Contando e Cantando (Volume 2)

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Prouni: estão abertas inscrições para bolsas de estudo

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Programa federal oferece mais de 90.000 bolsas em instituições privadas de ensino superior. Prazo se encerra no dia 25 de junho

Prouni exige nota mínima de 450 pontos no Enem 2012 (Foto: Agência Brasil)

Prouni exige nota mínima de 450 pontos no Enem 2012 (Foto: Agência Brasil)

Publicado na Veja on-line

Estão abertas as inscrições do 2º semestre de 2013 do Programa Universidade para Todos (Prouni), programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas de estudos em universidades privadas.

Para concorrer, o candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012, obtendo desempenho mínimo de 450 nas provas objetivas e nota superior a zero na redação. Além disso, não pode possuir diploma de curso superior e se encaixar em pelo menos uma das seguintes condições: ter cursado o ensino médio em escola pública, ou como bolsista em instituição privada, ser portador de deficiência ou ser professor na rede pública de ensino para cursos com grau licenciatura.

As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas pela internet na página do Prouni (http://siteprouni.mec.gov.br) até as 23h59 (horário de Brasília) da próxima terça-feira, dia 25 de junho.

No total, estão previstas 90.010 bolsas, sendo 55.658 integrais e 34.352 parciais, segundo informações do MEC. As bolsas integrais serão destinadas a candidatos com renda familiar mensal de até 1,5 salário-mínimo por pessoa. Para as bolsas parciais (50% da mensalidade), o limite são três salários mínimos.

Os estudantes pré-selecionados na primeira chamada, que será divulgada no dia 28, deverão comprovar as informações nas universidades até o dia 5 de julho. O segundo resultado sairá em 13 de julho, e a comprovação deverá ser feita entre os dias 15 e 19 do mesmo mês.

Assim como ocorre no Sisu, o Prouni possibilita aos candidatos a indicação de duas vagas, que podem ser alteradas enquanto estiverem abertas as inscrições. Quem não entrar nas duas primeiras chamadas, poderá manifestar interesse na lista de espera entre os dias 26 e 29 de julho. A convocação será feita em dois momentos: nos dias 2 e 12 de agosto.

Estudar faz pessoas serem mais felizes e viverem mais, aponta estudo da OCDE

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Shin Shikuma/UOL

Shin Shikuma/UOL

Publicado por UOL

Um estudo recente sobre aspectos da educação mostra que quem estuda mais tende a ser mais feliz e ter uma expectativa de vida maior. O levantamento What are the social benefits of education? (Quais são os benefícios sociais da educação?, em tradução livre) foi produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e realizado em 15 países membros da organização – do qual o Brasil não faz parte.

+ 18% de satisfação pessoal
de quem tem ensino superior em relação a quem parou no ensino médio

“A educação ajuda as pessoas a desenvolver habilidades, melhorar a sua condição social e ter acesso a redes que podem ajudá-las a terem mais conquistas sociais”, dizem os autores da pesquisa.

Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque tem maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para que têm nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais. Já os portugueses, asseguraram a diferença mais baixa, apenas 3.

No caso das mulheres, a diferença não é tão acentuada: a expectativa média de vida é de quatro anos a mais para as universitárias. À frente desta tabela estão as nascidas na Letônia, que vivem quase nove anos mais do que as compatriotas que interromperam os estudos no antigo segundo grau.

Participação política
Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal.

“A educação tem o potencial de trazer benefícios para as pessoas e para as sociedades, e isso vai muito além da contribuição para a empregabilidade dos indivíduos ou de renda”, afirma os autores da pesquisa, que enfatiza ainda a importância do Estado.

“Os políticos devem ter em conta que a educação pode gerar benefícios sociais mais amplos desde que haja mais investindo em políticas públicas”.

Educação em foco
O estudo, divulgado no fim do mês passado, encerra a Education Indicators in Focus, série composta por 10 estudos, apresentados ao longo de janeiro de 2012 a janeiro de 2013, que destacam diferentes aspectos educacionais avaliados da educação básica ao ensino superior. Entre eles, como a crise global afeta as pessoas com diferentes níveis de escolarização, quais países estão dando suporte ao acesso ao ensino superior e qual a variação no número de alunos ao redor do mundo.

Os interessados em acompanhar as pesquisas podem acessá-las gratuitamente online em três versões: inglês, espanhol e francês.

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