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Municípios terão aplicativo para coletar dado sobre crianças fora da escola

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Publicado em UOL

Um aplicativo ajudará a coletar dados sobre crianças e adolescentes fora da escola. O projeto é uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o Instituto TIM. Com os dados, os gestores terão acesso aos motivos pelos quais as crianças e jovens não estão frequentando as salas de aula e poderão criar políticas para chegar até elas.

Com base nos dados do Censo do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística), o Unicef traçou um perfil das crianças que estão fora da escola no Brasil. São 3,8 milhões, de 4 a 17 anos. A maioria é do sexo masculino, negra, vive na zona rural, de famílias de baixa renda e filhos de pais de baixa escolaridade, além de indígenas e quilombolas.

“Temos de acelerar e muito [a inclusão]. Eles são o futuro do Brasil. Os últimos incluídos são muito mais difíceis que os primeiros. Os primeiros 80% dão menos trabalho que os últimos 20%”, informou o representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl.

A partir de setembro, o dispositivo será testado inicialmente em São Bernardo do Campo (SP). Posteriormente, chegará a outros 19 municípios com altos índices de crianças e adolescentes fora da escola. A tecnologia é livre. Serão coletados, entre outros dados, informações sobre a família da criança e as condições em que vive.

“É uma tecnologia móvel, que pode ser usada em tablets e celulares, o que dá uma mobilidade enorme para buscar as informações junto às crianças, de modo a saber por que elas não estão na escola. Temos estatística de todo tipo, mas não sabemos por que elas não têm acesso à educação”, explicou o presidente do Instituto TIM, Manoel Horácio.

O aplicativo poderá ser usado por profissionais de diversas áreas, entre elas saúde, educação, assistência social, além de ONGs e outras instituições. Na atuação na comundiade, poderão informar casos de crianças fora da escola. Municípios, estados e MEC (Ministério da Educação) terão acesso aos dados coletados.

O aplicativo foi lançado no 15º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, iniciado na terça-feira (16) e que será encerrado amanhã (19), no município Mata de São João (BA). Participam do encontro 1.687 representantes de 1.067 municípios.

GPS para cegos criado por estudante de PE vence concurso mundial da ONU

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Publicado em Folha de S.Paulo

Os óculos inteligentes criados pelo pernambucano Marcos Antônio da Penha, 27, foram os vencedores do WSYA 2014 (World Summit Youth Awards), na noite desta quarta-feira (17). Com a finalidade de auxiliar pessoas com deficiência visual a se locomoverem, o dispositivo competia com mais 18 projetos em seis categorias.

O estudante de ciências da computação conta como foi receber o resultado. “Eu fiquei feliz demais. Não conseguia parar de gritar.” Para o presidente do WSA (World Summit Award), Peter Bruck, o projeto do brasileiro “é realmente um salto em inovação tecnológica”.

ÓCULOS INTELIGENTES

Chamado de PAW (Project Annuit Walk), o protótipo desenvolvido pelo grupo de pesquisas WearIt, do qual Marcos participa, localiza objetos num ângulo de 120º e calcula o melhor trajeto. Além disso, é possível mapear os pontos mais críticos de uma cidade, onde exista mais obstáculos.

O grupo trabalha na criação de tecnologias “vestíveis”, acopladas ao próprio corpo, para resolver problemas simples do cotidiano. Dentro desse ramo, os pesquisadores viram na tecnologia assistiva, voltada para um público com algum tipo de deficiência, um nicho de mercado.

Entre os concorrentes dos óculos inteligentes estavam uma iniciativa guatemalteca para reduzir a gravidez na adolescência, um aplicativo indiano de caronas e um documentário dinamarquês sobre a vida nas favelas.

Abaixo, leia a entrevista completa com Peter Bruck, presidente da WSA.

Folha – Como você avalia o projeto vencedor?
Peter Bruck – Eu acho que ele combinou duas coisas de uma maneira muito particular, é realmente um salto em inovação tecnológica. Ele combinou computação com tecnologia de apoio a pessoas com deficiência num modelo de negócio social.

O que qualifica os 18 projetos finalistas?
Eu acho que os finalistas apresentam um uso criativo da tecnologia e são muito bons em adaptar essas tecnologias às necessidades de suas comunidades. Por exemplo, para algumas situações, é melhor ter um serviço de mensagens de texto que uma internet de alta velocidade. Já em outras, é preciso um vídeo interativo para contar uma boa história ou um banco de dados potente. O que se encontra aqui é uma verdadeira combinação entre habilidades tecnológicas, criatividade no design, compreensão da importância do conteúdo e um empreendedorismo que prioriza o impacto social ao invés do lucro rápido.

Em que o WSYA 2015 se diferencia das edições anteriores?
Este evento foi único por causa da forte interligação que se tem com os jovens usando tecnologia aqui em São Paulo. Nós tivemos dois parceiros muito fortes localmente e muito ativos também. O Engajamundo é muito comprometido e entende a importância global da iniciativa da ONU na sociedade da informação e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a ProjectHub é uma empresa nova que realmente incentiva a criatividade digital.

O que a edição de hoje traz de diferente da primeira, em 2005, especificamente?
Todos os aplicativos hoje são para o celular, integraram, de uma maneira ou de outra, um componente de rede social e são tecnologicamente mais maduros. Antes não havia essa maturidade. A outra coisa que eu preciso dizer é, se observar as pessoas que vem da Indonésia, do Irã, da Índia ou da Armênia, todos eles compartilham uma percepção global de apoderamento através da tecnologia. As pessoas aqui estão unidas no espírito de que eles podem usar tecnologia para tomar iniciativa nos problemas sociais.

Qual é o objetivo do prêmio?
O que nós descobrimos aqui, e isto também é algo único, é que, ao procurar a usabilidade social, as pessoas são mais criativas do que se estivessem atrás de sucesso financeiro. E isso é muito importante porque, no longo prazo, é muito mais importante para a sociedade ter pessoas que são visionárias no que diz respeito ao uso criativo do que pessoas se limitam a tecnologias de sucesso no mercado.

O que você achou do Brasil?
O que eu acho incrível, e é completamente diferente de dez anos atrás, é como os jovens são cosmopolitas, falam bem inglês e têm um pensamento progressista, muito mais que gerações passadas.

Livro digital altera a história de acordo com a localização do leitor

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Reprodução/YouTube

Reprodução/YouTube

No Trip Book Smlies, a história escrita por Marcelo Rubens Paiva tem diferentes versões

Publicado no Administradores

Escrito por Marcelo Rubens Paiva e desenvolvido pelo programa de milhagem Smiles, o Trip Book conta a história de um casal que decide reviver a viagem de lua de mel que fizeram há anos. Mas, diferentemente dos livros tradicionais, essa história pode ter diferentes versões.

Com uma ajudinha do GPS, o Trip Book altera as referências de ruas, parques e pontos turísticos de acordo com a localização do leitor – mas a trama principal permanece a mesma. A ação quer incentivar que leitores viajem (literalmente) e vivam a experiência de compartilhar com o personagem a sensação de estar no local da história.

Por enquanto, os dados estão disponíveis para Nova York, Paris, Rio de Janeiro, Lisboa, Roma e Buenos Aires, mas há a promessa de que futuramente novas cidades serão adicionadas ao roteiro. O Trip Book está disponível para download na Play Store e a versão para iOS será lançada em breve.

Confira o vídeo de divulgação:

 

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