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Autor de ‘Game of Thrones’ rejeita pedido de sexo nos livros

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Fãs sentem falta de cenas mais quentes na série de ‘A Guerra dos Tronos’. George R. R. Martin diz que seu universo criativo ‘não é uma democracia’

O autor de 'Game of Thrones', George R. R. Martin (Reprodução/VEJA)

O autor de ‘Game of Thrones’, George R. R. Martin (Reprodução/VEJA)

Quem conhece Game of Thrones apenas pela TV não imagina que os livros que inspiraram a série, reunidos sob o título de As Crônicas de Gelo e Fogo, são quase pudicos perto dos episódios produzidos e exibidos pela HBO. E assim podem permanecer. Assediado por fãs que querem entender por que seus livros têm menos sexo que a série televisiva que eles inspiraram, e se poderão ter mais, o autor de A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin, foi categórico. “Meus livros não são uma democracia”, disse, em conversa com fãs no festival literário de Edimburgo, na Escócia, na noite desta segunda-feira.

De acordo com o autor, a temperatura erótica dos livros só vai subir se a trama assim demandar. Mas é difícil que aconteça porque no papel a história é narrada através do ponto de vista de alguns personagens, o que a torna mais limitada que os personagens da TV. Como nenhum dos personagens cujo ponto de vista é usado na narrativa é gay, por exemplo, não há cenas explícitas de sexo entre homens nos livros. “Este é o jeito como eu gosto de escrever porque é o jeito como experenciamos a vida. Você me vê a partir do seu ponto de vista, e desse ponto de vista você não enxerga o que outros veem”, disse Martin, que contou receber cartas e cartas de fãs — especialmente de mulheres — pedindo cenas de sexo entre homens.

“Mas não posso inserir cenas de sexo simplesmente porque me pendem. Não é uma democracia. Se fosse uma democracia, então Joffrey (o menino rei sádico) teria morrido muito antes do que ele fez”, continuou o escritor, segundo matéria do jornal britânico The Guardian, que cobriu o festival de Edimburgo.

Já conhece os novos personagens da 5ª temporada de “Game of Thrones”?

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Brace yourselves, novos Martells estão chegando

Jacqueline Lafloufa, no B9

A HBO mostrou que sabe agradar os fãs de “Game of Thrones” na entressafra das temporadas. Durante a Comic-Con, na última sexta-feira, o canal apresentou um vídeo curtinho, de pouco mais de 2 minutos, em que apresenta os atores que irão interpretar os novos personagens que farão parte da 5ª temporada do seriado baseado na obra de George R. R. Martin.

Novos Martells chegam para a história, como Doran Martell (interpretado por Alexander Siddig) e Trystane Martell (Toby Sebastian), além da presença de personagens como Myrcella Baratheon (Nell Tiger Free), Yezzan (Enzo Cilenti), Tyene Sand (Rosabell Laurenti Sellers), Nymeria Sand (Jessica Henwick) e Obara Sand (Keisha Castle-Hughes), e Areo Hotah (SeObia Oparei) e High Sparrow (Jonathan Pryce).

Junto com o anúncio da chegada de novos personagens, a HBO também divulgou um divertido vídeo com alguns dos erros de gravação da 4ª temporada, mostrando falas esquecidas, caretas e um bocado de diversão dos atores no set de gravação.

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A 5ª temporada de “Game of Thrones” tem estreia prevista para abril de 2015.

George R. R. Martin fala sobre versão da HBO para “Game of Thrones”

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Martin posa com fã do seriado "Game of Thrones" Foto: Colby Katz / NYTNS

Martin posa com fã do seriado “Game of Thrones” Foto: Colby Katz / NYTNS

Escritor gostaria de ver temporadas do seriado com 13 episódios, em vez de 10, para incluir cenas cortadas em razão do alto custo da produção

Dana Jennings, no Zero Hora [via The New York Times]

A cultura tem uma queda pelos escritos de George R. R. Martin, especificamente por seu sucesso As Crônicas de Gelo e Fogo, série que é a inspiração por trás de Game of Thrones, programa da HBO cuja quarta temporada terminou neste mês. Com o seriado atingindo picos de audiência e atraindo críticos afiados, Martin concordou em falar a respeito do que a produção acertou até então, do que ficou faltando e onde residem suas paixões. Em entrevista por telefone, ele disse não ter achado tão difícil transpor a série para a TV  “porque eles fizeram um trabalho maravilhoso”, referindo-se à equipe liderada por D. B. Weiss e David Benioff. Mas há uma coisa que deixaria Martin muito feliz:

— Adoraria que houvesse 13 episódios (cada temporada tem 10) — disse ele, de sua casa em Santa Fé, no Novo México (EUA). — Com essa quantidade, poderíamos incluir cenas secundárias que tivemos de cortar, cenas que tornam a história mais profunda e rica.

Mas ele compreende o cálculo do orçamento. Com cenas filmadas em destinos longínquos — Islândia, Irlanda do Norte, Malta, Croácia, Marrocos — e as extensas, mas essenciais, batalhas, uma temporada custa entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões.
Ainda que tenha muitos elementos de fantasia, em diversos pontos Gelo e Fogo é mais como um romance épico do século 19 com filigrana fantasiosa, mais pra Tolstoi do que pra Tolkien. Alguns críticos reclamaram sobre as cenas que contêm violência sexual. Mas Martin disse que era impossível que esse aspecto não existisse nesse mundo.

— Estupro e violência sexual foram parte de todas as guerras que lutamos, dos sumérios antigos aos dias atuais — disse ele ao The New York Times por e-mail. — Omiti-los de uma narrativa centrada na guerra e no poder teria sido falso e desonesto.

Martin afirmou que seu papel relacionado à série da HBO é secundário. Ele é coprodutor executivo e escreveu um episódio por temporada. Disse tentar não se afligir com as versões para a TV.
— Mas pequenas mudanças podem levar a grandes mudanças — acrescentou.

Peguemos o caso do músico Marillion, da primeira temporada. Na HBO, o personagem é mutilado — sua língua é cortada fora — por um capricho do Rei Joffrey e, em seguida, deixa a série. Isso não acontece nos livros, em que ele figura como bode expiatório no assassinato de Lysa Arryn, cometido por Lorde Baelish (mostrado nesta temporada).

— Isso teve de ser modificado — disse Martin sobre o assassinato. — Os efeitos-borboleta estão se acumulando.

E quanto a sua visão? Teria sido suprida pela HBO? Ele comentou ter ficado satisfeito sobretudo com o figurino, o design dos cenários e os efeitos especiais. Se tivesse se envolvido mais, disse, haveria ajustes. Há um elemento crucial que o frustra: a representação do Trono de Ferro.

“O trono da HBO se tornou icônico”, escreveu ele em seu blog. “E com razão. Ele tem um design espetacular, e caiu muito bem na série.” Mas continuou: “Não é o Trono de Ferro que quero que meus leitores visualizem… IMENSO, elevado, negro e distorcido, com os degraus íngremes de ferro à frente, o assento alto, de onde o rei olha PARA BAIXO para ver todos na corte… Meu trono é uma besta encurvada iminente na sala do trono, feia e assimétrica”.

O sucesso de Game of Thrones na TV tornou Martin uma espécie de celebridade. Famoso ou não, ele ainda é obrigado a se sentar todos os dias e escrever, porque milhões de fãs agitados estão esperando, achando que o “inverno” está chegando — em breve. Ele tem escrito em ritmo muito devagar para o gosto de alguns fãs, mas qualidade leva tempo.
Quando perguntado sobre seu progresso em Os Ventos de Inverno (sexto dos sete livros previstos da saga), tudo o que Martin disse, com um suspiro em sua voz, foi: “Está caminhando”.

Livro vai ensinar fãs de ‘Game of thrones’ a falar ”dothraki”, idioma de Daenerys na série

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Idioma de Daenerys (Emilia Clarke) terá vocabulário, gramática e exercícios de fonética

Idioma de Daenerys (Emilia Clarke) terá vocabulário, gramática e exercícios de fonética

Língua imaginária inventada por linguista ganhará método de aprendizado completo

Publicado no Divirta-se

“Khaleesi zheanae” é a expressão em “dothraki” para dizer “a rainha é bonita”: agora os fanáticos pela série ‘Game of thrones’ poderão aprender a língua imaginária falada nos episódios, assim como alguém que aprende inglês ou francês. O idioma inventado pelo linguista David Peterson para a cultuada série da HBO ganhará, a partir de 7 de outubro, um método de aprendizagem com direito a listas de vocabulário, gramática e exercícios de fonética.

Nesta cultura totalmente dedicada aos cavalos, “haja o que houver, nunca chame um guerreiro Dothraki de ‘ifak’ (caminhante): é o pior xingamento, já que implica que a pessoa não pode andar a cavalo”, advertem em comunicado a editora especializada Living Language e a HBO Global Licensing, parceiros na publicação.

O dothraki é falado na série pela bela Daenerys, que luta para conquistar o Trono de Ferro. O método, que estará disponível em livros e CD, aplicativos para celular e cursos on-line, será supervisionado pelo criador da língua – que garante “transformar um ‘arakh’ em ‘zhavvorsa'”, sem adiantar a tradução.

Cenas de estupro em ‘Game of Thrones’ incomodam os espectadores

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Dave Itzkoff, na Folha de S.Paulo

Desde o começo, “Game of Thrones” esteve eivado de brutalidade sexual. A série, concebida como uma sequência de romances de fantasia sobre um mundo feudal sombrio, escritos por George R. R. Martin, passou por momentos tensos, entre eles o de um líder guerreiro consumando o casamento com sua noiva, ainda criança, e de um estupro de uma jovem por “meia centena de homens aos gritos, por trás de um curtume”.

Essas e outras cenas causaram preocupação, mas a discussão ficou confinada aos leitores e críticos de romances de fantasia.

Agora o debate sobre a violência sexual da série se ampliou e ganhou veemência, devido ao sucesso explosivo da adaptação televisiva dos livros pela HBO.

Em sua quarta temporada, “Game of Thrones” tem média de audiência superior a 14 milhões de pessoas nos Estados Unidos, nas noites de domingo, e é a série mais assistida da rede de TV a cabo desde “Família Soprano”.

No mais recente episódio, mulheres prisioneiras em um abrigo gélido são brutalizadas sexualmente. No episódio precedente, altamente controverso, uma aristocrata manipuladora que tem um relacionamento incestuoso com o irmão é forçada a fazer sexo com ele, ainda que grite não.

O ator Jack Gleeson como Joffrey Baratheon em cena da quarta temporada do seriado 'Game of Thrones' - Divulgação/HBO

O ator Jack Gleeson como Joffrey Baratheon em cena da quarta temporada do seriado ‘Game of Thrones’ – Divulgação/HBO

O estupro está presente com frequência nas tramas de programas de TV, com consequências abrangentes e duradouras para os personagens afetados. Mas os críticos de “Game of Thrones” temem que a presença tão forte do estupro no drama o tenha reduzido a um ruído de fundo, uma ocorrência rotineira e sem nada de chocante.

Muitos telespectadores ficaram incomodados com o episódio que mostrava o estupro da aristocrata Cersei Lannister por seu irmão Jaime, e protestaram em blogs, no Facebook e no Twitter. A indignação foi reforçada por comentários do diretor do episódio, que disse ao site Hitfix.com que “a cópula do casal se torna consensual, no fim”.

Isso fez com que a audiência questionasse se os produtores compreendem de fato o que estão retratando. “Não foi isso que vi, e não foi isso que muita gente viu”, diz Maureen Ryan, crítica de televisão do Huffington Post, que definiu a cena como um estupro inequívoco.

Os romances de Martin, conhecidos coletivamente como “Uma Canção de Gelo e Fogo”, têm mais de 31 milhões de cópias em circulação e foram traduzidos para mais de 25 idiomas, de acordo com a Bantam Books, sua editora, uma unidade do grupo Random House. A série da HBO é transmitida para mais de 150 países e é o mais pirateado dos programas de TV do planeta.

Talvez seja também o título de entretenimento mais popular a retratar violência sexual com tanta frequência, tanto nas páginas dos livros quanto na série. A mais recente edição de uma série de quadrinhos de “Game of Thrones” mostra explicitamente um bárbaro se preparando para estuprar uma mulher nua, depois de conquistar sua aldeia.

Em resposta a perguntas encaminhadas por e-mail, Martin escreveu que, como artista, ele tinha a obrigação de dizer a verdade sobre a história e sobre a natureza humana.

“O estupro e a violência sexual foram parte de todas as guerras já travadas, dos sumérios da antiguidade aos nossos dias”, diz Martin, 65, que vive em Santa Fe, Novo México.

“Omiti-los de uma narrativa centrada na guerra e poder teria sido fundamentalmente falso e desonesto”, ele prosseguiu, “e teria solapado um dos temas dos livros: o de que os verdadeiros horrores da história humana não foram cometidos por orcs ou senhores das trevas, mas por nós mesmos”.

David Benioff, e D. B. Weiss, os produtores da série na HBO e responsáveis por suas operações cotidianas, não quiseram conceder entrevistas.

Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e sua amante, a ex-prostituta Shae (Sibel Kekilli), em cena da quarta temporada da série 'Game of Thrones', da HBO - Divulgação

Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e sua amante, a ex-prostituta Shae (Sibel Kekilli), em cena da quarta temporada da série ‘Game of Thrones’, da HBO – Divulgação

Michael Lombardo, presidente de programação da HBO, afirmou em e-mail que “as escolhas que nossas equipes de criação fazem se baseiam em motivações e sensibilidades que eles acreditam definir seus personagens. Nós apoiamos plenamente a visão e a arte do trabalho excepcional de Dan e David, e sentimos que a obra fala por si”.

Outros programas de TV, como “Downton Abbey” e “Private Practice”, incluíram estupros em suas tramas, mas eram eventos singulares, cujas repercussões foram exploradas pelas duas séries.

“Os melhores retratos não se resumem ao estupro em si como recurso dramático”, disse Scott Berkowitz, presidente da Rape, Abuse and Incest National Network, uma organização norte-americana de combate à violência sexual. “Usam o estupro para contar uma história mais profunda sobre a recuperação e o efeito que isso causa na pessoa”.

Mas “Game of Thrones” não parece estar seguindo esse caminho.

“Ter a violência sexual tratada com tanto descaso, é difícil ver algo assim”, diz Mariah Huehner, escritora e editora de quadrinhos que contribuiu repetidamente para o debate online do tema. “É perturbador demais assistir, e não acho que eu vá aguentar muito tempo mais”.

Quanto aos livros, os leitores dizem que as descrições de estupros por Martin sublinham a dureza de seu mundo, mas há quem questione o que veem como uso exagerado desse tipo de cena, e o tom muitas vezes lúrido que ele adota para escrever sobre assuntos sexuais.

“Esse negócio do ‘não quer dizer sim’ está lá nos livros”, fiz Sady Doyle, ensaísta que escreve frequentemente sobre “Game of Thrones”. “As punições sexualizadas estão lá. São parte do texto e são vitais para o texto. É algo que se repete inúmeras vezes”.

Mas ela acrescenta que “chega o ponto em que você tem a sensação de que não passa um capítulo sem uma cena horrível —envolvendo quase sempre uma mulher como personagem—, quase como se ele estivesse tentando provar que sim, esse é um trabalho de literatura sombrio e assustador”.

Martin diz que sua filosofia como escritor é mostrar e não contar,e fazê-lo requer “detalhes sensórios vívidos”.

“Se a cena em questão é de sexo, alguns leitores podem considerá-la intensamente desconfortável”, ele diz, “e isso é 10 vezes mais verdadeiro para cenas de violência sexual. Mas é preciso que seja assim. O objetivo de algumas cenas é que sejam desconfortáveis, perturbadoras e difíceis de ler”.

Ian McElhinney, Emilia Clarke, Iain Glen e Nathalie Emmanuel em cena da quarta temporada de 'Game of Thrones' - Reprodução/YouTube

Ian McElhinney, Emilia Clarke, Iain Glen e Nathalie Emmanuel em cena da quarta temporada de ‘Game of Thrones’ – Reprodução/YouTube

Com a adaptação dos romances para outras mídias, sequências descritas obliquamente no texto se tornam mais explícitas, mais agressivas e mais problemáticas. Martin diz que as adaptações de “Game of Thrones” para a TV e os quadrinhos “cabem a outras pessoas, que fazem suas escolhas artísticas quanto à abordagem que funcionará melhor em suas respectivas mídias”.

Ryan, do Huffington Post, disse em entrevista que “Game of Thrones” possui “uma incrível capacidade de fazer com que você se importe com pessoas que fizeram coisas realmente terríveis —é algo que acontece repetidamente, e acho que é o ponto forte do trabalho”.

“Agressões sexuais acontecem no mundo”, disse Ryan. “É algo que processamos via cultura popular. As pessoas que produzem esses trabalhos deveriam se esforçar por exibir todos os aspectos da experiência —mostrá-la tanto do ponto de vista de quem sobreviveu ao ataque quanto da pessoa que o perpetrou”.

“É assim que essa experiência passa a ser respeitada”, ela diz. “É assim que ela deixa de ser exploração”.

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