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O que os heróis da literatura infanto-juvenil podem ensinar para a sua carreira

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Livros para crianças e adolescentes estão recheados de ensinamentos válidos também para a vida profissional

Isabella Carrera, na Época

Uma pesquisa divulgada recentemente na publicação científica Journal of Applied Social Psychology constatou que leitores da série juvenil Harry Potter melhoraram, por meio dos livros, suas percepções sobre grupos estigmatizados. O estudo abordou crianças e adolescentes antes e depois da leitura da obra. Os resultados indicaram que aqueles que compreendiam a representação de fanatismo e preconceito nos textos de J. K. Rowling adquiriram uma visão mais tolerante em relação a imigrantes e refugiados, enquanto quem se identificou emocionalmente com Harry demonstrou uma percepção positiva sobre integrantes do grupo LGBT.

A pesquisa foi feita mostrando o efeito do herói juvenil sobre crianças e adolescentes, mas as lições aprendidas com essas histórias não servem só aos menores. Mensagens sobre amor, respeito e inspiração são aplicáveis a qualquer faixa etária. Inspirados pelo estudo sobre Harry Potter, elaboramos uma lista com outros personagens infanto-juvenis e o que eles têm a nos ensinar para a vida profissional.

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PARA QUEM BUSCA MUDANÇAS NA CARREIRA (OU DE CARREIRA)

1O Hobbit

Saia da zona de conforto e siga uma aventura

Bilbo Bolseiro é um hobbit – criatura que, por definição, é acomodada, adora hábitos e odeia sair de casa. Quando o mago Gandalf bate à sua porta um dia e convida-o para uma missão arriscada, ao lado de desconhecidos e passando por territórios perigosos, Bilbo entra em contato com um lado seu que não conhecia: a coragem de mergulhar em uma aventura inesperada e fazer de tudo para ajudar seus amigos.

PARA QUEM ANDA ESTRESSADO

1O incrível Hulk

Controle o lado emocional em momentos de estresse

As HQs de O Incrível Hulk contam a transformação do cientista Dr. Robert Bruce Banner. Depois de ser submetido a radiação enquanto salvava um adolescente em um teste de uma bomba militar, acaba ganhando uma “segunda personalidade”: o Hulk. Obscura e agressiva, ela só emerge em situações de fúria. Para seguir com uma vida normal, Banner precisa aprender a se manter calmo e controlar suas emoções.

PARA QUEM PRECISA PÔR OS PÉS NO CHÃO

1Peter Pan

Amadureça sem perder a inocência e doçura

Um dos heróis infantis mais famosos, Peter Pan é um menino que nunca cresce. Ele vive na ilha mágica da Terra do Nunca com um grupo de amigos, chamados Garotos Perdidos. Lá, eles não têm responsabilidades e passam o dia com sereias, piratas e fadas. Mas quando Peter Pan conhece os três irmãos Wendy, John e Michael, ele começa a refletir sobre o que é ser adulto.

PARA QUEM ANDA POUCO CRIATIVO

1Calvin e Haroldo

Relaxe, solte sua imaginação e divirta-se

O protagonista dessa clássica tirinha é um garoto loiro, de cabelo espetado e muito atrevido. Adora fazer perguntas aos pais e aprontar pela cidade ao lado do seu tigre de pelúcia Haroldo – quem, com a ajuda da imaginação, vira um melhor amigo e fiel escudeiro. Andar de trenó, deitar nas folhas secas, fazer guerra de bolas de neve … Calvin tem a infância despreocupada e junto à natureza que todos nós queríamos ter. Por isso, a cada quadrinho, o leitor se lembra de parar, esquecer os problemas e curtir mais o dia.

PARA QUEM ESTÁ SE SENTINDO BOICOTADO

1As vantagens de ser invisível

Todos passam por problemas e o apoio dos colegas é fundamental

O protagonista Charlie, um garoto sensível de quinze anos, está no primeiro ano do colegial. Ele tenta superar dois eventos traumáticos – o suicídio de seu irmão Michael e a morte de sua tia Helen. Enquanto busca sentido nas duas tragédias, Charlie conhece Mary Elizabeth, Sam e Patrick. Cada um dos três colegas também passa por problemas pessoais e, juntos, eles se sentem felizes e confortáveis para mostrar sua verdadeira identidade, ser quem quiserem ser.

PARA QUEM ANDA TRABALHANDO DEMAIS

1Onde vivem os monstros

Não se esqueça de sua vida pessoal

Com um enredo lúdico, Onde vivem os monstros conta a história de Max, um menino arteiro que, ao se irritar por levar uma bronca de mãe, foge de casa em um barquinho e chega sem querer em uma ilha. Nela, moram criaturas mágicas, que o coroam rei e conversam com ele sobre saudades, ter um lar e amar a família.

PARA QUEM ESTÁ QUASE DESISTINDO DE LUTAR

1Jogos vorazes

Tenha senso crítico e lute pelo que você acredita

Em um dos mais recentes fenômenos teens, Katnis Everdeen e Peeta Mellark vivem em uma comunidade que há anos se encontra sob a ditadura d’ O Capital. Esse governo promove os Jogos Vorazes, uma espécie de reality show em que crianças devem lutar entre si, matando seus oponentes para conseguir sobreviver. Katnis e Peeta reconhecem o abuso de poder por parte do presidente Snow e têm coragem de se posicionar contra ele, mesmo sabendo o risco que eles correm ao fazê-lo.

PARA QUEM É MUITO RACIONAL

1O maravilhoso feiticeiro de Oz

Siga o seu coração

A obra de L. Frank Baum, eternizada pela versão cinematográfica com Judy Garland, mostra a garotinha Dorothy sendo levada por uma ventania sua fazenda no Kansas para o mundo mágico de Oz. Procurando o que é preciso para voltar para casa, ela descobre que, na verdade, sempre teve em si mesma o potencial para alcançar o que quisesse.

PARA QUEMESTÁ PRECISANDO ENGAJAR A EQUIPE

1Mary Poppins

Obrigações não precisam ser chatas

Mary Poppins é a governanta mais simpática da literatura. Ela é exigente, mas gentil. Ordena às crianças a arrumação da cama e o horário do banho, mas transforma cada tarefa em uma festa. Cobrar e organizar a equipe não significa ser um carrasco!

PARA QUEM PRECISA TRABALHAR EM EQUIPE

1Desventuras em série

Para superar crises, é preciso se unir

A saga literária começa quando os irmãos Klaus, Sunny e Violet Baudelaire perdem os pais em um incêndio e são obrigados a viver com o terrível Conde Olaf, homem interessado apenas em herdar a fortuna da família. Unidos, os três órfãos fazem de tudo para escapar das más intenções do novo tutor e lidar com a perda de seus parentes.

22 Conselhos de Stephen King para escritores(as)

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Em seu livro de memórias On Writing, King compartilha valiosos insights sobre como ser um escritor melhor.

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Walter Alfredo Voigt Bach, no Homo Literatus

O renomado autor Stephen King escreve histórias que cativam milhões de pessoas ao redor do mundo, ganhando em volta de 17 milhões de dólares por ano.

Ele não adoça o tema: “Não posso me sentar e dizer que não existem maus escritores. Desculpe, mas há muitos maus escritores.”, afirma o autor.

Não quer ser um deles? Aqui estão 22 grandes conselhos do livro de King em como ser um escritor melhor.

1. Pare de assistir televisão. Ao invés disso, leia o quanto for possível

Se você está apenas começando como escritor, sua televisão deve ser a primeira a ir embora. “É venenosa para a criatividade”, afirma o autor. “Escritores precisam olhar para si próprios e se virar para a vida da imaginação”.

Para tanto, devem ler o quanto podem. King leva um livro consigo a qualquer lugar, e até lê durante as refeições. “Se você quer ser escritor, deve fazer duas coisas acima de todas as outras: ler muito e escrever muito”, diz. “Leia amplamente e trabalhe continuamente para refinar e redefinir seu próprio trabalho”.

2. Prepare-se para mais falhas e críticas do que imagina saber lidar

King compara escrever ficção com cruzar o Oceano Atlântico numa banheira, porque em ambos “há muita oportunidade para dúvidas sobre si. Não apenas você vai duvidar de si, mas outras pessoas também. Se você escreve (ou pinta ou dança ou esculpe ou canta, suponho), alguém vai tentar te fazer se sentir mau sobre isso, é tudo”.

“Constantemente, você tem de continuar escrevendo mesmo quando não se sente bem com isso. Parar um trabalho apenas por ser difícil, emocionalmente ou imaginativamente, é uma má ideia”, ele conta. E quando você falha, King sugere se manter positivo. “O otimismo é uma resposta legítima e perfeita à falha”.

3.Não desperdice tempo tentando agradar pessoas

De acordo com King, rudeza deve ser a menor das suas preocupações. “Se você pretende escrever tão verdadeiramente quanto pode, seus dias de uma sociedade polida estão contados de qualquer modo”. Ele costumava ter vergonha do que escreveu, especialmente após receber cartas raivosas o acusando de ser fanático, homofóbico, assassino e psicopata.

Por seus 40 anos, ele percebeu que todo escritor decente foi acusado de ser um desperdício de talento. King definitivamente se ajeitou com isso. Ele conta: “Se você desaprova, só posso encolher meus ombros. É o que tenho. Você não pode agradar todos os seus leitores o tempo todo”. Então, King aconselha que pare de se preocupar.

4. Escreva primeiramente para si mesmo

Você deve escrever porque isso te traz prazer. “Eu fiz pelo puro prazer. Se você pode escrever por prazer, pode fazer isso para sempre”, afirma ele.

O escritor Kurt Vonnegut ofereceu um conselho parecido: “Encontre um assunto com o qual você se importe e sinta em seu coração que outros deveriam se importar. É esse cuidado genuíno, não são seus jogos de linguagem que serão o elemento mais sedutor de seu estilo”.

5. Enfrente coisas que são mais difíceis de escrever

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer”, diz King. “São delas que você se envergonha porque as palavras diminuem seus sentimentos.” Muitos grandes trabalhos escritos vieram após horas de pensamento. Na cabeça de King. “A escrita é um pensamento refinado”.

Ao enfrentar tarefas difíceis, tenha certeza de que está cavando fundo. “Histórias são coisas encontradas, como fósseis no solo… são relíquias, parte de um mundo pré-existente não descoberto”. Escritores devem ser como arqueologistas, escavando o quanto puderem encontrar para uma história.

6. Quando estiver escrevendo, se desconecte do resto do mundo

“A escrita deve ser uma atividade totalmente íntima. Ponha sua mesa no canto do quarto e elimine todas as distrações possíveis – de telefones a janelas abertas.”

Mantenha total privacidade entre você e seu trabalho. Escrever o primeiro rascunho “completamente cru, que me sinto livre para fazer com a porta fechada”. É a história despida, apenas de meias e cuecas.

7. Não seja pretensioso

“Uma das piores coisas que você pode fazer para a sua escrita é enfeitar o vocabulário, procurar por palavras longas apenas por um pouco de vergonha das suas curtas”, afirma King. Ele compara esse engano a vestir um animal de estimação em roupas de entardecer – tanto o animal quanto o dono ficam envergonhados, porque é completamente excessivo.

Como David Ogilvy, grande ícone no mundo dos negócios, disse em uma carta a seus empregados: “Nunca usem jargões como recontextualizar, desmassificar, atitudinal, julgamental. São marcas de um imbecil pretensioso. Além disso, não use símbolos exceto quando necessário. O simbolismo existe para adornar e enriquecer, não para criar um senso artificial de profundidade” diz Stephen.

8. Evite advérbios e parágrafos longos

Como Stephen King enfatiza diversas vezes em seu livro, “o advérbio não é seu amigo”. “A estrada para o inferno está pavimentada com advérbios”, ele crê e os compara a dentes-de-leão que arruínam seu gramado. Os advérbios são piores depois de “ele disse”, “ela disse” – essas frases ficam melhores sem adornos.

Você também deve prestar atenção em seus parágrafos, para que fluam com as voltas e com o ritmo de sua história. “Parágrafos são quase sempre tão importantes como parecem, quanto pelo que dizem”.

9. Não seja apegado demais a gramática

De acordo com King, escrita é primeiro sobre sedução e não sobre precisão.

“A linguagem nem sempre precisa usar gravata e sapatos de laço. O objeto da ficção não é a certeza gramatical, mas sim fazer o leitor se sentir bem-vindo e o contar uma história. Você deve se esforçar em fazer a pessoa se esquecer de que está lendo uma. ”

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10. Aprenda a arte da descrição

“A descrição começa na imaginação de quem escreve, mas deve terminar na de quem lê”. A parte importante não é escrever o suficiente, mas limitar o quanto será dito. Visualize a experiência que você quer proporcionar a quem lê, e então traduza o que vê em mente em palavras na página. Você precisa descrever coisas “de maneira a fazer o leitor sentir formigamentos”.

A chave para uma boa descrição é a clareza, tanto na observação quanto na escrita. Use imagens limpas e vocabulário simples para não cansar quem lê. “Em muitos casos, quando a pessoa põe a história de lado é porque ficou chata, e essa chatice veio porque o escritor se encantou com seus poderes descritivos e perde a vista de sua prioridade, que é manter a bola rolando”.

11. Não dê muitas informações de pano de fundo

“Você precisar se lembrar de que há uma diferença entre palestrar sobre o que sabe e usar seu conhecimento para enriquecer a história. Esta é ótima, aquela não”. Certifique-se de incluir detalhes apenas para mover a história adiante e persuadir a pessoa a continuar lendo.

Caso precise pesquisar, faça com que não encubra a história. A pesquisa deve se incluir nela “tão longe como um pano de fundo ou entrelinhas que você precisar”. Você pode se sentir envolvido pelo que aprende, mas os leitores vão se importar muito mais com suas personagens e enredo.

12. Conte histórias sobre o que as pessoas realmente fazem

“A má escrita é um problema de sintaxe e observação culposa. Geralmente, vem de uma recusa teimosa em contar histórias sobre o que as pessoas realmente fazem – encarar o fato, digamos, que as vezes um assassino ajuda uma senhora a atravessar a rua”. As pessoas nas suas histórias são os aspectos com os quais seu leitores mais irão se importar, e você deve se certificar de toda a dimensão das suas personagens.

13. Arrisque-se, não há jogo seguro

Primeiro e mais importante: pare de usar a voz passiva. É o maior indicador de medo. “Estou convencido de que o medo é a raiz de muitas más escritas”, diz Stephen King. Escritores devem jogar os ombros para trás, esticar as canelas e pôr a escrita a serviço.

“Tente qualquer coisa que goste, não importa quanto entediantemente normal ou ultrajante. Se funciona, ótimo. Se não, jogue fora.”

14. Entenda que você não precisa de drogas para ser um bom escritor

“Afirmar que esforço criativo e substâncias de alteração mental estão entrelaçados é um dos grandes mitos pop-intelectuais do nosso tempo”. Aos olhos de King, escritores usuários de drogas são apenas usuários. “Alegar que drogas e álcool são necessários para aflorar uma sensibilidade refinada é apenas um self-service de besteira”.

15. Não tente roubar a voz de outra pessoa

“Você não pode mirar um livro como um míssil”, afirma Stephen King. Quando você tenta imitar o estilo de outro escritor por qualquer motivo, você não produz nada além de imitações pálidas. Afinal, você nunca deve tentar reproduzir a maneira que alguém se sente e experimenta algo, principalmente sem prestar atenção a uma profunda análise de vocabulário e enredo.

16. Entenda que a escrita é uma forma de telepatia

“Todas as artes dependem de telepatia em algum grau, mas acredito que a escritá é pura destilação”, diz King. Um elemento importante da escrita é a transferência. Seu trabalho não é escrever palavras na página, e sim transferir ideias dentro da sua mente nas cabeças dos leitores.

“Palavras são apenas a mídia pela qual a transferência acontece”. Em seu conselho de escrita, Kurt Vonnegut também recomenda que escritores “usem o tempo de um total estranho de maneira que a pessoa não sinta ter desperdiçado tempo”.

17. Leva sua escrita a sério

“Você pode se aproximar do ato de escrever com nervosismo, empolgação, esperança ou desespero”, afirma King. “Faça isso de alguma maneira, mas de leve”. Se você não quer levar sua escrita a sério, ele sugere que você feche o livro e faça outra coisa.

Como a escritora Susan Sontag disse: “A história deve atingir um nervo – em mim. Meu coração deve parar de bater quando ouço a primeira linha em minha cabeça. Eu começo a tremer nesse risco”.

18. Escreva a cada dia

“Assim que começo um projeto, eu não paro e não desacelero a menos que eu absolutamente precise”, conta Stephen. “Se eu não escrevo todo dia a personagem começa a mofar em minha mente… começo a perder meu controle sobre o enredo e o ritmo”.

Se você falha em escrever diariamente a empolgação com a ideia pode começar a sumir. Quando o trabalho começa a parecer um trabalho, King descreve esse momento como “o beijo da morte”. O conselho dele é escrever uma palavra de cada vez.

19. Termine seu primeiro rascunho em três meses

King gosta de escrever 10 páginas por dia. Em um prazo de três meses, isso soma em torno de 180.000 palavras. “O primeiro rascunho de um livro – mesmo dos longos – não deve demorar mais de três meses, o tempo de uma estação”. Se você passa tempo demais em uma peça, King acredita que a história começa a ter uma sensação estrangeira.

20. Quando terminar de escrever, dê um longo passo para trás

King sugere seis semanas de “tempo de recuperação” após terminar a escrita. Assim, você pode ter a mente limpa para perceber quaisquer buracos no enredo ou no desenvolvimento da personagem. Ele afirma que a percepção original de uma personagem pelo autor pode ser tão faltosa quanto a do leitor.

Ele compara a escrita e a revisão com a natureza. “Quando você têm de escreve um livro, investe dia após dia escaneando e identificando as árvores. Quando termina, tem de dar um passo para trás e olhar a floresta”. Quando você encontra seus enganos, ele diz que “você está proibido de se sentir depressivo sobre eles ou de se bater. Confusões acontecem aos melhores de nós”.

21. Tenha coragem de cortar

Durante a revisão, escritores constantemente tem a dificuldade de abandonar palavras que eles escreveram por tanto tempo. Mas, como King aconselha, “mate suas queridas, mesmo quando isso quebra seu pequeno coração de escriba egocêntrico, mate suas queridas palavras”.

Apesar da revisão ser uma das partes mais difíceis da escrita, você precisa abandonar as partes chatas para avançar na história. Em seus conselhos sobre escrita, Kurt Vonnegt diz: “Se uma sentença, não importa quão excelente ela seja, não ilumina o assunto de maneira nova e útil, corte-a.”

22. Permaneça casado, seja saudável, tenha uma boa vida

King atribui seu sucesso a duas coisas: sua saúde física e seu casamento. “A combinação de um corpo saudável e um relacionamento estável com uma mulher auto-confiante que nada toma de mim ou de outra pessoa possibilitou a continuidade da minha vida profissional”, ele conta.

É importante ter um bom equilíbrio em sua vida para que a escrita não consuma tudo dela. Nos 11 “mandamentos da escrita” do pintor e autor Henry Miller, ele aconselha: “se mantenha humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se sentir-se bem para isso”.

Livro inacabado de Ubaldo reúne histórias dos bares do Leblon, diz o filho

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O novo livro ao qual o escritor João Ubaldo Ribeiro, 73 anos, se dedicava e escrevia em sigilo, antes de morrer na madrugada da última sexta-feira (18), conta histórias que se passam bares no Leblon, bairro onde ele morava, na zona sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo filho, Bento Ribeiro, que contou que o pai ocupava o seu tempo reunindo material para a obra, ainda sem título.

Publicado Portal AZ
“Eram contos do Leblon narrados por um baiano. Tem muito da linguagem típica da Bahia, era um apanhado de várias historias e crônicas sobre o bairro”, contou Bento, que admite não ter lido nenhum trecho do livro. “Quem lia as obras do meu pai antes de estarem prontas era sempre a minha mãe (Berenice).” Segundo Bento, porém, o pai lhe contou que estava escrevendo o livro do ponto de vista de um narrador baiano.

Morto devido a uma embolia pulmonar, Ubaldo foi enterrado às 10h deste sábado (18), no túmulo de número 32 no Mausoléu dos Acadêmicos da ABL, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Nascido em Itaparica, Ubaldo cultivava grande amor pela ilha baiana, sempre lembrada em suas obras. Por baixo do fardão usado como uniforme pelos acadêmicos da ABL, o escritor vestia uma camisa com uma foto de Itaparica, ao ser sepultado. E em cima do caixão, foi colocada uma camiseta do Bloco Areia, que o homenageou no último Carnaval.

“Senhor da palavra”

“É impossível não ficar emocionado, era meu amigo”, afirmou o acadêmico Domício Proença, que contou ter sofrido um grande impacto ao saber da morte do amigo. “João era uma pessoa preocupada com duas coisas fundamentais: a nossa identidade como povo e a língua que ele cultivava como poucos. João era um erudito e dominava todos os registros do idioma, era um senhor da palavra”, lamentou.

Na opinião de outra acadêmica, a escritora Nélida Piñon, a obra de Ubaldo permanecerá atual. “A obra de João Ubaldo aporta a essencialidade e vai enfrentar também os favores e desfavores do tempo. Vamos resgatá-lo sempre para que não seja esquecido. Acredito na obra dele, é uma obra que perdura e que vai deixar grandes exemplos. Ele semeou maravilhas, semeou a grandeza da língua portuguesa. Todo escritor, ao utilizar a magia da língua portuguesa, amplia nossa visão de Brasil e traz traços da nossa identidade”, disse.

Piñón defendeu ainda que os livros “Viva o Povo Brasileiro” e Sargento Getúlio”, de Ubaldo, devem ser resgatados por representarem o “ponto alto” de sua obra. “Vamos pô-lo dentro da moldura da história”.

Linguajar destemperado

Piñon relembra os momentos em que conviveu com Ubaldo. “Como pessoa, ele era muito engraçado e irônico. Tinha um linguajar destemperado, era capaz de dizer o que quisesse. Sem contar a naturalidade com a língua. Cada vez que ele era irreverente com uma frase, ele se cercava de um fundamento linguístico muito sólido. Era um homem muito culto. Eu tinha uma grande estima, amizade e admiração por ele.”

Outro acadêmico, o linguista Evanildo Bechara, afirmou estar ressentido pela morte de mais um acadêmico, além de Ivan Junqueira, falecido o dia 7 de julho.

“Mal terminamos de enxugar as lágrimas com a morte do Ivan, surge agora o falecimento do Ubaldo, foi inesperado. A Academia e a literatura brasileira se sentem órfãos nesse momento. Ubaldo era não somente o grande romancista, mas também um homem de pensamento”.
Bechara se diz admirador das crônicas de Ubaldo, que, segundo ele, reúnem “uma estrutura de pensamento, amor ao Brasil e esperança no povo brasileiro”.

Literatura não é mero entretenimento

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Jhumpa, que virá à Flip: "A tecnologia leva os consumidores a se distrair com bobagens"

Jhumpa, que virá à Flip: “A tecnologia leva os consumidores a se distrair com bobagens”

Luís Antônio Giron, no Valor Econômico

É impressionante a quantidade de autores que mantêm o hábito de escrever à mão e ignoram a tecnologia mais recente. Alguns o fazem por hábito. Outros, como a ficcionista Jhumpa Lahiri, por convicção de que o progresso pode destruir a delicadeza da escrita literária. Jhumpa, de 46 anos, é de origem bengali. Nasceu em Londres, imigrou criança com a família para Rhode Island, Estados Unidos. Tecnicamente é americana, mas não se considera como tal. “Não sou americana, como não sou indiana nem londrina”, diz, em entrevista por telefone ao Valor, de Roma, onde mora com o marido jornalista e os filhos de 11 e 9 anos. “Sou apenas alguém.”

Alguém capaz de grandes façanhas armada apenas de uma caneta e um caderno. Jhumpa cria histórias sobre uma mesma matriz autobiográfica: personagens bengalis que imigram para o Ocidente e vivem a ruptura da identidade a partir do choque entre culturas e da luta pela sobrevivência em terra estranha. Jhumpa estreou em 2000 com “Intérpretes de Males” (contos), que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer de melhor livro de ficção – o mais importante dos EUA.

Seu estilo mistura longas descrições psicológicas e peripécias intercontinentais. Ela é considerada por muitos críticos uma das melhores contistas atuais da língua inglesa. Outra reunião de contos, “Unnacostumed Heart” (2008) lida com casos de família em várias gerações. O romance “O Xará” (2003) narra a história de um indiano chamado Gógol, xará do escritor russo, que precisa conviver com as tensões de ser a um só tempo indiano e europeu. Seu quarto título, de 2013, é o romance “Aguapés”, agora lançado no Brasil pela editora Globo para marcar a vinda de Jhumpa à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

“Aguapés” é ambientado na Índia e nos EUA e trata de quatro gerações de uma família bengali separada pela imigração e pelos conflitos políticos. A trama é centrada nos irmãos Subhash e Udayan Mitra – aquele imigrante nos EUA, este militante de esquerda em Calcutá nos anos 1960. Nesta entrevista, Jhumpa fala sobre escrever e sobre sua preocupação com o futuro da literatura.

Valor: O que conhece sobre o Brasil?

Jhumpa Lahiri: Sei de muitas coisas e estou animada para visitar o país pela primeira vez. Vou viajar com meu marido e meus filhos. Ele morou no Brasil quando era estudante e me contou sobre a diversidade cultural e a maneira leve que os brasileiros têm de levar a vida, algo bem diferente do que experimentei nos EUA. Conheço o Brasil pela literatura e pela música, que são riquíssimas. Li as traduções dos livros de Clarice Lispector, uma voz única na literatura mundial. E a gente vive ouvindo bossa nova aqui em casa.

Valor: Para que serve a literatura no mundo atual, saturado de diversão e tecnologia?

Jhumpa: Há uma pressão enorme sobre nós, escritores. Somos chamados à arena das discussões sobre o futuro da cultura e temos a obrigação de demonstrar publicamente que a literatura de ficção é relevante, pois constitui a personalidade e a formação intelectual do leitor. Não tem nada a ver com tecnologia ou com o sensacionalismo que as grandes editoras usam para vender livros ou modas literárias. O excesso de marketing reduz a experiência do leitor e obriga os autores a produzir como máquinas. A literatura corre o risco de virar mero entretenimento. Eu procuro fugir disso.

Valor: Você lê em aparelhos eletrônicos?

Jhumpa: Detesto todo esse mundo de aparelhos e redes sociais. Esses mecanismos servem para controlar e despersonalizar os seres humanos. Os tablets e e-readers não passam de armadilha para o leitor comprar mais livros. O efeito é imediato: ele tende a pular de um livro para outro sem aproveitar o que cada obra tem. Para mim, um livro é um objeto único, maravilhoso, feito para o prazer da leitura. A tecnologia leva os consumidores a se distrair com bobagens e a não prestar atenção no que é fundamental: desenvolver a sua maneira de ver e ler a realidade.

Valor: Seu trabalho é etiquetado pela crítica americana como “literatura de imigração”. Você se sente bem nesse rótulo?

Jhumpa: Não acho que minha obra possa ser considerada literatura de imigração. Eu abordo problemas universais. As circunstâncias de imigração por que passam meus personagens não podem caracterizar o que escrevo. Conto histórias sobre pessoas desenraizadas e deslocadas. No mundo de hoje, poucos são os que não se sentem assim, mesmo quem nasceu em um lugar e nunca saiu de lá. A expressão “literatura de imigração” é redutora e tenta simplificar as coisas.

Valor: De qualquer forma, suas histórias giram em torno de famílias bengalis que trocaram a Índia pelo Ocidente.

Jhumpa: Sim, porque é o que eu vivi. Observei meus pais e as famílias indianas ligadas à minha. Por isso, minhas histórias abordam a situação das gerações anteriores à minha, que foram mais marcadas pelo choque cultural.

Valor: Você cresceu, estudou e amadureceu nos EUA. Considera-se americana?

Jhumpa: Não. Não me sinto à vontade nos Estados Unidos nem acho que é o meu país. Não sou americana, como não sou londrina nem indiana. Sou alguém. Fui criada nos Estados Unidos, mas nunca fui acolhida como americana. Viam-me como a estrangeira filha de indianos. Nacionalidade é um conceito ultrapassado.

Valor: O desenraizamento se evidencia em suas histórias. Nelas, espaço, tempo e vida interagem. Os personagens são contraditórios e insatisfeitos. Você faz isso de propósito ou é um impulso inconsciente?

Jhumpa: Não tenho formação filosófica, apesar de alguns de meus personagens especularem até de forma profunda. Mas não sou eu que sou profunda, e sim eles, se é que podem ser considerados assim. É o caso de Gauri, a mãe de Bela, a protagonista “americana” de “Aguapés”. Ela reflete sobre a condição do tempo, e não pensei sobre isso, a voz de Gauri se impôs. Os personagens surgem à medida que escrevo. Não planejo essas coisas. Gero vozes sem pensar no que pensam.

Valor: É possível combinar com harmonia duas ou mais culturas aparentemente opostas, como a indiana e a europeia?

Jhumpa: Isso depende da situação. Mas em geral as culturas não se harmonizam. Claro que há um fundamento universal, e é ele que eu persigo nos meus enredos. A questão da cultura é circunstancial. O que o ser humano precisa buscar é a universalidade dos temas e sentimentos. Só assim haverá um equilíbrio.

50 livros que todo jovem deve ler

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Fonte: Shutterstock     Existem livros clássicos e atuais que devem ser lidos por todos os jovens

Fonte: Shutterstock
Existem livros clássicos e atuais que devem ser lidos por todos os jovens

Publicado no Universia Brasil

 

A leitura é uma das atividades que mais tem o poder de mudar opiniões e valores. Por isso, para jovens que ainda estão em processo de formação e conhecendo o mundo, existem alguns livros que podem ser importantes para o momento em que eles estão. Confira a lista de 50 obras que todo jovem deve ler e baixe algumas delas gratuitamente:

1 – O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

O livro se passa em Nova York dos anos 20 e faz uma crítica ao “sonho americano”.

2 – A Metamorfose, Franz Kafka

Neste livro conhecemos Gregor Samsa, um jovem que, um dia, ao acordar, percebe que se transformou em um grande inseto asqueroso.

3 – Bartleby, O Escrivão, de Herman Melville

O livro é narrado por um advogado que contrata um jovem para ser seu escrivão, entretanto, o rapaz age de maneira estranha: a única coisa que ele diz é “Eu preferia não fazer”.

4 – Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

Em Dom Quixote conhecemos um fidalgo que após, ler muitas obras de cavalaria, enlouquece e passa a acreditar que é um cavaleiro.

5 – Candido, de Voltaire

Neste livro, Voltaire apresenta aos leitores a história do jovem Candido, um rapaz que está entrando na vida adulta e acaba passando por várias experiências neste processo.

6 – Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski

Crime e Castigo é um romance russo que narra a história de um jovem que comete um assassinato e vê sua vida mudar drasticamente depois deste acontecimento.

7 – 1984, de George Orwells

1984 é um livro escrito na década de 40 que conta a história de um mundo dominado por ditadores e em que as pessoas não possuem liberdade ou privacidade.

8 – Coração das Trevas, de Joseph Conrad

Neste livro conhecemos Charles Marlow, um homem inglês que conta para os amigos em um bar suas aventuras dentro de um barco nos rios africanos.

9 – A Rua das Ilusões Perdidas, de John Steinbeck

Em A Rua das Ilusões Perdidas, o autor nos apresenta uma pequena família norte-americana que vive nos piores meses da Grande Depressão dos Estados Unidos.

10 – Adeus às Armas, Ernest Hemingway

O livro mostra a história de um tenente norte-americano Frederic Henry, que serve no exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial como condutor de ambulâncias.

11 – Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens

O livro de Charles Dickens é um romance que fala sobre traição, vingança, além da brutalidade das guerras.

12 – Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

No livro de Ray Bradbury, somos apresentados a um futuro em que todos os livros são proibidos e o pensamento crítico é oprimido pelas forças vigentes.

13 – Almas Mortas, de Nikolai Golgoi

Nikolai Golgoi foi um autor russo que em sua obra incompleta Almas Mortas conta a história de um burocrata afastado do serviço público por desonestidade.

14 – Laranja Mecânica, de Anthony Burgess

Inspiração para a adaptação cinematográfica de Stanley Kubrick, o livro Laranja Mecânica discute a relação entre entretenimento, violência e controle mental.

15 – O Mestre e a Margarida, de Mikhail Bulgákov

Escrito durante o regime comunista na Rússia, este livro conta a história da chegada do diabo à Moscou.

16 – Amada, de Toni Morrison

Amada é o livro mais conhecida da ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 1993, Toni Morrison. Nele, conhecemos Sethe, uma ex-escrava que vive na época do fim da guerra civil dos Estados Unidos.

17 – O Homem Invisível, de Ralph Ellison

Este livro de Ralph Ellison conta a agonia de um homem negro vivendo na época da segregação social nos Estados Unidos no meio de homens brancos.

18 – My Ántonia, de Willa Cather

No livro de Willa Cather, o jovem Jim Burden começa a morar no interior do estado norte-americano de Nebraska após a morte dos pais e se apaixona pela jovem Ántonia.

19 – O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

Uma das maiores histórias de amor da literatura, em O Morro dos Ventos Uivantes conhecemos Heathcliff e Catherine, duas pessoas que se amam mas não conseguem ficar juntas.

20 – O Manifesto Comunista, Karl Marx

No Manifesto Comunista, os leitores podem conhecer os princípios estruturais do comunismo e entender a importância desse movimento para a história da humanidade.

21 – O Príncipe, de Maquiavel

Você conhece a frase “os fins justificam os meios”? Ela foi escrita no livro O Príncipe, de Maquiavel, que explica como um governante deve se portar para que seu povo o ama e o tema.

22 – O Estrangeiro, de Albert Camus

Neste livro, conhecemos a história de um homem chamado Meursault que se sente um estrangeiro em relação a tudo que ele vive.

23 – O Ser e o Nada, de Jean-Paul Sartre

Na obra do filósofo Jean-Paul Sarte, vemos o início do existencialismo, vertente da filosofia que vê a consciência humana como transcendente.

24 – A Divina Comédia, de Dante

Um dos livros mais famosos da história, A Divina Comédia é contada por meio de poemas e acompanhamos a trajetória de um cristão após a sua morte.

25 – Hamlet, de William Shakespeare

Hamlet é uma das obras mais conhecidas de William Shakespeare. Nela, vemos o jovem Hamlet planejando a vingança da morte do seu pai, o rei, causada por seu irmão, que roubou o trono.

26 – O Paraíso Perdido, de John Milton

John Milton conta por meio de poemas a história cristã sobre a queda do homem, ou seja, a tentação de Eva e a expulsão dos dois do Jardim do Éden.

27 – O Rio que Saía do Éden, de Richard Dawkins

Richard Dawkins é um dos maiores biólogos da atualidade. Em seu livro “O Rio que Saía do Éden”, ele explica com uma linguagem fácil as principais teorias e evidências do evolucionismo.

28 – A Odisséia, de Homero

Elaborada por volta do século VIII a.C., a obra contra a história de Odisseu, um dos heróis da Guerra de Tróia.

29 – Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões

Os Lusíadas é uma epopeia portuguesa que mostra a coragem e a glória do povo português durante as descobertas marítimas.

30 – As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

A obra é uma das mais conhecidas da história e conta a história de Gulliver, homem que sofre um naufrágio de navio e acaba conhecer uma ilha em que todos os habitantes são extremamente pequenos.

31 – Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Neste livro, somos apresentados a um futuro em que a genética humana é totalmente controlada pelas pessoas, e isso tem fortes impactos na sociedade.

32 – Lolita, de Vladimir Nabokov

Lolita é um livro em primeira pessoa, narrado por Humbert Humbert, professor de francês que se apaixona pela sua enteada de doze anos.

33 – O Primo Basílio, de Eça de Queirós

O Primo Basílio é uma das principais obras realistas, em que somos apresentados a Luísa, uma moça que vive em uma típica família burguesa, mas que cultiva uma grande paixão escondida por seu primo Basílio.

34 – Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

A história é um romance histórico ambientado na Inglaterra do século XIX e conta a história de amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy.

35 – O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Neste livro, conhecemos Dorian Gray, um jovem que acaba amando demais a sua aparência e deixando de lado o seu interior.

36 – Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Em uma das obras mais famosas do autor, somos apresentados à família Buendía – Igarán, fundadora da cidade de Macondo.

37 – Frankstein, de Mary Shelley

O livro conta a história de Victor Frankenstein, estudante de medicina que decidir dar vida a um monstro em seu laboratório.

38 – A Ilíada, de Homero

A Ilíada é um poema épico grego que narra o período de aproximadamente 50 dias entre o décimo e último ano da Guerra de Tróia e cuja gênese radica na ira, de Aquiles.

39 – O Último dos Moicanos, de James Fenimore Cooper

Ambientado na época de formação dos Estados Unidos da América no século XVIII, o livro segue a trajetória de diferentes personagens em diversas situações desafiadoras.

40 – O Mundo se Despedaça, de Chinua Achebe

O autor nigeriano Chinua Achebe conta em seu livro o choque de cultura e valores que ocorreram entre os colonos ingleses e as tribos do seu país durante a época da colonização.

41 – A Cor Púrpura, de Alice Walker

Neste livro, ganhador do Prêmio Pulitzer de 1983, conhecemos a história de uma garota chamada Celie, de 14 anos, que é abusada sexualmente do próprio pai e tem dois filhos com ele.

42 – Jane Eyre, de Charlotte Brontë

Em Jane Eyre, somos apresentados a Jane, uma professora que passa a ser tutora de uma menina que mora em um castelo no interior da Inglaterra. Na história, Jane se apaixona pelo pai da criança, Edward Rochester.

43 – O Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau

Jean-Jacques Rousseau foi um dos filósofos mais importantes do século XVIII e em seu livro ele explica o conceito de contrato social, ou seja, um contrato imaginário que todos concordamos para podermos viver em sociedade.

44 – Assim Falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche

Neste livro Nietzsche narra a história de Zaratustra, um filósofo da antiga Pérsia que participou da fundação do Zoroatrismo. O livro possui tanto informações reais quanto fictícias, por isso, fique atento durante a leitura.

45 – O Ramo de Ouro, de James George Frazer

O Ramo de Ouro é uma das principais obras para quem deseja conhecer mais sobre a antropologia envolvida com a religião, mitos e lendas da história das sociedades.

46 – Guerra e Paz, de Liev Tolstoi

Guerra e Paz narra um romance que acontece na Rússia durante a época de Napoleão Bonaparte, contando as guerras napoleônicas russas.

47 – Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe

Os Sofrimentos do Jovem Werther é responsável pelo surgimento de um dos maiores movimentos literários no mundo: o romantismo.

48 – Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking

O livro foi escrito por um dos maiores físicos da atualidade, Stephen Hawking. Nele, o autor escreve sobre teorias físicas com uma linguagem simples, desde o surgimento do mundo até os dias atuais.

49 – A Arte da Guerra, de Sun Tzu

O livro escrito por Sun Tzu, apesar de fornecer ideias e estratégias para campos de batalhas, também contem dicas de planejamento para a vida pessoal e profissional.

50 – Ulisses, de James Joyce

Ulisses se inspira na obra Odisséia, de Homero, para contar a história de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo das 24 horas de um dia: 16 de junho de 1904.

 

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