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Conversei com o garoto que lê 900 páginas por hora

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Guilherme Betti

Guilherme Betti

Nathália Bottino, no Brasil Post

Existem jovens que gostam de esportes, aqueles que preferem jogar videogame ou ouvir músicas. O hobby de Luis Netto é ler, mas mais do que isso, o estudante de direito é um verdadeiro #ApaixonadoporLeitura! O jovem mora com os pais em Rio Preto, interior de SP, onde coleciona as mais de 4 mil histórias que já conhece, e olha que faz pouco tempo: Luis começou a ler pra valer em 2009, enquanto cursava o Ensino Fundamental. Num país onde o povo lê, em média, quatro livros por ano, o garoto é exceção e lê a mesma quantidade em apenas dois dias! E o que mais impressiona é a velocidade: fazendo uma leitura dinâmica, Luis lê cerca de 900 páginas por hora. =O

Para entender como surgiu a paixão pelos livros, conversei com o estudante de Direito. Confira abaixo a entrevista:

Como você adquiriu o hábito da leitura?

Em 2009, quando cursava o último ano do Ensino Fundamental, meu pai, sabendo da minha dificuldade em História, avisou que caso eu ficasse de recuperação teria que ler, durante as férias, 10 livros. Dito e feito: após encerrar o ano letivo regular, não consegui atingir a média necessária, fui convocado para a recuperação final e consequentemente tive que cumprir o “castigo” que foi o pontapé inicial para descobrir a minha habilidade de leitura.

Que tipo de livro gosta de ler e quais são seus preferidos?

Gosto de ler qualquer tipo de livro: romance, biografia, história, autoajuda, entre outros. Meus preferidos são a biografia de Hitler, de Ian Kershaw, e os romances de Dan Brown, como O código da Vinci, Anjos e demônios, Simbolo perdido e Inferno. Eu também gosto muito das clássicas leituras nacionais, como as obras de Graciliano Ramos, em especial Memórias do cárcere.

Você é também um leitor de e-books?

Sim, tenho cerca de 150 livros digitais e pretendo aumentar meu acervo, pois com a ascensão da tecnologia, os e-books estão se tornando cada vez mais frequentes na vida da população brasileira e mundial. Sobre o assunto, não vejo pontos negativos na implantação dos e-books na sociedade. Hoje em dia, o mundo tecnológico já se tornou necessário na vida de cada cidadão, deixando-os vulneráveis à perda dos hábitos de enriquecimento cultural, como por exemplo ler um livro. Então a adaptação do universo literário por meio dos livros digitais é a maneira mais sabia de não deixar que a leitura seja substituída por outras atividades ou até mesmo esquecida.

Você criou sua própria técnica de leitura dinâmica ou estudou sobre a área para desenvolver essa capacidade?

Desenvolvi meu modo de ler naturalmente, ou seja, sem nenhuma intervenção de estudos relacionados à leitura dinâmica. Porém, já li artigos referentes à minha habilidade e cheguei à conclusão de que tenho memória fotográfica. Sendo assim, consigo ler as páginas na vertical, não tendo a necessidade de passar os olhos pelas palavras horizontalmente, como faz a maioria das pessoas. É como se eu fotografasse e dividisse a pagina em quatro partes, efetuando a leitura dessas partes em apenas 1 segundo, totalizando assim 4 segundos por páginas e 900 por hora.

Você pretende tocar algum projeto relacionado a escrita ou leitura?

Existe uma grande possibilidade disso acontecer. Há cerca de quatro anos, resolvi criar o blog Prazer da Leitura, onde tenho publicado resenhas de livros, ou melhor, comentários sobre livros que já li e que recomendo. Se você analisar o blog na sua totalidade, vai notar que houve uma evolução na forma de apresentá-lo e isso está me levando a desenvolver um site, que pretendo lançar ainda este ano. Vou explorá-lo comercialmente e nele vou desenvolver a literatura de modo geral, abrindo espaço para novos escritores e para discussões de temas relacionados às mais diversas áreas da sociedade, principalmente ao Direito. Escrever um livro é um sonho que sempre tive e espero realizar um dia. De resto, já plantei uma árvore e penso em ter um filho.

Para as pessoas que querem ser como você: quais dicas daria para que elas tomassem gosto pelos livros?

Sempre aconselho a começar por obras leves. Meu primeiro livro foi O código da Vinci, de Dan Brown, que tem um vocabulário de fácil entendimento e uma estrutura dinâmica, com capítulos curtos e como uma maneira rápida de descrever a história, deixando o leitor fascinado. O gosto pela leitura está em todos nós, apenas precisamos descobrir qual estilo literário é mais a nossa cara. 😉

dica do João Marcos

Estudo comprova que leitura modifica a estrutura do cérebro

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Publicado no Universia Brasil

Fonte: Shutterstock     O hábito de ler diferentes tipos de obras desenvolve uma alta conectividade no córtex temporal esquerdo

Fonte: Shutterstock
O hábito de ler diferentes tipos de obras desenvolve uma alta conectividade no córtex temporal esquerdo

A maioria das pessoas já sabe os benefícios que a leitura traz para o cérebro: aumento da capacidade de manter a atenção, aumento do vocabulário, entre outras coisas. Entretanto, um estudo recente realizado pela Emory University, nos Estados Unidos, chegou a um resultado surpreendente: ler muito pode mudar a estrutura cerebral.

Estudos passados mostraram como cérebro se comporta durante a leitura. Agora, os pesquisadores Gregory S. Berns, Kristina Blaine, Michael J. Prietula e Brandon E. Pye quiseram entender se o hábito de ler pode trazer modificações mais permanentes ao cérebro. Eles desenvolveram um processo de leitura com estudantes da Emory University: um grupo misturou romances com livros relacionados aos seus cursos, e o outro grupo leu somente estudos e obras acadêmicas.

Após o fim da pesquisa, o resultado foi maior do que eles imaginavam. Os alunos que criaram o hábito de ler diferentes tipos de obras desenvolveram uma alta conectividade no córtex temporal esquerdo, área responsável pela assimilação da linguagem. Isso significa que eles conseguiam compreender e processar o que estava escrito de maneira mais rápida e completa do que pessoas que não possuíam o hábito de ler.

Além disso, as conectividades do córtex temporal esquerdo fazem com que o cérebro consiga conectar ideias (palavras) com as sensações que elas representam. Ou seja: ao lerem a palavra “correr”, os participantes que liam mais conseguiam sentir as sensações de uma corrida de maneira mais eficaz do que os outros.
A conclusão que os pesquisadores chegaram é que pessoas que possuem o hábito de ler conseguem sentir uma empatia maior com os personagens dos livros e, por isso, vivenciar uma experiência mais forte com a leitura. Que tal um bom livro? Aqui você pode baixar mais de 1.000 livros grátis. Confira a lista e boa leitura!

15 dicas para incentivar a leitura nos estudantes

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Professores podem utilizar estratégias para instigar o hábito de leitura em seus alunos. Veja 15 dicas para conseguir isso

Publicado no Universia Brasil

Fonte: Shutterstock     Nunca menospreze nenhum tipo de literatura ou tema de livros

Fonte: Shutterstock
Nunca menospreze nenhum tipo de literatura ou tema de livros

O hábito de leitura traz diversos benefícios para as pessoas: aumento do vocabulário, expansão do conhecimento, melhoria da memória, etc. Por isso, se você quer ter alunos que tenham o hábito de ler, confira 15 dicas para incentivar a leitura:


1 –
Na sala de aula, comece a ler em voz alta livros que você achar interessantes para eles.

2 – Dê sugestões de livros que se encontram na biblioteca da instituição de ensino.


3 –
Mostre que a leitura não se resume somente a livros, e também inclui revistas, histórias em quadrinho, jornais, etc.


4 –
Proponha a leitura de livros que foram adaptados para os cinemas. Dessa forma, eles já estão familiarizados com a história.


5 –
Crie um grupo no Facebook para que os alunos façam resenhas e comentários de suas leituras atuais.


6 –
Convide autores da sua cidade para conversarem com os alunos.


7 –
Leia o que os seus alunos recomendarem a você. Isso instiga o debate saudável e troca de ideias.


8 –
Procure por doações de livros para os seus alunos.


9 –
Apoie a leitura de livros mais comerciais para aqueles que não possuem intimidade com o mundo literário.


10 –
Compartilhe blogs e vídeos literários para que eles tenham acesso a diferentes tipos de livros.


11 –
Proponha aos alunos que eles façam um trabalho se baseando em seus livros favoritos.


12 –
Crie uma hashtag no Twitter para que eles possam comentar sobre os livros que estão lendo.


13 –
Empreste os seus livros quando seus alunos pedirem.


14 –
Não menospreze nenhum tipo de literatura ou tema de livros.


15 –
Incentive os alunos que pensam em escreverem seus próprios livros.

O segredo para que pessoas ocupadas consigam ler

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Se você é uma pessoa muito ocupada e acredita que nunca encontrará tempo suficiente para ler, veja dicas que irão aumentar o seu hábito de leitura

Publicado no Universia Brasil

O segredo para que pessoas ocupadas consigam ler

Crédito: Shutterstock.com
Para aumentar a quantidade de livros que você lê, é importante estabelecer uma meta

Não é raro encontrarmos pessoas que dizem que, por conta dos dias muito ocupados, não têm tempo para ler. Apesar de ser difícil ter o hábito da leitura quando se tem tão pouco tempo disponível, existem algumas dicas que irão ajudá-lo a ler mais, mesmo tendo o dia todo ocupado. Confira:

1 – Audiobooks

Atualmente, o acervo de audiobooks encontrado em lojas virtuais aumentou muito. Desde obras clássicas até livros contemporâneos, existem diversos estilos e temas disponíveis em livros narrados. Enquanto estiver dirigindo entre os compromissos, ouça a narração. Quando você menos esperar, terá acabado de ler um livro em poucos dias.

 

2 – Almoço

Se você sempre consegue comer em menos tempo que a sua hora de almoço, aproveite o tempo restante para ler um livro. Mesmo que você tenha muito trabalho para fazer, lembre-se que é durante o horário de almoço que você recarrega as baterias e se sente pronto para voltar ao trabalho. O exercício da leitura pode ajudar muito no seu descanso, tanto físico quanto mental.

 

3 – Estabeleça uma meta

Para aumentar a quantidade de livros que você lê é importante estabelecer uma meta. Estabeleça que você lerá pelo menos 20 páginas por dia, por exemplo. Sempre se esforce para conseguir atingir essa meta e, caso não seja possível, adicione as páginas que faltaram ao dia seguinte.

 

4 – Leia mais de um livro por vez

Se você sente dificuldades para encontrar tempo para ler, pode estar se perguntando como ler dois livros ao mesmo tempo pode ajudá-lo. Porém, fazer duas leituras simultaneamente evitará que você se sinta enjoado de uma história e desanime com a leitura.

 

5 – E-reader

Um motivo recorrente para as pessoas diminuírem o hábito da leitura é a dificuldade de andar sempre com um livro na bolsa: eles pesam, podem amassar e não são fáceis de ler no transporte público. Nesse caso, compre um e-reader, os livros digitais. Existem alguns tipos no mercado e, além de serem pequenos e portáteis, eles podem armazenar até mais de 1.000 livros.

 

Zoara Failla: “Se o professor não é leitor, não consegue transmitir o prazer pela leitura”

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País tem o desafio de fazer com que pessoas adultas descubram o gosto pela leitura, diz a socióloga Zoara Failla (Foto: Sxc.hu)

Amanda Polato, na Revista Epoca

Os professores são os principais influenciadores nos hábitos de leitura dos brasileiros. Mas há indícios de que, no seu tempo livre, eles raramente abrem um livro, assim como a maioria dos brasileiros. O dado está no livro Retratos da Leitura do Brasil 3, que foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo, no último mês. A obra analisa a pesquisa de mesmo nome feita pelo Instituto Pró-Livro, sob organização da socióloga Zoara Failla.

Ela diz que a amostra de professores ouvidos em 2011 – apenas 145, entre cerca de 5.000 entrevistados de todo o Brasil – é pequena, mas o resultado surpreendeu. Apenas três docentes disseram que gostam de ler no tempo livre. Ao serem questionados sobre títulos preferidos, eles citaram os de autoajuda e religiosos.

O Brasil ainda não é um país de leitores. Cerca de 50% da população não lê, quantidade maior do que a verificada em 2007, quando 55% se diziam leitores. Mas é preciso considerar que houve algumas mudanças na forma de conduzir as entrevistas entre uma edição e outra do estudo. O que mais afasta os brasileiros da leitura não é o preço dos livros ou a dificuldade de acesso e, sim, a falta de interesse. Por isso, a atuação de bons “professores-leitores” é estratégica. “Se o professor for um bom ‘marketeiro’ dos livros, ele consegue despertar o interesse dos alunos”, diz Zoara Failla. Em entrevista a ÉPOCA, a pesquisadora fala sobre os hábitos de leitura de quem ensina e de quem aprende.

ÉPOCA – Qual é o perfil dos professores ouvidos na pesquisa?
Zoara Failla
– É muito parecido com o dos demais entrevistados. A gente imaginava que, sendo educador, fosse haver um indicador melhor de leitura, de indicação de literatura, de clássicos, diferente da população como um todo. É uma amostra pequena, a gente não pode generalizar, mas é um indício. No seu tempo livre, eles preferem a televisão e as redes sociais.

ÉPOCA – O que afasta o professor da leitura?
Zoara –
Temos problemas na formação desse professor. São as universidades. Quem está formando esse professor não está desenvolvendo esse interesse e apresentando a leitura não só como forma de atualização, mas como forma de lazer. Temos problemas também com tempo de trabalho. Muitos [professores] têm uma carga excessiva. Além disso, a maioria tem familiares de escolaridade não muito privilegiada. Há problemas de acesso. Boa parte das escolas tem bibliotecas, mas elas estão com acervos desatualizados, têm poucos livros. E, pelos salários baixos, os professores têm dificuldades para comprar obras.

ÉPOCA – O professor aparece na pesquisa como um dos maiores influenciadores do hábito da leitura dos brasileiros. Se ele não gosta de ler, como pode cativar os alunos?
Zoara
– Isso é um dos principais problemas. A escola é um espaço privilegiado para formar leitores. Tanto que a gente percebe, pela pesquisa, que eles [os jovens] leem mais quando estão na escola. Depois que saem, deixam de ler porque não foram despertados para isso. Se o professor não é um leitor, não consegue transmitir esse prazer pela leitura e conquistar os alunos. Não tem repertório para indicar. Quando você tem uma conexão com os livros, consegue despertar emoções no outro. O bom leitor interpreta, fala sobre os personagens, cita frases e faz quase um marketing dos livros. Se o professor for um bom “marketeiro” dos livros, ele consegue atrair o interesse dos alunos.

ÉPOCA – É comum que a leitura nas escolas vire apenas uma atividade obrigatória. O professor tem que indicar obras clássicas que nem sempre são do gosto dos jovens. Como, então, despertá-los para a leitura por prazer?
Zoara
– Sim, a leitura pode virar uma tarefa feita apenas para responder um questionário frio, que pergunta a escola literária, a época em que o autor viveu. Você massacra a obra de arte. Às vezes, o professor obriga uma leitura que não é adequada para uma faixa etária. Machado de Assis é maravilhoso, mas uma criança não vai ter condições de apreender aquele universo. Se você apresenta à garotada uma narrativa que tenha a ver com o momento dela, vai despertar interesse. É preciso dar opções de escolhas. Mesmo entre os clássicos, há várias possibilidades. Infelizmente, o ensino médio está preso também aos vestibulares. Mas você pode deixar o momento mais interessante, com contação de história daquele romance ou rodas de leitura. Você pode fazer integração com outras disciplinas, facilitando a leitura, na medida em que a contextualiza.

ÉPOCA – O que fazer para melhorar as taxas de leitura entre os professores?
Zoara
– É preciso rever o currículo da formação dos professores nas universidades. Para os que saíram da escola, a alternativa é a formação continuada, cursos de especialização. É um grande desafio para os educadores pensar em como fazer com que pessoas adultas descubram os livros e o prazer de ler.

ÉPOCA – Muitos brasileiros dizem não gostar de ler. Isso pode estar relacionado a dificuldades de leitura?
Zoara
– Avaliações internacionais, como o Pisa, mostram que cerca 30% dos brasileiros não têm compreensão leitora. Se não têm a possibilidade de compreender um pequeno texto, não vão gostar de livros. Primeiro, temos que resolver essa questão, que é essencial: o letramento. Segundo a pesquisa [do Instituto Pró-Livro], 50% dos brasileiros não são leitores, ou seja, não leram nenhum livro nos últimos três meses. Desses, 30% não são leitores porque a escola não os capacitou para a leitura. Portanto, temos 20% de brasileiros que dominam a leitura, mas não gostam de ler.

ÉPOCA – Por que mesmo crianças pequenas têm dito que não gostam de ler?
Zoara
– A criança fica fascinada com contação de história, quer que repita a mesma história muitas vezes. Mas nós temos que desenvolver esse interesse. É preciso ler para criança, ler na frente dela, dar livros de presente. São formas de conquistá-la, de mostrar que a leitura tem valor. Será que alguém nasce gostando de futebol no Brasil? Gostam porque isso é valorizado.

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