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Georges Simenon, criador do inspetor Maigret, ganha novo olhar e reedição no Brasil

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Foto: Divulgação.

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Publicado em O Grito

Georges Simenon foi um dos autores mais prolíficos que se tem notícia na literatura. Ele escreveu mais de 400 livros, que venderam mais de 500 milhões de exemplares e foram traduzidos para 50 idiomas. Para o cinema foram mais de 60 adaptações. Para a televisão, mais de 280. Agora sua obra começa a ganhar um novo olhar e novas edições estão sendo lançadas no país.

Além do estereótipo de um autor hiperprodutivo, capaz de escrever romances em uma semana, Simenon foi um dos autores mais influentes do século 20. A popularidade do comissário Maigret — seu personagem mais famoso — e as diversas adaptações para o audiovisual contribuíram para reforçar a imagem de um autor de livros para consumo rápido.

 

Georges Simenon foi um dos autores mais prolíficos que se tem notícia na literatura. Ele escreveu mais de 400 livros, que venderam mais de 500 milhões de exemplares e foram traduzidos para 50 idiomas. Para o cinema foram mais de 60 adaptações. Para a televisão, mais de 280. Agora sua obra começa a ganhar um novo olhar e novas edições estão sendo lançadas no país.

Além do estereótipo de um autor hiperprodutivo, capaz de escrever romances em uma semana, Simenon foi um dos autores mais influentes do século 20. A popularidade do comissário Maigret — seu personagem mais famoso — e as diversas adaptações para o audiovisual contribuíram para reforçar a imagem de um autor de livros para consumo rápido.

Com a importância revisitada, Simenon vem tendo uma recepção mais acalorada dos críticos. Entre seus milhares de admiradores ilustres estão André Gide, Charles Chaplin, Henry Miller, William Faulkner e Federico Fellini. Além das muitas histórias policiais, produziu 41 “romances duros”, obras em geral maiores no tamanho e na ambição, construídas fora dos esquadros das tramas de investigação e não raro incluídas no cânone da literatura europeia.

A Companhia das Letras começou a publicar a obra do autor em 2014 e anunciou dois romances de Simenon este mês, A Dançarina do Cabaré e O Quarto Azul. O primeiro se passa em Liège, cidade belga onde Simenon nasceu, e traz o famoso Maigret em volta com um assassinato de um estrangeiro rico. O segundo envolve adultério e assassinato e teve trecho em pdf divulgado.

Simenon nasceu em 12 de fevereiro de 1903 em Liège, na Bélgica e começou a publicar histórias, sob vários pseudônimos, em 1923. Morreu em 1989 em Lausanne, na Suíça, onde passou a maior parte da vida.

Foto: Divulgação.

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“Me fascina o passado parecer mais intenso que o presente”, diz John Banville

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Raquel Cozer, na A Biblioteca de Raquel

O irlandês John Banville, autor do lindíssimo “O Mar” (Nova Fronteira), vencedor do Man Booker Prize 2005, vem neste ano para Flip, o que levou a Globo a programar seu romance mais recente, “Luz Antiga”, para junho. Minha entrevista com ele para o texto da Ilustrada foi motivada por outro lançamento, de “O Cisne de Prata” (Rocco), dentro da série de policiais que assina com o pseudônimo Benjamin Black. Falo um pouco do livro no link acima.

Desde 2006, quando começou a lançar policiais como Benjamin Black, inspirado pelos romances do belga Georges Simenon (1903-1989), Banville quase não escreve como Banville. Além de “Luz Antiga”, lançou só “Os Infinitos” (Nova Fronteira), que nem faz jus ao escritor que ele é. No mesmo período, foram sete livros como Black, com mais um previsto para este ano.

Em resumo, ele sofre mais para escrever como Banville, obcecado pela frase perfeita, e não vende tanto assim. Como Black, escreve com facilidade, sem nenhuma ambição de ser artista, e lidera listas de mais vendidos. É assim que funciona e, ele diz, é absolutamente natural.

Ele fala também sobre as especificidades de seus romances policiais, a “conversão” a Benjamin Black e a Wikipedia, entre outros temas, na entrevista abaixo, concedida por e-mail.

Foto de Beowulf Sheehan

Foto de Beowulf Sheehan

Em vez de centrar a história no ponto de vista de Quirke, o protagonista, “O Cisne de Prata” alterna capítulos na voz dele com as de outras personagens, incluindo a vítima. O resultado é que os leitores acabam sabendo muito mais do que o personagem que investiga a história. Por que optou por esse formato?
Acho romances policiais fascinantes do ponto de vista técnico. Nesse livro, foi interessante alargar a perspectiva e trazer, embora obliquamente, as vozes, ou ao menos as sensibilidades, de outros personagens. E com isso fazer Quirke desconhecer detalhes que outros personagens, e os leitores, sabem. Mas, enfim, Quirke geralmente progride por meio da ignorância dos fatos. O que admiro nele como protagonista é que ele não é um superdetetive. Se você quer o oposto de Sherlock Holmes ou Hercule Poirot, esse é Quirke. Ele é um pouco estúpido, como o resto de nós –humanos, em outras palavras. (mais…)

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