Contando e Cantando (Volume 2)

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Confira 5 dicas fáceis para introduzir a leitura para uma criança

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Apresente livros com diferentes formatos, assuntos diversos e deixe as crianças escolherem qual história querem ouvir (Foto: Shutterstock)

Apresente livros com diferentes formatos, assuntos diversos e deixe as crianças escolherem qual história querem ouvir (Foto: Shutterstock)

De forma simples, você pode estimular esse momento especial na rotina dos pequenos

Publicado em O Globo

Da mesma forma que brincadeiras ao ar livre, jogos de tabuleiro e outras atividades lúdicas, o momento de leitura pode acontecer de um jeito muito divertido para todas as crianças. Ler para elas não requer treinamento ou experiência dos adultos, mas a sua dedicação para oferecer a leitura de forma espontânea, favorecendo que a criança experimente o mundo e faça descobertas. E isso pode ser feito em qualquer hora e local, desde que vocês estejam confortáveis e disponíveis para a experiência.

Ler para crianças, especialmente na primeira infância (de zero a seis anos), traz uma série de benefícios (link matéria 3) para elas, como facilidade em aprender, maior interesse na alfabetização e maior habilidade em se comunicar. Veja as dicas:

Deixe os livros em fácil acesso

Organize as obras em locais agradáveis e de fácil acesso para que os seus filhos tenham facilidade em visualizar os livros e pegá-los sempre que quiserem. Procure conhecer alguns autores e ilustradores, e mostre livros com diferentes capas, modelos e tamanhos.

Use diferentes formatos

Na hora de ler, apresente livros com diferentes temas e gêneros, como contos, fábulas e poesias. Descubra com a criança o tipo de leitura que mais agrada a vocês e deixe que a própria criança escolha as histórias que vai ouvir. É sempre legal conhecer o livro antes de começar a leitura.

Assim, você consegue transmitir melhor o ritmo do texto e se prepara para lidar com alguma questão que possa gerar dúvidas para criança. Não se preocupe tanto em fazer vozes e interpretar. As crianças têm condições de se relacionar com o texto a partir de seu próprio ponto de vista e fazer interpretações a partir das suas próprias referências.

Atualize os temas

Lembre-se de não alterar o que o autor escreveu. É importante que as crianças escutem a história da maneira como foi criada, pois as palavras estranhas e diferentes ampliam seus conhecimentos. Os assuntos de interesse dos pequenos vão mudando conforme eles crescem, por isso, e também para ampliar o repertório, procure atualizar e diversificar os temas dos livros que você lê para eles.

Deixe a criança livre para explorar

O momento da leitura também é de carinho. Escutar histórias na voz de pessoas queridas todos os dias cria laços de afeto nas crianças pequenas. Esse é um espaço para o adulto demonstrar carinho, conversar, mostrar e nomear as coisas do mundo. Também é importante deixar a criança livre para explorar o livro – sentar em cima, bater na capa, morder e, ao escutar uma história, poder ficar sentada, deitada ou em pé.

Leia do seu jeito

Não se preocupe tanto com regras. Existem vários jeitos de ler um livro, e o melhor certamente é o seu. Lembre-se que para a criança ouvir histórias é uma maneira de aprender a lidar com suas emoções. E essa é uma das riquezas da literatura: estimular a imaginação e permitir que a criança brinque com seus pensamentos, com liberdade e autonomia.

Pesquisa: 63% dos brasileiros leem livros online

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Foto: Fabio Lima/O POVO

Foto: Fabio Lima/O POVO

Isabel Costa, no Leituras da Bel

O dado é resultado da pesquisa Conecta, que investigou diversos hábitos de consumo dos brasileiros. A maioria prefere ler no computador

Por Camila Holanda

Os hábitos de consumo modificam-se à medida em que as tecnologias vão sendo aprimoradas. Reflexo disto está na forma de ler. Segundo pesquisa realizada pela Conecta, uma plataforma web do instituto Ibope Inteligência, 63% dos internautas brasileiros leem livros online e 38% realizam essa atividade nas telas de computadores (PCs/notebooks).

Outros aparelhos usados para leitura online são smartphone (31%), tablet (17%) e smart TV (1%). Na Região Nordeste, 46% dos entrevistados optam por PCs/notebooks. A pesquisa, contudo, não especifica se os leitores têm o hábito de comprar estes livros ou se baixam os arquivos em PDF de forma gratuita.

Para a escritora e entusiasta das plataformas digitais, Socorro Acioli, a caminhada do livro digital no Brasil tem sido mais lenta se comparada com outros países. “Mas é um caminho natural”, acredita. Ela puxa o exemplo recente de polêmica protagonizada pela editora Cosac Naif, que, após fechar as portas, anunciou que os livros remanescentes em estoque serão destruídos no dia 31 de dezembro deste ano.

“As editoras têm um custo muito alto com o depósito e isto é algo meio escondido, mas começou a ser discutido com o caso da Cosac. O livro digital vem, justamente, para fazer uma espécie de teste, que antecede a publicação física”, acredita a escritora. Para ela, o ponto negativo nessa mudança de hábito é que o livro digital não permite que o escritor autografe a obra. “Mas tenho uma amiga que leva é o Kobo para a Flip e os autores autografam na parte de trás”, brinca.

O professor Leite Jr., do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará (UFC), acredita que existe um afunilamento progressivo dos usuários da rede que vão realmente se adaptando aos suportes novos de veiculação da informação. O preço, contudo, continua sendo um entrave.

Por vezes, o valor de um e-book é semelhante ao do mesmo livro sendo de papel, o que não se torna atrativo. “Acredito que a tendência mais inteligente é que se mantenham o suporte de papel, mas já preparando no meio eletrônico, que pede um barateamento”, explica o docente.

Editor das editoras Moinhos e Substânsia, Nathan Matos observa que há ainda um desconhecimento profundo do mercado, em que editoras e profissionais do livro parecem ainda não ver o e-book como um aliado, mas como um rival. “O que é um problema. Deveríamos nos atentar para as inúmeras possibilidades que o e-book, lado do livro impresso, é um aliado importantíssimo para a leitura, para a divulgação de novas obras e, certamente, para as vendas dos livros”, aposta.

Outros dados
A pesquisa Conecta também investigou outros hábitos de consumo dos brasileiros. Um dos resultados mostra que 80% dos internautas fazem downloads de filmes, séries e shows, sendo que a maioria (70%) utilizam PCs/notebooks. O smartphone vem em seguida, com 20% de utilização, acompanhado por tablet (7%) e smart tv (3%).

Além disto, 69% dos internautas brasileiros jogam games eletrônicos. Os de classe A são os que mais jogam (78%). Já as pessoas com 55 anos ou mais são as que menos jogam (53%), enquanto quase metade da população mais velha já aderiu aos jogos eletrônicos.

O que Paula Pimenta pode nos ensinar sobre arrebatar leitores adolescentes

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Clara pegando autógrafo de Paula Pimenta. Fonte: Instagram Clara Almeida

Clara pegando autógrafo de Paula Pimenta. Fonte: Instagram Clara Almeida

 

Marcia Lira, no Menos 1 na Estante

Na Fenelivro 2016, tive a oportunidade de mediar um bate-papo com a Paula Pimenta, autora frisson entre os adolescentes, principalmente entre as meninas. E embora eu não seja o público-alvo dos seus livros, fiquei feliz de testemunhar a relação massa que a escritora tem com seus fãs.

Rachel Motta e eu mediamos o bate-papo na Fenelivro 2016. Foto: Tárcio Fonseca

Rachel Motta e eu mediamos o bate-papo na Fenelivro 2016. Foto: Tárcio Fonseca

 

Em tempos de adolescentes com smartphones grudados na cara, é muito inspirador ver um monte deles reunidos, todos com seus livros de mais de 400 páginas nas mãos, os olhos brilhando diante da escritora preferida. E aquela ânsia pelo momento do encontro com direito a abraço, selfie para o snapchat e autógrafo.

Sério, é bonito de ver.

Pra entender porque a Paula Pimenta é tão bem-sucedida no desafio de conquistar leitores adolescentes, além de conversar com qualquer menina que tenha entre 11 e 16 anos, pode ler esses motivos que listei:

1. Ela é super simpática, atenciosa e paciente com seus fãs e as pessoas ao redor

Paula Pimenta vendeu mais de 1 milhão de cópias de livros, só na editora Gutenberg. A revista Época a colocou entre os 100 brasileiros mais influentes, em 2102. São 16 livros publicados no Brasil e traduções em Portugal, Espanha, Itália e países da América Latina, com destaque para as séries Fazendo Meu Filme (4 volumes) e Minha Vida Fora de Série (3 volumes até agora).

Fãs de Paula Pimenta a postos na Fenelivro 2016. Foto: Tárcio Fonseca

Fãs de Paula Pimenta a postos na Fenelivro 2016. Foto: Tárcio Fonseca

 

Tem gente bem metida por aí com muito menos que isso, concorda?

Mas ela não. Atendeu um a um, uma centena de adolescentes com o mesmo sorriso no rosto e toda a paciência, deixando todo mundo feliz. Nos bastidores, foi atenciosa e simpática do mesmo jeito. Sem falar na dedicação de interagir muito pelas redes sociais.

2. Defende que toda a literatura é válida para formar um leitor.

“Quando você descobre que ler é gostoso, você quer ler tudo, você quer ler o máximo de todo tipo de livro.” Essa é uma das frases legais da Paula Pimenta nesse vídeo do bate-papo, em que ela basicamente fala sobre como é importante deixar a criança começar lendo o que interessa a ela, porque isso abre as portas para o universo dos livros.

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Foi uma resposta a um professor, que contou ter adotado os livros dela para seus alunos, e isso fez com que a turma dele fosse a mais leitora da escola.

4. Ela não tem medo em ser o que é.

Como disse a Veja nessa matéria, Paula Pimenta é uma menina grande mesmo tendo mais de 40 anos. No fim do ano passado, casou na Disney com direito à valsa com o Mickey e fotos pelo parque com vestido de noiva.

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Conta que uma de suas autoras favoritas e inspiração literária é a Meg Cabot, e carrega um monte de canetinhas coloridas para dar autógrafo. E daí? Certamente o mundo precisa de mais gente assim, que se banque e essa honestidade é uma boa inspiração para os nossos jovens.

5. A escritora tem feito muitos adolescentes se jogarem na leitura.

No encontro, vi várias crianças e adolescentes que leram toda a obra dela, e estão querendo mais. Insaciáveis. Devoradores de livros. Quem sabe não são eles que vão mudar a dura realidade de que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, como apontou a última pesquisa Retratos da Leituras.

6. Ela curte Agatha Christhie <3

Perguntei à Paula Pimenta, na época em que ela era novinha, quem autor arrebatava o coração dela: quem foi a sua “Paula Pimenta”? E ela contou que não tinha esses tipos de romances naquele tempo, e que então uma das paixões dela foi Agatha Christie, pois ela curtia bastante o estilo da autora. Dei muito valor.

Como posso incentivar meu filho a ler, sendo que eu mesmo tenho pouco tempo para a leitura?

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Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

 

Ricardo Falzetta, em O Globo

Alice segue um coelho apressado e acaba em um mundo de maravilhas. Com um enredo aparentemente singelo, o livro Alice no País das Maravilhas trata das muitas transformações da infância, de raciocínio lógico e de identidade. O premiado clássico de Lewis Carroll não poderia ser obra ilustrativa mais apropriada para o dia 12 de outubro – ao mesmo tempo dia das Crianças e dia nacional da leitura. Por meio do lúdico literário, as crianças podem acessar universos incríveis.

E você sabia que além de portal para a imaginação, a leitura também é um direito? Pois é isso mesmo. Aos pequenos cidadãos brasileiros é garantida uma série de direitos – como à vida e à saúde – e a Educação é um deles. Este, em especial, não significa apenas o acesso à uma escola. Ele também se refere à aprendizagem, e esse ponto talvez não seja ainda muito claro para os pais. Então, vale reforçar aqui: toda criança tem o direito de ter condições adequadas para aprender a ler e escrever até o 3º ano do Ensino Fundamental, como determina o Plano Nacional de Educação (PNE). Na verdade, é muito importante para o o pleno desenvolvimento da criança que a alfabetização seja garantida até, no máximo, os 8 anos de idade.

Se aprender a ler é um direito das crianças, a quem compete o dever de concretizá-lo? Quem pensou no Estado acertou; e quem pensou na família, também! Família e Estado devem juntos garantir o direito à Educação das crianças.

Mas, e se meu filho já está alfabetizado, ele precisa ler mais? Sim e a justificativa é muito simples, embora nem sempre óbvia. O processo de aprendizagem da língua – e também seu aperfeiçoamento – é um caminho para a vida toda. Quanto mais a criança ler, melhor.

A leitura é fonte de saber e suporte para todas as áreas de conhecimento: aprende-se história e geografia lendo, mas também matemática e física, química e artes, educação física e filosofia. Portanto, independente das aptidões de cada criança ou jovem, seja na área de exatas ou a de humanas, a leitura só tem bons efeitos colaterais.

Pensando nisso, falemos de duas realidades que englobam senão todos as famílias brasileiras, uma boa parte delas: muitos pais não têm tempo para ler e muitos pais não têm condições socioeconômicas para adquirir livros – infelizmente, objetos ainda caros para o orçamento da maioria dos brasileiros. E bibliotecas públicas são, infelizmente, privilégio de poucos municípios. Diante disso, como garantir que os filhos leiam mais e melhor?

Antes de mais nada, reforço: é muito importante que as crianças percebam que os pais leem e valorizam esse hábito; por isso, ler para e com as crianças é um gesto ao mesmo tempo simples e poderoso, que estimula o interesse pelo universo da leitura e da escrita. Contudo, nem sempre isso é possível.

Como o trabalho em nossa sociedade demanda cada vez mais tempo dos adultos e as famílias assumem cada vez mais novas configurações – muitas impedindo a presença constante dos pais –, é preciso ser criativo para garantir que as crianças tenham acesso e incentivo à leitura.

Listo abaixo uma série de estratégias para o incentivo da leitura dentro do espaço familiar:

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As dicas acima, de uma maneira ou outra, demandam algum investimento financeiro. Mas engana-se quem acha que apenas pais com dinheiro disponível podem incentivar os filhos a ler. Se o Estado é co-participante do direito à aprendizagem, a escola é o agente que deve auxiliar as famílias na concretização do hábito da leitura. A escola pública deve abrir as portas das bibliotecas escolares para a comunidade, garantindo que viajar na leitura seja uma possibilidade também para as crianças e também para a família.

Se você se interessou por essas ideias, confira e divulgue as dicas abaixo:

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Escolas de São Paulo inovam para formar leitores

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Livros: o Colégio Santa Maria, montou um book truck (caminhão de livros) para que os alunos do ensino fundamental 2 tenham as obras sempre próximas

Livros: o Colégio Santa Maria, montou um book truck (caminhão de livros) para que os alunos do ensino fundamental 2 tenham as obras sempre próximas

 

Isabela Palhares, na Exame

São Paulo – Redes sociais, internet, jogos e televisão. Cada vez mais aumenta a lista de concorrentes dos livros pela atenção dos jovens.

Para que os estudantes descubram o prazer da leitura, escolas particulares de São Paulo estão desenvolvendo projetos para aproximar os jovens dos livros.

O Instituto Pró-Livro, associação de incentivo à leitura, publicou neste ano a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que mostrou que, conforme vão crescendo, as crianças deixam de indicar o “gosto” como motivação para a leitura.

Nas faixas etárias de 5 a 10 anos e de 11 a 13, o “gosto” é apontado como maior motivação por 40% e 42%, respectivamente, dos entrevistados.

Já nas faixas de 14 a 17 e de 18 a 24 anos, essa justificativa cai para 29% e 21%, respectivamente.

Para Zoara Failla, coordenadora do levantamento, a mudança de motivação para a leitura resulta de uma série de transformações na vida do jovem e, na maioria das vezes, não é acompanhada de ações que mostrem como ela pode ser prazerosa.

“O livro na infância é quase um brinquedo, é colorido, cheio de ilustrações e normalmente traz um contato da criança com os adultos. Depois, ele passa a representar uma obrigação que a criança tem na escola, justamente no momento em que descobre novos interesses.”

Para evitar o distanciamento com o mundo da leitura, o Colégio Santa Maria, na zona sul da capital, montou neste ano um book truck (caminhão de livros) para que os alunos do ensino fundamental 2 (do 6.º ao 9.º ano) tenham as obras sempre próximas.

Os próprios estudantes passaram por treinamento, são bibliotecários voluntários do caminhão e têm como responsabilidade organizar os livros e indicá-los para colegas.

“Até o 6.º ano, os alunos frequentam muito a nossa biblioteca, mas quando ficam maiores e com outros interesses – celular, amizades, redes sociais – deixam de frequentá-la e passam a encará-la como um lugar burocrático. Nós queríamos mudar isso e os aproximar da leitura”, afirma Marcia Rufino, orientadora do colégio.

Mateus Aranha, de 13 anos, é um dos que se voluntariou para o projeto. “É bom conhecer mais sobre diversos tipos de livro e indicar para amigos, principalmente para aqueles que dizem que não gostam de ler.”

Sem preconceitos

Para incentivar os alunos a lerem livros e gêneros diferentes dos quais estão acostumados, o Colégio Marista, também na zona sul, fez em julho uma experiência com os alunos.

Antes de saírem de férias, os do fundamental 2 e do ensino médio foram convidados a levar um livro da biblioteca, mas não puderam escolher o título que levariam.

As obras foram embrulhadas em papel pardo e pistas foram espalhadas pela sala. Pela primeira pista que escolheram, os alunos chegavam ao título, sem saber qual era.

“Percebemos que eles só querem ler os best-sellers, os livros que estão em alta nas redes sociais e acham que o restante é chato. A ideia era incentivá-los a não julgar um livro pela capa e estar aberto a experiências literárias”, explica Valéria Santos, bibliotecária do colégio.

No Colégio Humboldt, também na zona sul, autores de livros são convidados a conversar com os alunos sobre os livros que leram.

Segundo a professora de português Daniella Buttler, essa é uma forma de fazer com que os jovens fiquem mais motivados para a leitura.

“Eles se sentem mais comprometidos com a leitura, não porque vão ter uma prova ou atividade sobre o livro. Mas porque vão receber e conversar com quem o escreveu. Essa é uma forma de aproximá-los da leitura.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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