Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged goiás

Idosa escreve livros sobre viagens de 500 dias por países de 4 continentes

0
Arcelina Helena, de Goiás, visita a Muralha da China (Foto: Arquivo Pessoal/Arcelina Helena)

Arcelina Helena, de Goiás, visita a Muralha da China (Foto: Arquivo Pessoal/Arcelina Helena)

 

Arcelina Helena, 73, saiu de Goiás para peregrinações no exterior.
Última viagem foi à China, onde passou 100 dias conhecendo a cultura local.

Murillo Velasco, no G1

A jornalista e professora aposentada Arcelina Helena Públio Dias, de 73 anos, saiu de Goiás e passou 500 dias em quatro continentes para depois publicar livros sobre suas experiências. Depois de se aposentar da sala de aula, ela teve a ideia de viajar para escrever sobre o sofrimento e a resistência do ser humano nos diferentes cantos do mundo. Católica, ela contou com o apoio de alguns religiosos para cumprir a missão.

Em entrevista ao G1, Arcelina falou sobre a aventura vivida ao longo das viagens, que foram divididas em cinco etapas, cada uma delas com duração de 100 dias de peregrinação. Ela já publicou quatro livros sobre as visitas feitas no continente americano, na África e Europa. A última peregrinação da jornalista terminou no último dia 18 de novembro, quando chegou de viagem da China.

“Foi um desejo pessoal que agora tenho realizado por completo. Apesar da idade, que pra mim é pouca, tenho uma vida bastante ativa. Depois de me aposentar, coloquei este propósito de vida. Queria conhecer as nuances do sofrimento e da resistência dos seres humanos nas mais diferentes culturas. Com todas as minhas limitações, consegui conhecer coisas inimagináveis”, contou.

A primeira parte das viagens foi feita para Colômbia, Cuba, Bolívia, México e Estados Unidos e deu origem ao livro “Finais de Esperança”. A peregrinação feita nas “Américas” começou com um estudo feito por ela sobre os trabalhos de um grupo religioso com moradores de rua da Colômbia.

No México, Arcelina conviveu com cidadãos que tentavam atravessar ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos, onde conheceu uma família que fazia um trabalho com moradores de rua.

“Peguei países em plena guerra. No centro e norte da América aquele desespero por atravessar a fronteira para os Estados Unidos. Pessoas que davam tudo aos chamados coiotes para acabarem morrendo no deserto. Entre todo o sentimento que eu vi, consegui perceber finais de esperança, e acabou sendo este o título do primeiro livro desta peregrinação que só começava”, disse.

Depois de ficar imersa nas culturas latina e norte-americana, Arcelina passou 100 dias na África, passando por alguns países do Oriente Médio. Ela contou que pode conhecer a Angola, que passava por uma guerra civil, e África do Sul alguns anos após a libertação do ex-presidente Nelson Mandela. Além disto, visitou os palestinos em Israel e terminou a peregrinação no Líbano.

O trabalho rendeu o livro “Perdão, África, perdão”. “Eu sofri muito psicologicamente durante esta peregrinação, porque pensei no fato do Brasil ter vivido 300 anos de escravatura. Isto é surreal. Ficava me torturando vendo aquelas culturas belíssimas e imaginando que todas elas foram trazidas da forma que foram para cá. Sofri com o passado, com o que a gente vive de preconceito no presente e com o medo do futuro”, contou.

Viagens pelo Brasil
A terceira peregrinação foi feita pela Europa e rendeu o livro “Além do Silêncio”, que contou a história dos mosteiros ecumênicos presentes no continente. Depois de chegar ao Brasil, Arcelina embarcou na quarta peregrinação, aqui mesmo no país, em São Félix do Araguaia, no estado do Mato Grosso.

A jornalista conta que queria contar a história da cidade e do bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga. Segundo ela, o religioso, que é reconhecido internacionalmente pela luta em defesa dos povos da Amazônia e grupos excluídos, foi um dos símbolos da resistência à ditadura militar.

“Eu abri mão de ir para a Oceania para fazer um livro sobre heroísmo no meu país, no Brasil. A história de Pedro Casaldáliga é riquíssima. Ele deu apoio aos excluídos, aos pobres e os incentivou a levantar os rostos para a coisa terrível que foi a tomada de terra sofrida durante a ditadura militar. E o melhor da resistência dele, foi que foi sem guerra, uma resistência de fé e trabalho”, reforçou.

Arcelina Helena visitou vários templos na China (Foto: Arquivo Pessoal/Arcelina Helena)

Arcelina Helena visitou vários templos na China (Foto: Arquivo Pessoal/Arcelina Helena)

 

Expedição China
A última, e segundo ela a mais difícil, das viagens terminou no dia 18 de novembro, quando chegou de 100 dias de viagem na China. Arcelina conta que estudou mandarim e a cultura chinesa antes de embarcar. Apesar de ter mergulhado no idioma, a jornalista disse que não conseguiu se comunicar muito bem.

“Foi uma viagem, como dizemos aqui em Goiás, bastante custosa. O que me salvou foi o inglês. Porque em chinês eu só conseguia fazer a pergunta, daí eles me respondiam e eu não entendia nada. O jeito era sair perguntando ‘do you speak english?’ em todos os cantos até achar alguém pra ajudar, quando achava”, brincou.

Durante a viagem à China, Arcelina buscou fazer uma imersão na cultura e buscar como era a prática do catolicismo no país. Ela revelou que, ao contrário do que pensava, existem dezenas de igrejas que realizam missas nos mais diversos idiomas e sem perseguição política ou religiosa do governo chinês.

“Foi uma coisa que me surpreendeu. Acho que pelo fato de hoje a China ter gente de todo o canto, tem missas católicas apostólicas romanas com padres chineses e rezadas de tudo quanto é língua. Uma realidade muito diferente do que a gente escuta os religiosos pregarem aqui no Brasil”, revelou.

A jornalista conta que teve muita dificuldade com a alimentação e que não consegue descrever exatamente o que comeu ao longo da viagem.

“Eu não sei o que eu comi, porque olhava o prato, achava bonito, aí vinha tudo picadinho misturado. Era um arroz grudento. Fui até a um restaurante brasileiro, onde comi feijoada. Eu comprava coisas que eu identificava apenas e mesmo assim era surpreendida”, afirmou.

Pela limitação do idioma, Arcelina diz que não conseguiu conhecer lugares extremamente pobres do país. “Eu não tive como ir no meio dos pobres excluídos da China, porque eles não falam nenhuma língua que eu possa me comunicar com eles. Eu não tive nenhum apoio para que pudesse fazer isso e sozinha, na minha peregrinação, não era possível”.

Durante viagem ela conheceu a Universidade Internacional de Dailan (Foto: Arquivo Pessoal/Arcelina Helena)

Durante viagem ela conheceu a Universidade Internacional de Dailan (Foto: Arquivo Pessoal/Arcelina Helena)

 

Memória
A idosa contou que andava o dia inteiro durante as viagens, não passou mal por causa do novo tipo de alimentação, mas que enfrentou problemas por conta da “memória fraca”. Ela disse que preparou um celular moderno para registrar a viagem, mas esqueceu o aparelho quando passou por São Paulo antes de embarcar para Pequim.

“Saúde eu tenho. Consegui andar, comer as comidas, mas a minha memória é fraquinha. Sou antiga, levei a caderneta. Pretendia ir de gravador e tudo mais. Super preparei o telefone e esqueci em São Paulo. Mas a minha grande descoberta é que Deus realmente está do meu lado, porque foi cada situação”, contou.

Religiosa, Arcelina se assustou ao chegar a Shangai e se hospedar em um hotel frequentado por garotas de programa da região. Outro desafio vivido por ela foi o fato de ter viajado mais de 100 km entre Hong Kong e Guangzhou. Quando ela chegou à cidade, lembrou que todo o dinheiro que ela tinha havia ficado no cofre do hotel em Hong Kong.

“Eu precisei pegar dinheiro emprestado com um padre para passar os dias em que eu ficaria em Guangzhou e depois voltei para o hotel para buscar o dinheiro que havia guardado. A minha memória é desse jeito, impecável”, brincou.

Geladeira vira biblioteca e empresta livros em terminal de ônibus de Goiás

1
Geladeira cheia de livros foi colocada no Terminal Isidória, em Goiânia (Foto: Murillo Velasco/G1)

Geladeira cheia de livros foi colocada no Terminal Isidória, em Goiânia (Foto: Murillo Velasco/G1)

Primeiro local a receber o projeto foi o Terminal Isidória, região sul de Goiânia.
Passageiros podem pegar livros de graça para lerem na estação ou em casa.

Murillo Velasco, no G1

Uma geladeira transformada em biblioteca itinerante foi colocada cheia de livros nesta quarta-feira (19) no Terminal Isidória, em Goiânia. O projeto, chamado de “Gelateratura”, pretende incentivar a leitura na capital. Os passageiros do transporte coletivo vão poder pegar exemplares, levar para casa e depois devolvê-los.

De acordo com o escritor Cristiano Deveras, um dos idealizadores da geladeira, a ideia é que o projeto cresça cada vez mais. “A gente quer que este movimento aumente no sentido das pessoas começarem a trazer mais livros e interagir cada vez mais com estas leituras. É uma plataforma existente no mundo todo que não poderia ficar de fora de Goiânia”, disse.

O Projeto Gelateratura é desenvolvido pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos em parceria com a Oficina Cultural Geppetto, Academia Goiana de Letras (AGL) e Prefeitura de Goiânia. As pessoas podem pegar os livros sem qualquer tipo de controle e levá-los para casa para fazer a leitura.

De acordo com os organizadores, a previsão é utilizar geladeiras recolhidas pelo projeto Cata-Treco para implantar a biblioteca em outros terminais da capital.

Dentro da geladeira há dezenas de livros da literatura clássica mundial e brasileira, com vários exemplares de escritores goianos, como Cristiano Deveras. A presidente da AGL, Lêda Selma, doou 100 livros para a primeira geladeira. Segundo ela, o projeto também é uma oportunidade para a população conhecer a literatura goiana.

“É muito triste você chegar em uma escola e escritores notáveis, conhecidos pela academia, não serem conhecidos pelos estudantes. Este projeto vem pra construir uma nova realidade, democratizar a leitura, a nossa cultura, o bairrismo e também mostrar que a Academia Goiana de Letras não é uma entidade fechada, que nós temos que estar presentes na cultura da população”, disse.

Para o diretor técnico da CMTC, Sávio Afonso, a presença da biblioteca itinerante no terminal faz com que o transporte seja mais humanizado. “Nós devemos valorizar e incentivar a cultura no cotidiano da vida das pessoas. Enquanto eles embarcam e desembarcam no meio da rotina agitada, entre o trabalho e os estudos, acabam por ter também a oportunidade de lidar com um universo gigantesco que é a leitura”, disse.

Josiana de Moura, professora, foi uma das primeiras a pegar livros na geladeira  (Foto: Murillo Velasco/G1)

Josiana de Moura, professora, foi uma das primeiras a pegar livros na geladeira (Foto: Murillo Velasco/G1)

 

Público
Nas primeiras horas em que a geladeira foi instalada no Terminal Isidória, a movimentação de passageiros interessados em pegar livros emprestados já era grande. Entre eles estava a professora Josiana de Moura, de 41 anos. Ela pegou o livro “A Maldição da Cruz”, do goiano Ursulino Leão.

“Eu estou encantada com isso aqui. Livro nunca se esgota, a gente tem que ler sempre mais. É imprescindível ações como esta para incentivar a leitura. Quero pegar toda semana algum. E mesmo lendo muito já achei livro que eu nunca tinha lido, legal demais, infinito”, disse.

Assim com o Josiana, a estudante Carla Boaventura garantiu a leitura da semana, mas com o clássico infanto-juvenil.

“As Crônicas de Nárnia”. “Quero reler este livro, já li antes, vou ler de novo. Acho legal esta história de biblioteca no terminal, porque é um lugar que a gente está todo dia, não precisamos nos deslocar para ir atrás da cultura, ela já fica do nosso lado”, disse a estudante.

Escola cria programa para educar meninos fora da cultura do machismo

0

escola-de-ser-interna

Publicado no Razões para Acreditar

Na Escola de Ser em Rio Verde, Goiás, as crianças aprendem desde cedo a respeitar as meninas. Todos os alunos participam da gestão da escola, desde a seleção dos temas das aulas, discutidos em assembleias, até a limpeza e os cuidados com o equipamento escolar.

Escoladeser1

O projeto “Já Falou Para o Seu Menino Hoje?” ensina os responsáveis pela criação das crianças, como pais, mães, professores e professoras, a importância de conversar sobre o combate à violência de gênero e outros tipos de desrespeito.

Escoladeser6

A escola já recebeu 12 prêmios acadêmicos, incluindo o título de pioneira pela UNICEF. O colégio privado, sem fins lucrativos, também serviu de abrigo para mulheres violentadas pelos seus maridos e crianças em situações preventivas ou sob ameaça.

Escoladeser5

Além disso, o colégio oferece um curso online para pais e educadores sobre prevenção à violência sexual, para que todo conhecimento seja acessível e funcional.

Escoladeser4

Escoladeser7

Escoladeser8

Escoladeser9

Escoladeser10

Escoladeser3

Escoladeser2

Com informações do Hypeness

De Goiás a Columbia: professora quer mudar educação no mundo

0

Conheça a história da profissional que ajudou Goiás a melhorar seus índices educacionais; hoje, estuda como formar melhores professores

carolinetavares3

Publicado em Terra

Empolgada e soterrada de leituras”. Assim, Caroline Tavares, de 30 anos, define sua primeira semana no mestrado em educação na Universidade Columbia , nos EUA, uma das melhores do mundo. Bolsista da Fundação Estudar , a goiana da cidade de Acreúna descobriu muito cedo qual era sua missão: “Eu sempre me engajei em projetos sociais e amava ajudar os meus coleguinhas de sala nas tarefas deles. No ensino médio, cheguei a ter mais de 15 colegas toda semana assistindo às minhas aulas para as provas”.

Caroline sempre estudou na rede pública e tanto a graduação em Letras, como seu primeiro mestrado foram realizados na Universidade Federal de Goiás: “Minha única experiência com escola particular está sendo agora em Columbia ”. Aos 19 anos, quando lecionava em uma escola pública no Setor Garavelo, um bairro de Aparecida de Goiânia, montou uma escola de ensino médio e pré-vestibular com colegas em regime de cooperativa. “A ideia era oferecer aulas de qualidade a preços acessíveis. Ela se chama Colégio Delos e existe até hoje”, conta.

Em 2006, passou no concurso para professora da rede pública. Anos depois, teve sua primeira experiência fora da sala de aula, colaborando para uma empresa de materiais didáticos, o que ampliou seus horizontes.

O próximo passo foi trabalhar na Secretaria de Educação de Goiás, onde atuou no Pacto pela Educação, coordenando programas de assessoria e tutoria para professores e escolas com dificuldades, e coordenando avaliações da rede estadual, com a meta de fazer o estado saltar do 17º lugar para estar entre os cinco primeiros no Ideb. Ficou emocionada ao ver o resultado de seu trabalho: em 2014, Goiás ficou em 1º lugar entre as redes públicas de ensino médio e em 2º de ensino fundamental.

Das salas de aula, que deixou de vez em 2009, ela sente falta. “Poucas coisas são tão sensacionais quanto um aluno te agradecendo por ter entrado numa faculdade ou ter aprendido novos valores pela convivência com você. É para isso que eu trabalho e quero continuar trabalhando, sabendo que lá na ponta tem alguém com acesso a um futuro melhor por causa do que eu faço”, diz.

Hoje, a meta de Caroline no mestrado na universidade norte-americana é desenvolver novas metodologias e estratégias de formação de professores e desenvolvimento de lideranças dentro da educação . Para ela, falta preparo aos docentes brasileiros. “A universidade solta no mercado profissionais que não fazem ideia do que fazer em sala de aula. Eu não sabia, fui aprendendo sozinha, errando muito. Os cursos em geral são teóricos demais, deixando a prática da sala de aula de lado. E infelizmente essa teoria nem sempre tem a ver com conteúdo. E se eles não sabem, como os alunos vão aprender?”, critica.

Segundo ela, para a educação progredir, é preciso primeiro dar conta do básico, o “arroz com feijão”. “Entender de gestão de sala de aula, de prática docente, de avaliação e de planejamento é fundamental para ser um bom professor”, afirma.

Alunos deixam livros em pontos de ônibus para incentivar leitura, em GO

0

Projeto é realizado no Conjunto Riviera, em Goiânia, desde início do ano.
População, que pode levar livros gratuitamente, é estimulada a doar itens.

livros-ponto

Publicado no G1

Um projeto desenvolvido por alunos do Colégio Metropolitano, que fica no Conjunto Riviera, em Goiânia, visa promover o hábito pela leitura. Os estudantes deixam livros nos pontos de ônibus e, enquanto esperam pelo transporte, os usuários podem passar o tempo e adquirir cultura. Além disso, a ação incentiva que as pessoas doem os livros que não são mais usados para que outros possam usufruir do conhecimento.

O projeto “Leitura no Ponto” é realizado desde o início deste ano. “Nós vimos a necessidade de influenciar os nossos alunos para a leitura, assim como todas as pessoas do bairro em que a gente mora. Com isso, surgiu a ideia de colocar os materiais nos pontos, quando a população está ociosa. Aí, ela pode se distrair e ao mesmo tempo aprender”, afirmou a professora Iara Dias.

No total, os alunos já arrecadaram cerca de 200 livros, que foram distribuídos pelo bairro. Pelo menos três vezes na semana um grupo sai pelas ruas, acompanhado pelos diretores e professores, para repor e reorganizar as publicações. “Muita gente que não tem condições, então o projeto é um incentivo a leitura”, ressaltou a estudante Luiza Vieira.

O diretor do colégio, Paulo Cesar Arcanjo, diz que a ideia já traz resultados positivos. “O que mais impressiona as pessoas é a liberdade de poder pegar um livro e levar para casa, gratuitamente. Aí, quando a gente chega para repor esse material, as caixas continuam cheias por outros livros que foram doados por elas”, relatou.

O estudante Kelvin Leonardo, que estava em um dos pontos esperando o ônibus, aprovou a iniciativa dos alunos. “Acho interessante, pois é um tempo ocioso, que você não está fazendo nada, e qualquer leitura é bem-vinda”, disse.

Já o aposentado João Gualberto destacou que o projeto ajuda a amenizar o tempo de espera pelo transporte. “Demora, quando perde um [ônibus], tem que esperar pelo outro e, com os livros, fica melhor”, disse.

livros1

Go to Top