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Como a realidade virtual pode mudar a educação

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Projeto Google Expeditions (Imagem: Divulgação)

Projeto Google Expeditions (Imagem: Divulgação)

 

Joyce Macedo, no Canal Tech

É muito comum associarmos a realidade virtual (RV) com o universo dos games e entretenimento, uma vez que esse tipo de tecnologia é citado como o futuro dos jogos eletrônicos e sempre marca presença em filmes de ficção científica. Ainda estamos longe de atingir um nível Matrix de realidade virtual, mas a indústria tem feito avanços consideráveis na área e a aposta mais famosa no ramo de RV, atualmente, é o Oculus Rift.

Apesar de ter feito dos games sua porta de entrada para o mercado, a empresa que desenvolveu o equipamento acredita que há outras aplicações possíveis e muito mais amplas para a tecnologia. Palmer Luckey, fundador da Oculus VR, disse recentemente que o headset criado por eles vai chegar até as escolas, permitindo que os alunos aprendam de maneiras novas e imersivas.

No entanto, a realidade das salas de aula é bem diferente. Tablets, lousas interativas e até mesmo computadores não fazem parte da realidade da maioria das escolas espalhadas pelo Brasil e por outras partes do planeta, principalmente quando pensamos na nossa rede pública de ensino.

Além disso, a maioria dos estudantes ainda recebe educação com base em princípios de 200 anos de idade da pedagogia tradicional, que consiste basicamente na transmissão de conteúdo por parte do educador e na memorização por parte do aluno.

O advento do Ensino a Distância (EAD), por exemplo, adicionou uma nova camada de tecnologia e melhorias fundamentais ao ensino, com os estudantes utilizando plataformas digitais para o aprendizado e programas de análise que garantem que nenhum aluno fique para trás. No entanto, a realidade virtual pode oferecer algo muito mais interessante: a imersão capaz de gerar entusiasmo nos alunos.

Mas, afinal, como a realidade virtual pode ajudar na prática o aprendizado em sala de aula? Vamos elencar alguns pontos que merecem atenção.

1. Visitas de campo

Para o fundador da Oculus VR, as salas de aula estão enfrentando grandes problemas. “As crianças não aprendem o melhor lendo livros”, disse Palmer Luckey durante uma conferência em Berlin, Alemanha.

“Claramente existe um valor em experiências do mundo real: nós fazemos as coisas. É por isso que temos as viagens de campo. O problema é que a maioria das pessoas nunca será capaz de ter essas experiências”, disse o executivo, referindo-se às viagens realizadas por estudantes para estudar algo de perto.

Um exemplo do problema descrito por Palmer é o caso de alunos que moram em regiões como o nordeste do Brasil e que provavelmente nunca terão a oportunidade de fazer uma excursão até São Paulo para conhecer a Pinacoteca do Estado ou o Museu da Língua Portuguesa, pois esta não é uma viagem barata.

Podemos ir mais longe e imaginar quantos estudantes têm a oportunidade de conhecer o Louvre, em Paris. Um dispositivo como o Oculus Rift poderia funcionar como uma alternativa às viagens, uma vez que permitiria um alto nível de imersão e interação do usuário com uma “Paris virtual”.

Críticos do método podem dizer que as experiências virtuais nunca serão iguais as reais; e eles estão certos. Porém, Palmer defende que “o que importa mais é que todo mundo será capaz de conhecer os lugares”, mesmo que em um ambiente virtual. Com o auxílio de um headset, os estudantes poderiam sentir como se realmente estivessem andando pelos corredores dos museus mais importantes do mundo.

O Google entendeu o potencial da realidade virtual nas salas de aula e já começou a dar sua colaboração para a evolução do segmento. No primeiro semestre de 2015, a empresa anunciou o lançamento do projeto “Google Expeditions”, que visa proporcionar viagens virtuais a diversos alunos de países como o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido.

Os kits distribuídos nas escolas escolhidas contam com smartphones da ASUS, um tablet para os professores, um roteador que dispensa uma conexão com a internet e o Google Cardboard, óculos de realidade virtual feitos de papelão e elásticos. Com a novidade, os professores podem guiar os alunos por passeios virtuais a locais como a Sociedade Planetária, na Califórnia, o Museu Americano de História Natural, em Nova York, e o Palácio de Versalhes, na França.

2. Uma alternativa para os livros

Durante anos, a humanidade repassou seu conhecimento por meio de livros didáticos, mas agora isso pode ser feito por meio de simulações virtuais. Já existem experiências virtuais que permitem visualizar o Sistema Solar, andar com os dinossauros, mergulhar com baleias e até mesmo caminhar pelas ruas da Roma antiga. Grande parte delas foram desenvolvidas pela startup Immersive VR Education, especialista em criar maneiras de usar a realidade virtual no ensino.

O projeto mais notável da empresa é o chamado “Apollo 11”, que permite aos usuários (mais…)

Google oferece bolsas de doutorado e mestrado no Brasil

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(Foto: reprodução)

(Foto: reprodução)

Publicado no Olhar Digital

O Google está expandindo um programa de apoio às pesquisas universitárias na América Latina. A empresa irá investir US$ 1 milhão nos próximos três anos na distribuição de bolsas de pesquisa de mestrado e doutorado na região como parte do programa Google Research Awards Latin America.

O programa foi lançado experimentalmente em 2013, restrito ao Brasil com uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e já apoiou cinco pesquisadores. Agora a empresa quer expandi-lo para cientistas da Argentina, Chile, Colômbia e México.

Os doutorandos escolhidos para receber a bolsa de pesquisa do Google receberão US$ 1,2 mil mensais, enquanto os mestrandos receberão US$ 750 ao mês. Os professores dos selecionados também serão beneficiados, recebendo US$ 750 por mês no caso do doutorado, e US$ 675 no mestrado.

As bolsas serão oferecidas a quem estiver desenvolvendo pesquisas que sejam de interesse do Google e da comunidade científica, segundo a empresa. O comunicado da companhia diz que os campos de pesquisa contemplados nesta edição do programa são:

Geo/mapas
Interação entre humanos e computadores
Recuperação, extração e organização de informações (incluindo gráficos de semântica)
Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes)
Aprendizado de máquinas (machine learning) e mineração de dados (data mining)
Dispositivos móveis
Processamento natural de línguas
Interfaces físicas e experiências imersivas
Privacidade

O prazo para inscrições se encerra no dia 6 de julho de 2015. Os interessados podem seguir as instruções neste link (em inglês).

A fim de um passeio literário? Confira o Google Maps de livros

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Fernando Bumbeers, na Galileu

Você fica meio perdido quando lê um livro novo e não sabe onde ele se passa? Então esse mapa de livros elaborado pela organização britânica Lovereading vai te ajudar. Até agora, existem 200 obras de literárias cadastradas em todo mapa – que foi feito através do Google Maps. Você mesmo pode adicionar algumas!

“Tivemos a idéia de um mapa do livro por que o livro te transporta para o local onde ele acontece – e eu, por exemplo, sempre gosto de ler um livro baseado em lugares que eu vou viajar”, explicou o diretor e co-fundador da Lovereading, Peter Crawshaw para a Wired. “Demorou um pouco para selecionar os 200 livros e, em seguida, fazer toda a pesquisa e construção.”

A maioria dos livros contém capa e uma breve sinopse, do tamanho de um tweet. Ainda não existem livros cadastrados no Brasil, mas vários clássicos mundiais já estão na primeira versão do mapa: O amor em tempos de cólera, de Gabriel García Márquez, em Cartagena. On The Road, de Jack Kerouac, em São Francisco. Moby-Dick, de Herman Melville, em Nantucket.

O Reino Unido é o mais recheado de obras, desde os romances policiais de Arthur Conan Doyle até a série Harry Potter de J.K. Rowling. O bacana de ter um mapa de livros é que você pode organizar um passeio literário para o local onde se passa seu livro favorito!

Não achou seu livro favorito no mapa? Calma! Você mesmo pode adicioná-lo. Mas vai ter que esperar até a próxima atualização do mapa, por que as alterações precisam ser aprovadas pela equipe da Lovereading.

‘Estudantes devem consultar o Google em provas’, diz diretor de conselho de exames do Reino Unido

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Estudantes prestando um exame A Level em um colégio britânico - CHRIS RATCLIFFE / BLOOMBERG NEWS

Estudantes prestando um exame A Level em um colégio britânico – CHRIS RATCLIFFE / BLOOMBERG NEWS

Mark Dawe, diretor executivo da Oxford Cambridge and RSA, afirma que método de avaliação está ficando descolado da realidade

Publicado em O Globo

RIO — Uma declaração dada pelo diretor executivo da Oxford Cambridge and RSA (OCR), Mark Dawe, está causando polêmica entre os britânicos. Em entrevista ao jornal “Telegraph”, o especialista em educação defendeu que os estudantes deveriam poder consultar o Google durante exames de certificação do ensino secundário. A OCR, ligada à tradicional Universidade de Cambridge, é uma das cinco principais bancas de avaliação de ensino do Reino Unido.

— Todo mundo tem um computador à disposição para resolver um problema, mas cabe a eles saberem como interpretar o resultado. Nós temos ferramentas, como o Google, por que excluí-lo da educação dos estudantes — disse Dawe, em matéria publicada na quinta-feira. — É claro que quando se está em sala de aula, todos usam o Google se existir uma questão. É mais sobre compreender os resultados do que você busca do que armazenar todo o conhecimento na sua cabeça, porque não é mais como o mundo moderno trabalha.

Ele comparou a ideia de introduzir o Google nos exames com o velho debate sobre deixar ou não que os alunos consultem livros durante as provas. Segundo Dawe, “na realidade, você não tem muito tempo para consultar o livro e você tinha que aprender de qualquer maneira”. Em artigo publicado em blog da própria OCR nesta sexta-feira, o especialista voltou a defender sua posição:

“É 2015. Por mais quanto tempo exames com papel e caneta serão o único meio que usamos para testar nossos jovens? Eu não quero alarmar os estudantes que vão fazer o GCSE (General Certificate of Secondary Education) ou o A Level no dia 11 de mais — eles não serão pedidos para usar o Google —, mas os exames precisam mudar para complementar como a educação trabalha no século 21 e as habilidades que esperamos que nossos jovens desenvolvam”.

Para o especialista, os estudantes dessa geração cresceram usando a tecnologia em sala de aula para o aprendizado, mas isso não é replicado nos exames. “O ensino e a avaliação do ensino estão ficando desarticulados”.

“Para que servem os exames? Não são para regurgitar fatos. Nós estamos interessados em avaliar a habilidade desses jovens em interpretar e analisar as informações”, disse Dawe. “Pesquisar na internet é uma habilidade chave que os jovens devem desenvolver. Nós fazemos isso o tempo todo no trabalho. Técnicas de julgamento, solução de problemas e tomadas de decisão são qualidades importantes que os jovens precisam desenvolver para florescerem e serem bem sucedidos”.

“Então, o uso de motores de busca na internet como o Google em exames, para mim, é óbvio. Eu não estou falando sobre pedir aos estudantes respostas para uma simples questão factual. (…) Estou falando sobre pedir aos estudantes em um exame de Geografia, por exemplo, para escreverem um relatório sobre a economia de um país em desenvolvimento usando a internet para selecionar materiais apropriados”, explicou Dawe.

A posição foi bastante criticada por outros especialistas. Chris McGovern, presidente da organização não-governamental Campaign for Real Education, disse em entrevista à rádio BBC 4 que tal ideia seria um “emburrecimento das normas”.

— É um absurdo. Nós temos uma crise nos padrões deste país. Nós estamos três anos atrás dos chineses aos 15 anos, nós temos universidades dando cursos de recuperação. Nós temos empregadores dizendo que muitos jovens não têm condições de serem empregados. E aqui temos o conselho da OCR dizendo: “vamos emburrecer as coisas ainda mais”. Você pode ter um exame sobre como usar o Google, mas isso não é o mesmo que ter exames de história e geografia. Exames devem ser sobre conhecimento e compreensão. Eles incluem o conhecimento, portanto, temos que testar o que as crianças estão carregando em suas cabeças — disse McGovern.

Seleção Draft – Universidades

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Kaluan Bernardo, no Projeto Draft

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Empreendedorismo ainda precisa evoluir nas universidades brasileiras. (Imagem: NBCNews / Reprodução)

Pesquisa: o empreendedorismo nas universidades brasileiras.
Dentro do contexto acadêmico, muitos têm vontade de empreender, mas poucos conseguem sair da etapa do sonho — especialmente porque não se preparam para o salto. Uma recém-lançada pesquisa da Endeavor e do Sebrae, realizada em universidades brasileiras no ano passado, mostra que 85,9% dos alunos não se preparam para empreender. Não a tôa, só 20% deles se consideram confiantes para abrir um novo negócio. Veja a pesquisa completa aqui.

Como a lei de Moore ajudou o Google a nascer.
Uma famosa “lei”, atribuída a Gordon Moore, diz que o poder computacional praticamente dobraria a cada 18 meses. Isso, em uma curva exponencial, quer dizer que as mudanças tecnológicas se tornam cada vez mais rápidas e que o que era impossível há um ano é completamente possível hoje.

Foi com isso em mente que dois alunos de Stanford, Sergey Brin e Larry Page, perceberam que estavam autorizados a pensar realmente grande. E, assim, o Google nascia, com a presunçosa proposta de organizar e reunir todos os links da internet. Steven Levy, autor da biografia da empresa, conta essa história.

O que acontece quando robôs cometem crimes?
Dois artistas londrinos programaram um robô para, toda semana, comprar coisas aleatórias com bitcoins na deep web. Os objetos seriam todos reunidos em uma exposição artística. Algumas semanas depois, no meio das encomendas, estavam alguns pacotes de drogas ilícitas. E aí? Quando um robô comete o crime, quem deve ser punido: a pessoa que criou o código, o dono do robô, a própria máquina? A situação acendeu um debate interessante sobre inteligência artificial e leis, na Forbes e na Wired.

A ciência por trás das notificações.
Acredite, você não é a única pessoa que se distrai com notificações de redes sociais ou smartphones. E isso tampouce é algo novo, decorrente das novas tecnologias. Na verdade, é algo intrínseco à evolução humana: só sobrevivemos como espécie porque éramos capazes de dividir a nossa atenção a cada alerta ou sinal que nos chegava. Isso tudo é explicado pela psicologia e traz reflexões importantes para desenvolvedores de produtos, que devem pensar até que ponto é válido ou não bombardear seus usuários com notificações. O TechCrunch fala sobre o assunto.

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