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Posts tagged Guerra dos Tronos

George R. R. Martin divulga capítulo do próximo livro de ‘Game of thrones’

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George R. R. Martin, autor de 'Game of thrones', em evento da HBO em março de 2014 (Foto: Evan Agostini/Invision/AP, File)

George R. R. Martin, autor de ‘Game of thrones’, em evento da HBO em março de 2014 (Foto: Evan Agostini/Invision/AP, File)

Trecho de ‘The Winds of Winter’ traz perspectiva de Sansa Stark.
Quinta temporada da série da HBO estreia no dia 12 de abril.

Publicado no G1

O escritor e roteirista de “Game of thrones” George R. R. Martin divulgou nesta quinta-feira (2) um capítulo do sexto volume da série de livros “As crônicas de gelo e fogo”, segundo a agência Associated Press.

Um trecho em inglês de “The Winds of Winter” foi disponibilizado em seu site oficial e é contado a partir da perspectiva de Sansa Stark, vivendo sob o nome de Alayne Stone. Na série da HBO, a personagem é interpretada pela atriz Sophie Turner. (Clique aqui para ler o capítulo)

A quinta temporada de “Game of thrones” estreia mundialmente no dia 12 de abril. Martin cortou aparições públicas em eventos e decidiu não participar do roteiro do sexto ano da série para poder se concentrar em “The Winds of Winter”. O livro anterior da série “As crônicas de gelo e fogo”, “A dança dos dragões”, foi lançado em 2011.

‘Game of thrones’ volta com surpresas até para os fãs dos livros

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Sansa Stark (Sophie Turner) e Mindinho (Aidan Gillen) em cena da quinta temporada de 'Game of thrones' - Divulgação

Sansa Stark (Sophie Turner) e Mindinho (Aidan Gillen) em cena da quinta temporada de ‘Game of thrones’ – Divulgação

Quinta temporada da série é exibida mundialmente a partir de 12 de abril

Eduardo Rodrigues, em O Globo

LONDRES — A guerra de spoilers vai recomeçar, desta vez envolvendo o mundo todo ao mesmo tempo. Em duas semanas a quinta temporada de “Game of thrones” vai estrear simultaneamente em mais de 170 países (a ONU tem 192 estados-membros). No Brasil os dez episódios vão ao ar aos domingos, às 22h, a partir de 12 de abril, na HBO. Os ingleses precisarão segurar o sono para assistir ao programa às 2h, enquanto na Austrália as sangrentas batalhas serão acompanhadas pelo desjejum, às 11h da manhã.

A premiada saga estreou em 2011 e desde então vem batendo seguidos recordes de popularidade. Já se tornou a série mais vista da HBO, desbancando “Família Soprano” e “True Blood” e, desde 2012, é também a mais pirateada na internet. Esses altos números de pirataria — localizados em países onde a exibição acontecia com atraso de um dia ou mais — serviram de incentivo para a emissora acionar sua ampla rede de subsidiárias e parceiros ao redor do mundo para oferecer o programa de forma legal ao maior número possível de espectadores.

Os motivos do sucesso da série já foram amplamente debatidos nos quatro primeiros anos e reiterados por atores do programa numa série de entrevistas em Londres: a qualidade do texto, a complexidade da história e dos personagens, a forma realista como retrata um mundo medieval, mesmo com elementos de fantasia, e, claro, muito sexo e muita violência sem nenhuma censura.

— Eu gosto de programas de fantasia, mas acho que não alcançam o público por serem muito irreais — sugere Sophie Turner, a Sansa Stark. — Nós temos dragões, zumbis, monstros, mas também relacionamentos como o de Jon (Snow) e Sam (Tarly). Todos têm um amigo como aquele. E a política é a mesma de hoje, apesar dos elementos fantásticos.

E a violência?

— Não acho que em “Game of thrones” haja limite para qualquer coisa. Isso é ótimo, pois extrapolamos os limites. Então acho que quanto mais violento, melhor — arremata Sophie.

Liam Cunningham, o ex-contrabandista Davos, inverte o jogo, questionando aqueles que criticam a brutalidade do programa:

— A série é sobre paranoia, vingança, legado e controle. Então, o fato de acontecimentos dos últimos anos, especialmente no Oriente Médio e na Ucrânia, terem similaridades com a série, isso sim me deixa assustado. Os paralelos que temos em um mundo no qual o homem comum não tem importância para as pessoas no poder reflete o que acontece hoje. Na maior parte do tempo esses caras estão falando sobre política.

Maisie Williams como Arya Stark - Divulgação

Maisie Williams como Arya Stark – Divulgação

Essa brutalidade promete ser ainda maior na quinta temporada, que também deve superar todas as outras em imprevisibilidade. “Game of thrones” já ficou famosa por matar protagonistas sem nenhuma cerimônia — seguindo a história da “Saga de gelo e fogo”, escrita por George R.R. Martin com inspiração na Guerra das Rosas, que sacudiu a Grã-Bretanha no século XV. E Martin já avisou que “personagens que não morrem nos livros vão morrer na série, então até os leitores ficarão tristes”. Um dos ditados do mundo ficcional é “valar morghulis”, ou “todos os homens devem morrer”. Com isso, mesmo os principais atores da trama têm motivos para se preocupar.

— Se a morte servir bem ao programa e eu sentir que foi justo com meu personagem, sinceramente já tive uma grande passagem — fala Kit Harington, ao ser perguntado sobre a possibilidade (inaceitável para a maioria dos fãs) de Jon Snow deixar a história.

A imprevisibilidade é tanta que ele decidiu ler apenas suas partes do roteiro, para experimentar a série como um espectador comum:

— Nesta temporada eu li apenas as minhas partes, então não sei nada. Eu li até o livro quatro e queria ver o programa e ser conquistado por ele, entender o que o público vê nele.

Enquanto o terceiro livro (“Tormenta de espadas”) foi dividido entre a terceira e a quarta temporadas, a quinta segue as histórias contadas paralelamente entre o quarto e o quinto volumes (“O festim de corvos” e “A dança dos dragões”). Com as mortes recentes de personagens importantes (“reis estão morrendo como moscas”, já disse o anão Tyrion Lannister, que deu um Globo de Ouro a Peter Dinklage) um vácuo de poder surgiu e muitos personagens vão em busca de vingança e novas alianças.

Peter Dinklage como Tyrion Lannister - Divulgação

Peter Dinklage como Tyrion Lannister – Divulgação

Tyrion termina a quarta temporada fugindo para o exílio, após escapar de uma condenação à morte, numa sentença proferida pelo próprio pai. Esse exílio trará encontros inesperados ao personagem. Jon Snow já viveu um encontro desse tipo, quando negociava com os selvagens ao norte da Muralha e foi surpreendido pelos exércitos de Stannis Baratheon, um dos pretendentes ao trono, e sua conselheira, Melisandre.

Daenerys Targaryen, a herdeira ao trono exilada desde a primeira temporada, passa por momentos difíceis com os dragões que deveriam ser a sua maior arma. Um deles matou uma criança e desapareceu, forçando-a a acorrentar os outros dois. Ela ainda precisa aprender a se virar sem seu principal conselheiro, Jorah Mormont, expulso depois da descoberta de uma traição.

— Sir Jorah sempre foi seu confidente e conselheiro desde a primeira temporada. Como esse relacionamento deteriorou, foi preciso procurar outra pessoa e ela respeita a visão clara de Missandei. Antes ela sempre teve conselhos de homens mais velhos, agora tem uma visão mais contemporânea — fala a atriz Emilia Clarke.

Em meio a tudo isso, os espectadores ainda serão apresentados à família Martell, que entrará no jogo para vingar o príncipe Oberyn, morto em um combate eletrizante na temporada anterior. Com os Martell, o público será apresentado também ao reino de Dorne, com cenas filmadas no castelo Alcázar e arredores de Sevilha, na Espanha.

Todas essas tramas — e mais algumas — precisam encontrar solução até a sétima temporada, se for feito o desejo dos produtores David Benioff e D.B. Weiss. Mas Michael Lombardo, diretor da HBO, já deixou claro que por ele a série pode chegar a dez temporadas. Não é fácil abandonar uma galinha dos ovos de ouro.

*O repórter viajou a convite da HBO

Série de Game of Thrones vai dar spoilers de livros, confirma produtor

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Sim, é isso mesmo: a série da HBO vai acabar antes dos livros

Anthony Couto, no IGN Brasil

O produtor David Beinoff confirmou que a HBO vai ter de começar a dar spoilers dos livros de George R. R. Martin em que a série se baseia.

Isso terá de acontecer entre a quinta e a sexta temporada do programa de TV, enquanto o livro final de Game of Thrones ainda é escrito por Martin.

De acordo com a Vanity Fair, Beinoff explicou como as coisas vão acontecer. “Felizmente, temos conversado com George há um tempo, e sabíamos que isso acontecer. Seguiremos o mesmo caminho que George, embora existam alguns desvios de rota. Queríamos não ter de dar spoilers sobre os livros, mas estamos entre a cruz e a espada, e o show tem que continuar”.

O produtor declarou, entretanto, que os fãs podem esperar surpresas e revelações nos livros. “Acho que é divertido para George saber que ele pode surpreender os fãs que assistiram à série até o final. Há certas coisas que só vão acontecer na TV, e que os fãs adorariam descobrir como são nos livros”.

E você, o que acha disso? Vai deixar de ver a série para poder ler os livros em paz?

Próximo livro de Game of Thrones pode ser finalmente terminado neste ano

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Lucas Agrela, na Info

O próximo e aguardado livro da série Game of Thrones pode ser terminado ainda em 2015. A informação vem do próprio George R. R. Martin, que indicou que a obra pode ser finalizada neste ano.

O autor trabalha no livro chamado “The Winds of Winter” desde que terminou “A Dance with Dragons”, em 2011. Esta é a obra na qual se baseia a atual série televisiva da HBO.

“Eu tenho muita coisa pra fazer. Muitas coisas na minha frente. Principalmente ‘Son of Kong'”, segundo Martin, que chama o novo livro pelo codinome, em seu blog.

Visando terminar a obra, Martin não irá à San Diego Comic-Con, que acontece em junho deste ano.

Contudo, em janeiro, a editora Jane Johnson informou que o livro não está programado para ser lançado em 2015. “Não tenho nenhuma informação sobre lançamento próximo”, disse Jane ao site do jornal britânico The Guardian.

“Os livros da série são extremamente complexos e requerem muita concentração para serem escritos. Os fãs deveriam agradecer pela extensão dos volumes, que são equivalentes a dois ou três livros de outros escritores.”

Martin é pressionado tanto pelos fãs quanto pela emissora HBO para finalizar o novo livro.

O mal de se sentir inteligente lendo Harry Potter e Guerra dos Tronos

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Ademir Luiz, na Revista Bula

Recentemente, por conta de uma de minhas listas para a Revista Bula, fui xingado e ameaçado fisicamente das formas mais criativas imagináveis, simplesmente porque afirmei a obviedade de que “Guerra dos Tronos” e “Harry Potter” podem, eventualmente, ser interpretadas como imitações de “O Senhor dos Anéis”. Aparentemente nada demais, porém, essa simples opinião ofendeu profundamente alguns milhares de pessoas, gerando revolta, gritos e ranger de dentes. A maior parte dos belicosos ofendidos foram adolescentes e jovens adultos. Nada de novo no front. Os jovens costumam se levar muito a sério e, em consequência, levam demasiado a sério aquilo que gostam no momento e enquanto gostam. Não raramente é entusiasmo passageiro, o que não diminui em nada seu ardor. Não se furtam em entrar em verdadeiras batalhas campais (ou virtuais) para defender suas músicas, filmes, artistas, livros, novelas, times de futebol ou posições políticas preferidas. É mesmo essa a natureza das paixões.

Sempre foi assim, mas a prática acentuou-se desde que a adolescência foi inventada, ali por volta das décadas de 1950 e 1960, para capitalizar a popularidade de fenômenos culturais como Sinatra, Elvis e Beatles. Como ultimamente a juventude é cultuada (antes as filhas queriam se parecer com suas mães, agora as mães querem se parecer com suas filhas) e a adolescência estendeu-se até aos 30 ou 40 anos, testemunhamos a alvorada da era dos “fanboys” que “xingam muito no Twitter”, caracterizada pela defesa ardorosa e apaixonada de coisas que, no final das contas, são apenas produtos midiáticos pop. O que não é um problema em si, desde que não se perca de vista o senso de proporção. O que numa frase simples implica em saber que: “Guerra dos Tronos” pode até não ser um pastiche de “O Senhor dos Anéis”, mas, com certeza, jamais será um “Hamlet”.

Sim, os volumosos livros que compõem “As Crônicas de Gelo e Fogo” (genericamente chamadas pelos civis de “Guerra dos Tronos”) são divertidos, movimentados e parecem possuir certas pretensões artísticas, detectáveis sobretudo na opção pela narrativa a partir de diferentes pontos de vista. Contudo, apesar de seus inegáveis méritos, a saga de George R. R. Martin se insere em uma tendência que têm se mostrado nociva à formação literária das novas gerações. A tendência de fazer com que o leitor se sinta muito inteligente por estar lendo. Num olhar superficial parece positivo, mas pode ser perigoso.

A alta literatura não existe para agradar ou afagar egos. Ela desafia seus leitores, retira-os de sua zona de conforto, expandindo seu universo de pensamento. A grande arte não precisa fazer ninguém se sentir cabeça por estar diante dela. Muitas vezes ocorre o contrário: sentimo-nos estúpidos por não conseguirmos alcançar o pensamento ou as intenções de um grande artista. Quando isso ocorre, a culpa é sempre nossa, jamais do artista, se ele já passou pelo crivo do tempo e da história.

Infelizmente, pelo menos até onde consigo perceber, ocorre o inverso com “Guerra dos Tronos”.

Não que George R. R. Martin tenha obrigação de ser um gênio das letras. Ele é apenas um profissional competente que está fazendo seu trabalho e aproveitando os frutos dele. Muito justo! É ótimo que exista literatura de entretenimento. Ela cumpre um papel social importantíssimo. Tampouco comungo com a opinião de certos críticos que defendem que a fantasia, o horror, ficção científica ou os quadrinhos são gêneros necessariamente menores. Figuras como Kipling, C. S. Lewis, H. P. Lovecraft, Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Frank Miller ou Alan Moore, dentre muitos outros, comprovaram que narrativas originais e sofisticadas podem ser realizadas dentro desses formatos. O caso de “Guerra dos Tronos” é um problema de recepção. O fato é que parte considerável dos fãs está sacralizando o homem e a obra.

Recentemente, foi feita uma pesquisa entre os jovens perguntando-lhes quais seriam as personalidades que mais fariam falta se, por ventura, morressem. Nada de estadistas, gênios científicos ou líderes espirituais nos primeiros lugares. O mais votado foi George R. R. Martin. A segunda colocada foi J. K. Rowling, autora de “Harry Potter”. Alguns podem achar que foi algum tipo de piada coletiva, como quando a religião Jedi, da saga “Star Wars”, apareceu numa enquete como a quarta crença mais praticada na Inglaterra, atrás do Cristianismo, Islã e Hinduísmo, ganhando do budismo e dos diversos tipos de espiritualismo. Discordo. Achei esse resultado sintomático e complementar.

Primeiro porque o sucesso de “Guerra dos Tronos” se deve em grande parte à lacuna de mercado deixada pelo fim da saga do bruxo Harry Potter. Prova disso é que Martin está escrevendo suas crônicas desde o início da década de 1990, mas apenas recentemente ela foi descoberta pelo grande público, destacadamente os adolescentes e jovens adultos. Justamente os viúvos da série de Rowling que, é preciso lembrar, cresceram junto com os personagens e tiveram sua formação literária fortemente influenciada por livros de fantasia. Nada de “Meu Pé de Laranja Lima” ou da Coleção Vaga-Lume, que alimentou a infância da Geração X. A Geração Z cresceu lendo sobre dragões, castelos e magia. E não quer parar.

Qual o problema disso? Não há nenhum, um pouco de imaginação não faz mal para ninguém, desde que se apure o gosto estético. Nem é preciso abandonar os velhos interesses, basta colocá-los em perspectiva. Posso estar enganado, mas o que tenho observado é (mais…)

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