistindo a mudança do clima e das estações”.

“Mas o mais importante foi que o tédio a fez escrever. Ela mantinha um diário desde pequena, que preenchia com observações, pequenas histórias, poemas e críticas. Ela atribui a esta fase seus primeiros passos como a escritora que se tornaria mais tarde”, disse Belton.

Reflexão

Syal, a comediante e escritora, disse que “a solidão imposta como uma página em branco foi um ótimo estímulo”.

Já o artista plástico Grayson Perry afirma que o tédio também pode ser benéfico para adultos: “conforme fui envelhecendo, passei a apreciar a reflexão e o tédio. O ócio é um estado muito criativo”.

A neurocientista e especialista em deterioração da mente Suzan Greenfield, que também respondeu a questões para a pesquisa de Belton, relembrou a infância em uma família com muito pouco dinheiro e sem irmãos até os 13 anos de idade.

“Ela confortavelmente divertia a si mesma, inventando histórias, desenhando figuras para suas fantasias e indo até a biblioteca”, disse Belton.

Ainda de acordo com Belton, que também é especialista no impacto das emoções no comportamento e aprendizado, o tédio pode ser um “sentimento desconfortável”. Para ela a sociedade “desenvolveu uma expectativa de ser constantemente ocupada e constantemente estimulada”.

Mas ela advertiu que a criatividade “envolve ser capaz de desenvolver um estímulo interno”.

“A natureza estimula um vácuo que tentamos preencher”, disse ela. “Alguns jovens que não têm a capacidade interior ou a resposta para lidar com o tédio criativamente. Às vezes eles terminam vandalizando abrigos de pontos de ônibus ou saindo inadvertidamente para um passeio de carro”.

Curto-circuito

Belton, que também já estudou o impacto da televisão e vídeos na escrita das crianças, afirma ainda que “quando os pequenos não têm nada para fazer, eles imediatamente ligam a TV, o computador, o celular ou algum tipo aparelho com tela. O tempo gasto com estas coisas aumentou”.

“Mas crianças precisam ter um tempo para parar e pensar, imaginando que eles possuem seus próprios processos de pensamento e assimilação, por meio de experiências com brincadeiras ou apenas observando o mundo ao seu redor”.

Este é o tipo de coisa que estimula a imaginação, ressalta a pesquisadora, enquanto a tela de alguns aparelhos “tende a criar um curto-circuito no processo de desenvolvimento da capacidade criativa”.

Syal ainda reforça: “Você começa a escrever porque não há nada para provar, nada a perder e nenhuma outra coisa para fazer”.

“É muito libertador ser criativo por nenhuma outra razão além do próprio passatempo”.

Belton conclui: “Para o bem da criatividade talvez devamos diminuir nosso ritmo e ficar offline de tempos em tempos”.

Após gastar fortuna com aulas, “mãe-tigre” desiste de ser durona

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Britânica abandonou o método chinês de educação após perceber que a filha estava se afastando / Foto: Reprodução

Publicado por Terra

O relato de uma mãe que seguia o criticado método de educação chinês conhecido como “mãe-tigre” ganhou destaque nesta semana no jornal britânico Daily Mail. A jornalista Tanith Carey afirma que gastou uma pequena fortuna com aulas de mandarim, matemática, violino e até com um tutor que cobrava 75 libras por hora para orientar os estudos da menina de apenas 11 anos. Segundo Carey, depois de alguns anos incentivando a filha a se tornar uma “pessoa brilhante” ela percebeu que acontecia o contrário: a pequena Lily havia se tornado uma garota introspectiva e distante da mãe.
A britânica, que mora em Londres, conta que teve uma infância “negligenciada”, já que não era estimulada pelos pais a estudar. Então, quando a filha nasceu, em 2001, decidiu fazer diferente: “Eu achava que era meu dever estimular a Lily com brinquedos educativos, jogos e vídeos”, disse ao confessar que tinha se convencido, a partir de “descobertas da neurociência”, que precisava estimular o conhecimento. Na estante da jornalista estavam livros que mostrariam como “fazer dos filhos pessoas brilhantes”.

Ela conta que na creche particular onde matriculou Lily aos 3 anos, via outras mães também ansiosas para tornar seus filhos os melhores. Com o tempo, percebeu que a “disputa” pela superioridade havia se tornado algo estressante. “Se uma das mães via uma criança com a pasta das aulas de matemática do Kumon (método de ensino que estimula o raciocínio), todas corriam para fazer a matrícula porque havia medo de deixar os nossos filhos para trás (…) Mas pouco a pouco, essa viagem que tinha começado tão emocionante e gratificante foi se transformando em um jogo estressante de superioridade”.

A mãe conta que o “alarme” começou a tocar quando Lily tinha 9 anos e venceu um prêmio de ciências na escola. Enquanto ela vibrava com a conquista, a filha não parava de chorar. Nos anos seguintes a situação piorou, já que a menina não queria mais fazer as lições, pois tinha medo de errar. Os pais decidiram levar a menina a um psicólogo, que constatou o quanto a autoestima de Lily havia sido afetada. “Ela sentia que precisava ser melhor em tudo e quando sabia que não conseguiria ser, ela achava melhor se fechar e não fazer nada”. A mãe ainda conta que a filha estava se afastando dela. “Foi doloroso, mas precisei matar a mãe-tigre que existia dentro de mim”.

A decisão veio recentemente, depois de fazer a inscrição em cinco das melhores escolas de Londres. “Apesar de gastar uma pequena fortuna na inscrição para as melhores escolas de Londres, eu decidi que a minha filha pdoeria escolher a escola onde estudar. Um colégio do Estado onde ela pode não brilhar como estrelas, mas vai crescer como uma pessoa inteira, ser pressão por resultados”. A mãe ainda completa o relato afirmando que quando a filha chega em casa da escola, não pergunta mais sobre qual foi o desempenho no dia, e sim como ela está.

Soldado cria poema para registrar ocorrência de entrega de arma em MG

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Pedro Triginelli, no G1 MG

Ele se inspirou com a história de um pai que queria tirar o filho do crime.
Polícia Militar disse que ele feriu norma e deve ser ouvido por uma comissão.

Um Policial Militar encontrou um jeito diferente de preencher um Boletim de Ocorrência (BO) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele criou um poema para descrever a história de um pai que tentava tirar o filho do mundo do crime, sem entregá-lo à polícia. O G1 teve acesso ao BO nesta quarta-feira (2).

No dia 28 de dezembro, um pai contou à polícia que o filho guardava uma arma em casa. Ele explicou que não queria vê-lo preso e, por isso, queria deixar a espingarda em um local determinado.

No local combinado, os militares encontraram a arma. Depois disso, o policial responsável pela ocorrência escreveu os versos. Em um dos trechos, ele pede que o delegado aceite o boletim escrito de forma diferente:

Em memória daquele velho da distante joazeiro
Que entregou tão bela arma
Sem querer glória ou dinheiro
Fiz esse relato em verso.
Ao doutor delegado peço
Que o receba, por derradeiro.

Em outra parte do poema, o soldado diz que o pai deve estar em paz com a consciência:

Recolhemos a tal arma
sem força ou resistência
O velho cumpriu o trato
Sem gastar uma insistência
O velho nunca mais vi
Deve estar por ai
Em paz com a consciência

A assessoria de imprensa da PM informou que o militar vai ser ouvido por uma comissão. Caso seja constatado que ele feriu alguma norma, o soldado pode ser punido. Ainda segundo a assessoria, ele não respeitou uma norma institucional de técnica de redação de documentos militares.

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