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Segredos da Guerra dos Tronos: GRRM revela detalhes sobre o Mundo de Gelo e Fogo

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George R. R. Martin (foto de Reuters/Denis Balibouse)

George R. R. Martin (foto de Reuters/Denis Balibouse)

Publicado pela Revista Bang

O artigo em baixo reproduzido apresenta spoilers da saga Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin

Aprendi ainda mais sobre a Guerra dos Tronos pelo fascinante livro The World of Ice and Fire do que ao entrevistar o autor.

No domingo tive o enorme prazer de entrevistar o autor George R. Martin ao vivo na New York City’s 92nd Street Y. A ocasião devia-se à publicação do novo livro exuberantemente ilustrado The World of Ice and Fire, sobre as terras fictícias onde decorrem os romances de Martin e a série Guerra dos Tronos da produtora HBO.

1O livro foi escrito por Martin em colaboração com os ‘superfãs’ Elio M. e Garcia Jr. e Linda Antonsson, cujo conhecimento enciclopédico desta saga é semelhante à matéria de que se fazem as lendas.

George tornou-se bastante reservado no que toca a revelar informação que poderia arruinar as tramas dos futuros livros (mais dois romances estão planeados para As Crónicas de Gelo e Fogo). Muito do que ele referiu em 92Y – que a Muralha foi baseada na Muralha de Hadrian (a muralha que divide Inglaterra da Escócia) que George Martin visitou; que o autor imagina a Eyrie como algo semelhante ao Castelo de Neuschwanstein do Rei Ludwig, na Baviera – tal já era conhecido pelos seus fãs mais aguerridos. No entanto, um novo público para esta saga foi criado, sejam leitores mais casuais da saga ou aqueles que apenas estão familiarizados com o programa da HBO, e esse público irá encontrar muitas respostas a perguntas verdadeiramente explosivas das páginas d’As Crónicas de Gelo e Fogo. Eis algumas das mais intrigantes.

As crianças de aspeto bizarro que ajudaram Bran e a maioria do grupo no final da 4ª temporada não são crianças. Na verdade nem sequer são humanos.

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Tal como os gigantes (vistos durante o cerco à Muralha), as criaturas denominadas Filhos da Floresta habitaram Westeros antes da vinda dos Primeiros Homens. Foram os Filhos da Floresta que cravaram e esculpiram os rostos nas árvores coração, como a que se encontra em Winterfell. Apesar de inicialmente serem inimigos dos Primeiros Homens e guerrearem, os dois grupos acabaram por pacificar-se e no Norte, de onde a família Stark é originária, muitos ainda idolatram os deuses antigos dos Filhos da Floresta tal como são representados nos rostos esculpidos das árvores coração. Os sábios e sacerdotes dos Filhos da Floresta eram chamados de videntes verdes e tinham sonhos proféticos, semelhantes aos sonhos de Bran e Jojen. (Aliás, Jojen vem de uma tribo, os cranogmano, da qual existem rumores que se terão cruzado genealogicamente com os Filhos da Floresta; e um dos antepassados de Bran casara com a filha do último rei dos cranogmano). Inicialmente pensava-se que os Filhos da Floresta tinham desaparecido completamente de Westeros.

Westeros é palco de conflitos religiosos.

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Enquanto a Fé dos Sete é a religião dominante nos Sete Reinos, nem sempre fora assim. Foi trazida para Westeros pelos Ândalos, invasores de Essos (o grande continente a leste de Westeros; e onde Daenarys viveu a maior parte da sua vida). A dinastia de Daenarys, os Targaryen, adotaram essa crença quando se viraram contra os Ândalos e se deu o seu êxodo para fora da terra mãe, a sul de Essos. Enquanto os fãs da série televisiva estão familiarizados com uma igreja que é subordinada da família real, nem sempre fora assim tão dócil. Duas ordens, os Filhos Guerreiros e os Pobres Irmãos – conhecidos coletivamente como Fé Militante ou Espada e Estrelas – iraram-se contra o sucessor do primeiro rei Targaryen, uma vez que a Fé abominava a prática dos casamentos incestuosos, comum na dinastia Targaryen. O terceiro rei Targaryen, Maegor o Cruel, reprimiu brutalmente e demitiu os Fé Militante, proibindo ordens religiosas de empunharem armas dali em diante. Este decreto será decerto significativo nas próximas temporadas da série da HBO.

Os Targaryen eram incestuosos por razões estratégicas, ao contrário dos Lannister.

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A prática de casar irmãos e irmãs era comum na pátria dos Targaryen, de Valyria, porque o dom de domesticar dragões era uma herança que se adquiria geneticamente, e o clã pretendia manter esse dom na família. Mas mesmo aqueles que nasciam com esse dom não tinham o trabalho facilitado, como se demonstra pela dificuldade de Daenarys em domar os seus dragões. No 92Y, Martin conta que uma grande amiga sua e colaboradora, a escritora Melinda Snodgrass, tem um cavalo lusitano e pratica equitação – as suas experiências a treinar cavalos mostraram a Martin a dificuldade que seria treinar dragões.

Tywin Lannister nasceu já com o feitio difícil, um “hard ass”.

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Quando o pai de Tyrion e Cersei era um bebé, o avô deles tentou acariciar o cabelo a Tywin, mas o bebé mordeu-lhe. The World of Ice and Fire também oferece a descrição completa do incidente que inspirou a infame canção “As Chuvas de Castamere”, cujo início assinalou o começo da carnificina decorrida no Casamento Vermelho. A Casa Reyne, uma família de fidalgos de classe alta, desafiara as ordens de Tywin e retirara-se com as suas mulheres e crianças para as caves sob o seu castelo, o Castelo de Castamere, enquanto Tywin marchava com as suas tropas até aos portões. Tywin ignorou o pedido de tréguas dos Reyne, selou as caves e inundou-as, queimando de seguida o castelo até só restarem cinzas. As caves continuam seladas até hoje.

Margaery Tyrell descende de uma longa lista de personagens inteligentes.

1Muitas das outras casas nobres de Westeros encaram a Casa Tyrell como “servos ricos”, uma vez que ganharam protagonismo político através da ágil habilidade a conseguir ligações com os monarcas da Campina, Casa Gardener. Os Tyrell eram tão bons nisto que casaram com diversas princesas Gardener. Quando a linhagem Gardener cessou de existir, os métodos prudentes e perspicazes dos Tyrell foram recompensados: Aegon o Conquistador (antepassado de Daenarys) fê-los senhores da região, ignorando as muitas outras casas com linhagens mais nobres. Os Tyrell fizeram com que Jardim de Cima, o seu castelo, se tornasse o centro da cultura, música e belas-artes, assim como o centro do cavalheirismo, um pouco como Provence, no sudeste de França, foi durante a Idade Média.

O povo de Oberyn Martell sabia como combater dragões.

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Dorne, o reino austral arenoso de Westeros, foi aquele que mais tempo resistiu à invasão dos Targaryen. Eles fizeram-no evaporando-se para as zonas rurais sempre que um dos dragões Targaryen aparecia, sem oferecer resistência quando queimaram as casas e quintas. Em vez disso, e liderados pela perspicácia da Princesa Meria, esperaram até os dragões partirem, para depois se tornarem uma legião de guerrilha altamente eficaz contra as forças de ocupação dos invasores (apesar de terem realmente matado um dragão assim como a sua condutora, a irmã do rei). Depois da Princesa Meria morrer, o seu filho e herdeiro enviou uma mensageira a Porto Real a pedir a paz, sob condição de não terem que ser coagidos a considerar Aegon o Conquistador como senhor de Dorne. Aegon estava determinado a recusar quando a mensageira, uma princesa de Dorne, lhe dera uma carta privada do seu pai. “Aegon leu a carta no Trono de Ferro, e dizem que, quando se levantou, a sua mão sangrava tal era a força com que apertava a carta.” Queimou a carta e concordou em agir segundo os termos de Dorne. Ninguém sabe o que continha a carta. Os Targaryen nunca obtiveram sucesso a subjugar os Dornish, e Dorne juntou-se aos Sete Reinos através de uma aliança pacífica e ligações matrimoniais com a casa Real quase dois séculos depois da receção da tal carta por Aegon.

Melisandre vem definitivamente de paragens longínquas.

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Um dos aspetos mais intrigantes de The World of Ice and Fire é o conhecimento comum que subsiste em relação às terras nas fronteiras do “mundo conhecido”. Estas terras incluem locais como as Mil Ilhas, cujos habitantes se assemelham a pescadores de uma história de Lovecraft, ou o império fabuloso de Yi Ti. Melisandre vem de uma das mais remotas e sinistras cidades portuárias estrangeiras, uma antiga cidade austro-oriental conhecida como Asshai. Quando era jovem, Melisandre foi vendida ao Templo Vermelho do deus R’hllor, o Senhor da Luz, idolatrado por uma religião maniqueísta que Martin indica ter sido inspirada no zoroastrismo. R’hllor tem poucos crentes em Westeros no momento em que a história decorre, mas como Martin explicou, o dom que alguns sacerdotes possuem de reavivar os mortos, entre outros poderes mágicos, é “persuasivo”. De acordo com The World of Ice and Fire, Asshai, afamada pelos seus feiticeiros e sacerdotes, é construída inteiramente por uma pedra negra com “uma sensação gordurosa e desagradável”. A luz em Asshai é sempre soturna, mesmo em dias de verão, e as ruas são estranhamente silenciosas, particularmente à noite. Nenhuma criança reside lá.

31 tatuagens de babar para os amantes de livros de aventuras fantásticas

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Ariana Rebolini, no Buzzfeed

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1. A Montanha Solitária

The Lord of The Rings

2. Uma toca de hobbit

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3. A árvore de Gondor

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4. A inscrição do Anel

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5. Ou, no formato de anel

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6. Uma citação inspiradora de Gandalf

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7. “Sê forte”, em Tengwar

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8. Uma simples Estrela Vespertina

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9. As iniciais de Tolkien

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As Crônicas de Gelo e Fogo

10. Palavras de Ned Stark sobre família

As Crônicas de Gelo e Fogo

11. Casa Baratheon

As Crônicas de Gelo e Fogo

12. “Lua da minha vida” & “Meu sol e estrelas”

As Crônicas de Gelo e Fogo

13. Um tributo à Sansa

As Crônicas de Gelo e Fogo

14. A Mão do Rei

As Crônicas de Gelo e Fogo

15. A Patrulha da Noite

As Crônicas de Gelo e Fogo

(mais…)

Game Of Thrones: Westeros deveria ser assim, segundo George R.R. Martin

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O próximo livro de George R. R. Martin está chegando. Não, não é aquele livro.

Bill Bradley, no Brasil Post

O autor falou recentemente sobre The World of Ice & Fire, seu novo livro que narra a história de Westeros. Durante a palestra, Martin revelou que o universo retratado na série Game of Thrones pode ser lindo, mas não é como ele imaginou que ficaria.

“Eu queria as versões precisas desses castelos. Nós tivemos um número de diferentes artistas desenhando em capas, cards e jogos. Alguns criaram belas imagens, mas não necessariamente precisas em relação ao mundo que eu descrevi”, disse sobre o cenário desenvolvido ao longo da série literária e televisão.

Para o novo livro – uma visão apurada sobre os conceitos, mitologias e cenários de GOT -, o autor disse que colaborou com os artistas que souberam como interpretar sua mente, extraindo paisagens de dentro dela. Veja agora como o mundo de Game of Thrones realmente deveria ser.

O Trono de Ferro

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No que diz respeito à forma como o trono foi moldado para a série, o autor disse: “É um grande trono e se tornou icônico, mas não é realmente o meu Trono de Ferro … Neste livro você vai ver o meu Trono de Ferro”. Acima, uma visão de como seria o trono com base nos livros.

Winterfell

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Sobre o trabalho de paisagem do artista Ted Nasmith, Martin disse: “Eu sabia que com Ted Naismith estava trabalhando com um dos grandes pintores de paisagens do mundo real e um cara que realmente fez grandes obras arquitetônicas, de modo que ele e eu trabalhamos muito próximos neste projeto”.

A Fortaleza Vermelha em King’s Landing

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Ao falar sobre a Fortaleza Vermelha, Martin disse que as locações e paisagens da HBO são bonitas, mas nenhuma é exatamente o que ele descreveu no livro.

Castle Black e a Muralha

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Segundo Martin, a Muralha de Adriano, na Escócia, serviu de inspiração para a criação de Castle Black. O autor disse que visitar o muro lhe deu um “profundo sentimento”.

Pedra do Dragão

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Martin disse, a Pedra do Dragão foi uma das transposições visuais mais difíceis da série. Ainda assim, a descrição mais precisa da fortaleza está nos livros, ou no novo projeto do escritor.

The World of Ice and Fire: The Untold History of Westeros and the Game of Thrones foi lançado no último dia 28 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, o título ainda segue sem tradução e previsão de lançamento.

Autores fazem leilão beneficente para colocar fãs em livros

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Após Stephen King e George R. R. Martin, figuras como Julian Barnes e Ian McEwan incluem pagantes em contos e romances

Julian Barnes lidera projeto de leilão beneficente onde autores venderão direitos de personagens a fãs - Reuters

Julian Barnes lidera projeto de leilão beneficente onde autores venderão direitos de personagens a fãs – Reuters

Publicado em O Globo

NOVA YORK — Julian Barnes diz que está oferecendo “a oportunidade genuína de vida após a morte” para seus fãs, mas a premissa é literária. Ele e outros autores, como Margaret Atwood, Ian McEwan, Ken Follett, Will Self e Zadie Smith, estão lançando um leilão para arrecadar fundos para a fundação Freedom from Torture. No evento, que acontece em 20 de novembro, em Londres, 17 escritores venderão direitos para os pagantes terem os próprios nomes incluídos em seus futuros romances.

Barnes, que é um dos representantes Freedom from Torture — que trabalha dando apoio a sobreviventes de tortura —, foi o primeiro a lançar a ideia. Ele fará uma oficina de escrita, da qual sairá um conto e a primeira parte do leilão.

Outros já sabem até quais serão seus personagens nomeados. A americana Tracy Chevalier (“Quando os anjos caem”, “Moça com brinco de pérola”) procura um nome feminino para a “dona durona de uma pensão na São Francisco da corrida pelo ouro”, na década de 1850. Já a canadense Margaret Atwood (ganhadora do Booker Prizer com “O assassino cego”) dá duas opções: ou uma aparição no romance que está escrevendo, ou sua releitura de “A tempestade”, de Shakespeare, que sai em 2016.

A iniciativa de vender direitos de nome para arrecadar fundos já foi feita antes. Mas justamente por dois autores sanguinolentos… e que deram um final pesado para os personagens “comprados”. Stephen King criou um em “Celular” (2006) que morre de forma violenta. Dois fãs pagaram US$ 20 mil cada a George R. R. Martin para entrar na saga de “Game of thrones”. Acabaram mortos, como era de se esperar.

‘Game of thrones’: Fotos revelam diferenças entre livros e série

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George R.R. Martin odeia seus leitores

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Eduardo Rodrigues em O Globo

Quando ele lançou seu primeiro livro de grande repercussão (“Guerra dos Tronos”, o primeiro volume da “Saga de gelo e fogo”, lá em 1996), surpreendeu a todos matando alguns dos personagens mais queridos do público e até mesmo o principal protagonista.

No terceiro livro, destruiu nossos corações com o “Casamento Vermelho”, mas os leitores passaram por aquele teste de fogo e seguiram querendo mais. Aí ele mudou a estratégia: para nos matar de curiosidade e ansiedade, aumentou para cinco ou seis anos o intervalo entre as obras.

Em 2011 o número de fãs cresceu exponencialmente com o lançamento da aclamada série da HBO e agora o que os fãs antigos mais temiam está acontecendo: a delonga fez com que a história contada na série comece a ultrapassar os livros. Essa preocupação ganhou força no início do ano, quando foi ao ar a quarta temporada e a aventura de Bran Stark ao norte do Norte foi muito além do que poderíamos imaginar.

* * * E A PARTIR DAQUI TEM SPOILERS * * *

A série atualmente está sendo filmada na Espanha, onde são gravadas as cenas de Dorne, terra natal do finado Oberyn Martell. A imagem mais marcante a surgir até agora mostra Daenerys Targaryen assistindo a um combate, sentada ao lado de Hizdahr zo Loraq e… Tyrion Lannister! Loraq é um nobre local com quem ela se casa para tentar controlar a cidade.

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A foto é um spoiler não só para espectadores da série, mas também os leitores. No quinto livro, Daenerys luta para controlar a cidade de Meereen, enfrentando a aristocracia local. Tyrion, por outro lado, está perdido em meio a sua fuga de King’s Lading, após matar o pai. Todos esperam que o encontro vá acontecer — mas ele ainda não aconteceu, pelo menos não nos livros.

As surpresas não terminam aí. No duelo que Dany e Tyrion assistem, um dos combatentes é Jorah Mormont, o conselheiro que perdeu as graças da Mãe dos Dragões. Ele sim encontra com Tyrion no quinto livro, mas agora precisamos saber como essa história será resumida na série (o que é uma boa notícia, pois a parte do Anão no quinto livro é uma das mais chatas da saga).

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Outro encontro inesperado que deve acontecer já na quinta temporada será entre Jaime Lannister e as Serpentes de Areia, como são conhecidas as filhas de Oberyn Martell. O ator Nikolaj Coster-Waldau foi visto entrando no Palácio de Alcázar, em Sevilha, que está sendo usado para gravar cenas do palácio de Dorne.

A questão é que nos livros Jaime não vai a Dorne em nenhum momento. Então o que vai acontecer por lá é uma completa surpresa. Ele tem motivos para a viagem, pois sua filha Myrcella foi enviada para lá por Tyrion, há duas temporadas (lembram?). Mas a interação com a família Martell certamente não será amigável. As primeiras imagens das Serpentes de Areia também apareceram nesta semana pela primeira vez.

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