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Os 4 livros que Bill Gates está lendo em setembro

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Foto: REUTERS/Charles Platiau

Publicado no Yahoo Finanças

Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo, líder de projetos de sustentabilidade e de filantropia e fundador da Microsoft, é também um amante da leitura, assim como outros bilionários mundo afora.

Em uma recente entrevista ao Wall Street Journal, Gates falou sobre seus hábitos de leitura. O bilionário diz que tenta ler um livro por semana, chegando a 50 títulos por ano, e que atualmente está lendo quatro obras ao mesmo tempo.

De trabalhos de não-ficção ao romancista David Foster Wallace, estes são os livros que Bill Gates está lendo em setembro.

Graça Infinita, de David Foster Wallace

Gates disse ao WSJ que pretende ler “todas as palavras” escritas pelo premiado David Foster Wallace antes de entrar em uma de suas obras mais famosas, “Graça Infinita”. “Eu não começo livros sem terminá-los, então começar um livro de 1.600 páginas com enormes notas de rodapé é assustador mesmo para um leitor ambicioso”, disse o bilionário.” Existem livros como esse que circulam pelo mundo várias vezes antes que eu chegue a abri-los.”

Prepared: What Kids Need for a Fulfilled Life, de Diane Tavenner

Os livros que mais despertam o interesse de Bill Gates são de não-ficção e focados em temas tratados pela Fundação Bill & Melinda Gates. “Prepared”, que ainda não foi lançado no Brasil, é um deles. O livro conta a histórias de um novo modelo de escola pública nos EUA que ensina crianças habilidades e conhecimentos úteis para o dia a dia, em vez de informações cobradas em vestibulares.

Loonshots, de Safi Bahcall

Acostumado com ideias “malucas”, como a de recriar os vasos sanitários e a de erradicar a malária, Bill Gates encontra em “Loonshots”, de Safi Bahcall, um estudo sobre como inovações jamais pensadas pela humanidade podem ser criadas da noite para o dia e cultivadas em um grupo de pessoas. O livro também não foi lançado no Brasil.

These Truths – A History of the United States, de Jill Lepore

Existem muitos livros sobre a história dos Estados Unidos e Bill Gates já leu muitos deles, mas sua atual referência é esta obra de escritora norte-americana Jill Lepore, conhecida no Brasil como a autora de uma biografia do criador da Mulher-Maravilha. “These Truths” tenta desmistificar momentos da história do País com uma análise crítica, da chegada de Cristóvão Colombo ao continente americano à política de imigração do governo estadunidense.

David Foster Wallace: o sentido do real

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O autor americano David Foster Wallace, cuja trajetória será abordada em filme. Marion Ettlinger

O autor americano David Foster Wallace, cuja trajetória será abordada em filme. Marion Ettlinger

Como em sua ficção, o escritor norte-americano lutou contra a frieza pós-moderna

Fernando Quinteiro Pires, na Carta Capital

Depois de ler as 5 mil páginas dos cinco volumes da biografia de Fiodor Dostoievski escrita por Joseph Frank, David Foster Wallace redigiu um ensaio para avisar seus colegas contemporâneos da urgência do romancista russo nascido no século XIX. Segundo Wallace, “a grande coisa que torna Dostoievski inestimável para os leitores e escritores norte-americanos é que ele parece possuir graus de paixão, convicção e engajamento com dilemas morais profundos que nós – aqui, hoje – não podemos ou não nos permitimos…”, ele escreveu. “A biografia de Frank nos força a perguntar a nós mesmos por que exigimos de nossa arte uma distância irônica das convicções arraigadas ou das questões aflitivas, de modo que os escritores atuais devem ou fazer piadas com elas ou tentar camuflá-las sob algum truque formal.”

Em Graça Infinita, traduzido por Caetano W. Galindo, Wallace insistiu na necessidade de os escritores estabelecerem laços entre a vida e a literatura. “A ideia de que a escrita representa uma maneira de superar a solidão e os efeitos de um individualismo radical é um dos temas mais importantes da ficção de Wallace”, diz Lee Konstantinou, professor de Literatura da University of Maryland e editor de The Legacy of David Foster Wallace (University of Iowa Press). “Ele usa a literatura para o que poderia ser um último e desesperado esforço para nos fazer sentir algo ou acreditar em alguma coisa. A julgar pela sua fama meteórica, dá para afirmar que muitos leitores compartilharam as aspirações dele.” Seu segundo romance, publicado em 1996, Graça Infinita, iniciou a mitificação de Wallace nos Estados Unidos, um fenômeno que se exacerbou após ele se enforcar em 2008, aos 46 anos.

O nome de Wallace continua a exercer apelo comercial. Um dos produtos culturais mais recentes ligados ao autor é a produção do filme The End of The Tour, com estreia prevista neste ano. O longa-metragem baseia-se em uma reportagem de David Lipsky, que no best seller Although of Course You End Up Becoming Yourself (Broadway Books, 2010) relatou a experiência de acompanhar Wallace por cinco dias, enquanto o escritor realizava uma viagem para promover as vendas de Graça Infinita.

Autor da biografia Every Love Story Is a Ghost Story: A Life of David Foster Wallace (Viking, 2012), o jornalista D. T. Max atribuiu o suicídio à decisão repentina do escritor de cessar o consumo de um antidepressivo. De acordo com Max, Wallace desconfiara de que o remédio embotava os seus pensamentos e emoções. Ele trabalhava havia quase dez anos em um novo romance, The Pale King (cuja tradução está a cargo de Galindo), e ficou cada vez mais ansioso com a incapacidade de finalizar a obra. A tendência de revisar seus manuscritos, presente em Graça Infinita, intensificou-se durante a redação do terceiro romance. “Wallace considerava a escrita uma luta complicada que levaria a dores e sofrimentos consideráveis”, diz Konstantinou.

Em The Pale King (Little, Brown & Co, 2011), uma obra inacabada que a Companhia das Letras deve editar no primeiro semestre de 2016, Wallace voltou a confrontar seu maior dilema. Ele queria apresentar ao público um livro que produzisse o que o ficcionista e amigo George Saunders declarou ser uma terceira via para a literatura norte-americana, dividida havia mais de quatro décadas entre os pós-modernos e os minimalistas. Para Saunders, autor do aclamado Dez de Dezembro (Companhia das Letras, 2013), os críticos trataram o pós-modernismo como uma desconstrução fria e intelectual dos artifícios da ficção e perceberam no minimalismo um retorno às raízes emocionais da literatura. Em conversas com Wallace, Saunders lembra-se de ambos mencionarem os problemas criados por essa dicotomia e de como ela tornou proibitivo o debate sobre “o sentido de uma ficção mais real”.

Wallace era um grande admirador dos pós-modernos. Diferentes resenhistas trataram The Broom of the System (Penguin, 1987), o primeiro romance, sem previsão de tradução brasileira, como uma homenagem às obras de Donald Barthelme (1931-1989), William Gaddis (1922-1998), Thomas Pynchon e Don DeLillo. Wallace admitiu, entretanto, que o pós-modernismo havia se transformado em um estilo canônico, repleto de armadilhas, das quais ele tentou escapar. E muitas vezes sem sucesso. “Wallace não resolveu da maneira que lhe seria satisfatória o desafio de escrever depois de Gaddis, Pynchon e DeLillo, e esse fato foi uma fonte de grande dor”, escreveu Samuel Cohen, professor da University of Missouri e um dos ensaístas de The Legacy of David Foster Wallace. “O ataque, ou pelo menos a resistência à hegemonia simbólica da literatura dominante, era, na opinião de Wallace, um projeto necessário”, diz Konstantinou. “Ele endossou a perspectiva de que a transformação da sensibilidade de um indivíduo podia promover a mudança de uma supremacia cultural.”

Diz o tradutor Caetano W. Galindo que Graça Infinita é um romance inovador o suficiente para não ser enquadrado como metaficção. “Wallace reage aos pós-modernistas. Ele afirma em um texto que o pós-modernismo é a festa que rola quando nossos pais saem de casa, a gente chama os amigos e passa uma noite bem louca. A geração de Wallace estava na situação de acordar, ver a casa toda vomitada e zoneada, e saber que ninguém vem arrumar. O problema de colocar aquilo em ordem era nosso, não uma imposição dos outros.” No romance, definido por Galindo como “uma leitura muito aprofundada da vida da sociedade de consumo em fins do século XX”, Wallace usa frases longas, interrompe a narrativa com quase 400 notas de fim de texto e cria enredos múltiplos. As escolhas formais tornam desafiadora a definição do tema do romance que se passa no início do século XXI.

Grosso modo, o livro aborda as experiências de Hal Incandenza, um estudante prodigioso em termos intelectuais e esportivos, usuário contumaz de maconha e filho do suicida James Incandenza (físico e o diretor do filme experimental Graça Infinita, também conhecido como Entretenimento). Relata os problemas de Don Gately, um ladrão “viciado em narcóticos orais” e participante de encontros dos Alcoólicos Anônimos, e acompanha a luta entre os funcionários do governo e separatistas de Quebec pela posse de Graça Infinita, um filme tão sedutor que torna o espectador catatônico e, por isso, pode ser usado como arma terrorista. De acordo com Samuel Cohen, o segundo romance de Wallace trata implicitamente de três assuntos: o amadurecimento de um jovem artista, a história da ficção contemporânea e os rumos dos Estados Unidos.

Graça Infinita, de David Foster Wallace (Editora Companhia das Letras, 1.144 págs., R$ 111,90

Graça Infinita, de David Foster Wallace (Editora Companhia das Letras, 1.144 págs., R$ 111,90

Ao abordar os efeitos nocivos do entretenimento, como a distração e a alienação, Wallace “queria resgatar a possibilidade de exercer o poder de acreditar como uma capacidade mental que foi com o tempo negligenciada”, segundo Konstantinou. O escritor alertou para o fato de os indivíduos serem incapazes de se desembaraçar do relativismo intelectual e da ironia, um dos efeitos duradouros do pós-modernismo. “Ele desejava descobrir um ethos pós-irônico viável para a literatura norte-americana, uma refém da perspectiva cultural fomentada pelo anúncio do fim da História.” Wallace cultivou a convicção de que seria possível superar o cinismo, a tristeza e a solidão do mundo posterior à Guerra Fria apresentado por Francis Fukuyama no livro O Fim da História e o Último Homem (Rocco, 1992). O autor de Graça Infinita, diz Konstantinou, “não aceitava uma nova ordem mundial que escolheu o cálculo econômico e a hegemonia tecnológica no lugar da coragem, da imaginação e do idealismo”.

Clássico de mil páginas, ‘Graça Infinita’ ganha primeira edição no Brasil

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Clássico de mil páginas, 'Graça Infinita' ganha primeira edição no Brasil

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A edição bela e estranha não traz nem o título na capa, que no entanto é ilustrada com uma pista fundamental do conteúdo: uma caveira com olhos de rolo de filme.

Gravados em branco nas laterais abóbora das páginas, os nomes da obra e do autor ajudam a explicar o porquê do visual enigmático.

Clássico de mil páginas, 'Graça Infinita' ganha primeira edição no BrasilTrata-se de “Graça Infinita”, cultuado romance de mais de mil páginas que o norte-americano David Foster Wallace lançou em 1996, 12 anos antes de se suicidar, aos 46, e que apenas agora, quase duas décadas depois, ganha tradução no país, pela Companhia das Letras.

É um livro todo estranho e superlativo, a começar pela trama, que tem como elemento central um filme, também chamado “Graça Infinita”, que é tão, mas tão, mas tão divertido que os espectadores, incapazes de desviar a atenção, veem até morrer.

Marco de uma ficção pós-moderna que tem como expoentes Don DeLillo e Thomas Pynchon, apontado pela revista americana “Time” como um dos cem melhores livros em inglês dos últimos 90 anos, “Graça Infinita” é tão difícil de definir quanto de atravessar de cabo a rabo.

Embora seja mais acessível que um “Ulysses”, de James Joyce, já que DFW alternava momentos de extremo virtuosismo com outros nada ambiciosos, puramente divertidos, “Graça Infinita” exige concentração para que o leitor se situe em suas dezenas de tramas, pontuadas por notas explicativas que ocupam cerca de 130 páginas ao final.

Não à toa, o trabalho de tradução ficou a cargo de Caetano W. Galindo, que verteu a obra-prima de Joyce e vê similaridades nos romances.

“Em termos de pretensão’, de vontade de abarcar uma fatia muito grande da vida, e em termos dessa falta de pudor, de usar todo e qualquer artefato do arsenal do romancista para atingir esses fins, são livros parecidos”, diz.

Como Galindo já tinha lido a obra duas vezes, precisou de pouco mais de um ano para o trabalho, o que faz dele o recordista mundial em tempo de tradução de “Graça Infinita” –o tradutor alemão precisou de quase seis anos; em outros países, a tarefa foi dividida entre especialistas.

GRAÇA INFINITA
AUTOR David Foster Wallace
TRADUÇÃO Caetano Waldrigues Galindo
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 111,90 (1.144 págs.)
AVALIAÇÃO bom

David Foster Wallace e sua piada infinita

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O norte-americano David Foster Wallace (1962 – 2008) foi um dos escritores mais perspicazes das últimas décadas. Suicidou-se em 2008, após tomar o antidepressivo Nardil por 20 anos e teve suas cinzas jogadas na ilha chilena de Masafuera pelo amigo e também escritor Jonathan Franzen.

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Andrei Ribas, no Homo Literatus

No Brasil, Wallace ganha mais força com a chegada às livrarias de seu maior romance, intitulado Graça infinita (apesar de, aos olhos dos leitores acostumados com o estilo de Wallace, o título dado em Portugal seja melhor: A Piada infinita). Após lançar Breves Entrevistas com Homens Hediondos, com 23 contos, em 2005, a Companhia das Letras publicou em 2012 Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio que Longe de Tudo, com ensaios, e lançará, em novembro, a tradução de Infinite Jest. Apontado pela revista Time como um dos cem melhores livros em inglês publicados de 1923 até hoje, Infinite Jest é considerada uma obra extremamente complexa de ser vertida para outras línguas e foi, como registrou em seu blog na editora mencionada, um desafio para seu tradutor, o curitibano Caetano W. Galindo, professor de Linguística da Universidade Federal do Paraná. Mas Galindo tinha as credenciais certas: traduziu Thomas Pynchon, a quem Wallace é comparado, e Ulisses, de James Joyce, quase um tabu entre tradutores. Quanto ao porquê do título ser outro na versão brasileira, Galindo registrou: “Infinite Jest (que a princípio pode querer dizer algo como Piada Infinita) é uma citação. De quando Hamlet, do Hamlet, segura nas mãos a caveira de Yorick, o bobo da corte, e lembra que na sua infância conheceu aquele fellow of infinite jest, um camarada que não parava de brincar… (…) Mas um problema recorrente da tradução de citações é que, a não ser em casos muito óbvios (ser ou não ser), elas tendem a se perder. (…) Segundo, Infinite Jest é também, no livro, o título de quatro filmes que teriam sido feitos (eles são mais um boato que um fato) pelo pai do personagem principal, que, na verdade, foi fazendo um atrás do outro, sempre, como tentativa de completar uma obra perfeita, que nunca o satisfez. Infinite Jest IV é o filme que aparentemente existe e está sendo usado por terroristas, dado o seu potencial infinito de diversão. (…) Terceiro, e bem importante, a escolha do título de uma tradução é sempre conjunta. E, na verdade, quem tem (e deve ter) a palavra final são os editores. Eu mesmo devo ter emplacado menos de 20% dos meus títulos sugeridos até hoje. A minha opinião? Ainda não sei. (…) Meu documento de Word se chama Infinda Graça, que inclusive fica perto da Infinita Graça que o Erico lembra que o Millôr usou no Hamlet. Eu gosto da ligeira dupla leitura fonética com ‘fim da graça’ e gosto, sim, até da leve ressonância religiosa do termo ‘graça’. O livro tem ALTAS ressonâncias no mínimo místico-religiosas. Deve ser isso que eu vou propor. Veremos.”

Dado o título, enfim, resta ao fã de Wallace se esbaldar em sua graça/piada infinita, e àquele que não o conhece, seguem resumos de suas obras lançadas no Brasil, que podem ser lidas, de qualquer forma, antes ou após conhecer sua obra capital:

Breves Entrevistas com Homens Hediondos

Breves Entrevistas com Homens Hediondos foi lançado nos EUA em 1999 e reúne 23 contos. Wallace aborda temas que lhe eram íntimos, como dependência de drogas e depressão, e outros pelos quais ele tinha particular interesse, destacando perversões sexuais, desvios de comportamento, relacionamentos afetivos e o poder nocivo da mídia na vida contemporânea. O autor exercita sua verve satírica e o experimentalismo formal combinando referências eruditas e populares – recorre, a exemplo de Infinite Jest, a extensas notas de rodapé. Companhia das Letras, 2005, R$ 62,00, em média.

Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio que Longe de Tudo

Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo reúne textos de Wallace publicados na imprensa americana – no formato de grandes reportagens, crônicas e ensaios. Entre os relatos, que seguem a vertente do jornalismo literário temperados com o humor irônico do autor, estão suas impressões sobre uma viagem pelo Caribe a bordo de um cruzeiro de luxo, um perfil do tenista Roger Federer, uma palestra sobre Franz Kafka e coberturas de eventos como uma feira agropecuária e um festival da lagosta. Companhia das Letras, 2012, R$ 31,50, em média.

Graça infinita (Infinite Jest)

Romance que projetou Wallace no círculo literário dos EUA, em 1996. Por conta da depressão e dos excessos com drogas e álcool, o autor somou passagens por clínicas psiquiátricas. Refletiu essa turbulência na complexa e fragmentada narrativa do livro, uma projeção futurista ambientada na superpotência resultante da unificação de EUA, Canadá e México. Nessa sociedade, uma atração de TV exerce uma espécie de poder hipnótico sobre os espectadores, espelhando a visão mordaz de Wallace sobre a indústria do entretenimento e a publicidade. Será lançado, pela Companhia das Letras, em novembro, sem preço ainda definido.

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