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Em Frankfurt, Paulo Coelho critica desdém do governo por literatura

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Paulo Coelho é cercado por fãs e seguranças durante a Feira do Livro (Foto: Arne Dedert/Efe)

Paulo Coelho é cercado por fãs e seguranças durante a Feira do Livro (Foto: Arne Dedert/Efe)

Roberta Campassi, na Folha de S.Paulo

Um ano após cancelar participação na comitiva que representou o Brasil como país homenageado da Feira do Livro de Frankfurt, Paulo Coelho compareceu ao maior evento editorial do mundo como centro das atenções.

O autor falou na quarta (8) a um auditório de 200 lugares lotado, a convite da organização. O tema era o futuro da leitura, mas Coelho enveredou por vários temas e contou histórias à plateia.

Depois, em entrevista à Folha, criticou a falta de empenho do governo brasileiro em manter o interesse estrangeiro pela literatura do país –estimular a edição de obras nacionais no exterior era o maior objetivo da participação do Brasil na feira de 2013.

“A queda no número de traduções de obras brasileiras na Alemanha [de 70, entre 2012 e 2013, para quatro em 2014] diz tudo. Faltou continuidade”, afirmou.

Em 2013, Coelho estava na lista dos 70 autores escolhidos pelo Ministério da Cultura para da homenagem ao Brasil em Frankfurt, mas cancelou a participação por desavenças com a organização da comitiva nacional.

Neste ano, apenas cinco autores foram convidados pelo MinC para participar da Feira de Frankfurt, o que decepcionou a organização do evento. Segundo Marifé Boix Garcia, vice-presidente da feira para a América Latina, os países convidados costumam comparecer com mais peso ao evento no ano seguinte à homenagem para continuar a divulgar sua literatura.

PREÇO DOS E-BOOKS

O assunto central da mesa de Coelho em Frankfurt foi o preço dos livros eletrônicos, que o autor defende que sejam mais baixos do que hoje, como forma de conter a pirataria e aumentar as vendas.

“As pessoas não pirateiam porque são desonestas, mas porque não têm acesso a certos bens culturais”, disse.

Juergen Boos, presidente da feira, que fazia a mediação, questionou o que aconteceria com as pessoas que vivem do livro -tradutores, ilustradores, editores – se os preços fossem tão mais baixos como sugeria o autor.

“Muita gente vive dos meus livros”, disse Coelho “Fizemos a experiência de baixar o preço dos meus e-books nos EUA para US$ 0,99 e eles venderam várias vezes mais.”

A fala de Coelho ocorreu num momento em que o mercado alemão bate de frente com a Amazon por considerar predatórios os descontos promovidos pela varejista.

Questionado sobre a postura da loja, Coelho disse à Folha que não comentaria casos específicos. Os livros no site do autor são vendidos por meio de links para a Amazon.

Não há incentivo à leitura sem corte de impostos

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Rodolfo Viana, no Brasil Post

Durante a Flip, um dos temas mais debatidos no circuito paralelo foi o incentivo à leitura. Para mim, qualquer discussão sobre o assunto é, neste momento, infrutífero. Motivo: o governo “joga contra” a popularização da leitura.

Dois projetos de lei sustentam esta opinião.

Está em tramitação no Congresso o projeto de lei 4.534/2012, de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que busca conceder a e-books e e-readers os benefícios já conquistados pelos livros físicos na lei 10.753/2003, a chamada Política Nacional do Livro.

Um dos obstáculos para a aprovação do projeto é a discussão sobre incluir ou não e-readers (aparelhos eletrônicos próprios para a leitura de e-books, como Kindle e Kobo) na lei.

A novela ganhou novos capítulos em junho. Na terça-feira (10), o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) solicitou, por meio de requerimento, que o projeto seguisse à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) mesmo sem o parecer final da Comissão de Cultura (CCult). Queria agilidade no trâmite, o que levou a relatora do projeto na CCult, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), a apresentar suas observações.

No relatório, a deputada reafirma “a importância de se conceder ao texto digital o mesmo tratamento assegurado ao texto impresso”, e considera a plataforma em que o conteúdo se apresenta “irrelevante”; contudo, a deputada petista acredita que o e-reader não deve ser incluído na lei, pois “considerar que sejam livros os equipamentos com função exclusiva ou primordial de leitura nos parece um equívoco por princípio — o aparelho não é o conteúdo”.

Em contrapartida, ela sugere a lei 11.196/2005 (Lei do Bem) para desonerar os devices das contribuições PIS/Cofins. “Por uma questão de isonomia e de neutralidade econômica, é premente que os e-readers também passem a usufruir dos benefícios tributários da Lei do Bem. O incentivo (…) é estratégico não somente como fomento à democratização da leitura e à inclusão digital da população, mas também para a geração de empregos qualificados em solo brasileiro”, afirma.

A CCult ganhou o prazo de cinco sessões ordinárias, a partir de 13 de junho, para discutir o relatório e, depois, encaminhá-lo à CCJ. No mesmo dia, o prazo foi aumentado para dez sessões. Desde então, nada mais foi dito sobre o assunto. E esta discussão não pode parar agora.

Em março deste ano, o deputado federal Vicentinho (PT-SP), líder do partido na Câmara, apresentou em plenário o projeto de lei 7299/2014, que visava proibir a aquisição de publicações gráficas — livros, revistas etc. — de procedência estrangeira pelos órgãos públicos governamentais das esferas federal, estaduais e municipais. De acordo com o texto do projeto, o objetivo da lei seria “minimizar a constante evasão de divisas” por meio de “restrições à importação de livros e demais publicações gráficas comumente adquiridas”.

Foram muitas as críticas nas redes sociais e até no próprio site da Câmara, em que uma pesquisa popular mostrou que 98,6% dos participantes discordaram da proposta.

O projeto foi criticado devido à incompreensão gerada pela redação vaga do texto apresentado. Pelo conteúdo, seria possível apontar um possível mecanismo de cerceamento, inclusive acadêmico. Ora, como as universidades públicas seriam capazes de manter um ensino de qualidade se não tivessem à mão obras de referência produzidas no exterior?

Diante das críticas, enfim, Vicentinho retirou o projeto de lei no dia 5 de junho.

A real intenção do projeto parecia interessante: as obras adquiridas pelas três esferas de governo deveriam ser confeccionadas no Brasil, ou seja, vir de gráficas nacionais (exceto nos casos em que não houvesse produção nacional equivalente, como obras de referência em outros idiomas). Não significa que livros em outros idiomas estariam proibidos; significa que os livros feitos por editoras brasileiras fossem produzidos internamente, caso as editoras quisessem pleitear uma boquinha no governo, como o Programa Nacional do Livro Didático.

Faz sentido. Muitos dos livros escritos no Brasil por autores brasileiros e editados por casas nacionais são impressos em países asiáticos. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aproximadamente 71% do total de livros importados tem a Ásia como procedência — China e Hong Kong respondem juntas por 60% de todas as importações do segmento gráfico editorial. Em 2013, as importações brasileiras de livros chegaram a 24,2 mil toneladas, 90,6% de aumento nos últimos sete anos.

Por que isso acontece? A resposta é simples: a alíquota de PIS/COFINS para livros importados é zero, enquanto as gráficas nacionais recolhem 9,25% na impressão de livros. É mais barato fazer livro lá fora do que aqui dentro.

Vicentinho enxergou um problema real. Seu erro foi apontar como remédio um projeto estapafúrdio. Diante da percepção acerca do cenário das gráficas nacionais, de quanto pagam de imposto, de como enfrentam a concorrência desleal de países asiáticos com cargas tributárias nulas, Vicentinho optou pelo protecionismo em vez de levantar uma bandeira que agradaria a todos os brasileiros: a redução de impostos. Pois este seria o cenário ideal: editoras nacionais produzindo livros aqui não por obrigação de uma lei, mas porque é financeiramente viável.

Apenas quando tivermos o governo cortando impostos de livros (físicos ou digitais), então poderemos prosseguir no debate sobre incentivos à leitura. Até lá, qualquer discussão sobre o tema será natimorta.

Vendas de livros cresceram 4,13% no Brasil em 2013

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Publicado no MSN

 

EFE

EFE

Rio de Janeiro, 22 jul (EFE).- As vendas de livros no Brasil cresceram 4,13% em 2013 e ficaram em 279,66 milhões de exemplares, 1,3 por habitante, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

O estudo, encarregado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), afirmou que as vendas diretas ao governo, que adquire exemplares para seus programas educativos, subiram a 200,30 milhões de unidades, o que significou um aumento de 20,41% em relação a 2012.

O total de títulos vendido pelas editoras, somando as compras do governo e do mercado, ascendeu a 479,96 milhões de livros.

O faturamento das editoras com a venda de livros, somando às vendas ao mercado e ao governo, subiu 7,52% e ficou em R$ 5,350 bilhões, segundo o estudo, elaborado com dados oficiais e com enquetes a 217 editoras, 72% do país.

O segmento de livros eletrônicos aumentou suas vendas 225,13%, mas continuou tendo desempenho menor, com 889.146 exemplares comercializados, o que representa 0,31% do total das vendas.

Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2014, todos os direitos reservados

Escritor mais polêmico da China vem lançar livro no Brasil: “Sou amordaçado”

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Murong Xuecun (Foto: DV)

Murong Xuecun (Foto: DV)

Bruno Astuto, na Época

O escritor chinês Murong Xuecun é uma das raras vozes que se levantam contra o cerceamento à liberdade de expressão em seu país natal. Com mais de 8,5 milhões de seguidores no Weibo, espécie de Twitter chinês, é um dos autores mais populares e polêmicos da China, escreve para o jornal The New York Times e chega ao Brasil nesta semana para lançar na 2a Bienal de Brasília seu romance de estreia, Deixe-me em paz (Geração Editorial), que vendeu mais de 1 milhão de exemplares em todo o mundo. Antes de embarcar, ele falou a ÉPOCA.

Que tipo de censura você ainda sofre na China?

Na China, todos os jornais, emissoras de televisão e editoras são propriedades do governo, os diretores são também funcionários do governo, e podem ser destituídos por esse de seus cargos a qualquer momento. Além disso há uma censura prévia às publicações. O censor exclui tudo o que lhe parece problemático. Só recentemente alguns dos meus antigos livros foram publicados. Devido ao meu discurso dos últimos anos, muitos editores têm medo de meus livros.

Por que você acha que o governo não censura seus posts no Weibo?

Claro que o governo revisa meu microblog, a maioria dos meus comentários são excluídos, aparecem criptografados, só eu posso ver, e frequentemente está lento; minhas publicações demoram a carregar. Sou amordaçado. Além disso, o governo cancela minha conta constantemente, desde maio do ano passado até agora, já cancelaram 12 vezes.

Muitos países da América Latina estão enfrentando problemas em relação à restrição à imprensa. Que conselho poderia nos dar?

Qualquer tipo de liberdade não vem espontaneamente; exige muito esforço e luta. Para escritores, repórteres e editores dos meios de comunicação, a liberdade de expressão é um dos direitos mais importantes. Devemos lutar contra um sistema que não é livre, mas devemos estar preparados para enfrentar restrições, pressão ou até mesmo prisão. Homens corajosos devem lutar contra a censura e aqueles que não são corajosos, pelo menos, devem apoiá-los em seus corações.

Sua literatura é forte, de alguma forma niilista. Você é um pessimista dos nossos tempos?

Antes dos 35 anos, eu era niilista e também pessimista. Agora eu mudei de opinião vendo os protestos dos últimos anos, tenho visto o poder da civilização, vi pessoas enganadas e escravizadas despertarem. Vi o pânico dos que abusam do poder e comecei a acreditar no futuro, a acreditar neste mundo.

Custos dificultam mudança de estado de aprovados no Sisu

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Sistema permite mobilidade; governo oferece bolsas de estudo de R$ 400.
Prazo de matrícula dos convocados na 1ª chamada termina nesta terça (21).

Milena, de 18 anos, vai deixar Campo Grande para estudar na Federal de Sergipe (Foto: Jorge Henrique/G1)

Milena, de 18 anos, vai deixar Campo Grande para estudar na Federal de Sergipe (Foto: Jorge Henrique/G1)

Publicado por G1

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do governo federal permite que estudantes sejam aprovados em universidades de qualquer estado da federação. Assim, por exemplo, um estudante da Região Norte pode ingressar em uma instituição do Sul, e vice-versa. Mas essa mobilidade também cria um obstáculo para que alguns dos convocados efetivem suas matrículas: a dificuldade financeira para se sustentar longe de suas cidades de origem.

Para não perder a vaga, alguns desses alunos afirmaram ao G1 que vão recorrer a moradias estudantis e buscar empregos e estágios, entre outras alternativas. Há ainda os que desistiram e vão adiar o sonho de entrar na faculdade. O prazo para matrícula dos candidatos aprovados na primeira chamada termina nesta terça-feira (21).

Jeane passou no 1º lugar de ciências biológicas da Ufam (Foto: Arquivo pessoal/Jeane Souza)

Jeane passou no 1º lugar de ciências biológicas
da Ufam (Foto: Arquivo pessoal/Jeane Souza)

Jeane Souza, de 18 anos, moradora do Amapá, passou em 1° lugar no curso de ciências biológicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mas abriu mão da vaga por conta da condição financeira da família.

“Entrei em consenso com meus pais para cursar uma graduação no Amapá. Espero o resultado da Unifap [Universidade Federal do Amapá] e ainda vou tentar uma vaga no Prouni [Programa Universidade para Todos, do governo federal]”, diz Jeane, conformada.

A compra de passagens aéreas para realização da matrícula presencial obrigatória em Manaus e o custo de se manter na capital amazonense durante a graduação foram as principais dificuldades que levaram à desistência da jovem.

“Por estudar tanto em 2013, decidi me inscrever em uma universidade federal mesmo sabendo do risco de não conseguir viajar. A minha primeira opção no Sisu seria medicina, mas acompanhei a nota de corte e vi que não era possível. Então optei pela Ufam, porque seria viável ser aprovada. Foi uma realização pessoal”, afirma.

Esforço e economia
A estudante Milena Gama Caetano, de 18 anos, mora em Campo Grande e foi aprovada no curso de medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS) pelo Sisu. Ela já fez a matrícula, está se preparando para se mudar para Aracaju, mas vai precisar de ajuda para conseguir cobrir os gastos.

Milena disse que pagou caro na passagem aérea para garantir a matrícula. Por isso, pretendia dormir no aeroporto para evitar gastos com hospedagem. Os planos dela, porém, mudaram após um amigo oferecer hospedagem em sua casa.

A jovem tem visão monocular (só enxerga de um olho) e concorreu às vagas de cota para portadores de deficiência física. Por conta disso, antes de efetivar a matrícula, a estudante vai ser avaliada por uma junta médica da UFS.

Milena contou que já pesquisou os custos de moradia e alimentação em Sergipe. “Nos primeiros meses, vou ficar em um pensionato, depois pretendo me mudar para um apartamento e dividir o aluguel com algum amigo”, disse. Para economizar, ela também vai fazer as refeições no restaurante da universidade. “O almoço custa mais ou menos R$ 1. Ainda vou tentar uma bolsa de iniciação científica ou de auxílio a universitários, para me ajudar”, afirmou.

O mineiro Gerry vai tentar o auxílio-moradia da UFBA (Foto: Gerry Costa/Arquivo pessoal)

O mineiro Gerry vai tentar o auxílio-moradia da
UFBA (Foto: Gerry Costa/Arquivo pessoal)

Ajuda de parentes
O estudante Gerry Costa, de 22 anos, que mora em Belo Horizonte, foi aprovado no curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Na nota de corte, ele obteve 802 pontos. Com essa pontuação, Gerry disse que não conseguiria passar no mesmo curso na Universidade de Minas Gerais (UFMG).

Para se manter na capital baiana, o estudante pretende contar com a ajuda de parentes e com um provável auxílio-moradia oferecido pela UFBA. “Também penso em arrumar um emprego ou, quem sabe, um estágio na área.”

Atualmente, o jovem mora com a avó, Maria da Conceição Azevedo, de 77 anos, e disse que ela se assustou quando soube que o neto vai mudar de estado, mas entendeu que essa é uma chance de vida para ele. “Estou correndo atrás do meu sonho. Todo esforço é válido.”

Treineiro aprovado
O estudante João Pedro Lopes de Lima, de 16 anos, ainda não concluiu o ensino médio e acabou disputando uma vaga pelo Sisu como treineiro. Ele passou no curso de bacharelado em história na Universidade Federal de Goiás (UFG), mas não vai efetuar a matrícula porque, mesmo que já tivesse concluído o ensino médio, não teria condições financeiras para mudar de estado. “Fiquei desapontado, mas me conformei”, diz João Pedro, que mora em Crateús, no interior do Ceará.

O jovem estuda em escola pública e diz que sempre sonhou em estudar história. “Não temos condições econômicas. Teria que ficar em uma residência estudantil. Pensei em tentar uma bolsa de iniciação ou trabalhar, mas poderia não conseguir.” João Pedro mora com a mãe, que é trabalhadora autônoma e não tem renda suficiente para sustentá-lo em outro estado.

O estudante afirma que a aprovação como treineiro no Sisu também serviu de estímulo para que ele se prepare mais e consiga uma aprovação no fim de 2014 – desta vez, na Universidade Federal do Ceará (UFC). “Vou estudar bastante para a UFC”, disse João Pedro, acrescentando que tem outros colegas na mesma situação.

Milena, de MS, é recepcionada por colega no dia da matrícula em Sergipe (Foto: Jorge Henrique/G1)

Milena, de MS, é recepcionada por colega no dia da
matrícula em Sergipe (Foto: Jorge Henrique/G1)

Bolsa de R$ 400
Para tentar diminuir o problema de alunos que não têm como se manter longe de suas cidades natais, o Ministério da Educação (MEC) criou, em maio do ano passado, o Programa Nacional de Bolsa Permanência para estudantes de graduação de universidades e institutos federais. O governo destina R$ 400 mensais a alunos com renda familiar média per capita de até 1,5 salário mínimo durante o período do curso. Para quilombolas e indígenas, a bolsa é de R$ 900.

Segundo o MEC, o estudante não precisa ter ingressado no ensino superior por meio do sistema de cotas nem ter cursado o ensino médio em escolas públicas para receber a “bolsa permanência”. Para conceder o benefício, o MEC exige, além do critério financeiro, que o aluno esteja matriculado em um curso cuja carga horária média seja de cinco horas diárias.

Além do programa do governo federal, há instituições que mantêm iniciativas específicas para alunos carentes, como moradia e ajuda financeira para cobrir os custos com transporte e alimentação.

Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) é a instituição responsável por prestar assistência aos estudantes de baixa renda. Eles são classificados por nível de dificuldade financeira, e os mais carentes não pagam para comer nos restaurantes universitários, têm moradia, tratamento médico e odontológico gratuitos, ganham bolsas para pagar transporte e material acadêmico, entre outros benefícios.

Já na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), há um alojamento com 504 quartos no campus da Cidade Universitária. As vagas são distribuídas mediante avaliação da condição socioeconômica e da distância do local de moradia da família do candidato.

Ações isoladas
Organizações sem fins lucrativos – como a Fundação Estudar, com sede em SP – também são opções a estudantes que têm dificuldade financeira para bancar os estudos, seja com despesas de mensalidade ou de moradia. Todos os anos, a Estudar seleciona, em média, 30 bolsistas que recebem auxílio em dinheiro e uma espécie de “mentoria profissional” (orientação e acompanhamento sobre carreira, com dicas profissionais e de mercado).

As bolsas da fundação variam de 5% a 95% do valor solicitado pelo candidato, e é concedida de acordo com sua condição socioeconômica. A seleção, no entanto, é rigorosa. Mais que um excelente desempenho acadêmico, a instituição procura estudantes de graduação e pós que tenham “sonhos e projetos para melhorar o país”.

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