Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged Greve

Greve dos caminhoneiros adia Feira do Livro de Brasília

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Publicado em O Globo

RIO — A 34ª Feira Internacional do Livro de Brasília foi adiada por causa da greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o país desde a semana passada. O anúncio foi feito na página no Facebook do evento.

A feira será realizada agora entre 8 e 17 de junho, no Shopping Pátio Brasil. Os organizadores não deram mais detalhes ainda sobre a nova programação.

A “Pátria Educadora” perde com a saída de Renato Janine do MEC?

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Publicado em UOL

A “Pátria Educadora” perde com a saída de Renato Janine do MEC? Segundo os especialistas consultados pelo UOL, a resposta à pergunta é: a educação perde, mas não perde muito.

O fato mais grave é em relação à condução do MEC (Ministério da Educação) — a pasta terá seu quarto ministro em dez meses e não especificamente em relação à saída do professor da USP (Universidade de São Paulo). Apesar da instabilidade no ministério, os especialistas lembram que as diretrizes para as políticas educacionais definidas pelo PNE (Plano Nacional de Educação) têm servido de condutor das últimas gestões.

“Estabilidade é muito importante para se observarem resultados [na área da educação]”, diz Alejandra Velasco, coordenadora geral do movimento Todos pela Educação. Com a mudança, explica, há uma natural pausa nas discussões [da Base Nacional Comum e do Sistema Nacional de Educação] enquanto as equipes se recompõem.

Para a especialista em educação Cleuza Repulho, a inconstância dos gestores no cargo é problemática. “A educação perde quando se muda tanto de gestor, que têm perfis tão diferentes”, afirma comparando Cid Gomes e Janine Ribeiro.

Faltou força política

Na avaliação de Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e blogueiro do UOL, Renato Janine Ribeiro não tinha força política para enfrentar um período de ajustes orçamentários como esse. “Ele não tinha domínio da pauta da educação básica nem o conhecimento necessário do relacionamento entre Estados e municípios”, diz.

Segundo Cara, um bom ministro precisa reunir três critérios: saber fazer política (para conseguir disputar por verbas e administrar demandas), ser um bom gestor (para colocar o ministério para funcionar) e ser um formulador de políticas públicas. E Janine Ribeiro não correspondeu a nenhum dos três quesitos.

Já o filósofo e escritor Paulo Ghiraldelli, professor da da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) afirma que foi justamente a falta de apoio político que levou Janine Ribeiro ao MEC. “Janine caiu porque entrou para cair”, escreveu o docente da Faculdade de Educação da UFRRJ em seu blog pessoal. Para ele, um nome frágil politicamente ajudaria numa eventual troca de ministro.
Perfil “técnico”

O professor Renato Janine Ribeiro durou menos de seis meses à frente do MEC (Ministério da Educação) — ele tomou posse no dia 6 de abril deste ano e foi demitido da função no dia 30 de setembro.

Na época da sua nomeação, a presidente, Dilma Rousseff, declarou que fazia uma escolha técnica e não, política após a saída brusca de Cid Gomes do MEC, que ficou menos de três meses no cargo.

A tarefa de Janine Ribeiro era desafiadora: em um ano marcado por cortes orçamentários, ele teria a implantação do PNE (Plano Nacional da Educação) pela frente — a legislação que determina os rumos da educação no país entre 2014 e 2024 previa, entre outras metas, o investimento de 10% do PIB no setor.

O que aconteceu na gestão Janine

Aniversário de um ano do PNE

Sob sua gestão, o PNE (Plano Nacional de Educação) deveria aprovar os planos estaduais e municipais, cujas discussões se voltaram para a inclusão ou exclusão de políticas de combate à discriminação baseada no gênero. Planos de, pelo menos, oito Estados baniram o que foi chamado de ideologia de gênero.

Especialistas já comentavam que, sem dinheiro, a implantação do plano ficaria prejudicada. À época da aprovação dos planos estaduais e municipais, Janine Ribeiro minimizou o fracasso do primeiro ano do PNE.

Greve nas universidades federais

Em sua passagem pelo MEC, Janine Ribeiro enfrentou uma greve de servidores e professores das universidades federais — a paralisação começou no final de maio e ainda há instituições que não voltaram às atividades. Os grevistas pedem diálogo, mas o salário da categoria já havia sido reajustado segundo o então ministro.

Ajustes no financiamento do ensino superior

Com o ajuste de orçamento na Esplanada, o Fies, programa de financiamento estudantil, sofreu reajuste nos juros, que passaram de 3,4% a 6,5%, além de redimensionar o público-alvo (cuja renda diminuiu). Em 2014, o programa era responsável por 40% das matrículas dessa etapa de ensino, ante os 15% que eram meta do governo. O crescimento do Fies era visto como exagerado.

Abertura de consulta da Base Nacional Comum

A proposta de um documento que traga os conteúdos básicos que devem ser ensinados na escola foi colocada em uma plataforma na internet para consulta pública até o final do ano. Especialistas consultados pelo UOL apoiam a iniciativa, mas acham que faltou rigor na elaboração da proposta.

Comitê de Gênero virou comitê de Comitê de Combate às Discriminações

Em 9 de setembro, Janine Ribeiro criou o Comitê de Gênero, que não durou um mês. No dia 21 do mesmo mês, foi substituído pelo Comitê de Combate às Discriminações, um resultado da pressão empreendida pela Frente Parlamentar Evangélica (FPE) sobre o Palácio do Planalto, segundo Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Na época da aprovação dos planos, ele havia criticado a retirada das questões de gênero do documento.

Greve atinge 39 universidades federais

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Publicado no Estadão [via UOL]

Com o corte de repasses do governo federal às universidades federais desde o início do ano e a falta de negociação sobre o reajuste salarial, professores e funcionários de 39 instituições decidiram nesta quinta-feira, 28, pela greve.

A paralisação de docentes foi aprovada em 18 universidades e a de funcionários técnico-administrativos, em 39. Eles pedem reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff e revisão do contingenciamento de recursos às instituições. “O governo não negocia conosco, as federais vão fechar por inanição nos próximos meses se nada for feito”, disse Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

Com R$ 7,5 milhões em dívidas e uma das situações mais críticas, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)enfrenta a partir de segunda, 1º, greve dos funcionários. A paralisação vai afetar também o Hospital São Paulo. Em nota, a universidade disse entender a importância da pauta dos servidores.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a biblioteca ficou fechada nesta quinta e, a partir desta sexta, 29, o restaurante universitário só servirá refeições para os alunos bolsistas.

Em nota, o Ministério da Educação disse que mantém diálogo com todos os setores das universidades federais e que sempre atende “tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados”. Também criticou a decisão pela greve sem que “seja precedida por um amplo diálogo”.

Greves pesam na escolha de alunos por universidades

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Paralisações frequentes podem fazer vestibulando desistir de algumas instituições

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Bárbara Ferreira, Estadão

Antes até de entrarem nas universidades públicas do País, os candidatos já se preocupam com as greves. Nessa etapa de preparação, uma das principais dúvidas é sobre como os calendários escolares podem ser afetados.

No último dia 19, a Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, encerrou uma greve de 116 dias, uma das maiores de sua história. Antes, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também haviam encerrado suas paralisações.

Na USP, unidades que aderiram à greve, como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), cursarão o segundo semestre até fevereiro de 2015.

Com receio de que o curso de Medicina, com duração média de seis anos, se prolongue com possíveis paralisações, Camila Yumi Morita, de 19 anos, que faz cursinho no Etapa, passou a dar prioridade a uma faculdade particular no vestibular. “Com greves, o curso vai levar ainda mais tempo”, explica.

Com a ajuda dos pais, ela definiu que a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – instituição privada com ingresso pelo exame da Fuvest – é a opção mais adequada para ela. “As greves foram um fator decisivo para essa escolha. Três meses sem aula, por exemplo, é tempo demais”, afirma.

Já segundo Átila Silva Zanone, diretor do colégio Elite Vale do Aço, de Minas Gerais, as paralisações da USP e Unicamp, duas das melhores universidades do País, não afetam a escolha da maioria dos alunos. Mas ele explica que as greves podem influenciar na decisão por instituições locais. “Em Minas, até pouco tempo atrás, universidades federais como as de Viçosa e de Ouro Preto, que têm historicamente mais greves, eram preteridas em relação à UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), localizada na capital.”

Alunos da UEG são presos durante protesto na abertura do Fica, em GO

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Jovens afirmam que foram agredidos no festival, na cidade de Goiás.
Policiais alegam que reagiram após serem apedrejados por manifestantes.

Estudantes da UEG protestam na abertura do Fica, na cidade de Goiás (Foto: Zuhair Mohamad/O Popular)

Estudantes da UEG protestam na abertura do Fica, na cidade de Goiás (Foto: Zuhair Mohamad/O Popular)

Paula Resende, no G1

A abertura oficial do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) foi marcada por protesto de estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) na noite de terça-feira (2), na cidade de Goiás, a 130 quilômetros de Goiânia. Eles manifestavam por melhorias na cidade e na instituição de ensino, que está há mais de dois meses em greve. A manifestação acabou em confronto com os policias. De acordo com a Polícia Militar, sete alunos foram presos. Já os estudantes afirmam ter sido agredidos, mesmo sem reagir à ação dos PMs.

O grupo saiu em protesto pelas ruas da cidade com cartazes, faixas, aparelho de som e um caixão, que representava a situação de decadência do estado. Eles caminharam até o Palácio Conde dos Arcos, antiga sede do governo estadual , onde acontecia o evento.

No entanto, a policiais isolaram a entrada do local com uma barreira humana. Eles, então, vaiaram os militares. O estudante Bruno César disse ao G1 que o grupo decidiu sentar na Praça do Coreto e esperar a saída do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

A situação ficou tensa, conforme os manifestantes, quando policiais anunciaram que eles precisavam evacuar o local porque o governador sairia do palácio. Bruno César afirmou que em deliberação a maioria decidiu permanecer na praça, mas sem qualquer violência. Nesse momento, os policias teriam começado a expulsar os manifestantes.

1Ele conta que os policiais também agrediram os manifestantes e arrancaram à força os objetos que seguravam. “Não oferecemos resistência. Mesmo assim, deram cacetadas, bateram muito, foram truculentos”, ressalta Bruno. Ele afirma que ficou com hematomas nas costas e teve o ligamento de dois dedos rompidos.

O estudante Janiel Souza, que também estava no local, afirma que os militares jogaram spray de pimenta sem o grupo ter reagido.

Com a confusão, sete manifestantes foram detidos por volta da meia-noite de terça-feira (2). Em nota, a Polícia Militar justifica que os alunos da UEG arremessaram pedras e objetos nos policiais, o que é negado pelo grupo. Os estudantes foram presos por desacato à autoridade e resistência.

O grupo prevê nova manifestação para o sábado (6). Professores e estudantes entraram em greve no dia 25 de abril de 2013. Desde então, fizeram inúmeros protestos em cidades do interior e na capital.

Fica

A 15ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) acontece o dia 7 deste mês, na cidade de Goiás. Neste ano, o evento faz homenagem à escritora Cora Coralina, natural do município. A expectativa da organização é de que 100 mil pessoas passem pela cidade durante os cinco dias de festival.

A programação traz mostras de cinema competitiva e paralela, mesas-redondas, atividades com população local, oficinas, além do Fórum Ambiental. Durante a noite, o evento conta com apresentações musicais de artistas goianos e nacionais.

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