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Promoção: “Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu… Histórias (quase) reais de uma vida surreal”

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Ria das suas desgraças

Não existe vida perfeita e não há quem não passe por momentos difíceis. Mas existe uma boa maneira de enfrentar complicações: não se leve tão a sério. Essa, pelo menos, é a fórmula de Jenny Lawson.

Neste livro absolutamente engraçado e divertido, a autora – famosa blogueira norte-americana, com milhares de seguidores na internet – narra sua hilariante e pouco provável vida.

Com ela, vamos ao Texas, sua terra natal, para conhecer como cresceu a filha de um taxidermista obsessivo que a fez viver experiências bizarras, sua adolescência conturbada e o casamento tortuoso de 15 anos com Victor, que lhe deu uma linda filha, com a qual vários gatos disputam a atenção.

Tudo em seu cotidiano parece muito estranho e, como ela diz, “difícil de acreditar” (e por isso ela coloca fotos, para provar que é tudo, bem, verdade…), mas também superengraçado.

Sua escrita é ligeira, descontraída e “blogueira” (no bom sentido), com alto teor de sarcasmo e ironia, muito bem dosados ao longo da narrativa.

Diversão à parte, fica a ideia do título: os momentos mais vergonhosos de nossa vida, aqueles que a gente quer fazer de conta que nunca aconteceram, são os que nos definem de verdade. Tudo o que precisamos, portanto, é aprender a rir da desgraça.

Quer concorrer a 3 exemplares de “Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu…“?, superlançamento da Gutenberg?

É muito fácil:

* Faça o login
* Preencha os requisitos do aplicativo abaixo

O resultado será divulgado no dia 24/6 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Boa sorte! 🙂

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Livro de curso da Copa muda história de MT com deboche e xingamentos

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Apostila de curso chamou cidade de ‘porcaria’ e paulistas de ‘ignorantes’.
Capacitação em turismo começou há 15 dias e empresa alega sabotagem.

Cartilha traz informações irreais sobre história de cidades de Mato Grosso (Foto: Pollyana Araújo/G1)

Cartilha traz informações irreais sobre história de cidades de Mato Grosso (Foto: Pollyana Araújo/G1)

Pollyana Araújo, no G1

A história dos municípios mato-grossenses foi completamente distorcida em um livro usado em um curso de capacitação gratuito oferecido pelo governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), visando a Copa de 2014, em Cuiabá. A cidade de Cáceres, por exemplo, de acordo com o livro, teria sido fundada por “um grupo de excomungados gatos de botas que carregavam bandeiras, índios tabajaras, freiras lésbicas celibatárias e fugitivos de um circo de horrores holandês”. A apostila era usada por alunos do curso de qualificação para atendente em hotelaria e turismo.

Capa da cartilha do programa de qualificação profissional (Foto: Pollyana Araújo/ G1)

Capa da cartilha do programa de qualificação
profissional (Foto: Pollyana Araújo/ G1)

Responsável pela ministração do curso e confecção dos livros, o Instituto Concluir, com sede em Cuiabá, informou ao G1 que acredita se tratar de uma ‘sabotagem’ supostamente cometida por uma ex-funcionária da instituição após ser demitida. “Todo material é revisado por uma equipe técnica do instituto antes da impressão. Acreditamos que por ter sido demitida essa funcionária fez isso”, alegou o diretor da instituição, Aroldo Portela. Ele disse que, após descobrir o erro, as apostilas foram recolhidas.

“Já estamos sanando os erros e encaminharemos outros livros aos alunos para que não sejam prejudicados”, afirmou. Ele disse ter instaurado um procedimento administrativo para apurar a irregularidade, assim como o responsável por cometê-la. “Não passou de um grande engano. Agora, nosso objetivo é corrigir o erro”, enfatizou. Foram identificadas distorções sobre as histórias de Cáceres, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger e Poconé, localizados na Baixada Cuiabana.

A Secretaria de Trabalho e Assistência Social do Estado informou, por meio de assessoria, que irá tomar todas as medidas necessárias em relação à empresa contratada para ministrar o curso, bem como evitar que esse tipo de falha possa ocorrer novamente.

Sobre Barão de Melgaço, o livro diz que se trata de um pântano, com apenas 2,5% de terra fime. “De acordo com lendas passadas de geração em geração, a primeira habitação naquele ‘c… de mundo’ foi feita por um tal de Lourenço Tomé em meados do século XIX, que cuidava de uma pequena roça produtora de sanguessugas medicinais”. O município também é chamado, no livro, de ‘atoleiro inóspito’ e de ‘porcaria’.

“Povoado tornou-se município em 1953, porque é tão longe de Cuiabá que nem se deram ao trabalho de tornar essa porcaria num distrito da capital. Atualmente é só mais um fétido brejo no oeste do Brasil”, diz outro trecho da apostila, com a qual os alunos vinham estudando há cerca de 15 dias. O curso visa capacitar profissionais para atuar no setor hoteleiro de Cuiabá e das cidades situadas no entorno da capital durante a Copa de 2014.

Livro de curso da Copa traz ofensas ao Pantanal e aos paulistas (Foto: Reprodução)

Livro de curso da Copa traz ofensas ao Pantanal e aos paulistas (Foto: Reprodução)

Na história de Santo Antônio de Leverger, o livro traz ofensas ao Pantanal e aos paulistas, chamados de ignorantes. “Povoado que surgiu lá pelo século XIX quando bandeirantes paulistas ali chegaram e se depararam com uma vasta beleza natural e diversidade ecológica, e então falaram ‘Que p… de Pantanal o quê? Nós viemos aqui para pegar ouro’ (…) A grande atração de Santo Antônio de Leverger são os paulistas ignorantes que erraram o caminho para ver o Pantanal de Barão de Melgaço e acabaram indo parar em Santo Antônio de Leverger”.

Além da suposta fundação por “índios e freiras lésbicas”, Cáceres teria em sua história, conforme o livro, supostamente a morte de 40% da população no século passado por conta de uma praga. “Todavia nem tudo são flores, pois em 1970 uma praga destruiu todos os pés de manga da região, o que resultou num período de fome que matou 40% da população da época”.

Cáceres é chamada de "Capital universal da poeira" (Foto: Reprodução)

Cáceres é chamada de “Capital universal da poeira” (Foto: Reprodução)

Entre os fundadores da cidade, localizada às margens do Rio Paraguai, também estariam ‘aventureiros, meretrizes e muambeiros’, que teriam sido seduzidos pela abundância em ouro e ficado presos para sempre’. “Turistas também vão conhecer Cáceres por esta ser nacionalmente conhecida como a capital universal da poeira”, diz outra parte do livro, distribuído para aproximadamente 40 alunos.

Na apresentação do livro, a secretária de Assistência Social de Mato Grosso, Roseli Barbosa, destacou que a intenção do curso era propiciar conhecimento aos alunos. “Sabendo que a qualificação profissional é um dos instrumentos para a inclusão e ascensão social, estamos oferecendo a você este curso, que propiciará novos conhecimentos, com o propósito de inseri-lo no processo produtivo de Mato Grosso”, consta em trecho na abertura do livro.

Cinco poetas da nova geração falam da boa fase do gênero no país

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Angélica Freitas, Fabrício Corsaletti, Alice Sant’Anna, Leonardo Gandolfi e Ana Martins Marques se reúnem pela primeira vez para um bate-papo sobre o processo criativo

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Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO – “Outro dia eu estava no café do cinema Odeon, na Cinelândia, e notei duas meninas dividindo a leitura deste livro. Acho que elas compraram juntas, cada uma deu uma parte do dinheiro, foi o que imaginei. Uma lia uma página, passava o livro para a outra, comentavam, e assim ficaram um bom tempo. Vi também gente lendo este livro no metrô e na praia. A última vez que me lembro de ter visto algo parecido foi quando surgiu ‘Caprichos e relaxos’, do Leminski, mas isso foi em 1983!”, compara o poeta e editor Carlito Azevedo, referindo-se ao livro “Um útero é do tamanho de um punho”, de Angélica Freitas, lançado em setembro passado pela Cosac Naify.

“Um útero…” não é livro de vampiro, sacanagem, celebridade ou como-ficar-rico-e-magro: é o segundo livro de poesias de uma autora gaúcha de 39 anos, que tem dois gatos e um blog. Em menos de dois meses, vendeu três mil cópias, e está na segunda reimpressão. Um feito, em se tratando de poesia. Que abriu uma janela para outros novos poetas: com o sucesso de “Um útero…”, a Cosac resolveu criar uma coleção de poesia brasileira contemporânea. Em março, lançou “Via férrea”, do mineiro Mário Alex Rosa, de 47 anos (que tinha a obra engavetada há sete); este mês, apostou em “Rabo de baleia”, segundo livro da carioca Alice Sant’Anna, de 25.

— O sucesso da Angélica nos mostrou que um poema pode viajar com muita força pelas redes sociais e alcançar uma experiência que outras formas de escrita não conseguem. Parece haver uma particularidade deste momento no modo como é possível compartilhar a poesia, sem prejuízo de suas formas tradicionais — observa a editora da Cosac Naify, Florencia Ferrari.

É, de fato, um bom momento. A Azougue acaba de lançar a antologia “Poesia.Br”, a primeira do tipo, com dez volumes que abarcam a tradição do gênero em território nacional — dos cantos ameríndios à uterina Angélica Freitas. O último tomo aborda justamente esta nova geração.

— É uma turma que faz poemas mais irreverentes do que a dos anos 90, buscando uma linguagem que se relacione com elementos da vida cotidiana, apesar de ainda flertar pouco com o experimentalismo — diz Sergio Cohn, editor da Azougue, lembrando outro feliz indicativo da boa fase da poesia no país: há três semanas, a obra completa de Paulo Leminski, “Toda poesia”, lançada pela Companhia das Letras, está nas listas dos livros mais vendidos do Brasil.

A Revista O GLOBO pediu a três poetas e editores de poesia (Carlito Azevedo, Sergio Cohn e Armando Freitas Filho) que apontassem autores que representem esta nova safra. De uma lista extensa, eles destacaram a obra do paulistano Fabrício Corsaletti, de 35 anos (graduado em Letras, é colunista da “Folha de S. Paulo” e autor de “Estudos para seu corpo”, de 2007, e “Esquimó”, de 2010); da mineira Ana Martins Marques, 36 (mestre em Literatura, ganhou o Prêmio Biblioteca Nacional de Literatura em 2012 com o livro “Da arte das armadilhas”); da gaúcha Angélica Freitas (que antes de “Um útero…” tinha publicado o elogiado “Rilke Shake”, em 2007); e dos cariocas Alice Sant’Anna (editora no Instituto Moreira Salles e autora também de “Dobradura”, de 2009) e Leonardo Gandolfi, 32 (doutorando em Literatura, é professor do ensino fundamental e autor de “No entanto d’água”, de 2006, e “A morte de Tony Bennett”, de 2010).

— Não vejo pontos de contato evidentes, são escritas muito pessoais. Prefiro falar dos problemas em comum, não no sentido negativo da palavra, mas no sentido de complexidade: eles fazem poemas abertos. Não abertos como uma flor, mas como uma mão de baralho. Eles têm em cada poema diversas possibilidades. É como se cada verso pudesse gerar um próximo jogo, um novo poema — exalta Armando Freitas Filho, lembrando que conhece melhor a obra de Alice e Ana.

Foi proposto um encontro entre os poetas, que só se conheciam aos pares ou pela internet. Angélica tomou dois aviões de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde vive; Fabrício interrompeu um trabalho de tradução em São Paulo; Ana, a redação do capítulo final de sua tese, em Belo Horizonte. Alice pediu para chegar mais tarde ao trabalho, na Gávea, e Leonardo deixou os alunos com um monitor. Na manhã da sexta-feira retrasada, os cinco se encontraram pela primeira vez para discutir, por que não, poesia.

Vocês reconhecem esta boa fase?

Fabrício: Sim. Acho que é um bom momento. Mas é poesia, né? Só quem vende bem aqui é a Angélica (risos). Eu acho que poderia não se falar sobre poesia em lugar nenhum, mas poesia ainda tem destaque. Eu, por exemplo, só aceitei ser colunista de jornal porque me permitiram publicar poemas também.

Alice: Eu não sei comparar porque não vivi outra época, mas a nossa eu vejo com otimismo. Tem muita gente boa escrevendo, muita gente boa publicando. Não sei se dá para falar sobre vertentes, cravar o que une uma geração, mas acho que é uma época excelente.

De que forma as redes sociais ajudam a difusão desta poesia?

Ana: Eu acho que a internet mudou muito a forma de circulação da literatura em geral, e da poesia em particular. A poesia se prende a isso: o caráter mais sucinto, mais imagético. Sem dúvida favorece a circulação e o contato das pessoas. Conhecer o que está sendo feito em outros lugares, em outras editoras, e que normalmente você não teria acesso. Houve uma transformação no modo de fazer e de ler.

Vocês leem poesia no Facebook? (mais…)

Escritora mineira Paula Pimenta se prepara para se lançar no mercado internacional

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Carlos Herculano Lopes no Divirta-se

 (Maria Tereza Correia/EM)

Primeiro foi o sucesso da série para adolescentes Fazendo meu filme 1, 2, 3 e 4, que desde o lançamento do primeiro volume, em 2008, pela Editora Gutemberg/Autêntica, já vendeu mais de 200 mil exemplares. Agora a escritora mineira Paula Pimenta, de 37 anos, depois de dar por encerradas as mil e uma aventuras da garota Fani, se prepara para lançar o segundo volume (o primeiro saiu no ano passado) de sua nova saga: Minha vida fora de série. Na esteira do sucesso dos quatro primeiros livros, a escritora desta vez conta a história de outra menina, Priscila, que devido à separação dos pais acaba deixando São Paulo e vindo viver com a mãe em Belo Horizonte. No início, como era de se esperar, detesta a cidade, com a qual, aos poucos, vai se adaptando.

Para escrever livros que têm causado furor em todo o país, principalmente entre garotas de 10 a 18 anos, a escritora, que nasceu e vive com a família em Belo Horizonte numa sossegada casa do Bairro Mangabeiras (dividem o espaço com dois gatos, seis cachorros e um pé de jabuticaba ), conta ter se inspirado em sua própria vida. “Como a Fani e a Priscila, fui uma menina tímida e sossegada, que gostava de ir ao cinema, ouvir música, sair com os amigos, fazer intercâmbio.”

Ela lembra ainda que, em BH, os primeiros lugares nos quais estudou foram no antigo Instituto Zilah Frota, no Bairro Mangabeiras, e no Izabela Hendrix, na Praça da Liberdade, onde começou a pegar gosto pelos livros. Foi ali, com encantamento, que descobriu as histórias de Marcos Rey, João Carlos Marinho e Agatha Christie. Depois veio o curso de jornalismo, que deixou pela metade por não se adaptar às regras formais da escrita, e, em seguida, a publicidade, curso no qual acabou se formando.

Nesse meio-tempo, até seguir para Londres, onde participou durante um ano de uma oficina de criação literária que seria decisiva na sua futura carreira como escritora, Paula chegou a trabalhar como assessora de marketing do Minascentro, na produção do programa Brasil da Gerais, da Rede Minas, e a escrever crônicas em um site. “Foi um exercício e tanto e 50 delas acabaram sendo lançadas no ano passado, também pela Editora Gutemberg, com o título de Apaixonada por palavras”, conta. Na Inglaterra, onde viveu na casa de um tio, Paula Pimenta começou a escrever seu maior sucesso, Fazendo meu filme 1.

Boca a boca

Se hoje ela é uma escritora consagrada, no início da carreira, quando lançou o primeiro volume de Fazendo meu filme, com o qual começou a dar asas à garota Fani, as coisas não foram fáceis: o livro saiu com uma tímida edição de mil exemplares e quase não teve mídia, como costuma ocorrer com a maioria dos autores iniciantes. Mas se deu uma coisa que, segundo ela, foi decisiva: o boca a boca. “Uma menina foi falando para a outra, mandando e-mails, mensagens no Facebook, Twitter, Instagram, e o livro acabou estourando. Foi uma coisa maluca, na qual eu mesma quase nem acreditava”, diz a autora, sempre conectada às redes sociais.

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