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10 livros famosos que foram escritos atrás das grades

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Você sabia? Algumas das obras mais importantes da literatura mundial foram produzidas enquanto seus autores cumpriam sentença. Quer saber quais são elas? Confira a seguir

Publicado no Universia Brasil

10 livros famosos que foram escritos atrás das grades

(Crédito: Shutterstock.com)
Poucas pessoas sabem, mas obras consideradas grandiosas foram produzidas enquanto seus autores cumpriam sentenças pelos mais variados crimes

Embora poucas pessoas saibam, obras consideradas grandiosas foram produzidas enquanto seus autores cumpriam sentenças pelos mais variados crimes. Se você é um amante da literatura, confira a seguir uma lista com 10 obras que foram produzidas enquanto seus escritores estavam atrás das grades.

1. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes

Dom Quixote foi produzido na prisão em Sevilha, em 1597, quando Cervantes, como coletor de impostos, foi preso por se apropriar de dinheiro público após diversas contas do autor terem sido investigadas.

2. Mein Kampf, de Adolf Hitler

O livro foi escrito por Hitler na prisão de Landsberg, no verão de 1924. O nazista estava lá depois de ter sido condenado a cinco anos de prisão por planejar e executar o golpe fracassado em Munique. O livro descreve as principais ideias que o regime alemão completou durante seu governo.

3. Cancionero y Romancero de Ausencias, de Miguel Hernández

Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola, Hernández entrou para o grupo republicano Bando. Ao fim da guerra, tendo pertencido ao lado perdedor, foi condenado à morte, mas depois comutou a sentença para 30 anos. Enquanto esteve na prisão, escreveu a coleção de poemas que apresenta uma nova linguagem e marca o início de uma mudança de estilo.

4. A História me Absolverá, de Fidel Castro

Trata-se da alegação de autodefesa de Fidel Castro antes de seu julgamento pelos ataques aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes. No ensaio, Fidel mostra a licenciatura Civil que decide levar em sua própria defesa.

5. Lazarillo de Tormes, de autor desconhecido

Ainda que a história tenha declarado o conto clássico como sendo de autor desconhecido, o nome de Diego Hurtado de Mendoza, poeta e diplomata espanhol, foi o mais apontado como um provável autor. A história conta que Hurtado foi governador de Siena e acusado de irregularidades financeiras, o que o levou a prisão de La Mota. Diz-se que durante o tempo em que esteve preso ele redigiu esta obra.

6. De Profundis, de Oscar Wilde

O livro é uma longa e emocional epístola que Oscar Wilde escreveu para seu amante, Alfred Douglas, diretamente da prisão onde cumpria pena por comportamento indecente e sodomia. Na carta, datada de 1897, Wilde apresenta os sentimentos, preocupações e ressentimentos para com seu amante.

7. Justine, de Marquês de Sade

Justine ou “Os Infortúnios da Virtude” é um romance escrito pelo Marquês de Sade em 1787, durante uma de suas estadias na prisão da Bastilha. A obra é considerada um “trabalho maldito”, uma vez que expõe os pensamentos mais sombrios do autor.

8. De los Nombres de Cristo, de Frade Luis de León

Frade Luis de León foi um poeta e humanista espanhol que passou um tempo preso por traduzir a Bíblia para o vernáculo sem licença. Na prisão, escreveu “Em nome de Cristo”, trabalho composto por três livros que mostra a definitiva elaboração dos temas e ideias delineados em seus poemas que discutiam as várias interpretações dos nomes dados a Cristo na Bíblia.

9. Décimas, de Miguel Hidalgo

Miguel Hidalgo foi um padre e soldado que se destacou na primeira fase da Guerra da Independência do México. Hidalgo liderou a primeira parte do movimento, mas após uma série de derrotas foi capturado, em 1811, e levado como prisioneiro para a cidade de Chihuahua, onde foi julgado e executado quatro meses depois. A obra é uma coleção de poemas escritos na parede de sua cela antes da execução. Eles agradecem o carcereiro, o chefe da prisão e bom tratamento que tinha recebido.

10. La Muerte de Arturo, de Sir. Thomas Malory

Sir. Thomas Malory saqueou e se comportou de maneira cruel e irresponsável durante a Guerra das Rosas. Após ser derrotado, Malory se encontrava em uma situação desesperadora, com diversas dívidas e sendo acusado até mesmo de estupro, o que o levou para a cadeia. Enquanto estava preso escreveu o romance.


 

10 famosos personagens literários mais novos do que você imagina

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Lorena Robinson, no Literatortura

Quando um autor cria uma personagem, ele ou ela confere a sua pessoa fictícia atributos e características específicas – como idade, aparência, certas propensões – que, combinadas, fundamentam uma personalidade determinante para toda a trama. Algumas características são marcantes, icônicas e essenciais para o desenrolar e coerência do enredo; outras são responsáveis por fornecer ao leitor prazerosas divagações a respeito da personagem, através de uma “visualização mental”, fruto da nossa imaginação, possível apenas pelos elementos fornecidos pelo autor. Há características inerentes a personagem, no entanto, que podem não ser explícitas na página. Mas seja a personagem plenamente apresentada ou não, não podemos prever o que acontecerá a ela quando determinados meios culturais a alcançarem; especialmente a indústria cinematográfica.

Dito isso, prepare-se para chocar-se com 10 personagens literários que são significativamente mais novos do que você (provavelmente) imagina.

Holly Golightly: 18 anos

Para alguns a surpresa começa no fato do filme ser uma adaptação. O livro homônimo ao filme (Breakfast at Tiffany’s – Bonequinha de Luxo, no Brasil), de Truman Capote, apresenta a personagem Holly Golightly, que tornou-se icônica após a encarnação vencedora de Oscar de Audrey Hepburn – a princesa dos olhos dos amantes de retrô. Muitos se surpreenderão ao descobrir que no romance de Capote, Holly é colocada como uma adolescente, enquanto Hepburn tinha 31 anos quando começaram as filmagens. Truman Capote não ficou muito contente com a escolha – ele queria como Holly ninguém menos que Marilyn Monroe, ainda mais velha que Audrey.

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Scarlett O’Hara: 16

Protagonista no romance de Margaret Mitchell’s, …E O Vento Levou e no posterior filme de mesmo nome, Scarlett tinha apenas 16 anos no início do livro (e no início da Guerra Civil). A mesma idade com que ela casa, tem um filho e então torna-se viúva. Ao final do romance, ela tem 28 anos de idade e, como são fadados os personagens literários particularmente vibrantes, já viveu diversas histórias dignas de drama. E O Vento Levou é considerado um dos filmes mais vistos de todos os tempos, assistido por mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Scarlett foi interpretada por Vivien Leigh, com cerca de 26 anos na época, que acabou ganhando um Oscar pelo papel.

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Miss Havisham: 37 a 50 anos.

Sempre que surge uma adaptação cinematográfica de Great Expectations (da obra homônima de Charles Dickens), surgem junto questões a respeito da idade de Miss Havisham. Tradicionalmente, ela é retratada como uma idosa, mas não sem embasamento no próprio romance, no qual Pip a descreve como “um esqueleto” e uma “figura de cera”. Mas, dependendo de como você faz as contas, chega-se a conclusão de que ela tem entre 37 e 50 anos; considerando que os eventos do romance decorrem 25 anos após ela ser abandonada no altar, e que as pessoas casavam-se muito novas naquela época. Envelheceu precocemente por conta de todo o desgosto? Provavelmente. Mas uma idosa? Na verdade, não.

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Tintin: 17

Talvez alguns conheçam pela história em quadrinhos de Hergé, As Aventuras de Tintin, ou mesmo pela adaptação cinematográfica de Steven Spielberg e Peter Jackson. De qualquer forma, é capaz que você tenha se surpreendido.

“Quando pensei nele pela primeira vez,” disse Hergé em uma entrevista extremamente encantadora com uma criança francesa (link: aqui!), “Eu o imaginei como tendo entre 14 ou 15 anos de idade. Mas agora, digamos que ele tenha 17. Ele envelheceu somente 3 anos no decorrer de 50, está ótimo!”. Como Hérge pontua na entrevista, Tintin é deveras maduro para a sua idade. – Mas então como ele sabe pilotar todos aqueles aviões? – Ao que parece, ele apenas aprende tudo bem, bem rápido.

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Brasileiros reúnem doações para construir escola de bambu na Libéria; projeto custa R$ 200 mil

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O projeto “Escola de Bambu”, estimado em R$ 200 mil, pretende construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas. Para isso, um grupo de brasileiros busca doações

Mariana Monzani, no UOL

O objetivo é ousado: construir uma escola de bambu com doações públicas para atender 300 crianças na Libéria, país devastado pela guerra civil. A meta foi estabelecida por um grupo de mais de 30 brasileiros que se interessaram pelo projeto tocado pelo liberiano Sabato Neufville, que mantém uma escola gratuita no país.

No sistema educacional liberiano, mesmo as escolas públicas são pagas. Um semestre de ensino custa de U$ 50 a U$ 200, o que torna inviável a educação de crianças pobres.

Como prestador de serviços da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) na Libéria, Neufville, 34, recebe por mês US$ 800. Parte do seu salário é destinada a 16 professores que dão aulas em uma escola com ensino gratuito na comunidade de Fendell.

A história foi descoberta pelo jornalista Vinícius Zanotti, 27, durante uma viagem pelo oeste da África. De volta ao Brasil, Vinícius reuniu um grupo de brasileiros para tocar o projeto, “os bambuzeiros”.

São arquitetos, designers, médicos, farmacêuticos, publicitários e advogados. Todos em busca de recursos para construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas.

Para isso, precisam de R$ 200 mil. Até o momento conseguiram R$ 45 mil através de doações para o site, que também traz a prestação de contas do projeto “Escola de Bambu”.

Libéria

“Muito mais que a construção da escola é a possibilidade de compartilhar a tecnologia. Na Libéria não existe rede de distribuição de energia e apenas 17% da população tem banheiros. Por isso, avaliamos que esta transferência será uma semente para um futuro mais próspero ao país”, diz Zanotti.

A “terra da liberdade”, como é conhecido o país, ocupa a 6ª pior posição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mundial. Ali poucas pessoas têm acesso à energia elétrica, provida por geradores abastecidos por gasolina.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no período de 2005 a 2010, das crianças liberianas com idade escolar primária, apenas 32% dos meninos e 28% das meninas frequentavam a escola. Na educação secundária, o índice é ainda pior: apenas 14% das crianças nesta idade escolar tinham acesso à educação.

Escola de Bambu

O projeto da escola, feito por André Dal’bó, arquiteto, prevê o uso de técnicas construtivas já utilizadas no cotidiano dos liberianos de Fendell, a partir do uso do bambu e da terra, materiais de fácil acesso na região, baixo custo e renováveis.

“O uso do bambu como elemento estrutural se justifica pelo seu grande potencial construtivo, baixo impacto na natureza e disponibilidade de manejo local livre de custos”, afirma Dal’bó.

O projeto está na fase de captação de recursos e após alcançar o financiamento necessário, a escola será construída. “Vamos em janeiro com o que temos arrecadado. Se não for possível construir o mesmo prédio, poderemos mudar o desenho. Além de reduzir a segurança e conforto de nossa equipe. Tudo será resolvido por lá, quando chegarmos”, explica o jornalista.

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