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Posts tagged GetúLio Vargas

Livro reconstitui golpe militar de 1964 em forma de história em quadrinhos

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Publicado por Folha de S.Paulo

Nesta terça (25) será lançado o livro “O Golpe de 64”, parceria entre o jornalista Oscar Pilagallo e o ilustrador Rafael Campos Rocha, ambos colaboradores da Folha.

É a primeira vez que a história do golpe militar de 1964 é contada por meio de quadrinhos.

Imagem do livro "O Golpe de 64" de Oscar Pilagallo e Rafael Campos Rocha - Reprodução

Imagem do livro “O Golpe de 64” de Oscar Pilagallo e Rafael Campos Rocha – Reprodução

O livro parte do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e percorre os anos de instabilidade política que se seguiram à morte do presidente e culminaram com a ascensão dos militares —que, uma década depois, depuseram o presidente João Goulart e instauraram uma ditadura que durou vinte anos.

O GOLPE DE 64
LANÇAMENTO ter. (25), às 18h30, na Livraria da Vila, r. Fradique Coutinho, 915, tel. (11) 3814-5811
AUTORES Oscar Pilagallo e Rafael Campos Rocha
EDITORA Três Estrelas
QUANTO R$ 34,90 (120 págs.)

Conheça dez pontos turísticos que ajudam a compreender a História

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Professores listaram dez locais que guardam boas informações sobre a história do Brasil e do mundo. De Ouro Preto a Paris, conheça um sugestivo roteiro para quem quer relaxar sem se desconectar dos estudos, durante as férias.

Publicado em O Globo

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Pelourinho, Bahia
Uma das maiores memórias da escravidão no Brasil, o Pelourinho, em Salvador, oferece inúmeras possibilidades para quem quer conhecer um pouco mais da cultura brasileira. Uma delas, como recomenda o professor de história do colégio pH, Luiz Antônio Simas, é a Fundação Casa de Jorge Amado, repleta de materiais ligados à religiosidade afro-brasileira e à produção do escritor. Perto dali, o público ainda pode visitar o Terreiro de Jesus, local que marca a fundação da primeira capital do Brasil.

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Colônia do Sacramento, Uruguai
A cidade mistura heranças espanholas e portuguesas em sua estrutura colonial. Por isso, é uma ótima oportunidade para se conhecer de uma só vez essas duas influências tão recorrentes na história da América Latina. A dica também é do professor Luiz Antônio.

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Museu da República, Rio de Janeiro
O roteiro também passa pelo Rio de Janeiro. O Museu da República, no bairro da Catete, é apontado pelo professor Luiz Antônio como parada obrigatória para um passeio pela história republicana do Brasil. Documentos históricos e até o quarto em que o presidente Getúlio Vargas suicidou, em 1954, fazem parte do acervo.

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Machu Picchu, Peru
A cidade mantém viva a memória do Império Inca, que, segundo o professor de história do colégio e curso pH, Luiz Antônio Simas, aparece com frequência em vestibulares. Além disso, como ele salienta, é uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer modelos de civilização diferentes do padrão europeu, tão difundido no Ocidente.

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Centro Histórico de Ouro Preto, Minas Gerais
De acordo com o professor de história do Colégio e Curso Pensi, Marcio Branco, a cidade, que considera uma das mais belas do mundo, é uma aula viva. Um dos destaques apontados por ele é a oportunidade que o visitante tem de encontrar igrejas construídas para a elite bem perto de outras que eram exclusivas para os escravos. Isso mostra de forma bem clara a dicotomia que marcava a sociedade colonial mineradora. (mais…)

Quem mexeu nas “Memórias do cárcere”

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O Partido Comunista censurou e editou o clássico de Graciliano Ramos?
A suspeita existe desde a publicação da obra. O que há de verdade nela

OBRA PÓSTUMA Graciliano Ramos nos anos 1950. Ele deixou quatro versões para Memórias do cárcere (1953), publicadas após sua morte. E aprovou a versão final, crítica ao Partido Comunista, do qual fez parte (Foto: Arq./Estadão Conteúdo)

OBRA PÓSTUMA
Graciliano Ramos nos anos 1950. Ele deixou quatro versões para Memórias do cárcere (1953), publicadas após sua morte. E aprovou a versão final, crítica ao Partido Comunista, do qual fez parte (Foto: Arq./Estadão Conteúdo)

Marcelo Bortoloti, na Época

Filiado ao Partido Comunista, pelo qual chegou a ser candidato a deputado federal, o escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953) nunca permitiu que questões partidárias interferissem em sua literatura. Essa atitude independente, presente em cada um de seus livros, é o mote central dos debates da Festa Literária Internacional de Paraty (a Flip), que acontecerá no próximo mês e homenageará Graciliano com mesas de discussão e leituras. O tema também põe em evidência uma polêmica antiga, que manchou a trajetória de uma de suas obras mais importantes, Memórias do cárcere. Desde que foi lançado, pesa sobre o livro a acusação de ter sido adulterado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Uma denúncia que nunca foi completamente comprovada e ainda ecoa, até nos meios acadêmicos. Até que ponto Memórias do cárcere seria um texto legítimo?

O livro foi publicado no final de 1953, oito meses depois da morte de Graciliano. Ele apresenta um relato contundente, em que descreve o período de um ano que passou encarcerado pela ditadura de Getúlio Vargas, de março de 1936 a janeiro de 1937. Mantém sua independência e visão crítica da realidade. Por esse motivo, a acusação de que o partido teve acesso aos originais, trocou adjetivos e suavizou passagens controversas foi inicialmente recebida com descrença.

A insistência com que a denúncia foi levantada semeou a dúvida no meio literário. Como consequência mais desastrosa, provocou também um racha na família de Graciliano, com uma briga pública entre a filha Clara Ramos e o filho Ricardo, responsável pela publicação do livro. Eles morreram sem se falar. Nas últimas três semanas, com a ajuda dos professores Vanda Cunha Nery, da Universidade Federal de Uberlândia, e Godofredo de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do pesquisador Thiago Mio Salla, da Universidade de São Paulo (USP), ÉPOCA mergulhou nos originais de Memórias do cárcere, para colocar um ponto final no caso.

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Tratava-se um livro importante para os comunistas, pois deveria ser uma obra-chave sobre a Intentona Comunista de 1935. Depois da morte de Graciliano, foi noticiada uma visita que Astrojildo Pereira, um dos fundadores do PCB, fez a sua família. Astrojildo argumentava que, por se tratar de uma obra política, o livro precisava da aprovação da cúpula do PCB, que faria eventuais mudanças e supressões. A família não concordou. Os comunistas já haviam lido alguns capítulos, publicados em jornais, e estavam indóceis. Agildo Barata, um dos líderes do PCB, achou ridículo ser retratado como um sujeito baixinho e de fala fina. Também não havia o tom de manifesto político que os comunistas esperavam, mas um mergulho profundo no drama humano de pessoas confinadas em condições adversas.

Foi uma polêmica sem razão
de ser, mas que provocou
uma briga na família ”
RICARDO RAMOS FILHO, NETO DE GRACILIANO RAMOS

Graciliano não sabia bater à máquina, e os originais entregues à editora estavam datilografados. Havia suspeitas de que o partido ajudara nessa tarefa, aproveitando para corrigir o texto a seu contento. O livro foi lançado meses depois pela editora José Olympio. Era ilustrado com imagens de sete páginas manuscritas por Graciliano. Tais manuscritos meramente ilustrativos aguçaram a curiosidade do crítico literário Wilson Martins (1921-2010). Ele teve a ideia de compará-los com os capítulos impressos. Martins percebeu que havia diferenças e, num artigo publicado um mês depois da primeira edição, no jornal O Estado de S. Paulo, acendeu o debate. “Infelizmente estas memórias, na edição atual, não merecem confiança”, escreveu. Martins dizia entender a gravidade do que afirmava e que, na comparação que fez dos manuscritos com a versão impressa, ficava evidente que o texto original de Graciliano não fora seguido. Eram mudanças apenas estéticas, mas davam margem a suspeitar de outras alterações mais profundas, de cunho ideológico. “Julgamentos sobre o Partido Comunista, por exemplo, ou sobre homens ou ideias pessoais de Graciliano Ramos não teriam também sido modificados ou suprimidos?”, questionou Martins.

O livro sustenta um tom anticomunista. Ridiculariza tanto a revolução como seus heróis. Mesmo conhecendo o conteúdo da obra, Martins manteve sua acusação até o fim. Argumentava que Graciliano poderia ter sido ainda mais severo com os comunistas. Uma série de intelectuais escreveu artigos defendendo a veracidade do texto. O filho Ricardo Ramos (1929-1992) também veio a público expressar seu repúdio à denúncia. A polêmica poderia ter arrefecido aí, com o desmentido da família. Ganhou um novo capítulo em 1979, desta vez mais doloroso. Clara Ramos, a filha mais nova de Graciliano, localizou na editora José Olympio sete capítulos inteiros manuscritos por Graciliano. Algumas páginas eram aquelas usadas como ilustração na primeira edição do livro. O restante do material, ainda inédito, também tinha diferenças em relação ao texto publicado.

Com esses capítulos nas mãos, Clara travou uma briga pública com o resto da família. Na ocasião, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem com o título: “As memórias que Graciliano não escreveu”. Clara acusava a mãe, Heloísa, e o irmão Ricardo de ter permitido a interferência na obra do pai. Cobrava deles a entrega dos outros capítulos manuscritos. Clara morreu em 1993, aos 71 anos, sem ter se reconciliado com os familiares. Ela ainda acreditava que o livro fora alterado pelos comunistas. “Mais uma vez tenho consciência de minha precariedade. Relaciono num livro as implicações do caso, assino embaixo, deixo o caso registrado, a solução nas mãos de Deus”, escreveu em seu último livro, Cadeia, publicado um ano antes de morrer.

OPONENTES No alto, o crítico Wilson Martins em 1996. Em 1953, ele acusou o PCB de atenuar o tom de Graciliano. Ricardo Ramos (abaixo, em foto com Graciliano) confirmou que o texto era do pai (Fotos: José Cordeiro/Estadão Conteúdo e arq./Estadão)

OPONENTES
No alto, o crítico Wilson Martins em 1996. Em 1953, ele acusou o PCB de atenuar o tom de Graciliano. Ricardo Ramos (abaixo, em foto com Graciliano) confirmou que o texto era do pai (Fotos: José Cordeiro/Estadão Conteúdo e arq./Estadão)

Na ocasião, Ricardo Ramos também publicou o livro de memórias, Retrato fragmentado, em que contou sua versão da história. Ele afirmava que Graciliano escrevia e reescrevia os capítulos à mão, sempre perseguindo a expressão mais sucinta. Portanto, era de esperar a existência de versões diferentes do livro. Em seguida, ele passava o texto para Heloísa Ramos datilografar. Todos os meses Graciliano entregava três capítulos datilografados ao editor José Olympio. Ele os guardava num cofre. Não poderia haver intermediários.

Para esclarecer o caso, desde então em aberto, um trabalho foi realizado há alguns anos pela pesquisadora Vanda Cunha Nery. Em sua tese de doutorado em comunicação na PUC de São Paulo, Vanda reuniu todas as versões do texto e fez uma comparação entre elas, que os estudiosos chamam de crítica genética. Ela também verificou como as várias versões apareciam no livro publicado. Memórias do cárcere tem dois esboços e uma versão completa manuscrita, guardados na USP. Também existe a versão datilografada, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. “Comparei linha por linha e posso garantir que não houve nenhuma alteração significativa no texto. Mesmo na versão datilografada, há correções com a letra de Graciliano”, diz a pesquisadora.

Já seria um desmentido poderoso. Mas ele não encerrou o assunto, porque Vanda não analisou os sete capítulos em poder de Clara Ramos, hoje nas mãos da filha dela, Luciana. No final da vida, Clara dizia que esses sete capítulos traziam alterações que sugeriam a existência de uma nova versão da obra, a definitiva, cujos outros originais estavam desaparecidos. A história é repetida até hoje. ÉPOCA analisou esses manuscritos com a ajuda de Godofredo de Oliveira, professor da UFRJ. Ele descobriu que toda a polêmica estava fundada num erro: os sete manuscritos não são originais do livro, mas versões alternativas de capítulos, que Graciliano publicou na imprensa daquele tempo.

Com a ajuda do pesquisador Thiago Mio Salla, organizador do livro Garranchos, foi localizado cada um dos capítulos publicados na imprensa. Eles saíram no Correio da Manhã, no Diário Carioca e na revista Temário. Os textos nos jornais são idênticos aos dos manuscritos guardados por Clara. Isso revela que tais originais foram produzidos unicamente para esse fim e anula a possibilidade de outra versão para a obra. “Foi uma polêmica sem razão de ser, mas que provocou uma briga na família”, diz Ricardo Ramos Filho, neto do escritor.

Wilson Martins e Clara Ramos foram induzidos ao erro, porque a imagem dos manuscritos destinados à imprensa foi publicada na primeira edição da José Olympio, como se fossem de originais do livro. A denúncia ganhou força diante do histórico de orientação ideológica e controle que o PCB exercia sobre seus autores. “Era uma polêmica antiga, mas que nunca teve um desfecho”, diz Godofredo. Ao completar 60 anos, a história aparentemente ganhou seu ponto final.

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Fã de leitura e multicampeão, zagueiro Wallace vive boa fase no Flamengo

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Publicado por Yahoo

Em entrevista à TV FLA, o novo titular da zaga rubro-negra revelou objetivo a alcançar no Brasileirão e falou sobre seu lado “cult”

Wallace no treino do Flamengo (Foto: Site Oficial do Flamengo)

Wallace no treino do Flamengo (Foto: Site Oficial do Flamengo)

Quatro Estaduais, uma Copa do Nordeste, um Brasileirão, uma Libertadores e um Mundial Interclubes. Esses são os títulos conquistados por Wallace em sua breve, porém muito vitoriosa, carreira. Ele tem apenas 25 anos e o Flamengo é o terceiro clube que defende em sua vida. Antes, passou por Vitória e Corinthians. Jogou as últimas três partidas como titular do time de Dorival Junior e foi fundamental para que Felipe não sofresse gol em nenhuma delas. A cabeça do zagueiro está voltada para o Olaria, adversário do próximo sábado, mas ele não esconde que já pensa em desafios maiores vestindo a camisa rubro-negra.

“Minha pretensão é levar o Flamengo ‘pras cabeças’. Temos que entrar para ser campeões. Acho que o time está em uma crescente, mas temos muito o que melhorar porque a equipe ainda está em construção. Não tenho dúvidas que no Brasileirão vamos brigar para estar entre os quatro ou cinco primeiros”, disse o zagueirão do time da Gávea.

Quando o assunto da entrevista passou a ser o lado de fora do campo, Wallace revelou um hobby pouco comum entre jogadores de futebol: a leitura. Ele passou a ter o hábito de ler quando ainda jogava nas categorias de base do Vitória por influência de um psicólogo do time baiano. O primeiro livro que leu é inesquecível para o zagueiro.

“Foi O Homem que Matou Getúlio Vargas, do Jô Soares. Eu me apaixonei pela história. Acabei indo atrás de outro livro do Jô. Chamava-se O Xangô de Baker Street. Li e gostei. Assim foi crescendo o hábito. Já li muita biografia e houve um período em que lia muito livro de auto-ajuda, mas hoje acho isso uma ‘balela’. De filosofia, já li Schopenhauer e algumas coisas sobre Nietzsche. Mas, meu escritor preferido é George Orwell. Busco todos os livros dele”, revelou Wallace.

dica do Chicco Sal

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