Contando e Cantando (Volume 2)

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Concurso Cultural Literário (91)

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capa invisível

LEIA UM TRECHO

O cerco se fecha contra os anômalos e o cotidiano nas Cidades Especiais começa a mudar. De início, o direito de ir e vir é privado, e a isso se seguem outras medidas restritivas, o que inspira uma rebelião e deixa a situação a um passo de uma guerra civil. Em meio a diversas facções, que defendem ideologias e métodos diferentes de fazer justiça, cada vez é mais difícil enxergar a situação com clareza, e Sybil tem pela frente novos desafios, que põem à prova suas convicções. Em situações desgastantes e por vezes desesperadoras, ela e seus amigos sentem na pele uma grande ameaça, mas não conseguem perceber quem é e onde está o verdadeiro inimigo.

Vamos sortear 3 exemplares de “A ameaça invisível“, o segundo volume da Trilogia Anômalos, de Bárbara Morais.

Para concorrer, basta responder por e-mail ([email protected]qual é o nome da protagonista da trilogia. Na linha de assunto, por favor mencione Concurso 91.

Atenção: Respostas na área de comentários serão deletadas.

O resultado será divulgado dia 25/9 neste post.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Rita Luíza LimaLéris SeitenfusTafnes Adriane.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

 

Vai bater de frente com a Amazon?

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Em sua guerra para baratear livros, a maior varejista on-line do mundo provoca reações de escritores e editoras. O efeito chegará ao leitor

Bruno Ferrari, na Época

O caderno de cultura do jornal americano The New York Times apresentou, em 9 de agosto, um anúncio surpreendente. Numa página inteira, um grupo de 900 autores publicou um manifesto com críticas à Amazon, maior varejista on-line do mundo e criadora do leitor de livros digitais Kindle. “Nenhuma livraria deve desencorajar a compra de livros. Por enganar seus consumidores com preços desleais e atrasos na entrega, a Amazon vai contra sua missão de colocar o consumidor no centro de sua atenção”, afirmava o texto, assinado por escritores famosos como Stephen King e Donna Tartt.

O anúncio custou ao grupo de escritores US$ 104 mil. Ele nos leva a um novo e eletrizante capítulo da longa disputa que a Amazon trava com autores e editoras de livros, em especial a gigante francesa Hachette. O motivo são as estratégias agressivas da Amazon para fazer com que leitores deem preferência a livros digitais, que serão lidos no seu Kindle, em detrimento do papel. No caso da Hachette, a Amazon parou de estocar os livros de papel e aumentou o prazo de entrega. As versões digitais podem ser baixadas no Kindle instantaneamente. A raiz do problema está numa discordância sobre preços. A Hachette cobra, em média, US$ 15 por livro digital, enquanto a Amazon briga para que o valor não ultrapasse os US$ 9,99. “Com um e- book, não há custos de impressão, armazenagem e transporte. Livros digitais não só podem, como devem ser mais baratos”, afirma a Amazon num site em que defende seu ponto de vista e critica profissionais e empresas que considera careiros.

A briga da Amazon para popularizar os livros digitais não se dá somente contra as grandes editoras. Ela já trombou com empresas produtoras de filmes (leia o quadro). Escritores independentes também questionam um serviço lançado em julho, chamado Kindle Unlimited, disponível por enquanto apenas nos Estados Unidos. Com uma mensalidade de US$ 9,99, assinantes do serviço têm acesso a cerca de 600 mil livros digitais e podem baixar até dez títulos ao mesmo tempo. Na teoria, o “Netflix dos livros”, como foi chamado, é bom para todos. O leitor voraz pode experimentar mais livros, e o autor pouco conhecido aparece num site visitado por milhões de leitores. Mesmo com alguns títulos ultrapopulares, como as coleções Harry Potter e Senhor dos anéis, a maior parte do acervo é formada por publicações de escritores sem fama. Mesmo assim, há críticas à novidade.

DOMÍNIO Jeff Bezos, fundador da Amazon. Um grupo de 900 escritores atacou a estratégia dele para os livros (Foto: Mackenzie Stroh/Contour by Getty Images)

DOMÍNIO
Jeff Bezos, fundador da Amazon. Um grupo de 900 escritores atacou a estratégia dele para os livros (Foto: Mackenzie Stroh/Contour by Getty Images)

O catálogo do Unlimited é limitado, porque as cinco maiores editoras de livros do mundo, entre elas Penguin e HaperCollins, não aderiram ao serviço – rumores sugerem que elas não concordaram com a política de achatamento de preços defendida pela Amazon. Dos autores, a Amazon exige exclusividade a quem quiser ser listado. Escritores independentes já inscritos em sites de aluguel de livros, como o Scribd ou o Oyster, são obrigados a abandoná-los para se unir à Amazon. E não podem fechar contrato com outra editora enquanto estiverem lá. “Quem aderir ao serviço estará salgando o terreno onde surgem empresas pequenas e inovadoras de distribuição de livros digitais”, afirmou em seu blog Mark Coker, fundador da Smashwords, um serviço de publicação de livros digitais independentes. O escritor que entra no Unlimited tampouco sabe claramente que valores receberá. Tanto o Scribd quanto o Oyster definem previamente o preço por leitura do livro e repassam 60% ao autor. Na Amazon, o pagamento leva em conta o faturamento total do acervo Unlimited.

A Amazon é a maior investidora na popularização do formato digital e tem a seu lado argumentos fortes – facilitar o acesso a obras e barateá-las. Com o Kindle, o mercado de livros digitais se consolidou. Em 2013, ele respondeu por 30% das vendas de livros nos Estados Unidos, ou US$ 1,3 bilhão, segundo a consultoria Pew Research. No Brasil, segundo a Câmara Brasileira do Livro, a participação ainda é pequena, de 2,3%, mas promissora. O faturamento com as vendas mais que triplicou entre 2012 e 2013 e chegou a R$ 12,7 milhões. É natural que a Amazon use sua força colossal de 250 milhões de usuários para conduzir o mercado. Mas editoras e autores criticam a estratégia rolo compressor para obrigá-los a reduzir os preços, por considerá-la uma amea­ça à qualidade da produção literária e ao trabalho de edição. Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, terá de dosar quanto pode forçar e acelerar a mudança. Ou poderá machucar escritores, editoras e, no fim das contas, o apreciador de livros.

Livros físicos podem ter preços congelados no Brasil por causa da Amazon

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Imagem: Google

Imagem: Google

Nilton Kleina, no Tecmundo

A venda de livros físicos pela Amazon no Brasil, iniciada na última quinta-feira (21), pode desencadear uma verdadeira guerra no comércio nacional de livros. Segundo o site PublishNews, grupos do setor editorial não descartam pedir o congelamento dos preços para evitar que a mais nova concorrente receba muito destaque por conta de descontos e promoções.

Uma reunião entre CBL (Câmara Brasileira do Livro), Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Libre (Liga Brasileira de Editoras) e ANL (Associação Nacional de Livrarias) teria acontecido na semana passada, durante a Bienal do Livro de São Paulo, para analisar a situação e buscar um consenso.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, uma carta será produzida e entregue aos candidatos à Presidência do país contendo propostas de regulamentação do mercado. Elas incluiriam incentivo a pequenos e médios editores e publicadores, melhorias na distribuição de produtos e a tão polêmica medida para fixar preços — algo que ainda não é unânime nem mesmo entre os tais órgãos, mas é defendido por uma boa parcela.

Essa medida impediria descontos, especialmente em lançamentos, e fixaria um preço por tempo limitado para obras. Ainda assim, ela talvez não vire uma realidade, já que nem foi formalizada porque não são todas as entidades que concordam com a proposta.

A França já adota essa fórmula e outros países criticam duramente a Amazon por conta da prática “predatória” de descontos considerados abusivos ou muito abaixo da taxa de mercado e frete grátis, entre outros exemplos.

Os escritores de best-sellers declaram guerra à Amazon

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Stephen King, uma das mais de 900 assinaturas do manifesto contra a Amazon

Uma página inteira no “The New York Times” contra o titã digital, último capítulo da batalha

Cristina F. Pereda, no El País

 

Um conflito que vale uma página inteira na edição dominical do The New York Times. A briga entre a Amazon e a editora Hachette, longe de se resolver, se complicou ainda mais neste fim de semana graças à carta assinada por 900 escritores no jornal norte-americano na qual pedem que a gigante da Internet deixe de impedir a venda de suas obras ou bloquear os preços pelo litígio que mantém com a Hachette.

As duas empresas estão se enfrentando já faz alguns meses pelo preço dos ebooks e as condições que a maior livraria do mundo, a Amazon, quer impor a editoras e autores. É o último exemplo de como o mercado digital invadiu uma indústria tradicional, arrebentando sua estrutura, introduzindo novos modelos de negócio e obrigando tanto os recém-chegados – Amazon – quanto os veteranos – neste caso, a Hachette – a reconhecerem que precisam uma da outra para subsistir.

A carta dos autores chegou, além disso, um dia depois do envio, pela empresa de Jeff Bezos, de um e-mail a todos seus clientes do Kindle no qual solicitava que tomassem partido a favor dos livros eletrônicos. A empresa também publicou na Internet o endereço de e-mail do presidente da Hachette, Michael Pietsch, para que leitores e autores pedissem que aceitassem as condições impostas pela Amazon.

Os autores, entre os quais se encontram Stephen King, John Grisham e Paul Auster, afirmam que “nenhum vendedor de livros pode bloquear sua venda ou prevenir ou desalentar o público a que peçam os livros que desejam. Não é justo que a Amazon exclua um grupo de autores para uma vingança seletiva”. A situação, como demonstra a carta, é grave o suficiente para aglutinar, além disso, uma maioria de autores que nem sequer trabalham com a editora afetada.

A Amazon argumenta que “os e-books podem e deveriam ser mais baratos” e acusa a editora “de ter conspirado ilegalmente com outras empresas para subir os preços”. Os autores acusam a empresa de boicotar a Hachette eliminando as ventas antecipadas de seus livros, anular os descontos, atrasar os pedidos dos clientes e sugerir que seria melhor comprar outros títulos. Até agora não foi divulgado, no entanto, quais são as condições que a Amazon quer impor à Hachette e que esta se nega a aceitar.

A empresa de Seattle, criada precisamente com o objetivo de se converter na maior livraria do mundo e a partir da venda de livros conseguiu consolidar a venda de todo tipo de produtos, compara a situação atual com a que aconteceu nos anos 40 com a chegada do livro de bolso, dez vezes mais barato que o de capa dura. “Pensaram que este preço destruiria a cultura e faria estragos na indústria (para não citar suas próprias contas bancárias). Muitas livrarias se negaram a vendê-lo”, diz o texto publicado por Bezos. “Aos editores de capa mole não restou outra saída que procurar outra maneira de vendê-los, como bancas e lojas de bairro.”

Esse é o objetivo da Amazon, que um preço mais barato impulsione a venda de títulos a um nível sem precedentes. A questão que não está resolvida é qual porção do bolo fica com a empresa norte-americana como distribuidora e intermediária, e qual fica nas mãos da editora e dos autores, se o bolo, ainda por cima, é cada vez menor.

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