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Posts tagged Harpercollins

Novíssimo livro de J.R.R Tolkien será lançado em agosto

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(J.R.R. Tolkien / Alan Lee/Reprodução)

Pâmela Carbonari, na Superinteressante

A editora HarperCollins anunciou que vai publicar o novo livro de J.R.R. Tolkien, “The Fall of Gondolin”, A Queda de Gondolin. A obra foi editada pelo filho do autor, Christopher Tolkien, que tem 93 anos e trabalha com os manuscritos do pai. A previsão é de que o livro sobre a cidade dos elfos seja publicado lá fora no dia 30 de agosto deste ano e que, pela primeira vez na história da franquia literária, o lançamento aconteça na mesma data no Brasil.

O livro está sendo muito aguardado pelos fãs de literatura fantástica, porque encerra uma trilogia sobre o surgimento do universo de Tolkien, a Primeira Era de Arda. Depois de Os Filhos de Húrin (2007) e Beren e Lúthien (2017, ainda sem edição brasileira), a expectativa é de que este terceiro livro sobre os Grandes Contos da Terra-média explique lendas citadas em décadas de publicações – desde os primeiros rascunhos de Tolkien nos anos 1910 até sua produção depois de O Senhor dos Anéis.

O Silmarillion já trazia a Queda de Gondolin. A obra de 1977 é uma coletânea de contos que narra a história antiga dos lugares, personagens e criaturas fantásticas que muitos leitores só vieram a conhecer nas publicações posteriores do escritor. Em uma comparação com a narrativa cristã de criação do mundo, A Queda de Gondolin faria parte do Antigo Testamento e O Hobbit(1937) e O Senhor dos Anéis(1954) fazem parte da narrativa do Novo Testamento.

“Provavelmente não haverá muito material inédito, e sim a comparação de material espalhado por vários livros já publicados. Essa obra é muito importante porque fecha essa “trilogia”. Talvez seja o último livro editado pelo Christopher, infelizmente, mas também achávamos isso de Beren e Lúthien, então o velhinho é duro na queda”, diz Reinaldo José Lopes, doutor em Estudos Linguísticos e Literários com foco no trabalho de J.R.R Tolkien e autor dos livros Os 11 Maiores Mistérios do Universo(2014), Deus: Como Ele Nasceu(2015).

A expectativa é de que a Queda de Gondolin seja uma edição tão enxuta quanto O Hobbit, que não passa das 350 páginas. Como já é possível ver na capa divulgada pela HarperCollins, o livro tem ilustrações de Alan Lee, artista inglês que trabalhou em O Senhor dos Anéis, O Hobbit, Os Filhos de Húrin, Beren e Lúthien e ajudou na criação dos cenários da Terra-Média para a adaptação cinematográfica de O Senhor dos Anéis.

Brian Murray, CEO da HarperCollins, defende livrarias independentes e aposta no Brasil

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SC São Paulo ( SP ) , 29/03/2017 , Entrevista com o CEO da HarperCollins mundial, Brian Murray. Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo - Edilson Dantas / Edilson Dantas

SC São Paulo ( SP ) , 29/03/2017 , Entrevista com o CEO da HarperCollins mundial, Brian Murray. Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo – Edilson Dantas / Edilson Dantas

 

Grupo editorial, que comemora 200 anos, assume de vez sua operação no país

Leonardo Cazes, em O Globo

SÃO PAULO – O anúncio surpreendeu no início do ano: a gigante anglo-americana HarperCollins ia assumir integralmente a sua operação brasileira, antes uma joint-venture com o Grupo Ediouro. No ano em que completa dois séculos, o grupo entra de vez no mercado brasileiro. Em entrevista ao GLOBO, em São Paulo, o CEO global Brian Murray diz ver boas perspectivas para o país no longo prazo, comenta a relação difícil com a Amazon, analisa a desaceleração da venda de e-books e comemora o renascimento das pequenas livrarias.

Por que a HarperCollins decidiu investir no Brasil agora, com o país em crise?

Nos nossos primeiros 200 anos, fomos basicamente uma editora de língua inglesa. Com as aquisições da Thomas Nelson, de livros cristãos, e da Harlequin, cujo foco é na ficção para o público feminino, ganhamos escala global, e queremos crescer em países que falam outras línguas. Nossa estratégia é identificar as oportunidades. O Brasil é muito atraente, único de muitas maneiras. É um mercado muito forte em publicações cristãs e também em rápido crescimento. É claro que tem seus altos e baixos, mas, no longo prazo, acreditamos que o Brasil possa ser um dos nossos maiores mercados. Sermos 100% donos da empresa aqui permite que façamos investimentos na nossa estratégia de longo prazo mais facilmente. Vejo um grande futuro para o mercado editorial brasileiro nas décadas vindouras.

Quais os perfis de livros e autores que vocês pretendem publicar no Brasil?

Vamos publicar livros de origens muito diferentes. Alguns virão das nossas operações nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas também podem ser de outros países. Nós temos editores em todo o mundo e compartilhamos os nossos projetos em andamento. Podemos publicar também autores cujos direitos são negociados país a país. E é claro que vamos investir em autores brasileiros. Esse é um componente chave da nossa estratégia.

Há alguns anos, as editoras tiveram embates com a Amazon. Como está hoje a relação não só com a Amazon, mas com Apple e Google?

Costumo dizer que essas empresas são nossas amigas e inimigas ao mesmo tempo. Temos uma relação complexa. Elas são muito importantes para nós e os nossos autores. Trabalhamos bem com elas, procuramos áreas onde concordamos e podemos crescer juntos, mas há outras em que temos nossas discórdias. Essa é a maneira como o negócio é hoje. Fazemos o máximo onde concordamos, e concordamos em discordar no resto.

No mundo, as vendas de e-books estão estagnadas. Houve uma euforia exagerada?

Cinco anos atrás, os e-books estavam crescendo muito, muito rápido. E ninguém sabia onde esse crescimento ia parar. Houve mudanças no modelo de negócio dos livros digitais, com menos descontos, e as vendas estabilizaram. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, teremos um crescimento modesto dos e-books. Mas nós vemos um crescimento forte dos audiolivros. Acho que é porque todo mundo está acostumado a ouvir música no celular. Provavelmente surgirão novos serviços de streaming de livros no próximo ano. Hoje, vejo um equilíbrio entre o consumo de livros impressos e digitais. O equilíbrio é bom porque permite aos livreiros terem confiança nos seus negócios.

As livrarias independentes vêm registrando um crescimento no mercado americano.

Sim, nos últimos três anos. Esse é um ótimo sinal. A Amazon está planejando abrir uma livraria também, então deve ser um bom negócio (risos). O investimento em pequenas livrarias é muito saudável. Esses vendedores podem ser pequenos, num plano geral, mas eles têm muita influência porque escolhem e vendem pessoalmente os livros aos seus consumidores. Eles promovem essa incrível divulgação boca a boca. Queremos ter mais disso. Menos algoritmos e mais pessoas vendendo livros seria bom para nós.

A autopublicação é um fenômeno que vem crescendo. É uma ameaça?

A autopublicação é uma grande oportunidade para inspirar autores. Nós assinamos com muitos escritores que começaram nas plataformas de autopublicação e formaram um público. Se vemos um público e acreditamos que podemos ajudar, vamos fazer uma oferta. A autopublicação também é boa para os editores porque podemos identificar novos talentos. Ao invés do velho mundo, onde a gente recebia um original que ninguém leu antes, nas plataformas você pode testar seus textos com os leitores.

O consumo digital gera uma enorme quantidade de dados, cada vez mais explorados por serviços de streaming. Essa tendência vai chegar à indústria do livro?

Eu uso muito esses dados para auxiliar a tomada de decisões. Hoje temos mais dados para análise do que jamais tivemos. Mas os dados nunca vão tomar a decisão de publicar ou não um livro para você. Eu fico mais confortável em tomar essa decisão com mais informações sobre mercado, consumidor, vendas de livros semelhantes. Mas publicar ou não um original sempre será uma decisão instintiva. Esse é um autor em que nós acreditamos, essa é uma história em que nós acreditamos, vamos publicar.

Você comanda um grupo que comemora 200 anos. Como sobreviver por mais 200?

Inovação, criatividade, bons autores e bons profissionais. Histórias são contadas desde muito antes de a HarperCollins ser criada. A forma pode mudar, vieram o áudio, o vídeo. Mas o texto sempre vai permanecer. O modelo de negócios também pode mudar, a distribuição pode mudar. Cabe a nós mudar junto com o tempo.

*Leonardo Cazes viajou a convite da HarperCollins Brasil

Livros sobre ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ serão lançados em português

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'Animais Fantásticos e Onde Habitam' estreia em novembro de 2016 Divulgação

‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ estreia em novembro de 2016
Divulgação

 

Publicado no Meom

A editora britânica HarperCollins anunciou que vai publicar em diversos idiomas, inclusive o português no Brasil, livros sobre Animais Fantásticos e Onde Habitam, o filme com roteiro de J. K. Rowling, que estreia em novembro de 2016. Os novos títulos da HarperCollins serão focados no filme e suas sequências, assim como nos bastidores do longa, e incluirão detalhes sobre o processo de produção dos filmes, da arte e design, além de entrevistas com elenco e equipe, e formatos interativos como livros de colorir e postais.

O roteiro cinematográfico de Fantastic Beasts and Where to Find Them (título original) foi escrito por J.K. Rowling, transportando o público para o mundo mágico da Nova York dos anos 1920. O ganhador do Oscar Eddie Redmayne estrela como Newt Scamander, um “magizoologista”.

Os títulos tie-in (relacionados ao universo de Harry Potter e autorizados) da HarperCollins começarão a ser publicados no segundo semestre de 2016, e ainda não há informações sobre quantos livros serão lançados.

Fantastic Beasts and Where to Find Them começa em 1926, quando Newt Scamander acabou de completar uma excursão mundial para encontrar e documentar uma ampla gama de criaturas mágicas. Ao chegar em Nova York para uma rápida escala, ele poderia ter chegado e partido sem incidentes… Se não fosse por um não-maj (termo usado nos EUA para os “trouxas”, ou seja, as pessoas que não têm poderes mágicos) chamado Jacob, um caso não identificado de magia e a fuga de alguns animais fantásticos de Newt, que podem causar problemas tanto para o mundo mágico quanto para os não-majs.

O filme também conta com a participação de Katherine Waterston, Dan Fogler, Ezra Miller, Colin Farrell e muitos outros. Escrito por J.K. Rowling em sua estreia como roteirista, o longa também reúne grande parte da equipe da franquia Harry Potter, incluindo os produtores David Heyman, Steve Kloves, Lionel Wigram e a própria J.K. Rowling.

No Brasil, a HarperCollins Brasil é fruto da joint venture entre a HarperCollins Publishers e o Grupo Ediouro.

Veterano da Segunda Guerra usava pseudônimo feminino para escrever romances

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Publicado no Boa Informação

No passado, escritoras como Charlotte Brontë (1816-1855) e Mary Ann Evans (1819-1880) tiveram que adotar pseudônimos masculinos para que seus livros pudessem ser publicados. Mas a situação se inverteu para o veterano de guerra britânico Bill Spence, autor de uma série de histórias de amor.

Spence, 89, escreveu 22 livros assinando como Jessica Blair, segredo guardado desde 1993. A identidade do autor foi revelada na semana passada, com a publicação no Reino Unido de seu romance mais recente, “Silence of the Snow” (O Silêncio da Neve, em tradução livre).

Bill Spence sempre desejou escrever histórias de amor, mas os editores disseram que seus livros teriam de ser publicados sob um pseudônimo feminino, se ele quisesse vender. E assim Jessica Blair nasceu.

“Você não pode dizer não aos editores. Eu estava muito feliz apenas por ter encontrado alguém que quisesse publicar meus livros e nunca me incomodei de tê-los assinado com um nome feminino”, disse o autor ao jornal “Daily Mail”.

O britânico, que lutou durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), começou sua carreira como romancista escrevendo westerns, 36 dos quais foram publicados entre 1960 e 1992.

“Na década de 1980, escrevi um livro de não ficção sobre caça às baleias e decidi que tinha bagagem para escrever uma história de amor que usasse o tema como pano de fundo. Escrevi ‘The Red Shawl’ em meu próprio nome e o enviei para uma editora.”

Reprodução
O veterano da Segunda Guerra Mundial Bill Spence, que escreveu romances sob o pseudônimo Jessica Blair
O veterano da Segunda Guerra Mundial Bill Spence, que escreveu romances sob o pseudônimo Jessica Blair

Os editores, então, pediram a Spence que mantivesse a autoria do romance em segredo e o publicaram em nome de uma certa Jessica Blair.

À Folha, agentes da HarperCollins, editora que publica os romances de Spence desde os anos 1990, disseram que “os editores acreditavam que o público se sentiria mais confortável se as histórias de amor fossem assinadas por um nome feminino. Talvez eles não tivessem feito sucesso se os livros fossem publicados com a assinatura de Spence”.

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Família de Tolkien processa estúdio de ‘O senhor dos anéis’, diz revista

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Elijah Wood no papel de Frodo, um dos
protagonistas de ‘O senhor dos anéis’
(Foto: Divulgação/Divulgação)


Publicado originalmente no G1

Os responsáveis pelo espólio do escritor J. R. R. Tolkien (1892-1973) abriram nesta segunda-feira (19), em Los Angeles, um processo de US$ 80 milhões contra o estúdio New Line, empresa subsidiária da Warner Bros., que filmou os três filmes inspirados na obra mais famosa do autor, “O senhor dos anéis”. A informação é da revista “The Hollywood Reporter”.

De acordo com reportagem do site da publicação, os herdeiros de Tolkien alegam que a Warner está “ultrapassando seus direitos quando se trata da comercialização de propriedade de ‘O senhor dos anéis'”. A “Hollywood Reporter”, que informa ter obtido uma cópia da ação judicial, acrescenta que a HaperCollins, editora dos livros, apoia a família do escritor.

A infração dos direitos autorais estaria especificamente ligada à violação de contrato, que previa a criação apenas de mercadoria “tangível”, caso de criações que reproduzem personagens e figurinos – e não exploração de conteúdos digitais, como games jogados na internet, por exemplo. A família usa o termo “caça-níqueis online” para se referir ao que a Warner tem feito, segundo a “Hollywood Reporter”.

A ação vem à tona poucas semanas antes da estreia de “O Hobbit: Uma jornada inesperada”, também baseado na obra de J. R. R. Tolkien. Em 2008, a família do autor já entrado com um processo contra a Warner, acusando a empresa de não ter pago “nem um centavo” dos lucros obtidos com a trilogia “O senhor dos anéis”, estimados em cerca de US$ 6 bilhões desde a estreia do capítulo inaugural, em 2001.

Na época, os herdeiros e a HarperCollins figuravam como codemandantes da ação apresentada pelo Tolkien Trust, grupo de caridade com sede na Grã-Bretanha, na Corte Superior de Los Angeles.

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